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Imagina na Copa

Fuçando atrás de notícias sobre a Copa, tropecei nesta crônica publicada em Veja Online de 13/04/2014. Primeiro caí na risada. Depois…  

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Imagina na Copa

– Se já é assim agora, imagina na Copa.

– Imagina na Copa, nada! Imagina nos Jogos Olímpicos!

– Pois é, parece que o Comitê Olímpico Internacional imaginou. E não gostou do que viu na imaginação dele.

– Esses caras também, viu? Vou te contar…

– O quê?

– Ficam se metendo em assuntos internos do Brasil, dando chilique, bancando os superiores. Isso é um ataque à nossa soberania e até à nossa honra, uma coisa humilhante.

– Mas a gente dá mole, né?

– Por mim, a Polícia Federal tocava esses gringos daqui pra fora. Vão puxar as orelhas das negas deles. E podem levar a Copa e a Olimpíada com eles.

– E eles estão errados de se preocupar? Foi o Brasil que se candidatou a sediar as paradas, prometeu mundos e fundos, se comprometeu com prazos e o escambau, e agora…

– Mas os caras concordaram com tudo, ou não? Por acaso eles não sabiam onde estavam se metendo? Vai dizer que eles acreditaram nos mundos e fundos que o Brasil prometeu? Veja bem: o Brasil! Conta outra, vai.

– Espera um pouco, agora quem está atacando a nossa honra é você. Você fala do Brasil como se o país fosse um moleque, um fanfarrão…

– Falo, falo. Mas eu posso, porque sou brasileiro e sei como são as coisas. Esses gringos de nariz em pé, não. Não admito!

– Assim fica difícil conversar. Você acha que o seu país não é sério e fica bravo quando dizem que o seu país não é sério, é isso?

– Isso aí. E quem não gostar, eu encaro.

– Então é simples assim?

– Exatamente assim.

– É o que eu sempre digo: se já é assim agora, imagina na Copa. 

 

Fonte: Imagina na Copa | Sobre Palavras – VEJA.com.

Costurar a língua para emagrecer (2)

Quando uma pessoa falha em manter uma dieta saudável e fazer exercícios para emagrecer, que alternativas ela tem no mercado para recuperar seu peso adequado e sua saúde? Qual destas alternativas você escolheria? 

Tela costurada na lingua

Dona Maria está com 160 kg. Quer emagrecer, mas não consegue. Vive comendo coisas que não devia, chega a esconder chocolate em cima do armário para comer sem ninguém ver, mas depois se sente culpada e come ainda mais chocolate para aliviar a culpa.

Dona Maria não se sente em condições de fazer exercícios: mal consegue caminhar até a padaria, a 200m de casa, para comprar leite e pão, e já se sente exausta. Não teria força de vontade para freqüentar uma academia. Desistiria na primeira semana. 

Dona Maria precisa de ajuda.

O que podemos oferecer de ajuda à Dona Maria?

Psicoterapia?

Uma sessão de cinqüenta minutos por semana para Dona Maria falar sozinha sobre os sonhos que consegue lembrar? Enquanto o terapeuta fala “arrãm”, “arrãm” e “arrãm” e toma notas? Para daqui a dez anos Dona Maria estar com 180 kg e constatar “acho que essa terapia não está ajudando”? E o terapeuta dizer que “ela não consegue vencer suas resistências internas” e que precisa de mais tempo de terapia?

Bom, não seria o meu método de escolha.

Medicamentos supressores de apetite?

Já vi estes medicamentos causarem insônia grave (72h a 96h sem dormir direto, a ponto de a pessoa ir parar na emergência de três hospitais diferentes, até conseguir obter uma receita de sonífero, porque os dois primeiros médicos não quiseram receitar nada, simplesmente disseram que ela “ia acabar dormindo uma hora”), crises de ansiedade, taquicardias, retenção de líquidos e distúrbios na fala.

Também não seria o meu método de escolha.

Cirurgia bariátrica?

Conheço quem tenha feito. A pessoa só pode comer em cada refeição o equivalente a três copinhos de cafezinho daqueles bem pequenininhos, pelo resto da vida. Caso contrário, sente dores e vomita tudo, ou acaba alargando o estômago de novo e voltando a engordar, ou acaba arrebentando o estômago e tem que sofrer uma cirurgia de emergência ou morrer de um modo nada agradável.

Se o sujeito não tinha disciplina antes da cirurgia bariátrica, de um momento para o outro ele vai ter que ter disciplina na porrada ou se arrebentar feio. E terá essas limitações para o resto da vida, tornando-se dependente de suplementos alimentares (porque não consegue comer o suficiente para ter uma dieta saudável) e de exames laboratoriais freqüentes, porque vive tendo anemias.

Definitivamente, não seria o meu método de escolha.

O que sobra?

Hipótese 1: tentar dietas malucas do tipo comer só abacaxi por quinze dias, sementinhas aplicadas com esparadrapo na orelhas, o poder dos cristais, cirurgias espirituais, sessões de desencapetamento… Bom, quem me conhece sabe o que eu penso a respeito: mostre-me um artigo científico publicado em periódico indexado internacionalmente reconhecido com dados que demonstrem que a técnica tem efeito estatisticamente distinto do efeito placebo que a gente conversa a respeito. 

