Em praticamente todos os debates sobre o aquecimento global em que participei houve um momento em que meus interlocutores me acusaram de “alarmismo”. Não por coincidência, sempre após eu esclarecer quais seriam as conseqüências previsíveis da continuidade das atuais tendências climáticas e afirmar que “é necessário tomar com urgência medidas drásticas para evitar catástrofes imensas”. Custei para perceber que uma pessoa que não entende a magnitude de um problema não está preparada para aceitar uma solução proporcional – e esta é uma questão de proporções nunca antes enfrentadas pela humanidade.



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