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	<title>Comentários sobre: Incêndio destrói obras de Hélio Oiticica</title>
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	<description>Em busca de vida inteligente na Terra.</description>
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		<title>Por: Cleber</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/10/19/ridiculo/incendio-destroi-obras-de-helio-oiticica/comment-page-1#comment-133357</link>
		<dc:creator>Cleber</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2010 14:33:18 +0000</pubDate>
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		<description>Um cara como o Marcel Duchamp é muito inteligente ou esperto. Bem como aqueles que produziram o tecido invisível da roupa nova do imperador. No entanto eu não diria o mesmo dos seus discípulos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um cara como o Marcel Duchamp é muito inteligente ou esperto. Bem como aqueles que produziram o tecido invisível da roupa nova do imperador. No entanto eu não diria o mesmo dos seus discípulos.</p>
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		<title>Por: Arthur</title>
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		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2010 06:30:01 +0000</pubDate>
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		<description>Pô, lamento não ter lido este comentário do Henrique à época.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pô, lamento não ter lido este comentário do Henrique à época.</p>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/10/19/ridiculo/incendio-destroi-obras-de-helio-oiticica/comment-page-1#comment-133312</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2010 06:29:05 +0000</pubDate>
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		<description>Olha, Zé Renato, se tu me achas chato é porque isso é reflexo do teu mundo: o meu discurso fica do tamanho do teu mundo, da tua cultura, da tua sensibilidade. ;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, Zé Renato, se tu me achas chato é porque isso é reflexo do teu mundo: o meu discurso fica do tamanho do teu mundo, da tua cultura, da tua sensibilidade. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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	<item>
		<title>Por: Zé Renato</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/10/19/ridiculo/incendio-destroi-obras-de-helio-oiticica/comment-page-1#comment-133129</link>
		<dc:creator>Zé Renato</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2010 22:43:37 +0000</pubDate>
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		<description>Arte não é só olhar. 
O que você vê é reflexo doseu mundo e a arte fica do tamanho do seu mundo, da sua cultura, da sua sensibilidade, das direções do olhar que os elementos visuais proporcionam e que você consegue assimilar.
Cada um vê e sente de um jeito. 
Fazer críticas sobre o ponto de vista do eu acho é chover no molhado.
Também posso fazer coisas iguais aos retângulos. mas não fiz. Então aprecio quem fez e na época que fez.
Você deve ser um cara muito chato de conversar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Arte não é só olhar.<br />
O que você vê é reflexo doseu mundo e a arte fica do tamanho do seu mundo, da sua cultura, da sua sensibilidade, das direções do olhar que os elementos visuais proporcionam e que você consegue assimilar.<br />
Cada um vê e sente de um jeito.<br />
Fazer críticas sobre o ponto de vista do eu acho é chover no molhado.<br />
Também posso fazer coisas iguais aos retângulos. mas não fiz. Então aprecio quem fez e na época que fez.<br />
Você deve ser um cara muito chato de conversar.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: henrique</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/10/19/ridiculo/incendio-destroi-obras-de-helio-oiticica/comment-page-1#comment-54497</link>
		<dc:creator>henrique</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 23:44:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=940#comment-54497</guid>
		<description>A gente sabe que arte é algo sem proposito. Não se pode dar um proposito a arte de maneira alguma. Entendo talvez a sua revolta por um elitismo da arte hermética que se fecha. Mas não entendo a sua crítica e a acho muito apressada e um pouco ingênua. Gostar ou não de uma obra de arte envolve muitas coisas. E a importância do Oiticica vai justamente muito além disso. Você já leu sobre os Parangolés? É muito interessante a proposta e combate justamente isso. Você deu exemplos da fase concreta do Oiticia que realmente pode parecer chato a um primeiro olhar. É preciso meio que estar por dentro de muitas questões que infelizmente não nos chega a nós por pensarem justamente que arte é um lance inútil. Esses quadrados mal alinhados tem que ser entendidos em seu contexto, lá pelos anos 50 quando a arte concreta estava no seu auge. Oiticica meio que já anunciava uma tensão. Talvez seja difícil entrar nessa viagem mas isso teve muito significado na época. A mesma coisa as instalações. Tudo depende de se criar um hábito. O que não se pode fazer é impor esse hábito ou tampouco dizer que uma arte é melhor que a outra. Procure ver sobre o Parangolé de Oiticia e também os Cosmococas. O cara realmente arrebenta e suas obras dialogam justamente com a sua revolta. 
abraços.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A gente sabe que arte é algo sem proposito. Não se pode dar um proposito a arte de maneira alguma. Entendo talvez a sua revolta por um elitismo da arte hermética que se fecha. Mas não entendo a sua crítica e a acho muito apressada e um pouco ingênua. Gostar ou não de uma obra de arte envolve muitas coisas. E a importância do Oiticica vai justamente muito além disso. Você já leu sobre os Parangolés? É muito interessante a proposta e combate justamente isso. Você deu exemplos da fase concreta do Oiticia que realmente pode parecer chato a um primeiro olhar. É preciso meio que estar por dentro de muitas questões que infelizmente não nos chega a nós por pensarem justamente que arte é um lance inútil. Esses quadrados mal alinhados tem que ser entendidos em seu contexto, lá pelos anos 50 quando a arte concreta estava no seu auge. Oiticica meio que já anunciava uma tensão. Talvez seja difícil entrar nessa viagem mas isso teve muito significado na época. A mesma coisa as instalações. Tudo depende de se criar um hábito. O que não se pode fazer é impor esse hábito ou tampouco dizer que uma arte é melhor que a outra. Procure ver sobre o Parangolé de Oiticia e também os Cosmococas. O cara realmente arrebenta e suas obras dialogam justamente com a sua revolta.<br />
abraços.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Ana</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/10/19/ridiculo/incendio-destroi-obras-de-helio-oiticica/comment-page-1#comment-30438</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 03:47:58 +0000</pubDate>
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		<description>Eu disse performance dentro de termos contemporâneos, não como teatro.

