Possuir uma arma deveria ser obrigatório!
Toda vez que se debate segurança pública vem à baila o assunto do desarmamento. E toda vez que se fala em desarmamento surgem os arautos da mediocridade insistindo que todo brasileiro é um debilóide incapaz de portar uma arma sem chacinar a própria família por acidente ou de matar o primeiro que xingar no trânsito. Isso sem falar nos que acham que um distintivo de polícia é garantia de honestidade e capacitação técnica e emocional para possuir uma arma. Eu estou cansado deste discurso.
A presença de ovelhas atrai os lobos!
O indivíduo maior de idade que não é capaz ou não quer defender a si mesmo, sua família e seu patrimônio é um mau cidadão e deveria ser taxado por não possuir uma arma. Sua vulnerabilidade voluntária, resultante da negação da realidade e da recusa de assumir sua responsabilidade para defender a si mesmo, sua família e seu patrimônio, aumenta a insegurança dos demais cidadãos a sua volta, atraindo todo tipo de agressor, assaltante, maníaco sexual, latrocida, etc.
As ovelhas mentem sobre segurança pública!
A primeira coisa que as ovelhas dizem quando cidadãos que não tem vocação para vítima argumentam em prol da posse ou do porte de arma de fogo em função da necessidade de auto-defesa é que as cidades virariam um faroeste, com gente se matando em qualquer esquina ou em qualquer acidente de carro. Já foi provado que isso é mentira.
Aqui está a prova de que todo cidadão deveria possuir uma arma:
Kennesaw, uma cidade estadunidense do estado da Georgia, em 1982 promulgou uma lei tornando obrigatório que toda casa possua uma arma em condições de uso e munição. O resultado desta política é que a população da cidade quintuplicou e a taxa de crimes despencou 70% desde a promulgação da lei. De 1983 até hoje só houve três homicídios na cidade, dois deles à faca. Podem conferir no site oficial de Kennesaw:
Texto da lei que torna obrigatório possuir arma:
ARTICLE I. IN GENERAL
Sec. 34-1. Heads of households to maintain firearms.
(a) In order to provide for the emergency management of the city, and further in order to provide for and protect the safety, security and general welfare of the city and its inhabitants, every head of household residing in the city limits is required to maintain a firearm, together with ammunition therefor.
(b) Exempt from the effect of this section are those heads of households who suffer a physical or mental disability which would prohibit them from using such a firearm. Further exempt from the effect of this section are those heads of households who are paupers or who conscientiously oppose maintaining firearms as a result of beliefs or religious doctrine, or persons convicted of a felony.
(Code 1986, § 4-3-10)
Para quem prefere a informação em português:
Tradução livre:
“(a) Para colaborar com o gerenciamento de emergências na cidade, e para colaborar com a proteção da segurança e do bem-estar geral da cidade e de seus habitantes, a todo chefe de família residente nos limites da cidade é requerido manter uma arma de fogo, juntamente com sua munição.
(b) Estão eximidos dos efeitos desta seção os chefes de família que sofrem de deficiência física ou mental que os proíba de usar uma arma de fogo. Também são eximidos dos efeitos desta seção aqueles chefes de família que são pobres ou que conscientemente se opõe a manter armas de fogo como resultado de crenças em doutrinas religiosas, ou pessoas condenadas por crimes.”
A lei é válida desde 1982, foi responsável por uma queda de 70% da taxa de criminalidade no local, não produziu nenhum incidente trágico e foi considerada perfeitamente constitucional pela Suprema Corte.
Ou seja: os arautos da mediocridade, que exigem o desarmamento do cidadão honesto e a transformação de cada cidadão honesto e sua família em um grupinho de ovelhas prontas para o abate pelos criminosos, estão totalmente errados em seus argumentos.
A experiência de Kennesaw já tem quase três décadas e prova cabalmente que se a população honesta está armada os criminosos não se apresentam. Também prova que não acontecem carnificinas nas esquinas nem escaladas de crimes passionais.
Agora vamos parar de propagar bobagens sobre as supostas vantagens do desarmamento e começar a dizer a verdade: população honesta armada aumenta a segurança de todos!