Hipótese 2: levar Dona Maria para o SPA do Arthur. [Gargalhada cavernosa ao fundo.] Eu faria a Dona Maria emagrecer sem precisar de médicos ou nutricionistas, você pode ter certeza disso. Infelizmente, o tanto que eu economizaria com o salário dos médicos e nutricionistas eu teria que gastar depois com o salário dos advogados. Então, melhor deixar quieto.

Hipótese 3: a técnica do Dr. Nikolas Chugay – costurar uma telinha sobre a língua da Dona Maria e fornecer-lhe um shake nutritivo porém hipocalórico por trinta dias. Imagine que essa seja a opção escolhida. 

Dona Maria termina esses trinta dias 20 kg mais leve. Está com 140 kg agora. Já consegue ir até a padaria para se entupir de pão com mais facilidade.

Volta para a clínica do Dr. Nikolas Chugay com 150 kg. Faz de novo o processo e fica com 130 kg.

Volta para a clínica do Dr. Nikolas Chugay com 140 kg. Faz de novo o processo e fica com 120 kg.

Volta para a clínica do Dr. Nikolas Chugay com 130 kg. Faz de novo o processo e fica com 110 kg.

Volta para a clínica do Dr. Nikolas Chugay com 120 kg. Faz de novo o processo e fica com 100 kg.

Loucura?

Até este ponto Dona Maria perdeu 60 kg e para fazer isso levou 30 pontos na língua e gastou 5 pedacinhos de tela com uns 5 cm² cada um, mais cinco anestesias locais na língua.

Neste ponto, a vida dela está completamente diferente.

Ela consegue se deslocar com facilidade, percebe uma mudança muito significativa em seu corpo e está em condições emocionais de entrar em uma academia para entrar em forma ao invés de apenas emagrecer.

E ela já passou bastante tempo com uma tela costurada na língua para aprender a valorizar uma alimentação saudável e começar uma reeducação alimentar.

Se eu tivesse que escolher entre passar por tudo isso e fazer uma cirurgia bariátrica, eu não pensaria por mais que dois segundos para escolher a técnica do Dr. Nikolas Chugay.

Sério. 

Atualização no mesmo dia

Alguém me criticou no Facebook porque eu teria omitido a possibilidade de Dona Maria utilizar um balão intragástrico. OK, analisemos isso. 

Um balão gástrico atua segundo a mesma lógica básica da telinha na língua e da cirurgia bariátrica: é uma barreira física à alimentação.

A telinha na língua só precisa de uma anestesia local e de seis pontos, é um procedimento extremamente simples, seguro, não invasivo e facilmente reversível.

O balão gástrico precisa de duas anestesias gerais e duas endoscopias (uma de cada para colocar o balão, outra para retirar), com todos os riscos trazidos pelas duas técnicas, que são muito maiores que o de seis pontinhos na língua. 

Na boa? Isso é como comparar um mata-moscas com um canhão. Os dois podem matar uma mosca. Qual você escolheria? 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 22/06/2014

Costurar a língua para emagrecer

Deu no Fantástico de 20/04/2014: um médico nos EUA – que fala português! – inventou uma nova técnica para emagrecer: ele costura uma tela sobre a língua do paciente. A tela torna a mastigação difícil, o que faz as pessoas terem que se alimentar praticamente só com um shake nutritivo. 

Tela costurada na lingua

A imagem acima, entretanto, foi tirada do site do programa Bem Estar de 12/02/2014, no qual a Rede Globo já havia tratado do assunto.

Eu não teria resolvido escrever sobre este assunto não fossem as opiniões absurdas de todos os médicos que opinaram sobre a técnica nas duas reportagens. 

Porém, antes de analisar o que eles disseram, vou dizer o que eu penso a respeito da técnica: é simplesmente genial, apesar de grotesca.

E não, não estou sendo contraditório.

Se gordo tivesse disciplina alimentar, não seria gordo. O que essa técnica faz é simplesmente contornar a falta de disciplina do gordo e obrigá-lo a manter uma dieta bastante restritiva por um pequeno período, suficiente para que ele perca um peso significativo. Isso é genial.

O que é grotesco é ter que costurar a língua de alguém porque o gordo não consegue manter essa mesma dieta pelo mesmo período sem precisar de um limitador físico que ele não possa remover sem o auxílio de um médico ou de algum maluco disposto a cortar os pontos. Só que isso não é culpa da técnica. 

Mas vamos ao que os médicos disseram.

Segundo a reportagem do Bem Estar:

Para o cirurgião João de Moraes Prado Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, trata-se de uma alternativa muito radical para atingir a perda de peso: “Como pode alterar a anatomia da pessoa para evitar que ela se alimente com sólidos? Existem tantas outras alternativas racionais que não passa pela minha cabeça como se chegou a esse extremo.”

Fico aqui pensando se esse cara nunca ouviu falar de cirurgia bariátrica, uma “alternativa muito radical” para atingir a perda de peso, cujo fundamento é “alterar a anatomia da pessoa para evitar que ela se alimente com sólidos” ou com líquidos de modo muito mais “extremo” e que no entanto eu aposto que ele não criticaria deste modo.

