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Por que “Guerra ao Terror” venceu “Avatar” na disputa pelo Oscar 2010

Em geral eu não leio crítica de cinema, porque em 90% dos casos ela não me serve para nada. Nos 10% restantes eu me arrebento de rir com as tentativas de explicações psicológicas, sociológicas e besteirológicas sobre os filmes. É o caso das explicações que li no dia seguinte à premiação do Oscar 2010.

“Avatar” é uma super-hiper-ultra-mega-produção de alta tecnologia que custou mais de US$ 400,000,000.00 (quatrocentos milhões de dólares) e conta uma história de caráter universal. Já arrecadou mais de US$ 2,500,000,000.00 (dois bilhões e meio de dólares) e continua em cartaz pelo mundo inteiro em uma grande quantidade de salas, inclusive no Brasil.

“Guerra ao Terror” é uma produção muito mais modesta que custou “míseros” US$ 11,000,000.00 (onze milhões de dólares) e conta uma história de caráter paroquial. Arrecadou cerca de US$ 19,000,000.00 (dezenove milhões de dólares) e já saiu de cartaz em praticamente todas as muito menos numerosas salas em que foi exibido, inclusive no Brasil.

Aí pululam opiniões como esta:

“A vitória do superestimado Guerra ao Terror não premia exatamente o melhor longa de 2010, mas decreta a derrota do maior blockbuster produzido pela indústria norte-americana. Avatar tem uma imensa capacidade de comunicação com o público, com todos os tipos de público. Talvez por buscar este resultado, segue uma cartilha marcada pelo uso de fórmulas prontas e dramaturgia limitada. Pelo que vem demonstrando nos últimos anos, a Academia de Hollywood não perdoa.”

(…)

“Faz sentido pensar que os blockbusters como concebidos por realizadores como Steven Spielberg e George Lucas, ainda nos anos 1970, não têm mais vez? No Oscar, talvez. Nas bilheterias, muito pelo contrário. Faz sentido, isso sim, vislumbrar uma divisão entre os títulos que priorizam um diálogo com o grande público e aqueles que são reconhecidos pela Academia como os melhores. O dia em que Guerra ao Terror levou o maior prêmio do cinema pode ter sido também o dia em que o Oscar rompeu com a indústria.” (Daniel Feix)

HAHAHAHAHAHAHA!!! De onde é que esses caras tiram essas idéias?

1) “A Academia de Hollywood não perdoa o uso de fórmulas prontas e dramaturgia limitada.”  Sério? Dá pra dizer isso sem corar?

Fórmula pronta é o que mais a Academia de Hollywood produz e premia. Nos últimos vinte e poucos anos, acho que a única grande dúvida ocorreu em 1990, quando havia realmente três concorrentes de peso: “Conduzindo Miss Daisy”, “Nascido em 4 de julho” e “Sociedade dos poetas mortos”. Aliás, eu fiquei bastante decepcionado que “Sociedade dos poetas mortos” não tenha vencido.

2) “Blockbusters não têm mais chance no Oscar.” Bá, eu vou rolar de rir quando a próxima super-hiper-ultra-mega-produção de alta tecnologia papar meia dúzia de estatuetas.

Produções caríssimas, na casa de várias centenas de milhões de dólares, além de poderem contar com os melhores atores e as melhores tecnologias, movem as engrenagens da economia de Hollywood muito mais do que “pequenas” produções na casa de poucas dezenas de milhões de dólares. Quem acreditar que a Academia de Hollywood sinalizaria uma tendência claramente contrária ao interesse econômico dos patrocinadores das grandes produções também deve acreditar que os EUA dariam o exemplo fazendo um grande esforço unilateral para reduzir o aquecimento global.

3) “Passarão a ser premiados os melhores, não os mais assistidos.” Esse papo é coisa de quem pensa que a indústria cinematográfica estadunidense pretende seguir os caminhos da “pujante” indústria cinematográfica francesa.

