Por que as reportagens sobre a maconha são tão tendenciosas? (Parte 1)
Se a sua vovozinha lhe disser que “melancia de manhã é ouro, de tarde é prata e de noite mata”, você poderá acreditar nela durante toda sua infância, mas sua opinião sobre ela sofrerá um imenso abalo na adolescência, quando você assistir um amigo comer melancia à noite sem que isso faça qualquer mal a ele.
Depois de descobrir que nem sempre as pessoas que dizem querer o seu bem estão certas, você provavelmente se tornará cético em relação a outras afirmações supostamente dedicadas a protegê-lo. Por mais que sua vovozinha se descabele em pregações e alertas, um dia alguém vai lhe oferecer melancia à noite, ou leite com manga.
Por que raios os educadores, os médicos, a imprensa e outros formadores de opinião cometem o mesmo erro estúpido que a sua vovozinha supersticiosa? Será que eles não sabem que na adolescência todo mundo vai conhecer um amigo que fuma maconha sem ter nenhum dos terríveis sintomas ou efeitos colaterais que eles alardeiam?
Depois de descobrir que nem sempre as pessoas que dizem querer o seu bem estão certas, você provavelmente se tornará cético em relação a outras afirmações supostamente dedicadas a protegê-lo. Por mais que os educadores, os médicos, a imprensa e outros formadores de opinião se descabele em pregações e alertas, um dia alguém vai lhe oferecer maconha, ou algo mais forte.
Eu só posso concluir que todos estes especialistas de araque estejam pensando muito mais em surfar a onda da popularidade dizendo o que a maioria quer ouvir. Agindo assim eles estão reforçando preconceitos e espalhando desinformação, o que trará muito mais prejuízo que benefício para o público que supostamente pretendem proteger.
Estudo de caso: uma reportagem do Kzuka intitulada “Maconha faz mal, sim!”
(Quem quiser conferir a reportagem alvo deste artigo clique aqui. Cada trecho da reportagem original aparece abaixo destacado dentro de um quadro.)
“Tem uma galera que diz que maconha é natural. Pois esse pessoal está mal informado”
Esse pessoal não está mal informado. O preparo adequado da maconha para uso recreativo não leva nenhum aditivo químico. O processo inclui tão somente atividades mecânicas como colheita, separação das partes da planta adequadas para fumar, trituração e prensagem. Portanto, a maconha adequadamente preparada é natural mesmo.
As falácias associadas ao argumento de que maconha é ou não é natural abundam nos dois lados do debate. “Natural” não significa nem que faça bem, nem que faça mal. Assim como “artificial” também não. Laranjas e toxina botulínica são naturais. Vacinas e DDT são artificiais. Nenhum dos dois rótulos pode ser associado com “bom” ou “mau”.
“Experimente falar mal da maconha perto de quem fuma. Prepare-se para ouvir um sermão e uma série de informações das quais muitas não são verdadeiras.”
Depois experimente falar mal da maconha perto de quem não fuma e quer decidir a vida dos outros. Prepare-se para ouvir um sermão e uma série de informações das quais muitas não são verdadeiras. Pelo menos quem fuma não quer obrigar os que não fumam a fumar. Mas quem não fuma quer obrigar os que fumam a não fumar, o que mostra claramente de que lado está a intolerância.
“Quem fuma não admite que a droga faz mal nem que causa dependência.”
Aqui temos dois problemas em uma frase só.
Primeiro que simplesmente não é verdade que quem fuma não admita que a maconha faça mal, isso é uma generalização grosseira que nem de longe representa o pensamento da maioria dos usuários.
Segundo que a acusação de que a maconha causaria dependência é negada veementemente pela maioria absoluta dos usuários, que não sentem qualquer sintoma de abstinência. Se houver algum usuário que desenvolva realmente dependência de maconha, esta com certeza é muito mais branda que a dependência causada pelo cafezinho, pelo chocolate e pelos refrigerantes, os quais contém cafeína, uma droga com comprovada capacidade de viciar e cuja síndrome de abstinência provoca fadiga, depressão e dores de cabeça. Se a dependência química é o problema, por uma questão de prioridade, as substâncias que precisam ser primeiro banidas do mercado são o café, o chocolate e os refrigerantes.
