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	<title>Comentários sobre: Não houve golpe em Honduras!</title>
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	<description>Em busca de vida inteligente na Terra</description>
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		<title>Por: Wikileaks e o Golpe de Estado em Honduras &#171; Crime, Justiça &#38; Guerras</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/06/29/politica/nao-houve-golpe-em-honduras/comment-page-2#comment-149147</link>
		<dc:creator>Wikileaks e o Golpe de Estado em Honduras &#171; Crime, Justiça &#38; Guerras</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 15:26:19 +0000</pubDate>
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		<description>[...] emitida pela Embaixada americana logo após o golpe de Estado em Honduras (discussão sobre o golpe nesse outro blog, e sobre o papel do Brasil  aqui). O governo americano foi informado por seu Embaixador do [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] emitida pela Embaixada americana logo após o golpe de Estado em Honduras (discussão sobre o golpe nesse outro blog, e sobre o papel do Brasil  aqui). O governo americano foi informado por seu Embaixador do [...]</p>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/06/29/politica/nao-houve-golpe-em-honduras/comment-page-2#comment-14731</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 22:44:43 +0000</pubDate>
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		<description>Ô Matthias, posta aí o &lt;i&gt;link&lt;/i&gt; do teu &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ô Matthias, posta aí o <i>link</i> do teu <i>blog</i>.</p>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/06/29/politica/nao-houve-golpe-em-honduras/comment-page-2#comment-14730</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 22:43:36 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Mesmo para o uso da violência contra violações sistemáticas há processo, na ordem internacional: adotar declarações e recomendações é a parte menos poderosa do processo; a parte mais poderosa é o recurso à força, autorizado pelo Conselho de Segurança. É pouco? É ineficaz? Sim, com certeza. Mas o mundo antes da carta das NUs era melhor?&quot; (Matthias) 

Não era melhor e não ficou melhor. A escolha que tu me apresentaste é mais ou menos como a to dorturador que pergunta ao torturado: &quot;Está vendo este alicate? Você prefere que eu lhe arranque uma orelha ou um dedo?&quot;. Não são boas escolhas. 

&quot;Eu prefiro o mundo atual, imperfeito como é, a um regime onde a força define o que é o direito.&quot; (Matthias) 

Tchê, me diz em que planeta tu vives que eu vou tentar comprar uma passagem no ônibus espacial para ir te visitar, deve ser um lugar maravilhoso. Aqui na Terra, infelizmente, a força define o que é direito e a história sempre corrobora a visão dos vencedores. Claro, a maquiagem às vezes dá trabalho, mas noves fora é isso aí.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mesmo para o uso da violência contra violações sistemáticas há processo, na ordem internacional: adotar declarações e recomendações é a parte menos poderosa do processo; a parte mais poderosa é o recurso à força, autorizado pelo Conselho de Segurança. É pouco? É ineficaz? Sim, com certeza. Mas o mundo antes da carta das NUs era melhor?&#8221; (Matthias) </p>
<p>Não era melhor e não ficou melhor. A escolha que tu me apresentaste é mais ou menos como a to dorturador que pergunta ao torturado: &#8220;Está vendo este alicate? Você prefere que eu lhe arranque uma orelha ou um dedo?&#8221;. Não são boas escolhas. </p>
<p>&#8220;Eu prefiro o mundo atual, imperfeito como é, a um regime onde a força define o que é o direito.&#8221; (Matthias) </p>
<p>Tchê, me diz em que planeta tu vives que eu vou tentar comprar uma passagem no ônibus espacial para ir te visitar, deve ser um lugar maravilhoso. Aqui na Terra, infelizmente, a força define o que é direito e a história sempre corrobora a visão dos vencedores. Claro, a maquiagem às vezes dá trabalho, mas noves fora é isso aí.</p>
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		<title>Por: Matthias</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/06/29/politica/nao-houve-golpe-em-honduras/comment-page-2#comment-14385</link>
		<dc:creator>Matthias</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 11:07:41 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;&lt;i&gt;Isso não significa que se está defendendo que os fins legitimam os meios, mas que está se questionando a validade de estabelecer meios prévia e rigidamente definidos quando se persegue um fim válidos.&lt;/i&gt;&quot;

Eu não conheço autores em direitos humanos -- tanto na área da política internacional, quanto na área do direito -- que defendam isso.

Flexibilizar as normas, para alcançar um objetivo é exatamente o que a administração Bush fez, alegando um &#039;novo contexto&#039;, e necessidades &#039;urgentes&#039;. E deu no que deu.

