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	<title>Comentários sobre: Toda democracia é burra!</title>
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	<description>Em busca de vida inteligente na Terra.</description>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/08/05/politica/democracia/toda-democracia-e-burra/comment-page-1#comment-147316</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 00:57:13 +0000</pubDate>
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		<description>Alex, a coisa vai mais além: o sujeito aos 16 não pode nem sequer decidir se casa ou compra uma bicicleta, mas pode decidir a minha vida e a tua. 

Só não vê que o sistema é incoerente quem não quer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alex, a coisa vai mais além: o sujeito aos 16 não pode nem sequer decidir se casa ou compra uma bicicleta, mas pode decidir a minha vida e a tua. </p>
<p>Só não vê que o sistema é incoerente quem não quer.</p>
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		<title>Por: Alex Toth</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/08/05/politica/democracia/toda-democracia-e-burra/comment-page-1#comment-147305</link>
		<dc:creator>Alex Toth</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 23:24:00 +0000</pubDate>
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		<description>Por que será que mudaram a quase uma década a idade mínima de votar de 18 para 16 anos?! Pois sobre o pretexto de que a maioria dos cidadãos com idade de 16 anos já tem responsabilidade e conhecimentos/informações necessárias para votar não pode ser!! 

(Tem-se responsabilidade aos 16 anos para votar em quem vai dirigir o país por quatro anos, mas não se tem resposanbilidade e maturidade para dirigir um automóvel pelas ruas e nem maturidade para interpretar as leis de trânsito?)

Ou será mesmo somente para criar maior contingente de votantes manipulados, entre outras coisas, por programas de &quot;benefícios&quot; à massa miserável?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por que será que mudaram a quase uma década a idade mínima de votar de 18 para 16 anos?! Pois sobre o pretexto de que a maioria dos cidadãos com idade de 16 anos já tem responsabilidade e conhecimentos/informações necessárias para votar não pode ser!! </p>
<p>(Tem-se responsabilidade aos 16 anos para votar em quem vai dirigir o país por quatro anos, mas não se tem resposanbilidade e maturidade para dirigir um automóvel pelas ruas e nem maturidade para interpretar as leis de trânsito?)</p>
<p>Ou será mesmo somente para criar maior contingente de votantes manipulados, entre outras coisas, por programas de &#8220;benefícios&#8221; à massa miserável?</p>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/08/05/politica/democracia/toda-democracia-e-burra/comment-page-1#comment-145661</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 02:11:35 +0000</pubDate>
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		<description>Pior ainda é saber que a burrice é cláusula pétrea da CF-88.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pior ainda é saber que a burrice é cláusula pétrea da CF-88.</p>
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		<title>Por: MArc</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/08/05/politica/democracia/toda-democracia-e-burra/comment-page-1#comment-145635</link>
		<dc:creator>MArc</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 21:56:02 +0000</pubDate>
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		<description>concordo com sua visão.
cada dia fico mais irritado com o país que vivo, se vc tem opinião contrária corre o risco de ser processado por qualquer motivo bizarro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>concordo com sua visão.<br />
cada dia fico mais irritado com o país que vivo, se vc tem opinião contrária corre o risco de ser processado por qualquer motivo bizarro.</p>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/08/05/politica/democracia/toda-democracia-e-burra/comment-page-1#comment-8725</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 20:27:32 +0000</pubDate>
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		<description>Repostagem da minha resposta original: 

Hugo, qual o sentido de “violenta ocorrência” na última frase do teu comentário? Eu não vejo cerceamento de cidadania no fato de só permitir o voto a quem sabe o que está fazendo, porque quem não sabe o que está fazendo não está exercendo cidadania de qualquer modo, mesmo que realize o ato mecânico de marcar um “x” numa cédula ou apertar um botão colorido em uma urna eletrônica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Repostagem da minha resposta original: </p>
<p>Hugo, qual o sentido de “violenta ocorrência” na última frase do teu comentário? Eu não vejo cerceamento de cidadania no fato de só permitir o voto a quem sabe o que está fazendo, porque quem não sabe o que está fazendo não está exercendo cidadania de qualquer modo, mesmo que realize o ato mecânico de marcar um “x” numa cédula ou apertar um botão colorido em uma urna eletrônica.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/08/05/politica/democracia/toda-democracia-e-burra/comment-page-1#comment-8724</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 20:26:26 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;Definição de Inteligência&lt;/b&gt;