“No dia 8 de maio, publicamos uma reportagem sobre o crack, falando que a maconha é porta de entrada para drogas mais pesadas. Muitos internautas discordaram e afirmaram que fumam maconha e que “não dá nada”. Recebemos depoimentos do tipo “fumo há oito anos e não sou dependente.” Alooou? OITO anos?“
Sim, este usuário informou que fuma Cannabis há oito anos e não é dependente. Não tem nada de “alooou”, porque tempo de uso não implica dependência. Aliás, isso é tão óbvio que é ridículo ter que explicar, mas vamos lá.
Primeiro é necessário saber o que é dependência química:
Dependência Química
André Malbergier “A dependência química é uma síndrome caracterizada pela perda do controle do uso de determinada substância psicoativa. Os agentes psicoativos atuam sobre o sistema nervoso central, provocando sintomas psíquicos e estimulando o consumo repetido dessa substância. Alguns exemplos são o álcool, as drogas ilícitas e a nicotina.
Considerada uma doença, a dependência química apresenta os seguintes sintomas:
• Tolerância: necessidade de aumento da dose para se obter o mesmo efeito;
• Crises de abstinência: ansiedade, irritabilidade, insônia ou tremor quando a dosagem é reduzida ou o consumo é suspenso;
• Ingestão em maiores quantidades ou por maior período do que o desejado pelo indivíduo;
• Desejo persistente ou tentativas fracassadas de diminuir ou controlar o uso da substância;
• Perda de boa parte do tempo com atividades para obtenção e consumo da substância ou recuperação de seus efeitos;
• Negligência com relação a atividades sociais, ocupacionais e recreativas em benefício da droga;
• Persistência na utilização da substância, apesar de problemas físicos e/ou psíquicos decorrentes do uso.”(Fonte: Laboratório de Neurociências da USP.)
Depois temos que analisar se o usuário pode ser considerado dependente em função da informação apresentada. Qual foi a informação? Foi o tempo de uso. Isso não faz parte dos critérios que permitem identificar a dependência química.
O usuário que relatou que fuma Cannabis há oito anos só poderia ser considerado um dependente químico se precisasse de doses maiores para obter o efeito, se tivesse crises na ausência da substância, se quisesse controlar o uso sem conseguir, se o uso da substância interferisse em outros aspectos de sua vida ou se ele insistisse em utilizar a substância apesar de sofrer problemas causados por ela. Nada disso é relatado, portanto a insinuação é descabida.
O fato de usar por oito anos é absolutamente irrelevante, tanto quanto beber suco de laranja por oitenta anos não torna alguém dependente químico de laranjada.
“O maconheiro pode até perceber efeitos como declínio nas notas na escola ou falta de concentração em certas atividades, mas o usuário associa essas consequências a qualquer outra coisa, menos à droga. Quem afirma é o psiquiatra Sérgio de Paula Ramos, coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus, na Capital, e membro do Comitê Assessor para Políticas sobre Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde.”
“− O paciente diz que não gosta de estudar, que é uma fase, que ele é assim mesmo, mas jamais admite que pode estar sendo prejudicado pela maconha − diz.”
E, por outro lado, os “especialistas” em drogas associam essas conseqüências somente às drogas, mas jamais a qualquer outra coisa. Por exemplo, ao fato de haver gente que não gosta mesmo de estudar. Ou ao fato de o usuário estar mesmo passando apenas por uma fase. Ou ao fato de ter se desinteressado porque não vê utilidade alguma em decorar o nome dos reis da Europa da Idade Média, em calcular o determinante de uma matriz de terceira ordem ou decorar a função das mitocôndrias e o diagrama de configuração eletrônica de Linus Pauling, entre outros assuntos “importantíssimos” para o exercício da cidadania, a elevação da qualidade de vida e o desenvolvimento de uma espiritualidade sadia.
“Você certamente conhece um jovem assim: usuário de maconha e que defende com unhas e dentes o uso da droga. Ele pode até estar indo bem nos estudos e não ter problemas aparentes, mas, pergunte pra quem é mais próximo dele se seu comportamento é o ideal.”
Sim, depois pergunte para quem é mais próximo de qualquer jovem na face da terra se seu comportamento “é o ideal”. Então você vai descobrir que este “argumento” é uma imensa falácia, pois desde que o mundo é mundo jamais houve alguém que pudesse ser apontado como tendo “comportamento ideal” o tempo todo.
