Como amaciar um motor novo ou retificado
Se você tem dúvidas sobre como amaciar um motor novo ou retificado e chegou aqui procurando esta informação no Google, seus problemas terminaram. Eu tive as mesmas dúvidas, fiz a mesma pesquisa e disponibilizo aqui de modo simples e direto as melhores informações que obtive, devidamente analisadas e comentadas. Mais mastigadinho que isso, só se você me contratar pra rodar por aí com seu carro e amaciar o motor dele.
Atenção: este é o artigo mais procurado do blog Pensar Não Dói no Google, mas pouca gente tem comentado as informações aqui postadas. Por favor, ao encontrar este artigo deixe seu comentário para eu saber se ele foi útil e se posso acrecentar mais alguma informação que possa ajudar alguém.
Aviso inicial: tudo que eu vou dizer sobre amaciamento vale tanto para motores novos quanto para motores retificados, só mudam um pouco as quilometragens, como está descrito mais abaixo. Dito isso, vamos à história.
Após 300.000 km rodados nas mais adversas condições possíveis, carregando peso excessivo em estradas de terra esburacadas, subindo e descendo morros, sofrendo com a maresia e recebendo pouca manutenção, o heróico motor do meu (tanque de guerra) carro começou a perder força, fazer barulhos estranhos e soltar fumaça. Estava na hora de “fazer o motor”.
Eu não entendia e não entendo porcaria nenhuma de mecânica de automóveis, mas tinha que tomar algumas decisões, então tratei de fazer uma pesquisa básica. A primeira delas foi em relação a que tipo de retífica fazer: deveria fazer uma retífica completa ou uma “meia-sola”?
Faça a retífica completa
Se você já fez a retífica, meu primeiro conselho não vai ajudar muito, mas se você ainda não fez, faça a retífica completa, não faça uma meia-sola. Sim, eu sei que é mais caro, mas um motor com retífica completa é praticamente um motor zero km de novo, enquanto um motor com uma meia-sola é um motor com partes novas trabalhando em conjunto com partes desgastadas, o que não é uma boa idéia.
Comentando o básico do básico: entre diversas outras diferenças, numa meia-sola normalmente se trocam as bielas e não se mexe no virabrequim. Se você não entende nada de mecânica e nem sabia que existiam peças com estes nomes, é suficiente saber o seguinte: os pistões são as câmaras onde é queimado o combustível e gerada a força do motor, as bielas são as peças que captam essa força e as transmitem para o virabrequim e o virabrequim é um eixo esquisito todo torto que transmite a força do motor para a caixa de câmbio, de onde irá para as rodas. Se o virabrequim estiver desgastado, ele trabalhará com folgas e produzirá vibrações que afetarão as bielas novas e os pistões recém retificados, reduzindo a eficiência e a vida útil do motor, detonando seu investimento.
Tudo bem, você recebeu seu carro hoje, o motor está silencioso, sem vibrações, sem desligamentos inexplicados, sem queimar óleo, uma tetéia. Vamos ao que interessa.
Revise os itens básicos
Que itens básicos? Ora, seu carro ou é novinho ou acabou de ter o motor retirado, desmontado, modificado, remontado e recolocado, então você precisa conferir desde “detalhes” como óleo e água até itens aparentemente não relacionados com o desempenho do novo motor, como geometria e balanceamento. Coloque velas novas, confira o óleo da caixa, revise todas as mangueiras, troque os filtros do ar, do óleo e do combustível, essas coisinhas. Comece com o pé direito, seu motor novinho em folha merece.
A grande dúvida sobre o amaciamento
- O melhor é amaciar “na boa” ou “no pau”?
Resposta: o melhor é amaciar “na boa”. Ponto.
Você vai encontrar diversas opiniões em fóruns afirmando que o motor deve ser amaciado “no pau”, isto é, forçando desde o primeiro dia em altas velocidades, “para não ficar empacado”. Isso é uma grande bobagem, não faça isso!
Você também vai encontrar diversas opiniões em fóruns afirmando que não é mais necessário amaciar os motores novos, seja porque a tecnologia moderana permite fazer peças muito mais perfeitas que evitam a necessidade de amaciamento, seja porque os motores novos saem de fábrica pré-amaciados. Isso é uma grande bobagem, não acredite nisso!
Quem diz que o motor deve ser amaciado “no pau” ou não deve ser amaciado com certeza não entende nada de física e não leu o manual do fabricante.