Bom, a obra do Hélio Oiticica não era cocô de cachorro pintado de esmalte...

Hm, é o espectador que valoriza a obra pela marca, pelo artista. 
Mas eu não diria que isso é necessariamente errado...
Se alguém começar hoje a construir uma nova capela sistina, por mais que eu a considere esplendorosa, eu ia achar a pessoa totalmente idiota porque é uma coisa altamente despropositada... Mas como ela foi pintada por Michelangelo numa época que ela fazia sentido, então ótimo, gastarei meus minutos a admirando...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu disse performance dentro de termos contemporâneos, não como teatro.</p>
<p>Bom, a obra do Hélio Oiticica não era cocô de cachorro pintado de esmalte&#8230;</p>
<p>Hm, é o espectador que valoriza a obra pela marca, pelo artista.<br />
Mas eu não diria que isso é necessariamente errado&#8230;<br />
Se alguém começar hoje a construir uma nova capela sistina, por mais que eu a considere esplendorosa, eu ia achar a pessoa totalmente idiota porque é uma coisa altamente despropositada&#8230; Mas como ela foi pintada por Michelangelo numa época que ela fazia sentido, então ótimo, gastarei meus minutos a admirando&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/10/19/ridiculo/incendio-destroi-obras-de-helio-oiticica/comment-page-1#comment-30341</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 23:04:52 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;O que eu disse que importa é o contexto em que a obra foi produzida e por quem ela foi produzida (...)&quot; (Ana) 

Pois é, e eu digo que isso não importa. Um cocô de cachorro pintado de esmalte, não importa se quem pintou o cocô de cachorro de esmalte fui eu, se foi um anônimo, se foi Michelângelo, se foi Picasso ou se foi Van Gogh, é apenas um cocô de cachorro pintado de esmalte. Em todas as situações deveria ter o mesmo valor, por mais que tenhamos 100% de certeza de que quem pintou foi este ou aquele. 

&quot;não o estado emocional ou a intenção do artista. A não ser que estas sejam intrínsecas, como numa performance…&quot; (Ana) 

Nem assim. Numa performance, o que vale é o que o artista transmite. Se o estado emocional dele é de pura felicidade porque acabou de receber a notícia que vai ser pai e mesmo assim ele consegue interpretar corretamente Hamlet, isso é o que vale. Se ele está fazendo isso pelas criancinhas com câncer ou para pagar um assassino profissional para matar a própria mulher, que diferença faz isso para mim na hora do &quot;ser ou não ser&quot;? Nenhuma. 