Minha proposta sempre foi: quem tiver antecedentes limpos, passar no psicotécnico e fizer seis meses de curso de segurança armada própria e de terceiros deve ter porte de arma. É um cidadão comprometido com a segurança pública e preparado para ajudar quem precisa. Já para apenas possuir arma em casa o curso pode ser menor, mas fora isso as exigências devem ser as mesmas.
Se em Kennesaw bastou a publicação e divulgação desta lei para fazer cair em 70% a taxa de criminalidade, com os critérios extras de qualificação que eu proponho seria esperável um resultado ainda melhor.
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Eu acho que possuir uma arma deveria ser um direito, nuna uma obrigação. Quem quer usar seu legítimo direito à defesa pessoal não deveria jamais ser impedido ou ter este direito dificultado, mas quem queira lançar mão desse direito também deveria ser respeitado.
Roberto, o problema são as conseqüências que uma e outra atitude trazem para a sociedade. O Estado deveria incentivar aquela que produz maior segurança, que é a posse de armas e o treinamento para defesa própria e de terceiros para o cidadão honesto. Hoje o Estado desincentiva violentamente o cidadão honesto que deseja adquirir uma arma para defender a própria segurança, aliando-se portanto aos criminosos contra os interesses da população honesta tanto em métodos quanto em objetivos.
(Vai ver se a corja que criou a pérola de cretinice e safadeza que é o Estatuto do Desarmamento se incluiu entre os desgraçados que não devem ter o direito de proteger a vida, o bem estar e as propriedades da própria família. Se desarmar-se fosse tão bom quanto apregoam, não precisaria de propaganda. Se desarmar-se fosse tão bom quanto apregoam, não teriam os legisladores reservados para si e para outros privilegiados o direito de armar-se.)
“O indivíduo maior de idade que não é capaz ou não quer defender a si mesmo, sua família e seu patrimônio é um mau cidadão e deveria ser taxado por não possuir uma arma. Sua vulnerabilidade voluntária, resultante da negação da realidade e da recusa de assumir sua responsabilidade para defender a si mesmo, sua família e seu patrimônio, aumenta a insegurança dos demais cidadãos a sua volta, atraindo todo tipo de agressor, assaltante, maníaco sexual, latrocida, etc.”
Excelente avaliação, Arthur. Às vezes você até que escreve algo que preste, quando não está fantasiando sobre aquecimento global e outras quimeras ecossocialistas.
Dizer que eu sou “ecossocialista” é uma pérola das boas.
Quem sabe mostras os teus escritos para que possamos ler “algo que preste”, hein?
“O Estado deveria incentivar aquela que produz maior segurança, que é a posse de armas e o treinamento para defesa própria e de terceiros para o cidadão honesto.”
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Concordo totalmente, deveria incentivar. Sou totalmente favorável ao comércio de armas de fogo pra quem queira se defender. O que eu não concordo de jeito nenhum é a obrigatoriedade de se ter e manusear armas de fogo. Como você vai convencer um bicho-grilo pacifista que ele tem que ter e saber usar armas de fogo?
Eu sou pacifista! É por valorizar a paz e a segurança que eu acho que todo mundo deve ser capaz de se defender, pois a incapacidade generalizada de garantir a própria segurança faz prosperar todo tipo de aproveitador da vulnerabilidade alheia. Já a terceirização da responsabilidade pela segurança cria uma nova vulnerabilidade porque é impossível garantir que não haja corrupção entre os encarregados da tarefa. A única alternativa que resta é cada cidadão assumir a maior parcela possível da responsabilidade por sua segurança pessoal direta, complementando isso com a atuação das instituições policiais e empresas de segurança.
Eu não acho que essa obrigatoriedade deva ser absoluta. Em Kennesaw mesmo a lei estabelece a possibilidade de objeção de consciência. Mas os objetores de consciência representam um peso para a sociedade, que é vulnerabilizada devido ao estímulo ao crime representado pela incapacidade de auto-defesa de uma grande parcela de cidadãos. Kennesaw não aboliu a presença de uma força policial, nem jamais cogitou fazê-lo, simplesmente reconheceu que é muito mais eficaz uma parceria com o cidadão honesto para garantir a segurança do que nosso modelo falido e legislou para tornar esta parceria o padrão e não a exceção.