Para entender por que eu afirmo isso, é necessário entender duas coisas: o que é o amaciamento de um motor e qual a diferença entre um amaciamento “na boa” e um amaciamento “no pau”.
O que é amaciamento
Amaciamento é a adaptação entre as diversas peças móveis de um motor, o que ocorre através do desgaste destas peças.
Por mais que a tecnologia atual produza peças melhores, com ínfimas variações em suas superfícies, ainda assim não se pode dizer que o ajuste entre todas as peças seja rigorosamente perfeito. Podemos discutir se um motor produzido com esta ou com aquela tecnologia precisa de mais ou de menos amaciamento, mas não podemos dizer que um motor recém fabricado ou recém retificado não precisa de amaciamento.
Diferença entre amaciamento “na boa” e “no pau”
O amaciamento “na boa” é um amaciamento feito de modo suave, promovendo um pequeno e lento desgaste nas peças, em condições de baixa vibração.
O amaciamento “no pau” é um amaciamento feito de modo violento, promovendo um grande e rápido desgaste nas peças, em condições de alta vibração.
As diferenças, portanto, são duas: a velocidade e a profundidade do desgaste das peças, devidos respectivamente ao número total de giros realizados e ao nível de vibração a que o motor foi submetido durante o processo de amaciamento.
Agora pense
Se você tenta fazer um furo em uma tábua, usando uma furadeira, o tranco que ela dará em suas mãos caso encontre alguma irregularidade na tábua é tanto maior quanto maior for a velocidade do giro, certo? Pois bem, a mesma coisa acontece quando as peças do motor do seu carro encontram pequenas irregularidades ao se moverem umas contra as outras no processo de amaciamento. Portanto, é preferível que as irregularidades das peças sejam aplainadas com delicadeza, para que não haja danos a seu redor.
Se você tenta fazer um furo em uma tábua, usando uma furadeira, o furo será mais justinho e perfeito se você estiver sobre um chão firme do que se você estiver sobre um veículo correndo em uma estrada esburacada, certo? Pois bem, a mesma coisa acontece quando as peças do motor do seu carro trabalham sob vibração: quanto mais baixa a vibração, melhor a acomodação, quanto mais alta a vibração, pior a acomodação. Portanto, é preferível que as irregularidades das peças sejam aplainadas sob baixa vibração, para que se mantenham o melhor ajustadas possível.
- Mas e a história do motor “empacado”?
Ora, não é verdade. Quem diz que o motor fica “empacado para sempre” se for amaciado “na boa” simplesmente não conhece física.
O amaciamento em alta rotação desde o princípio vai desgastar rapidamente as peças e dar a impressão de que o motor ficou “bem amaciado” porque o motor ficará “leve” ou “solto” em pouco tempo, mas isso é apenas sinal de desgaste precoce. Em breve este motor aumentará seu consumo e com certeza vai exigir manutenção mais cedo que um motor corretamente amaciado.
O amaciamento em baixa rotação no princípio vai desgastar lentamente as peças e dar a impressão que o motor está “amarrado” porque o motor ainda não foi amaciado em alta rotação, que é a segunda etapa do amaciamento.
- Ah, o amaciamento deve ser realizado em duas etapas?
É, esse é o pulo do gato. As pessoas não costumam dizer isso desta maneira, mas na prática é isso que significa amaciar “na boa”: primeiro se amacia em baixas rotações e depois se amacia em altas rotações.
Amaciar “na boa” não tem nada a ver com dirigir como uma múmia paralítica, mas com cumprir as etapas adequadas para que todo o processo de amaciamento transcorra com o menor nível de vibração possível, o que só ocorre se o amaciamento é gradual.
Quando realizado após o correto amaciamento em baixa rotação, o amaciamento em alta rotação ocorre com um nível de vibração muito menor que quando é realizado desde o princípio, o que desgasta menos as peças e garante melhor desempenho, menor consumo, menor custo de manutenção e uma vida útil muito maior ao motor.
Agora que você entendeu, vamos à parte prática?
COMO DIRIGIR PARA AMACIAR O MOTOR
Motores novos:
- Ao ligar o veículo, deixe que ele trabalhe uns 20 ou 30 segundos antes de colocar o pé no acelerador. Isso é para que o óleo circule e lubrifique as peças antes de colocar o veículo em uso, aumentando a vida útil do motor. Este conselho vale para toda a vida útil do automóvel, não somente para o período de amaciamento. (E vale até mesmo para os veículos de “partida imediata a frio”, que é um recurso emergencial ótimo para situações de necessidade, mas não deve ser usado diariamente.)