Dado que costurar uma telinha na língua é uma alternativa extremamente simples, nada invasiva, segura, facilmente reversível e de baixíssimo custo, ao contrário da cirurgia bariátrica, que é complexa, altamente invasiva, perigosa, difícil de reverter, de alto custo e limitante pelo resto da vida, o que é mais plausível? Que esta crítica seja verdadeira ou que os verdadeiros fundamentos desta crítica sejam outros? Deixo ao leitor a tarefa de pensar a respeito.

Ah, sim: considere também que o médico em questão é cirurgião plástico, uma especialidade cujo maior aporte financeiro vem de cirurgias (procedimentos que nunca podem ser descritos como “não invasivos”) com motivação estética – enquanto emagrecer costuma ser uma preocupação tanto estética quanto preventiva para uma série de problemas graves de saúde. Ainda faz sentido que este profissional tenha considerado este procedimento “extremo”?

Eis outro trecho da reportagem:

O médico Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), observa que – com ou sem a tela plástica fixada à língua – a adoção de uma dieta exclusivamente líquida pode dificultar a obtenção da sensação de saciedade. “Temos um sistema que controla nossa fome e saciedade e esse processo se inicia com a mastigação. A partir do momento que não se mastiga, não se libera estímulos para os núcleos hipotalâmicos da saciedade”, diz.

Outra complicação refere-se ao sistema digestivo. “Como a quantidade de fibras é muito pequena em uma dieta líquida, existe uma tendência de constipação, o intestino pode não funcionar”, diz. Ele acrescenta que, como outras dietas da moda, uma alimentação exclusivamente líquida tende a se tornar enjoativa depois de alguns dias.

Olhando estas declarações de modo isolado, este médico está correto e foi sensato em suas observações. O problema é o G1 apresentar estas informações no contexto de uma reportagem sobre emagrecimento, sem nenhuma ressalva quanto à probabilidade e a importância de uma simples constipação para um paciente que está lutando contra o peso há anos, assim como a imensa facilidade de introduzir fibras facilmente deglutíveis nesta dieta – por exemplo, adicionando granola, aveia ou farelo de trigo ao leite e bebendo em grandes goles, sem mastigar, ou mastigando mal, só para ter a sensação de mastigar. 

Quanto à alimentação líquida se tornar enjoativa depois de alguns dias… Sim, e daí? Por acaso a dieta pós-cirurgia bariátrica é agradável? Sempre lembrando que o paciente de cirurgia bariátrica não tem a opção de voltar ao consultório e pedir para o médico tirar a telinha para as festas de fim de ano e voltar a costurar a telinha ao final do verão. 

Então, vamos colocar as coisas na devida perspectiva: enfrentar uma dieta desagradável por trinta dias é absolutamente irrelevante para quem luta contra o peso há anos, especialmente quando as alternativas são ou perigosas medicações supressoras de apetite ou a por toda vida limitante cirurgia bariátrica. 

Na reportagem do Fantástico lemos o seguinte: 

“Quando você liquidifica um alimento sólido rico em fibras, muitas vezes esse alimento vai vir com menos fibras, e todo alimento, quando perde essas fibras, ele passa a não ser tão saudável quanto era antes. Logicamente é um método condenável. É impressionante até onde as pessoas chegam para tentar perder peso, né?”, explica Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

Ponto para quem detectou o padrão: este depoimento é exatamente igual ao primeiro citado neste artigo, só que é do presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, enquanto o primeiro era do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 

Curiosamente, o presidente da sociedade dos alteradores de anatomia achou “extremo” costurar uma telinha na língua, procedimento que pode ser revertido em qualquer ambulatório, e o presidente da sociedade dos alteradores de metabolismo achou “condenável” e “impressionante” o paciente ingerir uma quantidade pequena de fibras por trinta dias, como se o paciente que recorre a esse procedimento se caracterizasse por ter uma dieta muito saudável e bem balanceada antes. 

Não, peraí, eu nunca furei um olho tentando comer sopa com garfo. Dá licença, pessoal, mas nem uma ameba lobotomizada engoliria a “seriedade” dessas objeções. 

E a reportagem do Fantástico termina com este absurdo: 

“Do ponto de vista médico não funciona, é um embuste, e eu acho que acima de tudo o culto à beleza termina onde começa a saúde física e mental”, finaliza Prado Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Aí já é deboche com a inteligência alheia. De novo: esse cara nunca ouviu falar de cirurgia bariátrica? Como ele pode dizer que uma técnica que possui a mesma lógica – impedir fisicamente a alimentação – porém de modo muito mais simples, muito menos invasivo, muito mais seguro, facilmente reversível, muito mais barato e muito menos limitante “não funciona”? 

E como é que ele pode chamar um outro médico de embusteiro perante milhões de telespectadores? Isso não fere o Código de Ética Médica? Ou o código de “ética” só diz respeito aos que pagam anuidade para o mesmo conselho, não incluindo os colegas de profissão que atuam em outras circunscrições políticas e econômicas? Se for assim, será que dá mesmo para chamar isso de “ética”? 