“Questione seu amigo sobre que outras conquistas ele poderia ter hoje se não fosse a droga.”
Esse é o pior conselho que eu já vi um psiquiatra oferecer a um jovem em risco de abuso de drogas. Isso porque na maioria absoluta dos casos o amigo vai responder que a droga não está atrapalhando sua vida em nada. Se o amigo já estivesse tendo problemas sensíveis com o abuso de drogas, dificilmente o jovem não perceberia.
“O psiquiatra Ramos conta que, quando pergunta para um alcoolista ou para um dependente de qualquer outra droga que não seja maconha se ele quer parar, a resposta costuma ser sim. Com o maconheiro é diferente.”
“− Ele é o único que não quer parar, parece mesmo ser uma religião… − lamenta o médico.”
Ora, a resposta para isso está nas próprias palavras do psiquiatra! O alcoolista e o toxicômano em geral quer parar porque o álcool ou a droga que ele usa já afetou suas relações sociais e sua saúde de modo tão drástico que sua situação se tornou insustentável. Se o usuário de Cannabis em não quer parar é porque ele não sente necessidade de parar. E não existe violência maior contra um ser humano do que impingir-lhe sofrimento – seja na forma de ameaças, discriminações, violência ou perseguição legal – com o objetivo de forçá-lo a alterar um comportamento que ele quer manter e que não causa danos a terceiros.
“Por isso é tão difícil lutar contra a erva. Ela é vista como uma droga mais inocente, às vezes até por nossos pais.”
E por que raios se deveria “lutar contra a erva” nas situações em que o usuário declara que não deseja parar e não apresenta problemas de socialização nem dificuldades na organização de sua vida? Não se trata de considerar a droga inocente ou não, mas de respeitar os parâmetros técnicos anteriormente descritos, a vontade e o direito de autodeterminação do usuário.
A alternativa ao respeito à vontade e ao direito de autodeterminação do usuário é justificar a tutela de consciência do cidadão pelo Estado, o que caracteriza os regimes fascistas. Este é um risco que a sociedade não deveria estar disposta a correr sob nenhuma hipótese, muito menos por um motivo que se resume à esfera moral em todos os casos em que não seja possível provar que a droga traz significativos e incontornáveis impedimentos à autodeterminação do usuário.
“Mas Ramos alerta, a maconha de hoje não é mais a mesma da época dos hippies, “pode chegar a ser 50 vezes mais forte, consequência de modificações genéticas na planta”, o que significa maior poder para tornar o usuário dependente.”
Cinqüenta vezes? Será? Vamos fazer as contas: um bom baseado da época dos hippies, de tamanho médio, podia ser fumado por quatro a seis pessoas e fazia efeito em todas. Segundo a afirmação deste “especialista”, um único baseado de hoje poderia chapar duzentas a trezentas pessoas. Dito de outra maneira, um baseado de hoje poderia ser triturado, misturado em cinqüenta porções de palha e cada um destes cinqüenta novos baseados poderia chapar quatro a seis pessoas. Alguém acredita nisso?
A quantidade de THC contida nesta suposta supermaconha cinqüenta vezes mais potente que a da época dos hippies seria tão absolutamente grande que qualquer usuário passaria mal na primeira tragada. Um produto com tais características jamais encontraria mercado. A tal “maconha superaditivada” é absolutamente irreal.
“− Talvez a maconha seja uma das drogas que mais se usa em Porto Alegre e a que menos informação os jovens têm a respeito. Por isso há certa imagem de que é inofensiva − explica.”
A maconha não é a droga “a que menos informação os jovens têm a respeito”, muito antes pelo contrário. A maconha é a droga sobre a qual existe maior número de sites informativos e a que tem a maior base de usuários. O problema é a qualidade da informação que chega ao jovem, porque ele de fato não tem a menor liberdade de conversar abertamente sobre o tema.
Qual é o jovem que vai cair na besteira de confirmar que fuma Cannabis – ou sequer mostrar interesse no assunto – sabendo que quando terminar a conversa ele passará a ser tratado de modo diferente, sofrendo muito maior controle e restrições em sua liberdade?
