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	<title>Comentários sobre: Esperanto: a melhor solução para o problema da comunicação internacional</title>
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	<description>Em busca de vida inteligente na Terra</description>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/09/03/esperanto/esperanto-a-melhor-solucao-para-o-problema-da-comunicacao-internacional/comment-page-1#comment-156129</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 04:40:16 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, neologismos e arcaísmos são esperados no Esperanto, mas jamais um adjetivo terminado em outra coisa que não &quot;a&quot;. A gramática é e será sempre regular, não a conotação deste ou daquele radical.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, neologismos e arcaísmos são esperados no Esperanto, mas jamais um adjetivo terminado em outra coisa que não &#8220;a&#8221;. A gramática é e será sempre regular, não a conotação deste ou daquele radical.</p>
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		<title>Por: Marcus Aurelius</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/09/03/esperanto/esperanto-a-melhor-solucao-para-o-problema-da-comunicacao-internacional/comment-page-1#comment-156115</link>
		<dc:creator>Marcus Aurelius</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 00:56:49 +0000</pubDate>
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		<description>Você já viu um verbo no infinitivo em português que não seja oxítono? Não é estranho haver tanta regularidade? Não deveria haver então uma irresistível tendência à irregularidade? E por que não há?

Pior: por que todos os verbos inventados (como o bicicletar, acima) são da primeira conjugação? Uma curiosa tendência à regularidade no meio da irregularidade?

Por que os plurais em português são feitos com S e não seguem o estilo do alemão, com plurais irregulares, seguindo variados padrões? Seria esse o destino do português, já que &quot;uma gramática regular tende à irregularidade&quot;?

Acredito que não, e pelo mesmo motivo não vejo como poderia surgir em esperanto um adjetivo que não termine em A, ou um verbo irregular, defectivo ou algo do tipo.

Se o português tem essa tendência à regularidade, por que não poderia o esperanto tê-las também, com a diferença de terem sido estipuladas e documentadas na criação da língua?

Além do mais, não somos mais tribos isoladas que perdem o contato e criam suas próprias línguas. Quem aprende esperanto ou qualquer língua estrangeira quer se comunicar, então não vai inventar suas próprias regras, vai sempre preferir as formas do fundamento ou da academia.

Não esqueçamos que o objetivo do esperanto é ser aplicado na comunicação internacional, não substituir línguas nacionais, muito menos criar comunidades em ilhas afastadas educando crianças monolíngües em esperanto.

E se, daqui a 200 anos, o neologismo &quot;mojosa&quot; (&quot;legal&quot;, no sentido de &quot;bom&quot;) não for mais usado (ou então, se ele passar a ser usado tão amplamente que passe a ser parte integral da língua), isso não caracterizará uma irregularidade na língua, apenas o mecanismo natural de neologismos e arcaísmos em ação (que já foi previsto por Zamenhof).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Você já viu um verbo no infinitivo em português que não seja oxítono? Não é estranho haver tanta regularidade? Não deveria haver então uma irresistível tendência à irregularidade? E por que não há?</p>
<p>Pior: por que todos os verbos inventados (como o bicicletar, acima) são da primeira conjugação? Uma curiosa tendência à regularidade no meio da irregularidade?</p>
<p>Por que os plurais em português são feitos com S e não seguem o estilo do alemão, com plurais irregulares, seguindo variados padrões? Seria esse o destino do português, já que &#8220;uma gramática regular tende à irregularidade&#8221;?</p>
<p>Acredito que não, e pelo mesmo motivo não vejo como poderia surgir em esperanto um adjetivo que não termine em A, ou um verbo irregular, defectivo ou algo do tipo.</p>
<p>Se o português tem essa tendência à regularidade, por que não poderia o esperanto tê-las também, com a diferença de terem sido estipuladas e documentadas na criação da língua?</p>
<p>Além do mais, não somos mais tribos isoladas que perdem o contato e criam suas próprias línguas. Quem aprende esperanto ou qualquer língua estrangeira quer se comunicar, então não vai inventar suas próprias regras, vai sempre preferir as formas do fundamento ou da academia.</p>
<p>Não esqueçamos que o objetivo do esperanto é ser aplicado na comunicação internacional, não substituir línguas nacionais, muito menos criar comunidades em ilhas afastadas educando crianças monolíngües em esperanto.</p>
<p>E se, daqui a 200 anos, o neologismo &#8220;mojosa&#8221; (&#8220;legal&#8221;, no sentido de &#8220;bom&#8221;) não for mais usado (ou então, se ele passar a ser usado tão amplamente que passe a ser parte integral da língua), isso não caracterizará uma irregularidade na língua, apenas o mecanismo natural de neologismos e arcaísmos em ação (que já foi previsto por Zamenhof).</p>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/09/03/esperanto/esperanto-a-melhor-solucao-para-o-problema-da-comunicacao-internacional/comment-page-1#comment-151298</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 18:08:38 +0000</pubDate>
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		<description>A tal instância internacional já existe: é a Academia de Esperanto. Ela funciona parecido com as Academias de Letras dos países, só que trabalha bem melhor no mundo virtual. 