Se a coletividade se torna mais vulnerável à violência e é obrigada a investir mais em segurança pública em função dos indivíduos que se negam a assumir qualquer responsabilidade por sua defesa, exigindo que os outros invistam para que eles fiquem seguros, nada mais justo que fazê-los arcar com os custos de suas decisões. Por isso acho justíssimo que haja obrigatoriedade em princípio e que haja a possibilidade de prestação alternativa para os objetores de consciência. (Observa que é a mesma situação do serviço militar obrigatório.)
No mínimo teria que haver uma taxação equivalente ao custo de aquisição e manutenção anual de uma boa arma de fogo, munição e cursos de tiro e defesa pessoal, para que custos não sejam alegados como razão individual para a vulnerabilização da comunidade.
Nosso bem mais precioso deveria ser defendido por nos, nao podemos deixar a mercer de terceiros a nossa vida, por questaoes de segundos muita gente inocente ja morreu,por nao poder se defender, nos cobram para pagar a policia mas ela esta do lado da lei,e a lei nem sempre esta do nosso lado.(fugindo um pouco do topico)
Lema da campanha do Arthur: “bang-bang pela paz”.
Afff…
Eu pego o ônibus para o pré vestibular as 6:40 da manhã… tenho que sair com um estilete no bolso porque vem bebado pra cima com papo de “quer doar uma moedinha?” ou “vamos ali tomar um cafezinho…” O.O mas “ali” onde se está tudo fechado aquela hora?
E alguém faz alguma coisa? Não! Eu tenho que me cuidar sozinha…
Pra usar um estilete como arma de auto-defesa tem que saber usar muito bem, tem que ter coragem e habilidade. Eu recomendo um daqueles aparelhos de choque, há vários modelos disponíveis, escolhe um discreto e portátil e estarás melhor equipada.
O problema com essa solução (que eu racionalmente concordo) é quase religiosa, de fato. É um problema de conceito.
Eu gosto muito de algumas idéias de Sartre, principalmente da que a humanidade está se reinventando e se redefinindo a todo instante. Pra mim todas as pessoas (honestas, educadas, etc) terem que estar armadas para a sociedade ser mais pacífica define o ser humando dentro de parâmetros que eu pessoalmente acho bem nefastos…
Outro problema pra mim dessa solução é que acomoda as pessoas dentro do mundo delas, elas se protegem, elas desconfiam dos outros, elas proveem pra elas mesmas então não precisam do “resto”.
A Questão, que também é antropologicamente comprovada, é que precisamos de interação pra viver e criar novas e melhores coisas.
Então, por hora, faço da minha marginalidade minha defesa e da minha cabeça meu refúgio.
Ana, não se trata de definir o ser humano em parâmetros nefastos, mas de reconhecer que o ser humano se pauta de fato por parâmetros nefastos. É uma questão de realismo. A negação da realidade não torna o ser humano melhor.
É claro que precisamos interagir, mas o que acontece se o outro lado da interação possui objetivos egoísticos e agressivos? Vamos “usar nossa marginalidade como defesa” e citar Sartre para convencer o sujeito que arromba nossa porta com uma arma na mão a “criar novas e melhores coisas”? Ou vamos primeiro garantir nossa sobrevivência para depois poder agir politicamente e aprimorar nossa sociedade?
Eu não estou negando a realidade, eu já fui assaltada, já conversei com pessoas que já assaltaram sem estar sendo assaltada. Pelo contrário, estou sendo extremamente realista, radicalmente realista. Eu não acho que dar armas pra todo mundo vai resolver o problema da criminalidade (mesmo com todas as condições que você citou), é só um paleativo. Os casos de lugares onde existem leis onde todos deveriam andar armados são lugares com também uma situação econômica e socio-cultural melhor. Não acho que exista uma solução única e exclusiva, mas se fosse pra escolher a que daria mais resultados, eu escolheria educação.
E não sou contra pessoas que querem ter armas terem armas, eu sou contra existir uma lei dizendo que todos deveriam ter armas – porque isso sim define o ser humano e reverbera na cognição de quem cresce nesse ambiente.
Ah, mas eu adoraria mesmo que “reverberasse na cognição de quem cresce nesse ambiente”, porque isso faria os indivíduos se tornarem mais responsáveis pela defesa própria e de seus entes queridos, ajudassem na manutenção da ordem social contra agressões injustas e se tornassem mais cientes de sua responsabilidade pelas mazelas sociais.