O problema de definir inteligência é que a complexidade do conceito torna as definições ou extremamente longas ou extremamente esotéricas. Eu parei uns instantes para pensar e produzi a seguinte definição:

&quot;Inteligência é um conjunto multifatorial de habilidades mentais que permite utilizar informação para adaptar o comportamento de um modo distinto da tentativa-e-erro.&quot; 

Eu acho que é uma ótima definição, mas é muito esotérica e plena de pressupostos, então vou me socorrer da Wikipédia para apresentar uma definição mais palatável para nossos propósitos: 

Inteligência é &quot;uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender idéias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta - &#039;pegar no ar&#039;, &#039;pegar&#039; o sentido das coisas ou &#039;perceber&#039;&quot;. 

Sendo importante a seguinte ressalva: 

&quot;Os indivíduos diferem na habilidade de entender idéias complexas, de se adaptar com eficácia ao ambiente, de aprender com a experiência, de se engajar nas várias formas de raciocínio, de superar obstáculos mediante pensamento. Embora tais diferenças individuais possam ser substanciais, nunca são completamente consistentes: o desempenho intelectual de uma dada pessoa vai variar em ocasiões distintas, em domínios distintos, a se julgar por critérios distintos. Os conceitos de &#039;inteligência&#039; são tentativas de aclarar e organizar este conjunto complexo de fenômenos.&quot;

Essa tralha toda está contida no meu conceito enxuto. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b>Definição de Inteligência</b></p>
<p>O problema de definir inteligência é que a complexidade do conceito torna as definições ou extremamente longas ou extremamente esotéricas. Eu parei uns instantes para pensar e produzi a seguinte definição:</p>
<p>&#8220;Inteligência é um conjunto multifatorial de habilidades mentais que permite utilizar informação para adaptar o comportamento de um modo distinto da tentativa-e-erro.&#8221; </p>
<p>Eu acho que é uma ótima definição, mas é muito esotérica e plena de pressupostos, então vou me socorrer da Wikipédia para apresentar uma definição mais palatável para nossos propósitos: </p>
<p>Inteligência é &#8220;uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender idéias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta &#8211; &#8216;pegar no ar&#8217;, &#8216;pegar&#8217; o sentido das coisas ou &#8216;perceber&#8217;&#8221;. </p>
<p>Sendo importante a seguinte ressalva: </p>
<p>&#8220;Os indivíduos diferem na habilidade de entender idéias complexas, de se adaptar com eficácia ao ambiente, de aprender com a experiência, de se engajar nas várias formas de raciocínio, de superar obstáculos mediante pensamento. Embora tais diferenças individuais possam ser substanciais, nunca são completamente consistentes: o desempenho intelectual de uma dada pessoa vai variar em ocasiões distintas, em domínios distintos, a se julgar por critérios distintos. Os conceitos de &#8216;inteligência&#8217; são tentativas de aclarar e organizar este conjunto complexo de fenômenos.&#8221;</p>
<p>Essa tralha toda está contida no meu conceito enxuto. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/08/05/politica/democracia/toda-democracia-e-burra/comment-page-1#comment-8723</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 20:25:39 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Inteligência é concordar com o Arthur.&quot; :) 

Hehehehe... tá, foi só para não perder a piada! 

Segue em fundo verde a definição de inteligência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Inteligência é concordar com o Arthur.&#8221; <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </p>
<p>Hehehehe&#8230; tá, foi só para não perder a piada! </p>
<p>Segue em fundo verde a definição de inteligência.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Mônica</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/08/05/politica/democracia/toda-democracia-e-burra/comment-page-1#comment-8672</link>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 16:23:45 +0000</pubDate>
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		<description>Adoro o Scott Adams - a lógica dele é hilária!
Curiosidade minha: qual a sua definição de &#039;inteligência&#039;? ;-)
abraço e ótimo domingo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Adoro o Scott Adams &#8211; a lógica dele é hilária!<br />
Curiosidade minha: qual a sua definição de &#8216;inteligência&#8217;? <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /><br />
abraço e ótimo domingo!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Hugo Albuquerque</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/08/05/politica/democracia/toda-democracia-e-burra/comment-page-1#comment-2192</link>
		<dc:creator>Hugo Albuquerque</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 05:20:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=230#comment-2192</guid>
		<description>&lt;b&gt;Arthur&lt;/b&gt;,

Desde que a Política começou a ser levada em consideração nas antigas cidades helênicas, o grande debate que sucedeu a esse fenômeno foi a respeito de qual forma de governo seria melhor: A Democracia ou a Aristocracia.