Não, essa conversa de &#039;flexibilizar&#039; as normas e processos, ou de achar que &#039;sentar o cacete&#039; é o caminho é só a versão mais recente do imperialismo. O tal &#039;intervencionismo liberal&#039;, que tem muito de intervencionismo, e nada de liberal.

Mas mesmo para o uso da violência contra violações sistemáticas há processo, na ordem internacional: adotar declarações e recomendações é a parte menos poderosa do processo; a parte mais poderosa é o recurso à força, autorizado pelo Conselho de Segurança. É pouco? É ineficaz? Sim, com certeza. Mas o mundo antes da carta das NUs era melhor?

Não se esqueça, o colonialismo foi justificado em termos de libertar os povos &#039;atrasados&#039;; a colonização das Américas foi justificada em termos de salvar os indígenas de suas próprias práticas &#039;absurdas&#039;; e a invasão da polônia foi justificada em termos da proteção de alemães  naquele país. Se não há um mecanismo e critérios objetivos para definir o que foi autorizado ou não, fica só a força... eu prefiro o mundo atual, imperfeito como é, a um regime onde a força define o que é o direito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<i>Isso não significa que se está defendendo que os fins legitimam os meios, mas que está se questionando a validade de estabelecer meios prévia e rigidamente definidos quando se persegue um fim válidos.</i>&#8221;</p>
<p>Eu não conheço autores em direitos humanos &#8212; tanto na área da política internacional, quanto na área do direito &#8212; que defendam isso.</p>
<p>Flexibilizar as normas, para alcançar um objetivo é exatamente o que a administração Bush fez, alegando um &#8216;novo contexto&#8217;, e necessidades &#8216;urgentes&#8217;. E deu no que deu.</p>
<p>Não, essa conversa de &#8216;flexibilizar&#8217; as normas e processos, ou de achar que &#8216;sentar o cacete&#8217; é o caminho é só a versão mais recente do imperialismo. O tal &#8216;intervencionismo liberal&#8217;, que tem muito de intervencionismo, e nada de liberal.</p>
<p>Mas mesmo para o uso da violência contra violações sistemáticas há processo, na ordem internacional: adotar declarações e recomendações é a parte menos poderosa do processo; a parte mais poderosa é o recurso à força, autorizado pelo Conselho de Segurança. É pouco? É ineficaz? Sim, com certeza. Mas o mundo antes da carta das NUs era melhor?</p>
<p>Não se esqueça, o colonialismo foi justificado em termos de libertar os povos &#8216;atrasados&#8217;; a colonização das Américas foi justificada em termos de salvar os indígenas de suas próprias práticas &#8216;absurdas&#8217;; e a invasão da polônia foi justificada em termos da proteção de alemães  naquele país. Se não há um mecanismo e critérios objetivos para definir o que foi autorizado ou não, fica só a força&#8230; eu prefiro o mundo atual, imperfeito como é, a um regime onde a força define o que é o direito.</p>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/06/29/politica/nao-houve-golpe-em-honduras/comment-page-2#comment-14068</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 01:28:25 +0000</pubDate>
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		<description>Matthias, estamos perigosmente próximos de encerrar este debate devido à concordância. :P As arestas que ainda falta aparar são: 

1) &quot;Não existe controvérsia, no direito dos direitos humanos, que ‘processo’ significa a existência de normas secundárias (não substanciais, mas processuais), anteriores aos fatos, públicas, e não arbitrárias.&quot; 

HOHOHO!!! Boa tentativa! :) Mas não é beeeeem assim. Esta é a visão &lt;i&gt;burocratizante&lt;/i&gt; do Direito, e no Direito - especialmente na área que chamamos de Direitos Humanos - existe uma corrente de pensamento (que está se tornando melhor articulada ultimamente) que questiona fortemente o fenômeno da &lt;i&gt;inacessibilidade dos fins devido à burocracia dos meios&lt;/i&gt;, ou seja, quando a operacionalização do Direito torna &lt;i&gt;de fato&lt;/i&gt; inacessível um direito reconhecido &lt;i&gt;em tese&lt;/i&gt; devido a sua complexidade ou ao excesso de requisitos que demanda. 

Isso não significa que se está defendendo que os fins legitimam os meios, mas que está se questionando a validade de estabelecer meios prévia e rigidamente definidos quando se persegue um fim válidos. 