O povo estadunidense vai passar a idolatrar a Academia de Hollywood por esfregar-lhe todos os anos no nariz a informação de que “vocês têm mau gosto, nós é que sabemos o que é bom.” Isso vai fazer um bem danado aos negócios. É uma idéia de gênio. Eu também sugiro trocar o nome do “Oscar” para “Pierre”.

4) “O Oscar rompeu com a indústria.” Oh, my God! Essa então é de assustar!

A Academia de Hollywood tem 5777 votantes: 1205 atores, 452 produtores, 368 relações públicas, 366 diretores, 340 especialistas em animação (acertei?), 374 diretores de arte, 437 executivos, 405 sonoplastas, 382 escritores, 221 editores, 200 cinematógrafos (é isso? parece nome de equipamento…), 279 técnicos em efeitos visuais, 234 músicos, 151 documentaristas, 118 maquiadores e cabeleireiros e 245 “outros”. Clique na foto abaixo para conferir o nome das funções no quadro original e zoar minha tradução nos comentários:

Composição da Academia de Hollywood

Vocês entenderam, pessoal? A Academia de Hollywood é composta pela própria industria cinematográfica! Eles se auto-premiam! Como é que alguém com dois neurônios funcionais pode acreditar que eles iam “romper consigo mesmos”?!

Enfim, eu não sou crítico de cinema, eu não sou cinéfilo, mas eu sei por que “Guerra ao Terror” venceu “Avatar” na disputa pelo Oscar 2010:

- o Oscar é um prêmio oferecido pela indústria cinematográfica estadunidense a seus próprios membros, numa cerimônia organizada segundo o gosto do povo estadunidense, com o objetivo de fomentar o consumo dos produtos produzidos por essa mesma indústria cinematográfica estadunidense;

- embora haja algumas categorias destinadas a atrair assistência estrangeira para a cerimônia de entrega do Oscar e assim vender melhor os produtos da indústria cinematográfica estadunidense, a maioria esmagadora dos profissionais premiados é estadunidense ou radicada nos EUA, a parcela mais importante dos telespectadores é composta por cidadãos estadunidenses ou radicados nos EUA e o que interessa em última instância é ficar bem com o pessoal de casa;

- em “Avatar” os estadunidenses são os vilões, num enredo que lembra muito a Guerra do Vietnam, um dos episódios mais traumáticos e humilhantes da história estadunidense, com um imenso poder simbólico até hoje, em que um povo local com menos recursos mas muita garra rechaça uma invasão cruel e destruidora, motivada por interesses econômicos, e chuta a bunda do Tio Sam com um belo “Yankees, Go Home!”;

- em “Guerra ao Terror” os estadunidenses são os heróis, num enredo direcionado para glorificar o caráter dos bravos patriotas estadunidenses em luta contra um povo atrasado, bárbaro e violento que utiliza métodos maldosos para impor ideais retrógrados e anti-estadunidenses.

Alguém aí acha mesmo que os votantes estadunidenses condecorariam com o prêmio máximo da sua indústria cinematográfica um filme cujo enredo glorifica a traição de um soldado estadunidense em defesa de um outro povo, que heroicamente defende seu planeta (ou pátria) contra a exploração econômica promovida pelos EUA? Especialmente quando rola uma romântica história de amor entre esse destemido traidor e uma bela integrante do povo injustiçado?

“Avatar” pode ser superior a “Guerra ao Terror” em todos os aspectos, mas é politicamente inconveniente e ofende os brios patrióticos dos estadunidenses. Aquele povo tem demonstrado consistentemente ao longo da história que não sabe lidar nem com uma coisa, nem com a outra. O resultado do Oscar 2010 foi apenas mais um entre incontáveis registros do mesmo traço cultural.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 10/03/2010

P.S.: há uma “maldade” neste artigo que eu só vou revelar depois que pelo menos quinze pessoas diferentes comentarem. :)

“Eu não me preocupo com a inteligência artificial, o que me apavora de verdade é a burrice natural.”

Eu estava com essa frase guardada há meses, pensando no que eu poderia escrever para aproveitá-la. Cheguei à conclusão de que não precisava escrever mais nada, ela dá o recado completo.