É a obra que valoriza o artista. Quando o artista é que valoriza a obra tem alguma coisa muito errada acontecendo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O que eu disse que importa é o contexto em que a obra foi produzida e por quem ela foi produzida (&#8230;)&#8221; (Ana) </p>
<p>Pois é, e eu digo que isso não importa. Um cocô de cachorro pintado de esmalte, não importa se quem pintou o cocô de cachorro de esmalte fui eu, se foi um anônimo, se foi Michelângelo, se foi Picasso ou se foi Van Gogh, é apenas um cocô de cachorro pintado de esmalte. Em todas as situações deveria ter o mesmo valor, por mais que tenhamos 100% de certeza de que quem pintou foi este ou aquele. </p>
<p>&#8220;não o estado emocional ou a intenção do artista. A não ser que estas sejam intrínsecas, como numa performance…&#8221; (Ana) </p>
<p>Nem assim. Numa performance, o que vale é o que o artista transmite. Se o estado emocional dele é de pura felicidade porque acabou de receber a notícia que vai ser pai e mesmo assim ele consegue interpretar corretamente Hamlet, isso é o que vale. Se ele está fazendo isso pelas criancinhas com câncer ou para pagar um assassino profissional para matar a própria mulher, que diferença faz isso para mim na hora do &#8220;ser ou não ser&#8221;? Nenhuma. </p>
<p>É a obra que valoriza o artista. Quando o artista é que valoriza a obra tem alguma coisa muito errada acontecendo.</p>
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		<title>Por: Ana</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/10/19/ridiculo/incendio-destroi-obras-de-helio-oiticica/comment-page-1#comment-30302</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 19:33:27 +0000</pubDate>
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		<description>Mas é claro que faz diferença!!
Se eu te der uma pedra e falar que é do muro de berlim ou simplesmente te der uma pedra, sua reação vai ser diferente.
E o que eu to falando é sobre &lt;i&gt;quem&lt;/i&gt; te deu a pedra. Se uma pessoa que você confia muitíssimo e que morou na Alemanha te der uma pedra e disser que é do muro de Berlim, você ficará muito mais inclinado a acreditar que a pedra de fato é &#039;verdadeira&#039; do que se um camelô tiver o mesmo discurso.

E outra, &#039;apreciação estética direta&#039; é absolutamente subjetiva, você pode gostar de um Monet porque te lembra de mergulhões na praia e eu posso odiar Monet porque me lembra de um relacionamento que não deu certo.
Claro que pessoalmente o critério de cada um para o que eles vão perder horas &lt;i&gt;apreciando&lt;/i&gt; ou não vai girar em torno disso. Mas usar essa lógica como parâmetro pra julgar toda e qualquer arte nunca vai dar em  nada.

O que eu disse que importa é o contexto em que a obra foi produzida e por quem ela foi produzida, não o estado emocional ou a intenção do artista. A não ser que estas sejam intrínsecas, como numa performance...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas é claro que faz diferença!!<br />
Se eu te der uma pedra e falar que é do muro de berlim ou simplesmente te der uma pedra, sua reação vai ser diferente.<br />
E o que eu to falando é sobre <i>quem</i> te deu a pedra. Se uma pessoa que você confia muitíssimo e que morou na Alemanha te der uma pedra e disser que é do muro de Berlim, você ficará muito mais inclinado a acreditar que a pedra de fato é &#8216;verdadeira&#8217; do que se um camelô tiver o mesmo discurso.</p>
<p>E outra, &#8216;apreciação estética direta&#8217; é absolutamente subjetiva, você pode gostar de um Monet porque te lembra de mergulhões na praia e eu posso odiar Monet porque me lembra de um relacionamento que não deu certo.<br />
Claro que pessoalmente o critério de cada um para o que eles vão perder horas <i>apreciando</i> ou não vai girar em torno disso. Mas usar essa lógica como parâmetro pra julgar toda e qualquer arte nunca vai dar em  nada.</p>
<p>O que eu disse que importa é o contexto em que a obra foi produzida e por quem ela foi produzida, não o estado emocional ou a intenção do artista. A não ser que estas sejam intrínsecas, como numa performance&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/10/19/ridiculo/incendio-destroi-obras-de-helio-oiticica/comment-page-1#comment-28493</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 01:06:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=940#comment-28493</guid>
		<description>Ana, nenhum artigo fica &quot;perdido&quot; dentro do Pensar Não Dói, todos podem voltar a ser debatidos. ;) 

Agora, quanto a ser importante &quot;quem fez&quot;, não faz sentido isso! 

Se eu te der uma pedrinha e disser que é valiosíssima porque foi retirada do Muro de Berlim, isso tornará a pedrinha mais valiosa? 

O problema é que, se juntarem todas as pedrinhas que dizem por aí que foram retiradas do Muro de Berlim, daria para construir uma réplica em tamanho natural da Muralha da China. 

Tá entendendo? 

Cada pedacinho de pedra que dizem ser parte do Muro de Berlim teoricamente seria valiosíssimo. Só que, sem nenhum modo de verificar se ele realmente é o que dizem que é, cada um deles não passa de lixo. Eles só tem valor para quem os retirou diretamente do muro. E esse valor é afetivo, nunca se transformará em valor comercial. 

A ironia é que muitos deles &lt;i&gt;podem ser realmente autênticos&lt;/i&gt;, mas sem um &lt;b&gt;critério autônomo de verificação&lt;/b&gt; nem mesmo os originais valem alguma coisa. 

Digo o mesmo em relação a qualquer obra de arte. 

Pouco me importa o estado emocional ou a intenção do artista quando pintou um cocô de cachorro de esmalte e colocou em exposição. Continua sendo um cocô de cachorro pintado de esmalte. 