O elemento garantidor da coesão do Esperanto, entretanto, é o Fundamento de Esperanto, um livro que Zamenhof editou e que contém as 16 regras gramaticais do Esperanto, os exercícios e explicações do Zamenhof e uma coletânea de textos originais e traduzidos que servem de modelo. 

O estilo do Fundamento de Esperanto já está evidentemente ultrapassado, mas continua perfeitamente compreensível e serve como modelo teórico &lt;i&gt;para as questões gramaticais&lt;/i&gt;, o que mostra que o Esperanto tem mesmo um fantástico potencial para atravessar incólume não somente grandes distâncias, como também grandes períodos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A tal instância internacional já existe: é a Academia de Esperanto. Ela funciona parecido com as Academias de Letras dos países, só que trabalha bem melhor no mundo virtual. </p>
<p>O elemento garantidor da coesão do Esperanto, entretanto, é o Fundamento de Esperanto, um livro que Zamenhof editou e que contém as 16 regras gramaticais do Esperanto, os exercícios e explicações do Zamenhof e uma coletânea de textos originais e traduzidos que servem de modelo. </p>
<p>O estilo do Fundamento de Esperanto já está evidentemente ultrapassado, mas continua perfeitamente compreensível e serve como modelo teórico <i>para as questões gramaticais</i>, o que mostra que o Esperanto tem mesmo um fantástico potencial para atravessar incólume não somente grandes distâncias, como também grandes períodos.</p>
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		<title>Por: Gerson B</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/09/03/esperanto/esperanto-a-melhor-solucao-para-o-problema-da-comunicacao-internacional/comment-page-1#comment-151291</link>
		<dc:creator>Gerson B</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 23:48:08 +0000</pubDate>
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		<description>Pelo que entendi do assunto, se o Esperanto crescer e se espalhar alguma instância internacional deverá manter as regras. Quem faz Esperanto o faz por causa delas, da regularidade e facilidade de aprendizado. Não se mudaria assim (espero).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo que entendi do assunto, se o Esperanto crescer e se espalhar alguma instância internacional deverá manter as regras. Quem faz Esperanto o faz por causa delas, da regularidade e facilidade de aprendizado. Não se mudaria assim (espero).</p>
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	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/09/03/esperanto/esperanto-a-melhor-solucao-para-o-problema-da-comunicacao-internacional/comment-page-1#comment-151289</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 17:15:58 +0000</pubDate>
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		<description>Pelas barbas de Odin... como é que o Esperanto &quot;ainda não tem o caráter de uma língua natural&quot; se ele funciona há mais de um século, é usado nos mais diversos contextos, é a língua de muitas famílias e muitas crianças aprendem o Esperanto como primeira língua? 

O Esperanto não vai deixar de evoluir, mas sua evolução será diferente das línguas naturais porque sua codificação é regular e não admite excessões. Ninguém vai criar um verbo terminado em &quot;a&quot;, um adjetivo terminado em &quot;o&quot; ou um substantivo terminado em &quot;e&quot;. Não rola. Isso pura e simplesmente não seria Esperanto. 

A comunidade esperantista sofreu tantos cismas (e isso deste a época de Zamenhof, quando Beaufront criou o Ido) que está &quot;vacinada&quot; contra tentativas de reforma que alterem o &lt;i&gt;Fundamento de Esperanto&lt;/i&gt;. Até mesmo a criação de novos prefixos e sufixos tem sido impossível em função de haver a interpretação de que isso colidiria com o Fundamento. (Caso do sufixo -icx, criado para substituir à raiz vir- e nunca apropriado pela comunidade de falantes justamente porque se choca com o Fundamento, apesar de sua perfeita lógica e praticidade.) 