- Se você quiser ser realmente cuidadoso, acelere um pouquinho para pré-aquecer o motor por pelo menos mais 20 ou 30 segundos antes de engatar a primeira marcha. Este é outro conselho que vale para toda a vida útil do automóvel. (O ideal seria pré-aquecer o motor por pelo menos dois minutos, mas quem tem paciência para isso hoje em dia? O resultado é que todos os veículos acabam sofrendo um desgaste que seria evitável com um pinguinho só de paciência a mais.)
- Após o aquecimento inicial, não deixe o carro parado com o motor ligado. O que é bom no início para dar a primeira lubrificada nas peças torna-se ruim logo em seguida, pois com o motor trabalhando em baixa rotação a bomba de óleo lança menos óleo para lubrificar anéis, pistões e cilindros. Também não adianta meter o pé no acelerador, pois o trabalho do motor sem carga traz o risco de estragar o brunimento dos cilindros, o que pode causar a queda de um meteoro gigantesco e eliminar a vida na Terra ou pelo menos problemas graves de lubrificação nos anéis, pistões e cilindros, confesso que me atrapalhei um pouco com os termos técnicos.
- Nos primeiros 500 km de uso de seu veículo não vá para a estrada nem carregue muito peso com ele. Comece o amaciamento em área urbana, onde você tem que explorar toda uma gama de variações de velocidade de giros do motor, sem grandes cargas. (Claro que você pode ir ao supermercado com a família toda e voltar carregado, desde que o supermercado não fique a 200 km da sua casa.)
- Entre 500 km e 1000 km, quando você sentir que o carro já está andando com normalidade em baixas velocidades, sem aquela impressão de estar “preso”, pegue uma estrada e faça o seguinte: na quarta marcha, acelere até atingir 90 km/h, tire o pé do acelerador, deixe cair a velocidade até 50 km/h e torne a acelerar até os 90 km/h. Repita esta operação acelerando com suavidade nas primeiras dez vezes e com firmeza nas dez vezes seguintes. Se você for do tipo paciente, circule por quinze minutos e repita a operação. Repita todo o processo pelo menos mais uma vez, em outro dia.
- Até os 1000 km não ultrapasse os 100 km/h em nenhuma marcha e evite ultrapassagens que forcem o motor.
- Até os 1.500 km não mantenha velocidade alta por longos períodos nem carregue muito peso por longos períodos.
- Aos 1.500 km faça uma troca de óleo. Muita gente vai dizer que é desnecessário fazer uma troca de óleo tão prematura, mas eu vejo a questão da seguinte maneira: mesmo que seja um cuidado extremo, você vai fazer isso uma vez só na vida, então não é um custo relevante.
- Sempre troque o filtro de óleo junto com o óleo. Se você não troca o filtro, imediatamente uma grande quantidade de óleo velho se mistura com o óleo novo, o que reduz muito a utilidade do óleo novo. Bela porcaria.
- Nos primeiros 1.500 km não estique as marchas. Consulte o manual do seu veículo para ver a relação adequada entre marchas e velocidades para este período. Se você não tiver o manual, use esta tabela geral que eu encontrei por aí na internet:
1ª de 0 km/h até 25 km/h
2ª de 25 km/h até 45 km/h
3ª de 45 km/h até 65 km/h
4ª de 65 km/h até 85 km/h
5ª de 85 km/h até 110 km/h
- Após os 1.500 km começa a segunda etapa de amaciamento a que eu me referi acima: você deve começar a esticar gradualmente as marchas para elevar o giro do motor sem elevar a velocidade do veículo – afinal, você não quer se matar nem ser multado, né?
Motores retificados:
- Multiplique todas as quilometragens acima citadas por dois, mas mantenha a troca de óleo dos 1.500 km e faça outra aos 3.000 km.
Últimos conselhos
A partir dos 3.000 km para os motores novos e dos 6.000 km para os motores retificados, se você seguir os conselhos acima, você terá um motor 85% amaciado. Os últimos 15% serão atingidos com o dobro ou até o triplo destas quilometragens, quando você já não estará muito ligado na história do amaciamento, portanto:
- Seja paciente. Compensa.
- Não se habitue a esticar as marchas, isso é apenas um método para elevar os giros sem elevar a velocidade durante o período de amaciamento.