O resultado é que o jovem fica limitado entre as informações evidentemente inverídicas dos “especialistas” e a constatação na prática que seus amigos usuários não sofrem dos males apregoados, sem que possa haver uma avaliação criteriosa dos riscos reais.
“Confere aqui verdades provadas por estudos científicos, ou seja, números que valem mais do que o blá blá blá de quem vive com os olhos vermelhos e a cabeça sabe-se lá onde…”
Marcela Donini
O toque final da reportagem é um ataque pessoal contra o usuário de Cannabis, que é desqualificado como interlocutor ao invés de ter seus argumentos analisados. Esse tipo de manobra é uma falácia de fuga ao assunto do tipo argumentum ad hominem – ou seja, é um recurso retórico antigo e bem documentado cujo propósito é envenenar a assistência contra qualquer tipo de argumentação em contrário. Isso indica claramente que a intenção da reportagem não é informar e sim impor um ponto de vista.
O resultado deste tipo de posicionamento não poderia ser outro: das 192 respostas postadas no momento em que fiz a conferência, 127 (66%) eram contrárias ao posicionamento da autora, 45 (23%) concordavam com a autora e 18 (9%) não tinham posicionamento identificável. (As duas que faltam pra fechar 192 eram mensagens extensas postadas em duas partes. Os percentuais foram arredondados, por isso não fecham exatos 100%.)
O público que compartilha do pensamento da autora foi predominantemente intolerante: das 45 respostas alinhadas com o pensamento da autora, 30 (66%) foram agressivas ou desrespeitosas contra os usuários ou contra os defensores da legalização e somente 15 (33%) foram pacíficas e respeitosas.
O público que discorda da autora atuou com muito maior civilidade: dos 127 que discordaram, 75 (59%) das respostas foram pacíficas e respeitosas, 31 (24%) jogaram pedras na reportagem e somente 11 (8%) foram agressivos ou desrespeitosos em relação ao público que pensa como a autora.
Finalmente, o conteúdo de vários depoimentos de usuários de Cannabis com amplo sucesso social, acadêmico, desportivo e financeiro, sem problemas de relacionamento nem de saúde, desmente fortemente a insinuação de que todo usuário de Cannabis “anda com a cabeça sabe lá onde”. Ficou bem claro que as informações passadas na reportagem são extremamente tendenciosas e não correspondem à realidade.
Na parte 2 farei uma avaliação das “verdades provadas por estudos científicos” segundo alegação da autora da reportagem aqui analisada.
Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 23/07/2009
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noooossaaa ta de parabens essa reportagem quee desvenda todo o preconceito contra o usuário “É FACIL CRITICAR SEM SE INFORMAR” SEM PALAVRAS MESMO !
Hugo, obrigado pelo elogio. A segunda parte desta análise está quase pronta, só falta tabular os dados referentes às respostas dos internautas. Em breve deverei publicar mais a respeito.
nossa, de cai o queixo, ta mais que na hora do pessoal se informar…assistam GRASS, um bom documentario….
ta d parabens arthur, abraço!!!
TuTo, obrigado!
Se tiveres um link confiável pro GRASS legendado, posta aqui!
Grande Arthur, a pergunta que não quer calar é, você fuma maconha? “ espero uma resposta e não uma pergunta”.
Me diz um bem que faz para a sociedade o uso da maconha?
Me diz um maconheiro “parasita social”, que tenha inventado ou feito algo de relevância importância pela humanidade?
“google”.
Em relação ao fascismo, tu esta generalizando. Porque se é proibido tu já diz que o estado esta tentando impor um regime fascista.
Ah, sim, estava demorando para alguém perguntar se eu fumo maconha ou não. Rufem os tambores, porque eu vou responder isso agorinha mesmo!
[Trtrtrtrtrtrtrtrtr!!!]
E a resposta é… não interessa!
Eu sou o autor do artigo, não o assunto do artigo. A minha vida pessoal e o que eu faço ou deixo de fazer não estão em questão e não fariam a menor diferença para a validade dos meus argumentos. Ad hominens são um recurso retórico muito medíocre. E ponto final nessa história.
Quanto ao benefício que faz ou deixa de fazer para a sociedade o uso da maconha, a resposta é… não interessa!