Eu chamaria isso de &quot;flexibilização processual negociada&quot; nos casos em que é possível repactuar consensualmente as normas processuais e de &quot;flexibilização processual mediada por prioridades&quot; nos casos em que não é possível repactuar consensualmente mas é necessário obter uma solução melhor que a que emergiria de uma adesão acrítica e incondicional à burocracia previamente definida. 

Está muito abstrato, né? Vejamos alguns exemplos dentro da área de Direitos Humanos. 

Mutilação genital de crianças por motivos religiosos. Casamento arranjados entre crianças e adultos. Aprisionamento de homossexuais. Pena de morte por lapidação para adúlteras. Esse tipo de baixaria. 

Aí nós dizemos que é um absurdo, exortamos os governos locais a tomar providências, votamos moções de repúdio a essas práticas. E tudo continua igual, as vítimas continuam se ferrando e nós discutindo. 

Outros exemplos semelhantes de &quot;respeito à autodeterminação dos povos e à soberania&quot; são os casos de chacinazinha básica aqui, outra ali, tipo o que acnteceu entre tutsis e hutus, ou com os curdos, ou a tirania do Sudão, ou os conflitos na Somália. 

E lá vamos nós reclamar do absurdo, exigir providências dos governos locais, votar sanções econômicas. E tudo segue igual, as vítimas continuam sendo dizimadas e nós discutindo. 

Quer saber? Invade, senta a porrada, acaba com a zona e garante a saúde, o bem estar e a vida das pessoas. Danem-se religiões, culturas, governos e soberanias. O que importa são as pessoas. 

2) &quot;Se alguém não se apega a essa legalidade (mesmo que ‘meramente’ processual), o resultado é viciado, e não pode resultar em restrição ou exclusão de direitos.&quot; 

Como é mesmo aquela musiquinha? &quot;Tô nem aí... tô nem aí...&quot; 

Se for para salvar vidas, se for para previnir danos, se for para eliminar sofrimento, faz primeiro e depois a gente filosofa a respeito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Matthias, estamos perigosmente próximos de encerrar este debate devido à concordância. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' />  As arestas que ainda falta aparar são: </p>
<p>1) &#8220;Não existe controvérsia, no direito dos direitos humanos, que ‘processo’ significa a existência de normas secundárias (não substanciais, mas processuais), anteriores aos fatos, públicas, e não arbitrárias.&#8221; </p>
<p>HOHOHO!!! Boa tentativa! <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Mas não é beeeeem assim. Esta é a visão <i>burocratizante</i> do Direito, e no Direito &#8211; especialmente na área que chamamos de Direitos Humanos &#8211; existe uma corrente de pensamento (que está se tornando melhor articulada ultimamente) que questiona fortemente o fenômeno da <i>inacessibilidade dos fins devido à burocracia dos meios</i>, ou seja, quando a operacionalização do Direito torna <i>de fato</i> inacessível um direito reconhecido <i>em tese</i> devido a sua complexidade ou ao excesso de requisitos que demanda. </p>
<p>Isso não significa que se está defendendo que os fins legitimam os meios, mas que está se questionando a validade de estabelecer meios prévia e rigidamente definidos quando se persegue um fim válidos. </p>
<p>Eu chamaria isso de &#8220;flexibilização processual negociada&#8221; nos casos em que é possível repactuar consensualmente as normas processuais e de &#8220;flexibilização processual mediada por prioridades&#8221; nos casos em que não é possível repactuar consensualmente mas é necessário obter uma solução melhor que a que emergiria de uma adesão acrítica e incondicional à burocracia previamente definida. </p>
<p>Está muito abstrato, né? Vejamos alguns exemplos dentro da área de Direitos Humanos. </p>
<p>Mutilação genital de crianças por motivos religiosos. Casamento arranjados entre crianças e adultos. Aprisionamento de homossexuais. Pena de morte por lapidação para adúlteras. Esse tipo de baixaria. </p>
<p>Aí nós dizemos que é um absurdo, exortamos os governos locais a tomar providências, votamos moções de repúdio a essas práticas. E tudo continua igual, as vítimas continuam se ferrando e nós discutindo. </p>
<p>Outros exemplos semelhantes de &#8220;respeito à autodeterminação dos povos e à soberania&#8221; são os casos de chacinazinha básica aqui, outra ali, tipo o que acnteceu entre tutsis e hutus, ou com os curdos, ou a tirania do Sudão, ou os conflitos na Somália. </p>
<p>E lá vamos nós reclamar do absurdo, exigir providências dos governos locais, votar sanções econômicas. E tudo segue igual, as vítimas continuam sendo dizimadas e nós discutindo. </p>
<p>Quer saber? Invade, senta a porrada, acaba com a zona e garante a saúde, o bem estar e a vida das pessoas. Danem-se religiões, culturas, governos e soberanias. O que importa são as pessoas. </p>
<p>2) &#8220;Se alguém não se apega a essa legalidade (mesmo que ‘meramente’ processual), o resultado é viciado, e não pode resultar em restrição ou exclusão de direitos.&#8221; </p>
<p>Como é mesmo aquela musiquinha? &#8220;Tô nem aí&#8230; tô nem aí&#8230;&#8221; </p>
<p>Se for para salvar vidas, se for para previnir danos, se for para eliminar sofrimento, faz primeiro e depois a gente filosofa a respeito.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Matthias</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/06/29/politica/nao-houve-golpe-em-honduras/comment-page-2#comment-13698</link>
		<dc:creator>Matthias</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 13:33:20 +0000</pubDate>
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		<description>Duas notas rápidas, e depois paro de vez porque tenho que correr com o trabalho.