Podem anotar: o Esperanto é o ornitorrinco das línguas. Vou até postar um artigo sobre isso. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pelas barbas de Odin&#8230; como é que o Esperanto &#8220;ainda não tem o caráter de uma língua natural&#8221; se ele funciona há mais de um século, é usado nos mais diversos contextos, é a língua de muitas famílias e muitas crianças aprendem o Esperanto como primeira língua? </p>
<p>O Esperanto não vai deixar de evoluir, mas sua evolução será diferente das línguas naturais porque sua codificação é regular e não admite excessões. Ninguém vai criar um verbo terminado em &#8220;a&#8221;, um adjetivo terminado em &#8220;o&#8221; ou um substantivo terminado em &#8220;e&#8221;. Não rola. Isso pura e simplesmente não seria Esperanto. </p>
<p>A comunidade esperantista sofreu tantos cismas (e isso deste a época de Zamenhof, quando Beaufront criou o Ido) que está &#8220;vacinada&#8221; contra tentativas de reforma que alterem o <i>Fundamento de Esperanto</i>. Até mesmo a criação de novos prefixos e sufixos tem sido impossível em função de haver a interpretação de que isso colidiria com o Fundamento. (Caso do sufixo -icx, criado para substituir à raiz vir- e nunca apropriado pela comunidade de falantes justamente porque se choca com o Fundamento, apesar de sua perfeita lógica e praticidade.) </p>
<p>Podem anotar: o Esperanto é o ornitorrinco das línguas. Vou até postar um artigo sobre isso. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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	<item>
		<title>Por: Alyson Vilela</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/09/03/esperanto/esperanto-a-melhor-solucao-para-o-problema-da-comunicacao-internacional/comment-page-1#comment-151286</link>
		<dc:creator>Alyson Vilela</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 15:59:01 +0000</pubDate>
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		<description>Não odeio esperanto. Eu tenho um certificado de esperanto, eu conheço até bem a gramática. Mas volto a dizer, o esperanto não muda como as outras línguas porque ainda não tem o caráter de uma língua natural. Mas isso viria, se o mundo inteiro começasse a fala. É inevitável.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não odeio esperanto. Eu tenho um certificado de esperanto, eu conheço até bem a gramática. Mas volto a dizer, o esperanto não muda como as outras línguas porque ainda não tem o caráter de uma língua natural. Mas isso viria, se o mundo inteiro começasse a fala. É inevitável.</p>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/09/03/esperanto/esperanto-a-melhor-solucao-para-o-problema-da-comunicacao-internacional/comment-page-1#comment-151282</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 20:51:14 +0000</pubDate>
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		<description>Por algum motivo que me custa compreender, TODO MUNDO que não fala Esperanto &quot;sabe&quot; como é o Esperanto até os mais profundos detalhes da sua gramática e da sua dinâmica evolutiva. :) 

Os lingüistas &quot;sabem&quot; que o Esperanto &quot;tem que&quot; se comportar como outra língua qualquer - afinal, se o Esperanto se comportar de modo diferente, então todas as teorias em lingüística estão erradas e precisam ser modificadas. 

Pois o Esperanto é mesmo diferente. 

Eis por que o Esperanto é ODIADO pela absoluta maioria dos lingüistas e dos professores de praticamente todas as faculdades de letras. 

As regras do Esperanto são imutáveis. 

TODOS os substantivos terminam com a letra &quot;o&quot;, era assim no tempo de Zamenhof e continuará assim daqui a vinte séculos, se ainda existir vida humana no planeta até lá. 

TODOS os adjetivos terminam com a letra &quot;a&quot;, era assim no tempo de Zamenhof e continuará assim daqui a vinte séculos, se ainda existir vida humana no planeta até lá. 

TODOS os verbos do Esperanto são regulares e flexionados rigorosamente da mesma maneira, era assim no tempo de Zamenhof e continuará assim daqui a vinte séculos, se ainda existir vida humana no planeta até lá. 

TODOS os advérbios derivados (há uma pequena lista de advérbios fundamentais, fixos, e infinitos advérbios derivados, que podem ser construídos a partir de qualquer raiz) terminam pela letra &quot;e&quot;, era assim no tempo de Zamenhof e continuará assim daqui a vinte séculos, se ainda existir vida humana no planeta até lá. 

Os prefixos e sufixos não são alteráveis. O quadro de correlativos - uma sacada genial de Zamenhof que só o Esperanto possui - não é alterável. Quase nada no Esperanto é alterável, sob pena de não ser reconhecido como Esperanto por nenhum esperantista. Isso faz do Esperanto uma língua com uma estabilidade única. 

Dá para entender por que os lingüistas não gostam do Esperanto: ele viola muitas convicções antigas de seu campo de estudos - e mesmo assim é uma língua completa, plenamente expressiva e VIVA como os lingüistas não conseguem admitir que seja. É como se Zamenhof fosse o Dr. Frankestein: pegou radicais, pegou conceitos gramaticais, deu uma misturada de gênio e &lt;i&gt;voilà&lt;/i&gt;, eis uma língua VIVA que aos olhos dos lingüistas parece um monstro - e, para desespero ou ódio de muitos, ela continua VIVA mais de um século depois de seu surgimento. 

