Quando a água salgada bater na bunda do Cristo Redentor, não reclamem. Em junho de 2009, no artigo “Aquecimento global: alarmismo ou perigo real?“, eu alertei que a na melhor das hipóteses temos oito anos para mudar toda a economia mundial sob pena de causar uma desestabilização climática de tamanha intensidade que irá matar bilhões de pessoas, podendo chegar a extinguir a espécie humana. Em julho de 2009, no artigo “Somente os ricos e os paranóicos sobreviverão“, eu registrei o risco de o complexo militar-industrial das nações mais poderosas promover um “genocídio terapêutico” quando perceber que, quando o clima planetário se desestabilizar, eliminar 90% da população humana em poucos meses pode dar a eles uma chance de sobrevivência. Em agosto de 2009, no artigo “Ecologia política de resultados não se faz com ambientalismo amador“, eu descrevi qual o redirecionamento necessário para o Movimento Ecológico parar de se iludir com campanhas de conscientização e assumir uma orientação realista, capaz de produzir resultados concretos. Em setembro de 2009, no artigo “As conseqüências do pré-sal“, eu expliquei que o aproveitamento deste “recurso” é suicida, disse para deixarmos o petróleo lá onde estava e descrevi a matriz energética que precisamos construir. Em outubro de 2009, no artigo “Você acha mesmo que faz a diferença?“, eu defini a “Agenda Para Ontem”, necessária para salvar o planeta de um colapso climático e voltei a conclamar o Movimento Ecológico a agir de modo realista. Agora eu mostro como as informações cruciais sobre meio ambiente e clima são distorcidas pela a mídia e como quem não sabe ler as entrelinhas – 99% da população – é induzido a erro.



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