&quot;&lt;i&gt;Eu sei como funciona, só não concordo.&lt;/i&gt;&quot;

Pode ser que você queira um &lt;i&gt;outro&lt;/i&gt; direito, ou um outro &lt;i&gt;modo de pensar&lt;/i&gt; o direito dos direitos humanos. Mas isso fica como proposta normativa, como especulação sobre o que &lt;i&gt;deveria ser&lt;/i&gt; mas não &lt;i&gt;é&lt;/i&gt;. 

Não existe controvérsia, no direito dos direitos humanos, que &#039;processo&#039; significa a existência de normas secundárias (não substanciais, mas processuais), anteriores aos fatos, públicas, e não arbitrárias. Que se alguém não se apega a essa legalidade (mesmo que &#039;meramente&#039; processual), o resultado é viciado, e não pode resultar em restrição ou exclusão de direitos. Isso é o bê-a-bá dos direitos humanos. Sem isso, não há como estruturar um diálogo intersubjetivo sobre o conteúdo (esse sim substancial) das regras de direitos humanos.

&quot;&lt;i&gt;Tá, vamos fazer assim: todos os atos desde a deposição de Zelaya são anulados, tudo volta ao que era no dia anterior ao plebiscito e devolvemos Zelaya ao poder incondicionalmente.&lt;/i&gt;&quot;

O triste do golpe é isso: transformou uma crise institucional, essencialmente política e interna, que poderia ter sido convertida em ocasião de aprendizado coletivo, em uma crise internacional, que será resolvida apenas com a imposição pela força -- mesmo que indireta -- de uma solução insatisfatória para todos, provavelmente de origem estrangeira. Parabéns ao Micheletti.

Não há como &#039;voltar&#039; ao &lt;i&gt;status quo ante&lt;/i&gt;, a situação original; tampouco dá para imaginar o que seria hoje a situação em Honduras se o golpe e suas conseqüências não tivessem ocorrido (o status do que deveria ser reparado). Nem os seus cenário (a) nem o (b) ocorrerão (ou teriam ocorrido, caso o golpe não tivesse ocorrido).

As perspectivas são de um acordo, no qual provavelmente Micheletti cai fora, e que Zelaya volta, mas com poderes reduiuzidos, uma promessa de anistia, e abandona o projeto de um referendo (mais ou menos o plano Arias). Ou bem a repressão recrudesce, e Micheletii fica na marra. Neste último caso ou haverá uma intervenção de caráter militar à la Haití (mas demorou dois anos), ou bem o impasse segue por mais meses ou anos.

Retrospectivamente se não tivesse havido golpe, Zelaya provavelmente teria sido acusado de todos aqueles crimes, e processado. A consulta popular teria ocorrido, e se disputaria tanto o resultado, quanto a realização da mesma. Numa situação insustentável, com baixa popularidade, um processo na cabeça, a oposição dos outros poderes e um impasse constitucional do qual ele não era árbitro, e no qual não podia forçar uma solução do seu gosto, Zelaya teria terminado o seu mandato na cadeia, ou simplesmente como mais um líder populista que &#039;não vingou&#039;. Haveria alguns anos de azedume com relação a isso, mas para a elite de Honduras, teria sido &lt;i&gt;business as usual&lt;/i&gt;.