Para concluir, apresento o diálogo entre a repórter do Fantástico, Renata Ceribelli, e o Dr. Nikolas Chugay, criador da técnica: 

Fantástico: O senhor acha mais fácil comer saudavelmente e fazer exercícios físicos do que colocar esse patch e passar esse sacrifício durante dois meses?

Nikolas Chugay: Absolutamente. [Nota do blogueiro: eu vi a cena, ele responde de imediato, sem titubear, com um sorriso no rosto, como quem fica surpreso ao ter que responder uma obviedade.] 

Fantástico: E por que o senhor não aconselha então os seus pacientes a fazerem isso? Alimentação saudável, exercícios físicos.

Nikolas Chugay: Bom, os pacientes já tentaram de fazer isso. E falharam. Eu não acho muito radical. Realmente, não.

Ou seja, o criador da técnica é uma pessoa centrada. Ele sabe e não nega que o melhor é alimentar-se de modo saudável e fazer exercícios, e que a técnica que inventou serve para as pessoas que já tentaram fazer isso e falharam.

E ele não acha a técnica “muito radical”… Como qualquer um que se lembrar que o procedimento pode ser revertido em dez minutos em qualquer ambulatório terá que concordar. 

Eu concordo totalmente com o Dr. Nikolas Chugay: para quem precisa emagrecer, já tentou fazer dieta e exercícios físicos e não conseguiu perder peso, a técnica dele é muito mais razoável do que o uso de medicamentos inibidores de apetite, cujos efeitos colaterais podem ser gravíssimos, e do que uma cirurgia bariátrica, que é muito mais invasiva, perigosa, cara, irreversível e limitante.

Estou errado?  

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 22/04/2014

A Petrobrás é só a ponta do iceberg

Postei no Facebook uma foto sobre o que o PT está fazendo com a Petrobrás. Meu amigo Alexandre Gabiatti – lamentavelmente ainda iludido com a esquerda e ainda petista – veio reclamar que a Veja aplaudiu a privataria tucana. Segue uma reflexão. 

PT afundando Petrobrás

O PT está simplesmente destruindo o patrimônio do povo brasileiro! E o que acontece com a Petrobras é o exemplo mais pronto e acabado deste desmonte.

Em relação à foto, ele postou o seguinte comentário: 

Essas não são as mesmas fontes que disseram que era ótimo entregar o patrimônio público brasileiro por ninharia à iniciativa privada??? Tá bem…. vou ali pingar meu colírio alucinógeno para poder ver isso melhor!

Eu abomino esse padrão argumentativo da esquerda. Respondi assim: 

É assim que os petistas “argumentam” quando as falcatruas do PT são denunciadas: atacando quem denuncia, ao invés de abrir os registros para provar que a denúncia não procede.

Impossível esquecer que o PT fez de tudo para abafar as investigações do homicídio de um prefeito do próprio partido – Celso Daniel – e que os petistas nunca exigiram investigação profunda e rigorosa.

Ele respondeu assim:

É Dogão…. os ptistas malditos…. mas, sério, curioso esse comportamento da mídia, antes, quando o patrimônio foi esbulhado elas aplaudiam, agora, que, segundo teus olhos e os dessa mesma imprensa, o patrimônio segue sendo esbulhado vocês reclamam…. caraca, nem com colírio pra aceitar esse “argumento”, tu é bem melhor do que isso, rebate o que estou dizendo sobre a imprensa dizer que isso que o PT faz hoje é ruim, mas ontem era bom quando entregaram as distribuidoras de energia, as águas, as geradoras de energia, a mineradora, tudo por ninharia… aplaudisse também como a Veja e companhia?

Como nós ainda temos um bom diálogo, ainda não destruído pela intolerância esquerdista, resolvi responder com mais calma. Mas ficou muito extenso para o Facebook (pra variar, né?) e resolvi (de novo) publicar a resposta aqui no blog e colar o link lá. Os argumentos são de interesse geral. 

Eis a resposta: 

Gabiatti, o que é certo é certo e o que é errado é errado. Para mim não faz diferença de onde vem o erro – se está errado, então que se diga que está errado. Se as privatizações foram mal feitas, ou se nem deveriam ter sido feitas, não sou eu quem vai aplaudir erro algum. E muito menos vou aplaudir a incoerência de qualquer veículo de comunicação. Mas o problema aqui é outro. 

O problema é que em praticamente 100% das vezes que critico a esquerda e algum esquerdista responde, a resposta é assim: “mas a direita também implantou ditaduras sanguinárias e trucidou muito mais gente”, ou alguma variação disso.

Quando eu critico a ditadura dos Castro, por exemplo – uma ditadura de mais de meio século, que fuzilou muita gente que simplesmente queria ir embora – eu volta e meia ouço dos esquerdistas coisas como “mas a ditadura no Brasil também matou gente”, ou “mas a ditadura do Pinochet atirava mulheres grávidas de avião no mar”.

Uma ideologia que SEMPRE faz com que seus defensores reajam deste modo só pode ser algo muito, muito, muito corrompido e corruptor, porque – incrível! – seus defensores precisam se comparar com o que há de pior e mais abjeto no mundo para justificar aquilo em que acreditam e aquilo que fazem. 