- Se você tiver muita pressa para “desempacar” o motor, siga o método acima. Eu já estou descrevendo o mínimo, não “adapte” as quilometragens segundo os conselhos do seu vizinho picareta de automóveis que “manja tudo” sobre o assunto.
- Se você quiser ser mais lento e cauteloso ao amaciar o motor de seu carro, ótimo, some 30% ou 50% em todas as quilometragens. Não existe isso de um motor ficar “empacado” por ter sido amaciado “na boa”, o que acontece é que o motor tem que ser amaciado em todas as velocidades de giro, começando pelas mais baixas. Para “desempacar” um motor que sempre andou em baixa rotação basta passar a amaciá-lo em alta rotação, mesmo após anos de uso em baixa rotação.
Quanto mais “na boa” o motor for amaciado, maiores serão seu desempenho e sua durabilidade e menores serão seu consumo e seu custo de manutenção.
Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 05/11/2009
.
Atualização a 13/03/2010: tem muita gente copiando este artigo e postando por aí na íntegra ou em partes sem citar o autor nem a fonte. Vamos deixar bem claro que o autor do artigo sou eu, Arthur Golgo Lucas, e que a publicação original foi feita aqui no meu blog, Pensar Não Dói, em 05/11/2009.
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Prezado Arthur,comprei um fiesta hatch e está com 750 km rodados ainda não fui para a rodovia com ele, é necessario amaciar o motor? As dicas sao essas acima citadas? Entre 500 km e 1000 km, quando você sentir que o carro já está andando com normalidade em baixas velocidades, sem aquela impressão de estar “preso”, pegue uma estrada e faça o seguinte: na quarta marcha, acelere até atingir 90 km/h, tire o pé do acelerador, deixe cair a velocidade até 50 km/h e torne a acelerar até os 90 km/h. Repita esta operação acelerando com suavidade nas primeiras dez vezes e com firmeza nas dez vezes seguintes. Se você for do tipo paciente, circule por quinze minutos e repita a operação. Repita todo o processo pelo menos mais uma vez, em outro dia.
Elisabeth, sempre é necessário amaciar o motor. Lê novamente o artigo, cada detalhe está bem explicado na ordem certa. A dica que citaste é a mais “preciosista” de todas, mas é útil.
Este procedimento serve para “varrer” todo o espectro de rotações do motor antes de enfrentar a estrada por uma longa distância, permitindo conhecer melhor o veículo.
O mais importante é lembrar que o amaciamento “na boa” deve ser feito sempre de modo gradual, sem submeter repentinamente o motor a condições extremas antes que as peças tenham se ajustado bem.
eu ando na boa na cidade e na estrada forço o motor… de moto espero abastecer uns 2 tanques dai começo a tocar o terror ;D
É muito pouco.
Comprei um carro O KM e o motor esta com
apenas 250 KM e eu estava amaciando de
maneira erada. Vou usar a sua dica
com certeza quero q meu motor seja duradouro
e econômico.
Valeu.
Ainda bem que leste o artigo a tempo!
muito bom o artigo Arthur!!!muito bom mesmo,ja tive quatro motos ,duas tiradas zero km,a primeira zero amaciei no “pau”,ficou uma porcaria!!!,agora ,a ultima tirei zero tambem e essa amaciei conforme seu metodo,a moto ficou uma maravilha,suas recomendaçoes sao melhores ate que a dos fabricantes,,parabéns!!
Uau! Imensamente agradecido, Jaciel.
Arthur, acabei de “fazer” o motor do meu carro, um chevrolet tigra, e estou preocupado com o resultado.O carro, que era muito potente, agora está parecendo um fusca, de tão fraquinho: tem dificuldades de sair em marchas lentas, não aguenta subir ladeiras como antes, e se eu ligar o ar, a coisa piora..o mecanico disse q isso é normal e que o carro só volta a força de antes depois de “amaciado” o motor.Ele está certo em relação a isso?
Ai, ai, ai… Fábio, não sei, mas não me parece razoável. Mesmo meio “amarrado” o carro não deveria ter tão pouca potência. Recomendo uma visita a outro mecânico com urgência para avaliar isso.
Caríssimo Arthur, muito grato por todo o seu estudo e pelo compartilhamento. Estou pegando um carro novo por esses dias e caí no seu artigo em primeiro lugar. É óbvio que sua escrita e sua exposição me convenceram da desnecessidade de ler qualquer outra coisa. Uma única dúvida, se é que viu algo sobre isso: devido ao uso do ar condicionado alterar os giros do motor, devo fazer alguma adaptação, ou sigo com a mesma instrução? Grande Abraço e Muuuuuuito Grato !!!!