E aí vem o Micheletti e transforma o Zelaya em mártir internacional. Excelente jogado dos anti-chavistas!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Duas notas rápidas, e depois paro de vez porque tenho que correr com o trabalho.</p>
<p>&#8220;<i>Eu sei como funciona, só não concordo.</i>&#8221;</p>
<p>Pode ser que você queira um <i>outro</i> direito, ou um outro <i>modo de pensar</i> o direito dos direitos humanos. Mas isso fica como proposta normativa, como especulação sobre o que <i>deveria ser</i> mas não <i>é</i>. </p>
<p>Não existe controvérsia, no direito dos direitos humanos, que &#8216;processo&#8217; significa a existência de normas secundárias (não substanciais, mas processuais), anteriores aos fatos, públicas, e não arbitrárias. Que se alguém não se apega a essa legalidade (mesmo que &#8216;meramente&#8217; processual), o resultado é viciado, e não pode resultar em restrição ou exclusão de direitos. Isso é o bê-a-bá dos direitos humanos. Sem isso, não há como estruturar um diálogo intersubjetivo sobre o conteúdo (esse sim substancial) das regras de direitos humanos.</p>
<p>&#8220;<i>Tá, vamos fazer assim: todos os atos desde a deposição de Zelaya são anulados, tudo volta ao que era no dia anterior ao plebiscito e devolvemos Zelaya ao poder incondicionalmente.</i>&#8221;</p>
<p>O triste do golpe é isso: transformou uma crise institucional, essencialmente política e interna, que poderia ter sido convertida em ocasião de aprendizado coletivo, em uma crise internacional, que será resolvida apenas com a imposição pela força &#8212; mesmo que indireta &#8212; de uma solução insatisfatória para todos, provavelmente de origem estrangeira. Parabéns ao Micheletti.</p>
<p>Não há como &#8216;voltar&#8217; ao <i>status quo ante</i>, a situação original; tampouco dá para imaginar o que seria hoje a situação em Honduras se o golpe e suas conseqüências não tivessem ocorrido (o status do que deveria ser reparado). Nem os seus cenário (a) nem o (b) ocorrerão (ou teriam ocorrido, caso o golpe não tivesse ocorrido).</p>
<p>As perspectivas são de um acordo, no qual provavelmente Micheletti cai fora, e que Zelaya volta, mas com poderes reduiuzidos, uma promessa de anistia, e abandona o projeto de um referendo (mais ou menos o plano Arias). Ou bem a repressão recrudesce, e Micheletii fica na marra. Neste último caso ou haverá uma intervenção de caráter militar à la Haití (mas demorou dois anos), ou bem o impasse segue por mais meses ou anos.</p>
<p>Retrospectivamente se não tivesse havido golpe, Zelaya provavelmente teria sido acusado de todos aqueles crimes, e processado. A consulta popular teria ocorrido, e se disputaria tanto o resultado, quanto a realização da mesma. Numa situação insustentável, com baixa popularidade, um processo na cabeça, a oposição dos outros poderes e um impasse constitucional do qual ele não era árbitro, e no qual não podia forçar uma solução do seu gosto, Zelaya teria terminado o seu mandato na cadeia, ou simplesmente como mais um líder populista que &#8216;não vingou&#8217;. Haveria alguns anos de azedume com relação a isso, mas para a elite de Honduras, teria sido <i>business as usual</i>.</p>
<p>E aí vem o Micheletti e transforma o Zelaya em mártir internacional. Excelente jogado dos anti-chavistas!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/06/29/politica/nao-houve-golpe-em-honduras/comment-page-2#comment-13426</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 03:51:33 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;A Venezuela tem embaixada em Honduras?&quot; (Romacof) 

Tchê, que tal largar Zelaya no colo do Chávez e dizer &quot;toma que o filho é teu&quot;? Não seria simplesmente perfeito? E ainda seria delicioso justificar a atitude com uma daquelas desculpas furadas que só político, advogado e diplomata tem estômago pra dar: &quot;achamos que Zelaya estará em melhor situação sob a proteção de um governante com maior afinidade a suas idéias, com quem possui amizade há muito tempo e que tem maior intimidade com os processos políticos da região&quot;. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A Venezuela tem embaixada em Honduras?&#8221; (Romacof) </p>
<p>Tchê, que tal largar Zelaya no colo do Chávez e dizer &#8220;toma que o filho é teu&#8221;? Não seria simplesmente perfeito? E ainda seria delicioso justificar a atitude com uma daquelas desculpas furadas que só político, advogado e diplomata tem estômago pra dar: &#8220;achamos que Zelaya estará em melhor situação sob a proteção de um governante com maior afinidade a suas idéias, com quem possui amizade há muito tempo e que tem maior intimidade com os processos políticos da região&#8221;. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/06/29/politica/nao-houve-golpe-em-honduras/comment-page-2#comment-13424</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 03:47:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=129#comment-13424</guid>
		<description>Matthias: queres mudar o rumo deste debate? 