Além disso, TODAS as escolhas da esquerda são sempre as piores possíveis. Por exemplo, o Brasil poderia estar fazendo amizade com os países onde existe maior liberdade e onde é melhor para se morar no mundo. 

De acordo com o Relatório Mundial sobre Felicidade 2013, elaborado pela Universidade de Colúmbia para a ONU (Organização das Nações Unidas) os países mais felizes estão a Norte da Europa. Noruega e Dinamarca estão classificados em primeiro e segundo lugar, respectivamente, seguindo-se da Suíça.

Para a realização do Relatório Mundial sobre Felicidade foi pedido aos inquiridos de mais de 150 países que medissem numa escala de 0 a 10 vários factores entre os quais: economia; família; esperança de vida; apoio social; liberdade de escolha; relações com a comunidade e instituições públicas. O relatório conclui que o Mundo se tornou um pouco mais feliz e generoso nos últimos cinco anos, sendo que essa felicidade ficou comprometida em alguns países devido a problemas económicos e político. É o caso de Portugal onde foram assinaladas descidas consideráveis de felicidade devido à redução do poder económico, estando listada em 85.º lugar entre 156 países analisados.

Eis uma lista dos 10 países mais felizes para viver

1.º Noruega

A Noruega tem uma população de 5 051 275 de habitantes. Com um PIB per capita de 54.000 dólares é entre os mais ricos do mundo e ocupa o primeiro lugar no capital social e em segundo lugar a segurança.

2.º Dinamarca

O território da Dinamarca é constituído pela península da Jutlândia (Jylland) e cerca de 400 ilhas, 82 das quais são habitadas, sendo Funen (Fyn) e a Zelândia (Sjælland) as maiores. Este país, com 5,5 milhões de habitantes, ocupa o primeiro lugar em empreendedorismo e oportunidades, com base em altos níveis de igualdade social.

3.º Suíça

É uma república federal composta por 26 estados, chamados de cantões, com Berna como a sede das autoridades federais. Em 2012 tinha uma população composta por 7,997 milhões e é considerado um dos países mais ricos do mundo relativamente ao PIB per capita Zurique e Genebra foram classificadas como as cidades com melhor qualidade de vida no mundo, estando em segundo e terceiro lugar respectivamente e a Suíça como o melhor país para nascer em 2013.

4.º Holanda (Países Baixos)

A área é hoje dividida em duas províncias: Holanda do Norte (Noord-Holland) e Holanda do Sul (Zuid-Holland), criadas em 1840. O país possui uma das economias capitalistas mais livres do mundo e muita coesão social.

5.º Suécia

A Suécia é o terceiro maior país da União Europeia em termos de área e possui uma população total de cerca de 9,2 milhões de habitantes. Uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo e com uma economia altamente desenvolvida e diversificada.

6.º Canadá

O Canadá é uma federação composta por dez províncias e três territórios e é o segundo maior país do mundo em área total com 35,158,300 habitantes. Tem uma economia diversificada, dependente dos seus abundantes recursos naturais e do comércio, particularmente com os Estados Unidos, país com que o Canadá tem um relacionamento longo e complexo.

7.º Finlândia

Cerca de 5,3 milhões de pessoas vivem na Finlândia, sendo que a maior parte da população está concentrada no sul do país. Possui alguns dos melhores índices de qualidade de vida, educação pública, transparência política, segurança pública, expectativa de vida, bem estar social, liberdade económica, prosperidade, acesso à saúde pública, paz, democracia e liberdade de imprensa do mundo.

8.º Áustria

A Áustria, com 8,414,638 habitantes, é um dos países mais ricos no mundo, com um PIB nominal per capita de 43 570 dólares. O país tem desenvolvido um alto padrão de vida e em 2008 ficou na 14ª posição no mundo no Índice de Desenvolvimento Humano.

9.º Islândia

O país conta com uma população de quase 320 mil habitantes em uma área de cerca de 103 mil quilómetros quadrados. A Islândia possui uma sociedade desenvolvida e tecnologicamente avançada cuja cultura é baseada no património cultural das nações nórdicas.

10.º Austrália

Tem 23 393 433 habitantes e é um país tecnologicamente avançado e industrializado. Um próspero país multi-cultural com excelentes resultados em muitas comparações internacionais de desempenhos nacionais, tais como saúde, esperança de vida, qualidade de vida, desenvolvimento humano, educação pública, liberdade económica, bem como a protecção de liberdades civis e direitos políticos.

Ao invés de buscar amizade e estreitar laços econômicos e sociais com estes países, os campeões em qualidade de vida e liberdade no planeta, com quem a porcaria da quadrilha criminosa do PT faz questão de manter amizade, estreitar laços econômicos e financiar com o dinheiro dos impostos dos brasileiros?

1 – A ditadura comunista de Cuba

2 – A ditadura comunista da Venzuela

3 – A ditadura teocrática do Irã

4 – A ditadura sanguinária da Líbia

5 – A ditadura comunista da China

Isso para não falar do fato de toda a esquerdalha apoiar o “governo democrático e popular” da Coréia do Norte, a brutalidade do governo da Rússia, a limitação da imprensa do governo da Argentina, o golpista deposto de Honduras, os guerrilheiros seqüestradores da Colômbia, etc.