Trolls da vida real: quando a vida imita a internet

O termo “troll” com o significado de “uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas” (Wikipédia),  foi cunhado na internet, mas o fenômeno que ele descreve é facilmente observado em qualquer ambiente, virtual ou presencial, em que se debatam idéias. O que as pessoas em geral não percebem é que os mesmos remédios válidos para combater a trollagem em ambientes virtuais são também necessários em ambientes presenciais.

Um dia desses (não vou dizer quando) eu estava em uma reunião de uma ONG (não vou dizer qual) que procura auxiliar um público problemático (não vou dizer quem) quando um dos presentes acusou publicamente outro dos presentes (não vou dizer os nomes) de ter lhe causado propositadamente um sério prejuízo (não vou dizer o que).

O acusado, sentindo-se gravemente injuriado em frente a diversos conhecidos, respondeu imediatamente com um soco certeiro na cara do acusador, que caiu por cima do coordenador dos trabalhos, derrubando-o também.

Em poucos segundos os amigos do acusador pularam em cima do autor do soco, cujos amigos por sua vez foram protegê-lo.

A reunião logo degenerou em pancadaria generalizada, promovendo um espetáculo com direito a cadeiras voando pelas janelas e outros efeitos visuais típicos de cenas de pugilato caótico multilateral.

Eu estava bem no meio da sala quando tudo começou. Permaneci sentado em minha cadeira por alguns segundos, observando a onda de insanidade crescer e envolver a maioria dos presentes, até que tomei uma decisão: “Ah, quer saber? A brincadeira perdeu a graça, vou embora.” Levantei, atravessei calmamente a turba enfurecida e saí sem falar com ninguém.

Assim que tirei meu carro da vaga, duas viaturas da Brigada (a Polícia Militar gaúcha) passaram por mim, uma delas parando exatamente onde eu estava estacionado. Não pude deixar de rir e pensar: “Pronto, agora que eu abandonei o fórum, chegou a moderação!”

Esse pensamento deu origem a este artigo.

Busquei a definição de troll na Wikipédia, para compor o parágrafo de abertura, e logo percebi que os demais conceitos lá descritos são plenamente aplicáveis tanto ao mundo virtual quanto ao mundo presencial. Por exemplo:

“O comportamento do troll pode ser encarado como um teste de ruptura da etiqueta, uma mais-valia das sociedades civilizadas. Perante as provocações insistentes, as vítimas podem (ou não) perder a conduta civilizada e envolver-se em agressões pessoais. Porém, independentemente da reação das vítimas da trollagem, o comportamento do troll continua sendo prejudicial ao fórum, pois o debate ou degenera em bate-boca ou prossegue sendo vandalizado pelo troll enquanto este tiver paciência ou interesse de atuar.” (Wikipédia)

Ora, passando da vida virtual para a presencial, isso é exatamente o que ocorre quando um pernóstico provocativo como o que levou o soco na cara pede a palavra em uma reunião. Mesmo que todos os presentes o ignorem e passem a fazer palavras-cruzadas enquanto ele estiver falando, ele vai continuar falando “enquanto tiver paciência ou interesse”, a menos que o coordenador dos trabalhos o impeça de prosseguir. E para impedir a atuação de um troll na vida presencial não basta um clique do mouse: é necessário dispor de poder adequado para bloquear as estratégias dos trolls presenciais.

O mito de “não alimentar os trolls

A velha máxima de “não alimentar os trolls” é apenas parcialmente válida: ela ajuda a não piorar a situação, mas não do modo como a maioria das pessoas pensa. Eu explico.

O antigo conselho de “não alimentar os trolls” implicava ignorar sua atuação, deixá-los falar sozinho e vencê-los no cansaço, pelo isolamento. Lá pelo período jurássico, nos primórdios da internet, pode ser que isso tenha funcionado, mas, ao contrário da ética na política, os trolls evoluem. Ao perceber que estão sendo ignorados, os trolls intensificam suas provocações a níveis intoleráveis de abuso. Se as pessoas insistem em tentar ignorá-los, logo eles estão pintando os narizes alheios de vermelho – ou fazendo coisa pior. É impossível tolerar um troll.