Eu proponho uma outra linha: vamos avaliar as alternativas práticas decorrentes do retorno de Zelaya ao poder. 

Tu disseste:

&quot;Support 41%, Oppose 46%, Don’t know/No Answer 13%.&quot; (Matthias)

Eu tenho várias outras fontes que trazem dados muito diferentes. Por exemplo: 
&lt;i&gt;
Muitos hondurenhos têm dificuldade de entender por que líderes estrangeiros, desde o presidente norte-americano, Barack Obama, atá a maioria dos dirigentes da América Latina, apóiam Zelaya.

&quot;Lá fora eles só ouvem Zelaya, não escutaram a população. Mas isso não importa. Vamos continuar sozinhos&quot;, diz Adela Guevara, empregada de um hotel.

&lt;b&gt;A popularidade de Zelaya caiu para perto de 30 por cento nas pesquisas nos últimos meses depois que ele pressionou por um referendo para permitir a reeleição do presidente.&lt;/b&gt; 
&lt;/i&gt;
Fonte: UOL Notícias 02/07/2009

http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/07/02/ult729u80427.jhtm 

Atenção para o &quot;detalhe&quot;: &quot;depois que ele pressionou por um referendo para permitir a reeleição do presidente&quot;. Como eu tenho dito, como todo mundo sabe. 

&quot;Tremenda credibilidade vai ter esse processo dirigido por golpistas de quinta categoria.&quot; (Matthias) 

Tá, vamos fazer assim: todos os atos desde a deposição de Zelaya são anulados, tudo volta ao que era no dia anterior ao plebiscito e devolvemos Zelaya ao poder incondicionalmente. 

No dia seguinte, das duas, uma: 

a) ou Zelaya é comunicado pela Suprema Corte que está preso para responder a processos por conspiração, crime contra a forma de governo, traição à pátria e outros quinze processos diversos, retornando à situação atual de governo, com Micheletti voltando a ser empossado como presidente da República, agora sem ninguém poder chiar; 

b) ou temos que destituir toda a Suprema Corte, todo o Congresso Nacional, todo o Estado Maior das Forças Armadas e uma boa parte do exército, além de segurar na porrada os protestos - que serão maiores e mais violentos - de 70% do povo de Honduras ao invés da meia dúzia de gatos pingados agitadores que protestam a favor de Zelaya hoje. 

O que é melhor?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Matthias: queres mudar o rumo deste debate? </p>
<p>Eu proponho uma outra linha: vamos avaliar as alternativas práticas decorrentes do retorno de Zelaya ao poder. </p>
<p>Tu disseste:</p>
<p>&#8220;Support 41%, Oppose 46%, Don’t know/No Answer 13%.&#8221; (Matthias)</p>
<p>Eu tenho várias outras fontes que trazem dados muito diferentes. Por exemplo:<br />
<i><br />
Muitos hondurenhos têm dificuldade de entender por que líderes estrangeiros, desde o presidente norte-americano, Barack Obama, atá a maioria dos dirigentes da América Latina, apóiam Zelaya.</p>
<p>&#8220;Lá fora eles só ouvem Zelaya, não escutaram a população. Mas isso não importa. Vamos continuar sozinhos&#8221;, diz Adela Guevara, empregada de um hotel.</p>
<p><b>A popularidade de Zelaya caiu para perto de 30 por cento nas pesquisas nos últimos meses depois que ele pressionou por um referendo para permitir a reeleição do presidente.</b><br />
</i><br />
Fonte: UOL Notícias 02/07/2009</p>
<p><a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/07/02/ult729u80427.jhtm" rel="nofollow">http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/07/02/ult729u80427.jhtm</a> </p>
<p>Atenção para o &#8220;detalhe&#8221;: &#8220;depois que ele pressionou por um referendo para permitir a reeleição do presidente&#8221;. Como eu tenho dito, como todo mundo sabe. </p>
<p>&#8220;Tremenda credibilidade vai ter esse processo dirigido por golpistas de quinta categoria.&#8221; (Matthias) </p>
<p>Tá, vamos fazer assim: todos os atos desde a deposição de Zelaya são anulados, tudo volta ao que era no dia anterior ao plebiscito e devolvemos Zelaya ao poder incondicionalmente. </p>
<p>No dia seguinte, das duas, uma: </p>
<p>a) ou Zelaya é comunicado pela Suprema Corte que está preso para responder a processos por conspiração, crime contra a forma de governo, traição à pátria e outros quinze processos diversos, retornando à situação atual de governo, com Micheletti voltando a ser empossado como presidente da República, agora sem ninguém poder chiar; </p>
<p>b) ou temos que destituir toda a Suprema Corte, todo o Congresso Nacional, todo o Estado Maior das Forças Armadas e uma boa parte do exército, além de segurar na porrada os protestos &#8211; que serão maiores e mais violentos &#8211; de 70% do povo de Honduras ao invés da meia dúzia de gatos pingados agitadores que protestam a favor de Zelaya hoje. </p>
<p>O que é melhor?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/06/29/politica/nao-houve-golpe-em-honduras/comment-page-2#comment-13419</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 03:43:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=129#comment-13419</guid>
		<description>&quot;não estou achando nem útil, nem oportuno, continuar discutindo esse tema no formato atual&quot; (Matthias)