Somente os fascistas colocam as coisas nestes termos, pois vocês acham que a própria visão do que é certo ou errado tem que ser imposta a todos os demais. Felizmente a tendência mundial tem sido na direção da gradativa eliminação do ranço fascista.
Agora me diz um medíocre “parasita social”, que se esconde atrás do nome de terceiros pra tentar perturbar quem está numa boa e ofender quem não prejudica ninguém, que tenha inventado ou feito algo de relevância ou importância pela humanidade?
Para quem estranhou o tom da minha resposta acima ao “Nicola Tesla”, eu conheço o troll de outros carnavais.
É que tu falaste com tanta convicção que eu pensei que tu tinha alguma experiência nessa área.
-Usando um software de ultima geração eu consegui desencriptografar o [Trtrtrtrtrtrtrtrtr!!!] e o resultado foi: [sim, mas não conta pra ninguém!!!].
-E não é só tu que me conhece, muitos me conhecem, o maior inventor de todos os tempos NIKOLA TESLA, para os mais íntimos Никола Тесла.
“nikola_tesla”, seu ***** ** ****, enfia uma JEQUITIRANA no ** e vai chupar um ******* até o dia do APOCALIPSE, seu viado enrustido ridículo, seu ***** imprestável.
Comentário editado para remover trollagem com palavrões.
“maconheiro realista” opa perdão “economista realista”. Pra que isso cara! Imagina se a tua filha ou a tua mãe lê um negócio desse.
Se tu não tens argumento fica calado, e observa quem sabe. Espero que retire o teu comentário! Estou realmente comovido com a tua falta de imaginação.
“Nikola Tesla” chegou escondido atrás de um nome falso afirmando que eu fumo maconha e que maconheiros são parasitas sociais, o que obviamente implica me chamar de parasita social. A divergência aqui no blog é livre, mas os ataques pessoais não são – especialmente quando lançados por covardes que não se identificam.
“Economista Realista” chegou escondido atrás de um nome falso e postou palavrões em diversos tópicos. Lógico que eu entendi as referências à identidade do Nikola Tesla e ao blog ridículo e ensandecido dele, mas isso não justifica a trollagem com os palavrões.
E agora vocês querem começar uma briga e arrastar o nível da caixa de comentários do Pensar Não Dói para as profundezas?
Podem parar.
Por mais que eu me divirta assistindo suas tentativas patéticas de me ofender e de me perturbar, eu não vou permitir que vocês desrespeitem meus amigos, meus leitores e meus interlocutores dentro da minha própria casa.
As caixas de comentários do Pensar Não Dói estão abertas à divergência, mas fechadas à baixaria. Quem quiser interagir de modo saudável e respeitoso será sempre bem-vindo, mas quem apelar terá suas mensagens editadas ou deletadas e poderá ter seu e-mail e seu IP bloqueados. Vocês me conhecem da moderação da DH e sabem que eu não tenho o menor dó de deletar com um clique o que os trolls passam horas escrevendo para aporrinhar.
Comportem-se ou vocês serão bloqueados. Vocês sabem que é fácil.
Parafraseando a campanha da RBS, Troll, Nem Pensar!
Muito boa a reportagem … mais monte uma reportagem “Maconha, alcool e tabaco”
tente ver quem eh q vicia mais,
quem sai mais prejudicado…
e entre alcool e maconha qual deles deixa as pessoas mais loucas depois q usam .. vc vai ter otimos resultados…
abraço!
Kako, o problema de “tentar descobrir” isso é que a gente já sabe que o álcool é de longe o pior dos três. Aliás, se colocarmos a cocaína no conjunto o álcool continua sendo o pior. Mas fica atento, surgirão novos artigos sobre o tema.
Arthur, mandou bem!!! Muito bom o texto!
“tentativas patéticas de me ofender e de me perturbar” foi um comentário patético, pois você já tinha se o fendido e perturbado, basta olhar sua resposta. Hahahaha.
Arthur não é lendo colunas de jornais e revistas baratas e editando textos achados nas primeiras paginas de sites de pesquisas que você vai mudar o mundo. Você não precisa mudar o mundo, basta estar lúcido e fazer a sua parte, já é uma grande coisa. Eu tenho uma sugestão de nome para o teu site “Arthur da engenharia a medicina”.