Mas eu falei &lt;i&gt;estável&lt;/i&gt;, não falei &lt;i&gt;fixa&lt;/i&gt;. 

Há pontos em que o Esperanto muda. Uma das 28 letras originais, o H^, se tornou arcaica, hoje ela é substituída em quase todas as antigas ocorrências pela letra K. Alguns modos de dizer se tornaram populares, enquanto outros entraram em desuso (embora permaneçam válidos e reconhecíveis). E inúmeros vocábulos foram incorporados à língua, como softvaro e hardvaro. 

O Esperanto muda, sim, mas de modo diferente de todas as outras línguas: ele muda &lt;i&gt;rigorosamente dentro dos limites gramaticais impostos pelo &quot;Fundamento de Esperanto&quot;&lt;/i&gt;, que é a gramática normativa editada por Zamenhof para garantir a &lt;i&gt;evolução dirigida&lt;/i&gt; do Esperanto, coisa que nenhuma outra língua possui. 

O Esperanto é o ornitorrinco das línguas. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por algum motivo que me custa compreender, TODO MUNDO que não fala Esperanto &#8220;sabe&#8221; como é o Esperanto até os mais profundos detalhes da sua gramática e da sua dinâmica evolutiva. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </p>
<p>Os lingüistas &#8220;sabem&#8221; que o Esperanto &#8220;tem que&#8221; se comportar como outra língua qualquer &#8211; afinal, se o Esperanto se comportar de modo diferente, então todas as teorias em lingüística estão erradas e precisam ser modificadas. </p>
<p>Pois o Esperanto é mesmo diferente. </p>
<p>Eis por que o Esperanto é ODIADO pela absoluta maioria dos lingüistas e dos professores de praticamente todas as faculdades de letras. </p>
<p>As regras do Esperanto são imutáveis. </p>
<p>TODOS os substantivos terminam com a letra &#8220;o&#8221;, era assim no tempo de Zamenhof e continuará assim daqui a vinte séculos, se ainda existir vida humana no planeta até lá. </p>
<p>TODOS os adjetivos terminam com a letra &#8220;a&#8221;, era assim no tempo de Zamenhof e continuará assim daqui a vinte séculos, se ainda existir vida humana no planeta até lá. </p>
<p>TODOS os verbos do Esperanto são regulares e flexionados rigorosamente da mesma maneira, era assim no tempo de Zamenhof e continuará assim daqui a vinte séculos, se ainda existir vida humana no planeta até lá. </p>
<p>TODOS os advérbios derivados (há uma pequena lista de advérbios fundamentais, fixos, e infinitos advérbios derivados, que podem ser construídos a partir de qualquer raiz) terminam pela letra &#8220;e&#8221;, era assim no tempo de Zamenhof e continuará assim daqui a vinte séculos, se ainda existir vida humana no planeta até lá. </p>
<p>Os prefixos e sufixos não são alteráveis. O quadro de correlativos &#8211; uma sacada genial de Zamenhof que só o Esperanto possui &#8211; não é alterável. Quase nada no Esperanto é alterável, sob pena de não ser reconhecido como Esperanto por nenhum esperantista. Isso faz do Esperanto uma língua com uma estabilidade única. </p>
<p>Dá para entender por que os lingüistas não gostam do Esperanto: ele viola muitas convicções antigas de seu campo de estudos &#8211; e mesmo assim é uma língua completa, plenamente expressiva e VIVA como os lingüistas não conseguem admitir que seja. É como se Zamenhof fosse o Dr. Frankestein: pegou radicais, pegou conceitos gramaticais, deu uma misturada de gênio e <i>voilà</i>, eis uma língua VIVA que aos olhos dos lingüistas parece um monstro &#8211; e, para desespero ou ódio de muitos, ela continua VIVA mais de um século depois de seu surgimento. </p>
<p>Mas eu falei <i>estável</i>, não falei <i>fixa</i>. </p>
<p>Há pontos em que o Esperanto muda. Uma das 28 letras originais, o H^, se tornou arcaica, hoje ela é substituída em quase todas as antigas ocorrências pela letra K. Alguns modos de dizer se tornaram populares, enquanto outros entraram em desuso (embora permaneçam válidos e reconhecíveis). E inúmeros vocábulos foram incorporados à língua, como softvaro e hardvaro. </p>
<p>O Esperanto muda, sim, mas de modo diferente de todas as outras línguas: ele muda <i>rigorosamente dentro dos limites gramaticais impostos pelo &#8220;Fundamento de Esperanto&#8221;</i>, que é a gramática normativa editada por Zamenhof para garantir a <i>evolução dirigida</i> do Esperanto, coisa que nenhuma outra língua possui. </p>
<p>O Esperanto é o ornitorrinco das línguas. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/09/03/esperanto/esperanto-a-melhor-solucao-para-o-problema-da-comunicacao-internacional/comment-page-1#comment-151281</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 20:28:49 +0000</pubDate>
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		<description>Resposta na seqüência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Resposta na seqüência.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Félix Maranganha</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/09/03/esperanto/esperanto-a-melhor-solucao-para-o-problema-da-comunicacao-internacional/comment-page-1#comment-151280</link>
		<dc:creator>Félix Maranganha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 20:08:23 +0000</pubDate>
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		<description>E esqueci de dizer: uma gramática regular tende à irregularidade, uma vez que a irregularidade apenas reflete os termos mais usados de um povo e os que tem mais valor intrínseco em determinada comunidade. Um exemplo são os verbos: os verbos mais irregulares são justamente os mais usados, o mesmo se diz das sintaxes, da morfologia, das derivações etc. Logo, com o tempo, a tendência natural do esperanto é que seus falantes privilegiem construções que sejam mais adequadas para seu viver diário, irregularizando as desinências, absorvidas morfo-foneticamente pelo termo médio, que pode ser um sufixo (mais comum), um radical ou um prefixo (menos comum).