Matthias, esse foi teu maior equívoco até agora! Este debate foi &lt;i&gt;extremamente útil e oportuno&lt;/i&gt;. A tua perspicácia e contundência me fizeram perceber diversas falhas na minha articulação, me obrigaram a me reciclar e me tornaram muito mais atento à qualidade dos meus textos e dos meus argumentos. Ganhei muito e ganharam muito os leitores de meus futuros artigos no Pensar Não Dói. Espero que encontres um tempo para &lt;strike&gt;trocar uns tapas&lt;/strike&gt; bater um papo animado em outros artigos, serás sempre muito bem vindo, concordando ou discordando. 

Agora vou responder teus outros equívocos... :) 

&quot;Não existe crime de intenção&quot; (Matthias) 

Mas existe intenção de crime. E o problema é que Zelaya já havia passado há tempos da fase de intenção e estava abertamente executando um crime. Ele já havia declarado que pretendia buscar a alteração dos dispositivos que proibiam a reeleição ou recondução ao cargo de presidente da República. Então, quando ele propôs um plebiscito &quot;apenas&quot; para convocar ou não uma nova Assembléia Constituinte, &lt;i&gt;todo mundo já sabia o que ele estava de fato fazendo&lt;/i&gt;. 

Dizer que &quot;o que importa é o que o Zelaya propôs ou não&quot; é no mínimo de uma ingenuidade atroz. É como se eu dissesse: &quot;eu vou te matar, desgraçado&quot;, andasse na tua direção com uma faca na mão, fosse parado por alguém a dois passos antes de te alcançar e então alegasse: &quot;eu só estava caminhando com um produto perfeitamente legal em mãos, &lt;i&gt;o que importa é o que eu fiz ou não&lt;/i&gt;&quot;. Nem tu acreditas que um juiz com dois neurônios funcionais engoliria essa. 

&quot;Considerando a impopularidade do Zelaya, é razoável imaginar que (i) não haveria constituinte, ou (ii) a constituinte não estaria ‘no bolso’ do Zelaya.&quot; (Matthias) 

Nem vou te apontar o dedo questionando o lance aquele do &quot;se&quot;, vou apenas apresentar outra alternativa que é razoável imaginar: (iii) Zelaya corromperia uma parcela significativa dos membros da Assembléia Constituinte prometendo cargos, dinheiro, poder, mulé pelada e figurinha premiada, revertendo o quadro desfavorável. Aí, mizifio, embolava o meio de campo. 

Adorei o exemplo do convite à igreja e do &quot;atropelo processual&quot; da polícia! :) O problema é que Zelaya estava levando a moça para o cinema torcendo o braço dela, aí não pode. Mas não acho que tenham capado o sujeito. No máximo deram um pontapé no entrepernas dele. Daria pra botar um gelinho, esperar desinchar e remover a sonda (traduzindo: conceder-lhe asilo, esperar o episódio esfriar e propor anistiá-lo com a condição de que não volte a se manifestar sobre política). 