A primeira forma de governo partia do pressuposto que todos os cidadãos eram iguais e que para diminuir a margem de erro das decisões políticas, quanto mais gente decidindo, a chance de erro era menor. A segunda forma de governo partia da concepção de que os cidadãos não eram iguais e que só os &quot;&lt;i&gt;&lt;b&gt;melhores&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&quot; - cuja superioridade era fixada por uma algum critério - deveriam mandar.

Isso tudo num cenário onde a cidadania era um privilégio e toda a bagaça era mantida por escravos - levando em conta que a escravidão antiga mais se assemelhava ao nosso do trabalho assalariado do que à escravidão colonial, do contrário não seria possível manter a fabulosa relação cidadão/escravo que eles tinham não só lá como em toda costa do mediterrâneo.  

Isso vai até que a Democracia ateniense mata Sócrates. Pausa dramática. Platão se revolta, some de Atenas, volta anos depois e escreve a gloriosa Politheia - desditosamente traduzida como a República. Ali, surge a primeira grande apologia Ética da Aristocracia - mas os melhores seriam justamente os filósofos e não os ricos ou guerreiros.

Aristóteles era aristocrata, mas defendia, ao contrário, de Platão, que tanto a Monarquia quanto a Democracia ou a Aristocracia eram viáveis ainda que todas corressem o risco de se degenerarem.

Marco Túlio Cícero, em sua República - essa de fato, República mesmo - diz que o regime ideal era a...República e que ela se materializa enquanto uma mistura de Monarquia com Democracia e Aristocracia. Como isso? Cícero se inspira na própria Roma republicana que tinha os cônsules como monarcas, os comícios como manifestação de Democracia e o Senado como Aristocracia - República deixa de ser o sinônimo romano para Democracia e se torna assim algo maior.

Nos pós-idade média, vemos a ideia de &quot;cidadania&quot; ressurgir com o iluminismo e se materializar apenas nas duas últimas Revoluções Burguesas. Cidadania deixou de ser privilégio para ser direito, mas pouca coisa mudou: Mesmo nos EUA, só votavam homens brancos e ricos - com efeito, os verdadeiros cidadãos. Também se inspiravam os americanos nas concepções do Barão de Montesquieu que larapiou de maneira descarada a ideia republicana de Cícero - deu naquilo que viria a ser a teoria da tripartição dos poderes com Executivo (Monarquia), Judiciário (Aristocracia) e Legislativo (Democracia).

Desde então falamos em Democracia e em Estado de Direito - as regras limitando a veia linchadora da maioria; chefes de executivo eleitos assim como parlamentares e os juízes fazendo a representação contra-majoritária.

Bullshit. O sufrágio universal só veio a ser realidade na França em 62 e nos EUA em 65 - ainda que no segundo caso as eleições permaneçam indiretas. O voto passa a ser de todos num momento em que a eleições passam a depender de máquina eleitoral e de dinheiro; não precisamos mais controlar eleitores para fazer com que eles sejam ricos, hoje os ricos eleitores compram campanhas, fabricam nomes; o poste de hoje pode ser o presidente de amanhã caso o lobby da vez pague o marketeiro certo na hora marcada.

O Capitalismo cria uma assimetria entre os agentes políticos que mata qualquer coisa. Já temos o nosso regime de melhores. O critério é o dinheiro. É um tipo particular de Aristocracia chamado Plutocracia - e numa versão bem sofisticada.

O Governo dos sábios como imaginou Platão permanece como uma elucubração de um gênio; a Democracia, por sua vez, nunca existiu - e não serviu nem mesmo pra matar Sócrates: Em Atenas o povo era escravo, aquilo que se chamava de Democracia era só uma forma horizontal dos melhores se organizarem para governar. 