Por isso, repito: o fato de ser artificial e regular não torna o Esperanto imune às mudanças linguísticas que ocorrem nas línguas naturais. Tudo o que não muda, morre.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E esqueci de dizer: uma gramática regular tende à irregularidade, uma vez que a irregularidade apenas reflete os termos mais usados de um povo e os que tem mais valor intrínseco em determinada comunidade. Um exemplo são os verbos: os verbos mais irregulares são justamente os mais usados, o mesmo se diz das sintaxes, da morfologia, das derivações etc. Logo, com o tempo, a tendência natural do esperanto é que seus falantes privilegiem construções que sejam mais adequadas para seu viver diário, irregularizando as desinências, absorvidas morfo-foneticamente pelo termo médio, que pode ser um sufixo (mais comum), um radical ou um prefixo (menos comum).</p>
<p>Por isso, repito: o fato de ser artificial e regular não torna o Esperanto imune às mudanças linguísticas que ocorrem nas línguas naturais. Tudo o que não muda, morre.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Félix Maranganha</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/09/03/esperanto/esperanto-a-melhor-solucao-para-o-problema-da-comunicacao-internacional/comment-page-1#comment-151279</link>
		<dc:creator>Félix Maranganha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 20:02:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=416#comment-151279</guid>
		<description>&quot;E, para terminar, um comentário sobre a questão da dialetização do Esperanto: isso non ecziste. :) O Esperanto é uma língua de gramática regular, não é possível inserir palavras novas no idioma sem esperantizá-las adequadamente.&quot;

Discordo dessa parte. Toda língua, quando usada, tende a mudar. Não existem línguas fixas. Línguas de gramática regular, a partir do momento em que os falantes começarem a sentir a necessidade de usar termos muito grandes sem precisar de tanto esforço, as próprias leis naturais de economia linguística tenderão a amoldá-la para determinada comunidade de falantes. Mesmo as línguas internacionais, quando faladas por comunidades específicas, tendem a mudar suas regras e sua pronúncia. Artificial ou não, o esperanto é uma língua e, como tal, está sujeita às mesmas leis linguísticas das línguas naturais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;E, para terminar, um comentário sobre a questão da dialetização do Esperanto: isso non ecziste. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  O Esperanto é uma língua de gramática regular, não é possível inserir palavras novas no idioma sem esperantizá-las adequadamente.&#8221;</p>
<p>Discordo dessa parte. Toda língua, quando usada, tende a mudar. Não existem línguas fixas. Línguas de gramática regular, a partir do momento em que os falantes começarem a sentir a necessidade de usar termos muito grandes sem precisar de tanto esforço, as próprias leis naturais de economia linguística tenderão a amoldá-la para determinada comunidade de falantes. Mesmo as línguas internacionais, quando faladas por comunidades específicas, tendem a mudar suas regras e sua pronúncia. Artificial ou não, o esperanto é uma língua e, como tal, está sujeita às mesmas leis linguísticas das línguas naturais.</p>
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