Fábio, na prática a gente segue mais ou menos esse conjunto de recomendações. Ninguém vai fazer a primeira troca de óleo aos exatos 1.500 km – qualquer coisa entre 1.300 e 1.700 não deve fazer uma graaaaande diferença. Do mesmo modo, o roubo de potência causado pelo ar condicionado não deve ter um impacto tão significativo nos giros a ponto de ter que alterar o esquema de amaciamento. Eu diria que, além das sugestões de meu artigo, se prestares atenção às marchas que o motor “pede” em cada momento adequado, já estarás fazendo um excelente amaciamento.
Grande abraço e boa sorte!
ótimo artigo, Arthur, mas ainda tenho uma dúvida… na próxima semana vou pegar um carro 0 km e pretendo seguir a risca suas dicas em relação ao amaciamento do motor, só que em fevereiro tenho que voltar para a minha faculdade que fica a uns 350km mais ou menos (e tenho quase certeza que não terei alcançado nem os primeiros 1000km rodados)aí queria saber o que eu poderia fazer para aliviar o “estresse”/dano causado no motor… já combinei de minha mãe ir junto, com o carro dela para levar as bagagens e aliviar o peso no meu carro… mais gostaria de saber se há mais alguma outra recomendação que eu possa seguir? obrigado, e parabéns pelo site.
Heitor, a dica básica é evitar elevar muito os giros do motor nos estágios iniciais do amaciamento. Não querer correr, não forçar ultrapassagens, não carregar muito peso em terrenos que não sejam planos. Passeia bastante em ambiente urbano em janeiro e usa a desculpa de que é pra melhor amaciar o motor antes da viagem.
Abração e boa sorte!
Muito boa as dicas, vou seguir também, pois acabei de fazer o motor do meu gol, foi a primeira retifica, motor ap 1.8, vou amaciar na boa, pois depois vou ter a beneficio de um veículo que vai andar muito e consumir pouco.
Parabéns Arthur, ótimas dicas.
Valeu, Henrique! E boa sorte com o carro!
legal suas dicas
legal suas dicas10
Obrigado, Rodrigo.
Olá Arthur!
Excelente Artigo, PARABÉNS!
Tenho um GOl G4 1.0 8V 2006, que vai pra retífica.
Infelizmente pego muita estrada. Isso vai afetar o “amaciamento”?
Outra pergunta: Meu carro tem ar condicionado, há alguma operação especial para fazer?
Na primeira fase para amaciar, o certo é andar somente até a 4 marcha então?
Esse motor flex veio com um erro de engenharia no anti-chama, que entope facilmente. Seria possivel terminar esse problema com a retífica?
Vale a pena fazer a embreagem junto?
Muito Obrigado, mais uma vez, PARABÉNS!
Breno, vamos por partes: o ar condicionado não afeta muito; podes e deves usar as marchas normalmente, inclusive a quinta, porque ela permite manter maiores velocidades com menores rotações; não sei te responder sobre o anti-chama (nem chutar); e quanto à embreagem depende muito do estado do disco, o que felizmente pode ser averiguado através de uma simples inspeção – se estiver “meia boca”, troca porque isso afeta tanto o desempenho quanto a segurança do veículo.
E eu é que agradeço por poder ser útil e pelo comentário.
Caro Arthur tenho um Omega 93 acabei de fazer o motor dele devo pega a estrada quantos km necessario pra amaciar ele??
e Parabéns mesmo pelo Site
Pelo contrário, de preferência não deves pegar estrada até que ele esteja amaciado em baixas rotações. Confere as quilometragens no corpo do artigo, está tudo lá.
estou com o meu poçante na retifica
valeu as informaçoes
Beleza.
boa tarde, comprei um carro a 2 anos e amaciei no pau o carro esta com 37000km e baixando oleo, vou vender e comprar outro e amaciar do jeito que voce encinou.
Que horror! Míseros 37.000 km e já sumindo com o óleo? Eu tenho um Palio 1.0 com 137.000 km (ou seja, 100.000 km a mais) e dezesseis anos de uso que não fumega nem pinga óleo quando parado.
Comprei meu carro já com 89.000 km, de uma mulher que não fazia nenhuma revisão nem manutenção, então tinha um monte de coisinhas para fazer, mas o motor correspondia ao que normalmente se chama “carro de velhinha que só vai ao supermercado”.