Quiça um dia estejamos em igualdade material suficiente para fazer essa discussão de verdade, afinal, até hoje, sempre estivemos submetidos à aristocracia do momento sem que ninguém provasse de maneira cabal que o critério usado é inquestionável, mas se o fizessemos de fato e de direito, seria uma das raras e mais violentas ocorrências da Democracia.

abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b>Arthur</b>,</p>
<p>Desde que a Política começou a ser levada em consideração nas antigas cidades helênicas, o grande debate que sucedeu a esse fenômeno foi a respeito de qual forma de governo seria melhor: A Democracia ou a Aristocracia.</p>
<p>A primeira forma de governo partia do pressuposto que todos os cidadãos eram iguais e que para diminuir a margem de erro das decisões políticas, quanto mais gente decidindo, a chance de erro era menor. A segunda forma de governo partia da concepção de que os cidadãos não eram iguais e que só os &#8220;<i><b>melhores</b></i>&#8221; &#8211; cuja superioridade era fixada por uma algum critério &#8211; deveriam mandar.</p>
<p>Isso tudo num cenário onde a cidadania era um privilégio e toda a bagaça era mantida por escravos &#8211; levando em conta que a escravidão antiga mais se assemelhava ao nosso do trabalho assalariado do que à escravidão colonial, do contrário não seria possível manter a fabulosa relação cidadão/escravo que eles tinham não só lá como em toda costa do mediterrâneo.  </p>
<p>Isso vai até que a Democracia ateniense mata Sócrates. Pausa dramática. Platão se revolta, some de Atenas, volta anos depois e escreve a gloriosa Politheia &#8211; desditosamente traduzida como a República. Ali, surge a primeira grande apologia Ética da Aristocracia &#8211; mas os melhores seriam justamente os filósofos e não os ricos ou guerreiros.</p>
<p>Aristóteles era aristocrata, mas defendia, ao contrário, de Platão, que tanto a Monarquia quanto a Democracia ou a Aristocracia eram viáveis ainda que todas corressem o risco de se degenerarem.</p>
<p>Marco Túlio Cícero, em sua República &#8211; essa de fato, República mesmo &#8211; diz que o regime ideal era a&#8230;República e que ela se materializa enquanto uma mistura de Monarquia com Democracia e Aristocracia. Como isso? Cícero se inspira na própria Roma republicana que tinha os cônsules como monarcas, os comícios como manifestação de Democracia e o Senado como Aristocracia &#8211; República deixa de ser o sinônimo romano para Democracia e se torna assim algo maior.</p>
<p>Nos pós-idade média, vemos a ideia de &#8220;cidadania&#8221; ressurgir com o iluminismo e se materializar apenas nas duas últimas Revoluções Burguesas. Cidadania deixou de ser privilégio para ser direito, mas pouca coisa mudou: Mesmo nos EUA, só votavam homens brancos e ricos &#8211; com efeito, os verdadeiros cidadãos. Também se inspiravam os americanos nas concepções do Barão de Montesquieu que larapiou de maneira descarada a ideia republicana de Cícero &#8211; deu naquilo que viria a ser a teoria da tripartição dos poderes com Executivo (Monarquia), Judiciário (Aristocracia) e Legislativo (Democracia).</p>
<p>Desde então falamos em Democracia e em Estado de Direito &#8211; as regras limitando a veia linchadora da maioria; chefes de executivo eleitos assim como parlamentares e os juízes fazendo a representação contra-majoritária.</p>
<p>Bullshit. O sufrágio universal só veio a ser realidade na França em 62 e nos EUA em 65 &#8211; ainda que no segundo caso as eleições permaneçam indiretas. O voto passa a ser de todos num momento em que a eleições passam a depender de máquina eleitoral e de dinheiro; não precisamos mais controlar eleitores para fazer com que eles sejam ricos, hoje os ricos eleitores compram campanhas, fabricam nomes; o poste de hoje pode ser o presidente de amanhã caso o lobby da vez pague o marketeiro certo na hora marcada.</p>
<p>O Capitalismo cria uma assimetria entre os agentes políticos que mata qualquer coisa. Já temos o nosso regime de melhores. O critério é o dinheiro. É um tipo particular de Aristocracia chamado Plutocracia &#8211; e numa versão bem sofisticada.</p>
<p>O Governo dos sábios como imaginou Platão permanece como uma elucubração de um gênio; a Democracia, por sua vez, nunca existiu &#8211; e não serviu nem mesmo pra matar Sócrates: Em Atenas o povo era escravo, aquilo que se chamava de Democracia era só uma forma horizontal dos melhores se organizarem para governar. </p>
<p>Quiça um dia estejamos em igualdade material suficiente para fazer essa discussão de verdade, afinal, até hoje, sempre estivemos submetidos à aristocracia do momento sem que ninguém provasse de maneira cabal que o critério usado é inquestionável, mas se o fizessemos de fato e de direito, seria uma das raras e mais violentas ocorrências da Democracia.</p>
<p>abraços</p>
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