A opção da esquerda é claríssima: onde houver uma ditadura, onde houver alguma coisa absurda e errada, onde houver um grupo criminoso cometendo barbaridades, ali estará o apoio da esquerda, especialmente do PT.

Então, se a porcaria do PSDB ou sei lá de que maldito direitista cometeu “privataria”, se vendeu a Vale por um preço subfaturado, isso está simplesmente errado e em absolutamente nada muda os fatos de que o mensalão foi um absurdo escândalo de corrupção patrocinado pelo PT, que a compra de Pasadena foi um completa aberração que custou um bilhão de dólares para o cidadão brasileiro, que o programa Mais Médicos não passa de uma fachada de financiamento da ditadura cubana com uma BAITA comissão ainda não descoberta sendo amealhada pela petralhada e que tudo que o PT faz é criminoso e mal intencionado, apesar de muita gente das bases ser ingênua e iludida e cair feito um patinho no “conto do socialista bonzinho” e trabalhar para uma ideologia hipócrita e genocida.

As meninas da banda Pussy Riot foram chicoteadas em fevereiro pela polícia russa enquanto se preparavam para um protesto e ninguém nem ficou sabendo. Cadê as feministas do PT e da esquerda e cadê a “blogosfera progressista” para protestar contra esse abuso? Estão querendo colocar o Tufão na cadeira porque deu um tapa na Carminha. Mas falar contra abusos policiais e espancamento de mulheres praticados por um adversário ideológico dos EUA, aí não dá, né?

A população da Venezuela foi abatida a balas pelas milícias do Nicolas Maduro. Uma miss sei-lá-o-quê morreu com um balaço na cara. Cadê os defensores dos Direitos Humanos da do PT e da esquerda para protestar contra esse abuso? Estão querendo meter na cadeia meia dúzia de “justiceiros” que deram um pau e prenderam em um poste um assaltante que continuou vivo e roubando. Mas falar contra homicídios cometidos por milícias ligadas a um aliado político, aí não dá, né? 

A população da Coréia do Norte está há décadas sendo submetida a uma ditadura cruel e ignominiosa, em que acontecem prisões em massa de famílias em que um dos membros cometeu “traição contra o regime”, ou seja, ousou pensar diferente ou fazer uma crítica. Filhos e netos dos “criminosos traidores” – crianças – são presos e submetidos a todo tipo de maus tratos e torturas. Os prisioneiros são submetidos à fome permanente e freqüentemente são deixados morrer de fome ou dilacerados por cães. Cadê a esquerda para protestar contra estes abusos terríveis? Está processando humoristas por fazerem piadinhas ofensivas. No caso do PC do B, está apoiando a ditadura. No caso do PT, continua aliado ao PC do B, que apoia aquela barbárie. Mas piadinha politicamente incorreta, aí não dá, né? 

Eu poderia continuar por muitos parágrafos.

Poderia falar da destruição da credibilidade do IPEA, que por muitos anos – talvez décadas – será lembrado como “aquele da pesquisa fraudulenta que dizia que 65% dos brasileiros aprovavam ataques a mulheres com roupa curta”.

Poderia falar da recente interferência sobre o IBGE, que foi proibido de divulgar os resultados de pesquisas regulares porque prejudicariam o PT eleitoralmente.

Poderia falar da farsa da não correção dos valores do Bolsa-Família, graças a qual o governo do PT alega ter tirado da linha da miséria 22 milhões de pessoas a mais do que se o indicador tivesse sido corretamente corrigido.

Poderia dissertar sobre dezenas de outras coisas que mostram que TUDO em que a esquerda põe a mão se corrompe e degrada.

Seria inútil.

Os zumbis da seita da estrela vermelha são impermeáveis às evidências. 

Que praga perniciosa.

Mas pelo menos o registro está feito para quem ainda não estiver contaminado poder refletir a respeito. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 21/04/2014 

Sim, a esquerda é o Terror

A esquerda nasceu promovendo o Terror, promoveu o terror em todos os países em que obteve domínio incontestável e continua promovendo degradação moral, miséria e tirania ao redor de todo o planeta. Como ela consegue isso, tendo o histórico que tem? Com a colaboração de suas vítimas.

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Meu amigo Alyson Vilela novamente me proporcionou uma excelente oportunidade de reflexão. Ele postou o seguinte texto no Facebook: 

A ideologia do terror sempre foi um método eficiente de manter o poder e fazer o povo comer nas mãos de quem pode.

Na Idade Média, o terror se dava pela ideia do inferno e do diabo e o poder que os do topo tinham de nos livrar deles.

Hoje, o inferno e o diabo não assustam tanto. Logo, a estratégia se mantém, mas com outro nome. E o terror deixou de se chamar inferno ou diabo e passou a se chamar esquerda. 

Esta é a resposta que eu escrevi lá, mas resolvi trazer para cá, porque vale a pena ficar disponível para releitura: 

Alyson, a diferença é que o inferno era um terror imaginário e a esquerda é um terror real. Aliás, a esquerda nasceu promovendo o Terror, literalmente.