O critério autônomo de verificação pelo qual eu vou julgar a obra é a apreciação estética direta, não me importa a subjetividade do autor quando a produziu. E, não me leva a mal, neste caso específico, pouco importa quem tiver tido a idéia ou produzido materialmente a obra, eu sempre vou achar que é um cocô. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ana, nenhum artigo fica &#8220;perdido&#8221; dentro do Pensar Não Dói, todos podem voltar a ser debatidos. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  </p>
<p>Agora, quanto a ser importante &#8220;quem fez&#8221;, não faz sentido isso! </p>
<p>Se eu te der uma pedrinha e disser que é valiosíssima porque foi retirada do Muro de Berlim, isso tornará a pedrinha mais valiosa? </p>
<p>O problema é que, se juntarem todas as pedrinhas que dizem por aí que foram retiradas do Muro de Berlim, daria para construir uma réplica em tamanho natural da Muralha da China. </p>
<p>Tá entendendo? </p>
<p>Cada pedacinho de pedra que dizem ser parte do Muro de Berlim teoricamente seria valiosíssimo. Só que, sem nenhum modo de verificar se ele realmente é o que dizem que é, cada um deles não passa de lixo. Eles só tem valor para quem os retirou diretamente do muro. E esse valor é afetivo, nunca se transformará em valor comercial. </p>
<p>A ironia é que muitos deles <i>podem ser realmente autênticos</i>, mas sem um <b>critério autônomo de verificação</b> nem mesmo os originais valem alguma coisa. </p>
<p>Digo o mesmo em relação a qualquer obra de arte. </p>
<p>Pouco me importa o estado emocional ou a intenção do artista quando pintou um cocô de cachorro de esmalte e colocou em exposição. Continua sendo um cocô de cachorro pintado de esmalte. </p>
<p>O critério autônomo de verificação pelo qual eu vou julgar a obra é a apreciação estética direta, não me importa a subjetividade do autor quando a produziu. E, não me leva a mal, neste caso específico, pouco importa quem tiver tido a idéia ou produzido materialmente a obra, eu sempre vou achar que é um cocô. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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	<item>
		<title>Por: Ana</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/10/19/ridiculo/incendio-destroi-obras-de-helio-oiticica/comment-page-1#comment-28414</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 22:33:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=940#comment-28414</guid>
		<description>como eu perdi esse post?!!!!
bem, tenho algumas considerações.
- eu acho que quem fez importa sim. 
Se eu falar que você me decepcionou e a sua mãe falar que você decepcionou ela, mesmo que nós duas estivéssemos nos referindo a um mesmo evento, você receberia a notícia de forma diferente. 
- não é porquê você é capaz de reproduzir alguma coisa que você a teria feito - teria tido a &lt;i&gt; idéia&lt;/i&gt;  de executá-la.
- qualquer trabalho de arte perde muito (ou praticamente todo) do seu sentido se descontextualizado. 

Eu me afastei de &#039;Arte&#039; embora ame estudar artes e fazer coisas de artes porque não tenho paciência pra virar ícone...
Acho que os &quot;problemas&quot; dentro do &#039;mundo da arte&#039; são simplesmete fruto de como nós estamos desenvolvendo nossa cultura... E na verdade acho que muito do que acontece e é feito por pessoas envolvidas com arte é em prol de uma mudança cultural e isso é o que me interessa. ;)

Quanto ao Hélio Oiticica, dê mais uma chance a ele e leia mais alguns textos aqui e acolá. Ele pode até não ter sido um gênio, mas ele disse algumas coisa interessantes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>como eu perdi esse post?!!!!<br />
bem, tenho algumas considerações.<br />
- eu acho que quem fez importa sim.<br />
Se eu falar que você me decepcionou e a sua mãe falar que você decepcionou ela, mesmo que nós duas estivéssemos nos referindo a um mesmo evento, você receberia a notícia de forma diferente.<br />
- não é porquê você é capaz de reproduzir alguma coisa que você a teria feito &#8211; teria tido a <i> idéia</i>  de executá-la.<br />
- qualquer trabalho de arte perde muito (ou praticamente todo) do seu sentido se descontextualizado. </p>
<p>Eu me afastei de &#8216;Arte&#8217; embora ame estudar artes e fazer coisas de artes porque não tenho paciência pra virar ícone&#8230;<br />
Acho que os &#8220;problemas&#8221; dentro do &#8216;mundo da arte&#8217; são simplesmete fruto de como nós estamos desenvolvendo nossa cultura&#8230; E na verdade acho que muito do que acontece e é feito por pessoas envolvidas com arte é em prol de uma mudança cultural e isso é o que me interessa. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Quanto ao Hélio Oiticica, dê mais uma chance a ele e leia mais alguns textos aqui e acolá. Ele pode até não ter sido um gênio, mas ele disse algumas coisa interessantes.</p>
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