O único modo 100% eficaz de impedir que um troll perturbe um ambiente é impedir sua presença. Nos casos mais graves não adianta nem sequer cassar a palavra do troll, pois ele pode se calar por um tempo e então interromper outro interlocutor aos gritos, atirar um objeto em alguém, tirar a roupa e provocar um tumulto, etc.

O que fazem as pessoas quando alguém toma uma atitude dessas? Na maioria das vezes elas reagem de modo inadequado, como fez o cara que deu o soco, o que é exatamente o que o troll quer. Elas “alimentam o troll“, ou seja, reagem de modo a piorar a confusão que ele criou: gritam com ele, xingam, empurram, dão uns sopapos, etc. Enquanto isso, o objetivo original da reunião já foi para o bebeléu. É preciso muita atenção para evitar cair nesse tipo de armadilha.

Sempre alerta!

De acordo com a Wikipédia, estas são as principais estratégias de trollagem tanto no mundo virtual:

  • Jogar a isca e sair correndo: consiste em postar uma mensagem de polêmica muito grande já esperando uma grande reação de cadeia e flame war. Porém o troll não se envolve mais na discussão ele some após a mensagem original e se diverte com a repercussão. Uma forma mais branda é postar noticias polêmicas só para observar a reação da comunidade.
  • Induzir a baixar o nível: alguns trolls testam a paciência dos interlocutores, induzem e persuadem a pessoa a perder o bom senso na discussão e apelar para baixaria e xingamentos. Com isso, o troll “queima o filme”, consegue que a pessoa se auto-difame na comunidade por ter descido a um nível tão baixo.
  • Repetência de falácias: outro método usado que induz ao cansaço, aqui o troll repete seu conjunto de falácias até que leve seu interlocutor à exaustão, vencendo a discussão por abandono do oponente.
  • Desfile intelectual: um troll pode ter bom nível intelectual, vocabulário sofisticado diante dos outros discursantes, desfilar referências e contradizer os argumentos dos rivais por conhecimento e pesquisa, muitas vezes os expondo ao ridículo e questionando sua formação educacional.
  • Transpor autoria: é muito comum também um trolltroll para tirar de si a identificação como tal, abrindo caminho para alternativas anteriores. acusar sua vítima de ser um
  • Alimentar os trolls: participantes de boa fé podem trollar um debate ou um fórum inteiro inadvertidamente ao responder as provocações de um troll. (Wikipédia)

Essa última possibilidade tem sido cada dia mais explorada pelos trolls que agem em grupo na internet. Eles começam uma discussão entre si, participantes de boa fé se envolvem no debate, os trolls passam a discutir também com eles e o debate fica tão contaminado que, quando a moderação tenta atuar, é muito difícil identificar quem é troll e quem não é no meio do tumulto. Resultado: ou a moderação deixa os trolls impunes, ou pune também os (inocentes) otários que engoliram a isca e aumentaram o tumulto. De um modo ou de outro, os trolls obtiveram uma vitória, ainda que parcial. Portanto, a menos que você possa neutralizar os trolls com rapidez e eficácia, o melhor é evitar aumentar o tumulto. O mesmo vale no mundo presencial.

Veja o caso do sujeito que fez a falsa acusação que provocou a reação violenta do acusado na reunião que citei: ele não estava sozinho, veio acompanhado de uma “tropa de choque” de amigos prontos para entrar em ação rapidamente quando ele criasse tumulto.

Havia um longo histórico de atuações semelhantes daquele grupo de pessoas, portanto a participação delas jamais deveria ter sido tolerada naquele local. Por que então a presença delas foi autorizada? Porque o presidente da tal ONG é um sonhador que acredita em contos de fada, acha que ninguém pratica o mal voluntariamente e tem convicção que tudo na vida pode ser resolvido através de um diálogo franco.

Um troll experiente fareja ingênuos vulneráveis deste tipo a quilômetros de distância e já chega lambendo os beiços para aproveitar a oportunidade de causar o caos.