Ignorando a parte “Eu sou o autor do artigo, não o assunto do artigo”
Agora me surgiu uma questão, você é formado em alguma coisa?, Ou não teve tempo, pois estava pesquisando na internet. Já sei você é contra uma formação acadêmica pois é mais uma tentativa de um estado fascista, te impor um conhecimento distorcido da realidade. “brincadeira”
Vou te dar uma dica, começa pesquisar sobre eletricidade, pois você tem que ter uma opinião “inteligente” sobre o apagão que aconteceu hoje 11/11/2009. Pode começar por eletromagnetismo, mas nunca esqueça o meu nome o homem que inventou tudo isso NIKOLA TESLA!
Arthur, só hoje vi a edição do meu comentário. Você tem razão nisso, eu me excedi e peço desculpas.
Lendo o otário acima caiu uma ficha aqui. Acho que descobri por que você é tão atacado. Não é porque você tem esta ou aquela opinião, pois para cada opinião sua seria possível encontrar muita gente que pensa igual. O problema é que você tem opinião sobre tudo.
Você fala de Direitos Humanos a segurança de aeronaves, de legalização das drogas a retífica e amaciamento de motores, de Teoria Geral do Estado a conselhos para a harmonia conjugal, de engenharia a medicina. As pessoas pensam: “ou esse cara é um gênio, ou é um charlatão”.
Pessoas normais não sabem o que é um polímata. Nem a maioria dos anormais. O único anormal que eu conheço que se define assim é você.
Você acha mais provável que as pessoas reconheçam que você tem uma capacidade que elas não possuem ou que elas te julguem por si mesmas e te acusem de fazer o que elas teriam que fazer para circular com tanta desenvoltura por tantos temas distintos, como o otário obtuso oligofrênico acima?
“Economista Realista” (odeio esse nick), fico feliz por teres percebido o excesso e te desculpado. Eu espero construir um ambiente de debates legal aqui no blog, agradeço pela colaboração.
Ignora o “ooo” enrustido. Eu tenho a faca e o queijo na mão para bloquear quem entrar aqui para promover ataques pessoais e baixaria. Sei muito bem o que ele pensa de mim e prefiro me divertir assistindo os esforços dele para escrever algo no limite das minhas exigências a simplesmente bloquear o aloprado.
Três anos e meio meditando com a sangha do Lama Padma Samten em combinação com três anos e meio moderando a comunidade Direitos Humanos me tornaram praticamente imune à irritação e me permitiram desenvolver uma profunda compaixão pelos infelizes que me jogam pedras. (Não acho que o Lama aprovaria o quanto eu me divirto com isso, mas enfim, eu nunca disse que sou perfeito.)
Quanto a ter opinião sobre tudo, isso não tem a ver com “ter uma capacidade que as pessoas não possuem”, todo mundo pode ler e estudar tanto quanto eu, sobre assuntos tão variados quanto eu leio e estudo, é apenas uma questão de gosto e de interesse. Claro, há uma resistência cultural contra os intelectuais e em especial contra os polímatas, o que é lamentável, mas esse não é um obstáculo que possa paralisar quem realmente quiser expandir seus horizontes.
Que tal voltarmos ao assunto deste artigo?
Otimo texto.. Informação é uma coisa. Manipulação de idéias é outra!
Horse, muito obrigado pela visita e pelo elogio. Outros artigos semelhantes estão no forno e serão publicados em breve, não deixa de acompanhar o Pensar Não Dói.
Dalhe Arthur, vamo que Vamo!!! A hipocrisia e ignorância das pessoas com relação a esse assunto tem que acabar!! A Cannabis precisa ser desmistificada!! Observem o mal que o Alcool e o Tabaco causam a sociedade!! Já verificaram os números? Milhares por ano morrem em decorrência destas duas drogas que são vendidas livremente em qualquer supermercado, mercadinho e aos olhos de todos!! Saibam que o alcool ocupa a 5º posição no ranking das drogas mais perigosas do mundo, o tabaco a 9º!! Já houviram falar de morte por Cannabis? Porta de entrada das drogas é o alcool e não a cannabis, 99% das pessoas que se empolgam a experimentar alguma droga estão sobre o efeito do alcool ou se motivão sob esse efeito!! Sabiam que Aprox. 100.000 pessoas morrem por ano em decorrência do tráfico de drogas e aprox. 100 pelas drogras propiamente dita!! tem alguma hipocrisia nisso tudo não?