Robespierre, o artífice dos Direitos do Cidadão, da Liberdade de Imprensa e da primazia da República sobre outros sistemas políticos, tão logo assumiu o poder cassou os Direitos do Cidadão, cassou a Liberdade de Imprensa e implantou uma ditadura sanguinária que entrou para a história com o nome de “O Terror”.

Qual a corrente política de Robespierre? Jacobino, associado aos Sans-Culotes. Ou seja, PT, associado ao PSOL e ao PC do B. A esquerda já nasceu negando tudo que defendia quando não estava no poder e tocando o terror. Ou melhor, o Terror, com maiúscula. 

Mas foi com Marx e seu Manifesto do Partido Comunista que a esquerda obteve sua Bíblia e transformou a luta de classes, a violência revolucionária e a ditadura do proletariado em dogmas. Estes dogmas são a base do pensamento comunista/socialista até hoje, que é o regime que a esquerda defende abertamente e tenta implantar.

Curiosamente, a esquerda nega que o comunismo/socialismo que defende seja o mesmo comunismo/socialismo que já foi implantado em mais de 60 países e em todos, sem exceção, tenha ou sido abandonado rapidamente (porque perceberam o tamanho da estupidez que estavam fazendo) ou gerado degradação moral, miséria econômica e tirania política. Nunca foi o “verdadeiro” comunismo/socialismo. A próxima versão, evidentemente, sempre será a “verdadeira”.

Não é implicância. A esquerda é enganadora. Repito: em 100% dos casos em que atingiu o poder, a esquerda implantou um regime horrível e gerou muito mais sofrimento do que os regimes anteriores, por piores que fossem. A cúpula da esquerda é sempre uma quadrilha criminosa que sabe manipular muito bem a repulsa natural da juventude ao egoísmo da direita. Só que, se a direita é um lixo – e é – a esquerda é dez vezes pior.

Pensa bem: eu odiava a direita na minha juventude. Nunca dei bola para o que aqueles imbecis falavam. Meus amigos eram todos de esquerda. Eu vivia em uma atmosfera cultural de esquerda. Então, não foi ouvindo a direita me doutrinar que eu peguei nojo e repulsa da esquerda – foi ouvindo os esquerdistas e observando a prática dos partidos de esquerda.

Quando inúmeros simpatizantes rejeitam uma ideologia do modo como eu rejeitei tudo que venha da esquerda – do mesmo modo como milhões de pessoas a rejeitam ao chegar à maturidade – não é porque foram seduzidos e convertidos pelo inimigo, é porque perceberam que o verdadeiro inimigo era a própria ideologia em que acreditavam.

Infelizmente, muitas das mesmas pessoas que foram para os braços da esquerda porque rejeitavam a direita, ao compreender o quanto a esquerda é perniciosa e perigosa, vão agora para os braços da direita porque rejeitam a esquerda. Este é um fenômeno natural: estas pessoas já haviam feito o mesmo uma vez, pelos mesmos motivos. Só estão repetindo um padrão.

A esquerda forma, assim, seus próprios inimigos, arrastando o mundo para um embrutecimento contínuo. É por isso que não é exagero algum dizer que toda ideologia de esquerda é uma ideologia de ódio.

Eu não considero razoável pular para os braços da direita ao perceber que a esquerda é ainda pior. Mas é ainda menos razoável permanecer apoiando a esquerda, votando nela, conferindo-lhe poder, para que em cada “avanço” ela dê mais um passo á esquerda, até que a ladeira escorregadia do autoritarismo esquerdista esteja tão inclinada que se torne inevitável passar por um longo ciclo de totalitarismo e abuso.

Isso aconteceu todas as vezes que a esquerda assumiu o poder sem que houvesse forças que a pudessem frear. Todas as vezes. Mais de sessenta vezes. A história está cheia de exemplos. E não há nenhuma exceção. Nenhuma. Em mais de sessenta países. É estúpido insistir no erro. É burrice insistir no erro.

Não importa a porcaria do maldito discurso que a desgraça da esquerda use para seduzir os jovens, não importa as comparações que faça com os regimes totalitários de direita, não importa o quanto a direita seja ruim, não importa o quanto outras ideologias tenham sido monstruosas, a verdade é nunca um regime de esquerda deu certo. Nunca. 

A esquerda não é uma solução. A esquerda é um problema. A esquerda é um problema gravíssimo. E o fato de tanta gente continuar acreditando na esquerda apesar de toda a evidência histórica de que isso é uma monstruosa estupidez é um sinal claro de quanto é grave o perigo que a esquerda representa.

Por tudo isso eu digo aos que são mais jovens que eu: abram os olhos. Não sejam idiotas úteis. Não cometam a estupidez de dar ouvidos ao que os partidos de esquerda e ao que os ideólogos de esquerda dizem. É tudo mentira. As palavras podem ser bonitas, os discursos podem ser bonitos, mas a história de todo o planeta desmente tudo aquilo. Pesquisem. Sessenta países já foram estúpidos ao ponto de não entender isso. Que o Brasil pule fora deste rumo de perdição enquanto ainda é tempo. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 17/04/2014 

Os gladiadores

Era uma vez dois gladiadores. Eles lutaram e um deles matou o outro, que foi substituído por um terceiro. 