Como combater a trollagem

A resposta é simples e direta: impeça a presença dos trolls. Em qualquer ambiente virtual ou presencial em que a participação é voluntária, o respeito tem quer obrigatório.

Se você discorda disso, por favor, responda: se eu tivesse permanecido na sala daquela reunião que degenerou em pancadaria, quais teriam sido os resultados?

Em primeiro lugar, eu não teria conseguido conter o tumulto, porque umas vinte pessoas se engalfinharam na porrada e eu não me chamo Bruce Lee; em segundo lugar, talvez eu tivesse sido agredido; em terceiro lugar, eu teria passado a madrugada inteira tomando chá-de-banco numa delegacia, como todos os demais; em quarto lugar, eu poderia estar sendo processado pelo troll agredido, como estão sendo processados vários dos presentes, inclusive o coordenador da reunião e toda a diretoria da ONG.

Uma vez tendo sido dada a possibilidade de trolls fazerem o que sabem fazer melhor, pedir para que se comportem e respeitem os demais é ridículo e tentar contê-los é extremamente difícil e costuma cobrar um preço alto. Uma vez identificado um troll, o melhor a fazer é mantê-lo afastado à força de onde possa causar problemas. Vejamos alguns exemplos.

Trolls no futebol e no esporte em geral

Torcedor que brigou uma vez no estádio = troll.

Torcedor bêbado ou portando álcool = troll.

Torcedor portando objeto contundente ou perfurocortante ou arma de fogo = troll de alta periculosidade.

Solução simples e prática: uma vez identificado qualquer um destes, exceto o no caso de legítima defesa contra agressão injusta, banir a entrada do sujeito em qualquer estádio do país pelos próximos trinta anos. Tecnologia para isso é o que não falta. (Se alguém quiser saber algumas das alternativas, pergunte na caixa de comentários do blog.)

Trolls no trânsito

Motorista embriagado (mais de 0,6 mg/l de álcool no sangue, não me venham com esse parâmetro ridículo da “lei seca”) = troll.

Motorista buzinando em zona residencial no meio da madrugada, ou andando na contramão em uma via movimentada, ou flagrado a mais de 121 km/h = troll.

Motorista fazendo racha = troll de alta periculosidade.

Solução simples e prática: uma vez identificado qualquer um destes, cassar a CNH do sujeito pelos próximos trinta anos.

Trolls na política

Político que mente descaradamente, fazendo promessas que não cumpre = troll.

Político flagrado com dinheiro nas cuecas, ou escondendo dinheiro nas meias, ou envolvido em desvios de verbas, ou que trafica influência, ou envolvido em qualquer irregularidade administrativa ou crime = troll.

Político que defende político que faz qualquer dessas coisas = troll de alta periculosidade.

Solução simples e prática: (esquartejar e jogar para os tubarões) cassar os direitos políticos do sujeito por trinta anos, junto com toda a sua bancada, todos os funcionários dos gabinetes de todos eles e todos os membros do diretório correspondente a sua zona eleitoral. (Não existe político corrupto que atue sozinho, eles sempre agem em quadrilha.) Queria ver se uma regra dessas não moralizaria a política!

Recadinho final

Para concluir, quero mandar um recado para o presidente da ONG: eu te disse, eu te disse, eu te disse!

Eu te disse que tu estavas criando cobras, que aqueles caras eram trolls (meros criadores de tumulto) e que não tinham qualquer interesse nos objetivos da associação.

Eu te disse pra não permitir a participação deles nas reuniões, porque troll não está interessado em qualquer objetivo a não ser infernizar a vida alheia.

Eu te disse pra não dispensar os seguranças, porque eles seriam necessários para conter os trolls.

Agora pega teu discursinho politicamente correto e vê se isso vai pagar a incomodação que terás que enfrentar, incluindo os advogados que terás que contratar e as indenizações que terás que pagar se fores condenado.

Dá moleza pra troll, dá!

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Recomendação do Camargo. Leiam direto no link original que ele forneceu: Movimento em prol dos escritores brasileiros desconhecidos. Texto de Laura Bacelar postado por Hélio Jorge Cordeiro no blog O Cubancheiro. Recomendo também.

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