E a maconha toma pau o tempo todo!! Um dia o mundo ainda vai conseguir enchergar os milhões de beneficíos que está planta pode proporcionar a sociedade!! Inclusive no tratamento de dependentes de outras drogas!! Eu tenho 32 Anos, estou me formando em Comércio Exterior, já trabalho na áera a 8 anos, pago minhas contas em dia, moro com minha namorada a 5, não bebo, não saio muito a noite, prefiro o dia, faço esporte, faço o bem, cuido da natureza, tenho 4 cadelas que peguei na rua bem pequeninha, tenho uma vida e uma mente ativa e sou apaixonado por essa planta e a defenderei até a minha morte!! Pois chega de hipocrisia e discursos desinformados!! O tabu será quebrado e eu vou ver esse dia chegar!!!
Gustavo, obrigado pela visita e pelo apoio!
É lutando contra a desinformação que conseguiremos produzir uma política mais coerente e benéfica sobre todas as drogas. Só é uma lástima que uma única reportagem superficial e tendenciosa de uma grande empresa de comunicação acabe influindo negativamente muito mais que diversos textos críticos e bem fundamentados de muita gente desorganizada. Por isso precisamos divulgar intensamente todo oásis de boa informação que encontramos.
Muito bom esse texto cara curti mesmo, PARABÉNS!
Muito obrigado, Raphael, volta sempre! Ainda vou postar bastante sobre esse assunto e outros relacionados.
Cara…. informação nunca é demais mesmo!!!
Tudo isso aumenta ainda mais meus conhecimentos e reforça meu poder de argumento em relação ao uso da erva !!
pora fumo a 7 anos tenho 21 anos hoje, e sempre procurei me informar sobre o uso as especies e tudo q tem relacionado com cannabis ate mesmo nesse ano comessei um curso superior e escoli fazer de ciecias biologicas justamente para poder me especializar em olantas e poder esudar a fundo o canhamo
mas nunca tinha visto uma reportagem tão contudente e esclarecedora sobre a cannabis sativa a autora falou q a maconha d hoje em dia eh 50 vezes mais potente q a do tempo dos nossos pais ou avos ? vem ca ela pesquisou oq a power skunk sativa q eh uma das especies com maior quantidade d thc q existe hoje e mesmo assim ela não eh tão pesada essa q maconha eh a porta de entrada pra outras drogas e besteira “so perde a cabeça quem a tem parte do espirito mal “vc pode comessas no pó na pedra na cola sem nem ao menos chegar perto de um baseado isso vai depender da cabeça da pessoa axo q cada um devia ter o direito d usar oq quiser respondendo pelos seus atos ,saca como o brasil eh intolerante o comprimido tylenou mata em media 428 pessoas por ano no continente americano ja maconha ate hoje não existe nem uma morte em todo mundo e a maconha eh proibida e o tylenou não fora q maconha pode ser usado em tratamentos contra HIV depreção cancer insonia e extress problemas q existempa caraio no brasil
e tylenou dor de cabeça febre nausias gripe pobremas q podem ser resolvidos com cha q não mata niguem kkk chega ser revoltante isso soh q enquanto o governo continua recebendo dos grandes do brasil ela não sera legal
GOSTARIA MESMO QUE A PESSOAS Q FALOU SOBRE OS CONTRAS DA MACONHA ENTRASSE EM CONTATO COMIGO PARA COMVERÇAMOS SOBRE DIVERÇOS ASSUNTOS sou apenas um maluko de 21 anos mas tenho minha cabeça no lugar
abraços a todos
JAH BLEES
“não existe violência maior contra um ser humano do que impingir-lhe sofrimento – seja na forma de ameaças, discriminações, violência ou perseguição legal – com o objetivo de forçá-lo a alterar um comportamento que ele quer manter e que não causa danos a terceiros.
”
Meus parabéns, essas foram as palavras mais sábias que eu li nos ultimos tempos =D
MUITO boa a sua linha de raciocinio e ideias abalizadas e com conhecimento amplo do que diz
é bom saber que nem todos se deixam alienar pela mídia e/ou influências de terceiros