&quot;Quanto mais você fala, mais a evidente ignorância de como funciona o direito vem à tona.&quot; (Matthias) 

Eu &lt;i&gt;sei&lt;/i&gt; como funciona, só não concordo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;não estou achando nem útil, nem oportuno, continuar discutindo esse tema no formato atual&#8221; (Matthias)</p>
<p>Matthias, esse foi teu maior equívoco até agora! Este debate foi <i>extremamente útil e oportuno</i>. A tua perspicácia e contundência me fizeram perceber diversas falhas na minha articulação, me obrigaram a me reciclar e me tornaram muito mais atento à qualidade dos meus textos e dos meus argumentos. Ganhei muito e ganharam muito os leitores de meus futuros artigos no Pensar Não Dói. Espero que encontres um tempo para <strike>trocar uns tapas</strike> bater um papo animado em outros artigos, serás sempre muito bem vindo, concordando ou discordando. </p>
<p>Agora vou responder teus outros equívocos&#8230; <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </p>
<p>&#8220;Não existe crime de intenção&#8221; (Matthias) </p>
<p>Mas existe intenção de crime. E o problema é que Zelaya já havia passado há tempos da fase de intenção e estava abertamente executando um crime. Ele já havia declarado que pretendia buscar a alteração dos dispositivos que proibiam a reeleição ou recondução ao cargo de presidente da República. Então, quando ele propôs um plebiscito &#8220;apenas&#8221; para convocar ou não uma nova Assembléia Constituinte, <i>todo mundo já sabia o que ele estava de fato fazendo</i>. </p>
<p>Dizer que &#8220;o que importa é o que o Zelaya propôs ou não&#8221; é no mínimo de uma ingenuidade atroz. É como se eu dissesse: &#8220;eu vou te matar, desgraçado&#8221;, andasse na tua direção com uma faca na mão, fosse parado por alguém a dois passos antes de te alcançar e então alegasse: &#8220;eu só estava caminhando com um produto perfeitamente legal em mãos, <i>o que importa é o que eu fiz ou não</i>&#8220;. Nem tu acreditas que um juiz com dois neurônios funcionais engoliria essa. </p>
<p>&#8220;Considerando a impopularidade do Zelaya, é razoável imaginar que (i) não haveria constituinte, ou (ii) a constituinte não estaria ‘no bolso’ do Zelaya.&#8221; (Matthias) </p>
<p>Nem vou te apontar o dedo questionando o lance aquele do &#8220;se&#8221;, vou apenas apresentar outra alternativa que é razoável imaginar: (iii) Zelaya corromperia uma parcela significativa dos membros da Assembléia Constituinte prometendo cargos, dinheiro, poder, mulé pelada e figurinha premiada, revertendo o quadro desfavorável. Aí, mizifio, embolava o meio de campo. </p>
<p>Adorei o exemplo do convite à igreja e do &#8220;atropelo processual&#8221; da polícia! <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  O problema é que Zelaya estava levando a moça para o cinema torcendo o braço dela, aí não pode. Mas não acho que tenham capado o sujeito. No máximo deram um pontapé no entrepernas dele. Daria pra botar um gelinho, esperar desinchar e remover a sonda (traduzindo: conceder-lhe asilo, esperar o episódio esfriar e propor anistiá-lo com a condição de que não volte a se manifestar sobre política). </p>
<p>&#8220;Quanto mais você fala, mais a evidente ignorância de como funciona o direito vem à tona.&#8221; (Matthias) </p>
<p>Eu <i>sei</i> como funciona, só não concordo.</p>
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		<title>Por: Romacof</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/06/29/politica/nao-houve-golpe-em-honduras/comment-page-2#comment-13038</link>
		<dc:creator>Romacof</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 14:56:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=129#comment-13038</guid>
		<description>Algumas perguntas: A Venezuela tem embaixada em Honduras? O &quot;Zé-laya&quot; procurou a brasileira pensando só ele com seus próprios neurônios? Chaves abre portas? Ri à solapa? Rei Lula envolvido leu (ou alguém leu para ele) a história e o gibi daquele país? Vocês lembram do Sarney-arquivado? Vamos comprar caças suíços? Quando se fala em aquecimento global estamos falando de ânimos? Fico confuso! Acho que é a idade! Mas dizem que o diabo é esperto não por ser diabo e sim porque é velho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas perguntas: A Venezuela tem embaixada em Honduras? O &#8220;Zé-laya&#8221; procurou a brasileira pensando só ele com seus próprios neurônios? Chaves abre portas? Ri à solapa? Rei Lula envolvido leu (ou alguém leu para ele) a história e o gibi daquele país? Vocês lembram do Sarney-arquivado? Vamos comprar caças suíços? Quando se fala em aquecimento global estamos falando de ânimos? Fico confuso! Acho que é a idade! Mas dizem que o diabo é esperto não por ser diabo e sim porque é velho.</p>
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