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Pouco importa quem morreu. A turba queria sangue e o imperador apontou o dedo para baixo, sorrindo, a salvo. 

A turba sabe que os gladiadores são recrutados em suas fileiras. Mas todos acham que o espetáculo tem que continuar. 

Spartacus não perdeu nada. Quem pensa o contrário é um tolo iludido. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 17/04/2014

Mudanças

Mudanças. A sina inescapável de um mundo marcado pela impermanência. Mudam as estações, mudam nossas vidas, mudam nossos destinos. Mudei eu de moradia e mudaram o blog e a página do Pensar Não Dói no Facebook. 

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Mudei também de papel de parede no notebook. Este é o Conjunto de Mandelbrot, a imagem fractal mais famosa do mundo, em uma apresentação espetacular.

Mudei de casa neste final de semana. Saí da casa onde passei alguns meses acampado na garagem e voltei para um apartamento térreo cuja paisagem ao redor é de paredes por todos os lados e cuja garagem tem uma rampa de acesso tão inclinada que só permite entrar com o carro vazio e mui-to-de-va-gar para não raspar o fundo. Grunf. 

Já fui brindado com um vizinho ouvindo música brega e outro vizinho xingando o juiz da final do campeonato catarinense, tudo na tarde de domingo. Grunf duplo. 

Apesar dos pesares, acho que foi uma mudança para melhor. O local é mais silencioso, não tem trânsito em frente, não tem mosquitos e apesar de ser um apartamento térreo tem mais privacidade. Além disso, fica mais próximo de um supermercado e da casa dos meus amigos. 

Fiquei contente com a mudança e resolvi aproveitar a ocasião para fazer também algumas mudanças que havia tempos eu estava querendo fazer aqui no blog e na página do Facebook. 

O blog passa a levar meu nome, embora eu ainda não tenha certeza se vou deixar “Blog do Arthur” ou se vou simplesmente usar meu nome completo. O novo layout é provisório, para que os antigos leitores se acostumem com a minha foto no lugar da imagem do Darwinito. 

As razões destas mudanças são duas. 

Primeira: o internauta médio julga um site em poucos segundos, sem ler quase nada. Como eu falo muito sobre temas sérios e até pesados da atualidade, muita gente chega ao blog pelo Google. Esses internautas chegavam procurando uma notícia séria, davam de cara com a imagem do Darwinito e fechavam a página sem ler. 

Nos próximos dias vou promover uma transição e depois vou verificar se o Darwinito estava mesmo causando rejeição. Conforme for, tudo pode mudar novamente. Ou não. Veremos. 

Segunda: o compartilhamento automático no Facebook aparecia sob o nome “Pensar Não Dói” na linha do tempo dos meus amigos, e várias pessoas reclamaram que isso parecia agressivo, como se a pessoa que estava compartilhando o artigo as estivesse acusando de não pensar. Além disso, parecia que os meus artigos eram de autoria de quem os estava compartilhando. Cheguei a perder compartilhamentos automáticos por causa destes dois fatores. 

Nomeando o blog com meu próprio nome, tanto esta aparente agressividade quanto quaisquer confusões quanto à autoria dos artigos desaparecerão. 

A página do Facebook intitulada “Pensar Não Dói” não pode mais ser renomeada, porque já tem mais de 200 curtidas (314 curtidas hoje), então eu decidi ampliar um pouco o alcance dela e também divulgar automaticamente uns poucos blogs de alguns amigos. 

Deste modo ela passará a ser uma agregadora de blogs que fazem pensar e manterá a proposta e o estilo que quem já curtiu a página espera encontrar nela. (Essa mudança não afeta os compartilhamentos automáticos dos outros blogs que eu divulgo na minha linha do tempo.) 

É isso, então. O blog vai ficar com uma cara mais “coluna de revista” e a página do Facebook vai ficar um pouco mais abrangente e movimentada. 

Mudanças. Elas estão por toda a parte, o tempo todo. Espero que estas tenham sido para melhor. Caso contrário, virão novas mudanças… 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 14/04/2014 

Som na caixa, Brasil! – análise do ocorrido

Antes de tudo: o fato relatado no artigo anterior é real e a estratégia escatológica funcionou. Os vizinhos nunca mais foram perturbados por som alto vindo do apartamento 302. Mas o episódio impõe uma reflexão sobre os rumos de nossa sociedade e de nosso Estado. 

Caixas de som 500-2

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Som na caixa, Brasil!

Duas horas da manhã e o som bombando a milhão no apartamento 302. Dona Maria, do 404 – do outro lado do prédio – não conseguia dormir. Telefonou para pedir para o vizinho baixar o som. A resposta que ouviu é impublicável. 

Ensaio semi-ficcional

Caixas de som 500

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Como enfrentar a ameaça das superbactérias

A Veja Online de 06/04/2014 traz a assustadora reportagem “A era pós-antibiótico“, que informa que podemos estar prestes a regredir à mesma situação de quando não existiam antibióticos. O perigo é devido ao desenvolvimento de bactérias multirresistentes (imunes a qualquer antibiótico), que decorre do uso indiscriminado de antibióticos. Mas a solução não é proibir que as pessoas se automediquem. 

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