Em menos de três anos eu já rodei quase metade do que ela rodou em treze anos. Troquei por necessidade a bomba de gasolina, que queimou, e por segurança a correia dentada, o comando de válvulas e a junta do cabeçote, só. Falei em fazer uma retífica e o mecânico me disse “é totalmente desnecessário, mas se quiseres jogar dinheiro fora, por mim tudo bem”.
Lógico, não sei em que terreno andavas, então não posso fazer suposições quanto ao estado da suspensão e das portas, nem sobre a lataria, mas, se a única coisa errada que fizeste foi amaciar no pau, então teu carro pode voltar a ser praticamente um carro zero km com uma retífica completa.
andou so no asfalto e um gol g4 2010, por falta de conhecimento ja sai da concecionaria e ja mandei o pau 140 150 e nu serto dia coloquei km, o carro ta bem concervado mas baixando oleo, na verdade tinha um palio 2003 fiquei com ele muinto tempo nunca baixou oleo e um carro exelente mas ja comprei amaciado, resolvi comprar o gol, o decepção.
Hehehehe… não é que o Gol seja um carro ruim, é que o coitadinho não resistiu ao método de amaciamento usado – tanto quanto nenhum carro resistiria.
Fernandes,
Esse problema com o Gol G4 eu tive. Ele aguentou 2 anos assim. Não fumaceava nem nada. Daí ele parou de vez. No entanto, a um dado momento, ele acabou ferrando com a parte elétrica ( ficou R$800), fora que os mecânicos só faziam medidas paliativas (e enganosas), pois o carro desempenhou com 150 km/h até parar. Ele não chegou a fundir.
O antigo dono dele não amaciou o motor segundo a completa explicação do Arthur (mais uma vez vai meu elogio). Simplesmente o cara foi até o MT, mais de 1000Km de início.
Juntei tudo o que gastei, e se tivesse feito o motor de uma vez, sobrava. E não tinha alimentado a MÁFIA na minha cidade de mecânicos.
Arthur, mais uma vez obrigado pelo artigo. E pela abertura de opinar.
Breno, todo mundo que chegar na boa no blog pode opinar à vontade, a favor ou contra, o quanto quiser. Eu só deleto baixaria, trollagem e coisas que podem dar processo contra mim se eu não deletar.
Arthur comprei uma montana 0km a aproximadamente uma semana, o carro já esta com 500km rodados mas como não tinha ideia de que precisava fazer o amaciamento do motor estava andando normalmente (totalmente errado) ando sempre esticando as marchas ate mais ou menos os 4000~~5000 rpm, e já cheguei a 140 com o carro (estava louco para esticar um pouco a 5 hehe), Sera que vou ter problemas futuros com o desgaste, consumo e desempenho do carro? :/
Abraco
Puxa, essa é a pergunta mais freqüente na caixa de comentários deste artigo, mas a resposta é: como saber? Depende muito do real estilo de direção de cada pessoa, do quanto realmente força o motor, do tipo de terreno em que transita, etc. É muito difícil saber.
O que posso te dizer é o que dá para fazer para evitar mais danos: faz uma troca de óleo completa (óleo e filtro) o quanto antes e passa a seguir o método de amaciamento sugerido no artigo.
Olá, eu trabalho à 23 anos em retifica de motores, pego esses problemas direto. Gostei muito do seu artigo sobre amaciamento de motores, muito bom, claro e objetivo. Parabens, muito bom!!!!!
Muito obrigado, Francis! Se tiveres algumas dicas sobre a retífica em si eu posso fazer outro artigo e linkar neste.
Caro Arthur, gostei muito do seu site, porém estou com uma dúvida o meu veículo um Palio 97EDX 1.0 motor FIASA, está batendo os tuchos já mandei fazer a regulagem e ficou na mesma porcaria, fiz esta semana a revisão completa do meu carro com troca de óleo VS 20W50 e tudo mais. Gostaria de saber se posso usar bardahl b12 para diminuir o barulho dos tuchos. Aguardo retorno.
Caro Arthur
Muito bom seu artigo.
Gostaria de saber tambem como posso saber se meu motor foi retificado corretamente. O otor do meu carro é um cht 1.8 com 150k rodados. Não esta assim tão desgastado mas pretendo retificar. A duvida é: sera que a Retifica vai realmente fazer todo o serviço. desde ja agradeço