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	<title>Comentários sobre: Novo Código Penal Brasileiro</title>
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	<description>Em busca de vida inteligente na Terra</description>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/11/17/justica/novo-codigo-penal-brasileiro/comment-page-1#comment-148483</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 20:53:28 +0000</pubDate>
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		<description>O problema são os critérios de &quot;bom comportamento&quot;. 

Se a determinação e a avaliação destes critérios fossem cientificamente padronizados, com base em testes extensos, objetivos e rigorosos, a coisa melhoraria muito. 

Se indivíduos que não estudaram nem foram treinados em técnicas psicológicas conseguem enganar com tamanha facilidade e freqüência os profissionais da área, há que se questionar a qualidade da formação destes profissionais e dos ambientes acadêmicos que os formam.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O problema são os critérios de &#8220;bom comportamento&#8221;. </p>
<p>Se a determinação e a avaliação destes critérios fossem cientificamente padronizados, com base em testes extensos, objetivos e rigorosos, a coisa melhoraria muito. </p>
<p>Se indivíduos que não estudaram nem foram treinados em técnicas psicológicas conseguem enganar com tamanha facilidade e freqüência os profissionais da área, há que se questionar a qualidade da formação destes profissionais e dos ambientes acadêmicos que os formam.</p>
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	</item>
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		<title>Por: Leandro</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/11/17/justica/novo-codigo-penal-brasileiro/comment-page-1#comment-148461</link>
		<dc:creator>Leandro</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 02:31:46 +0000</pubDate>
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		<description>§ 3° Indivíduos não ressocializados egressos dos reeducandários permanecem sob medida de segurança até a expedição de laudo atestando baixa periculosidade.
..........
Arthur, esse sistema consegue ser melhor que o código penal atual, mas mesmo assim os criminosos de &quot;profissão&quot; que geralmente são extremamente perigosos, cruéis e pertencentes a facções criminosos utilizariam o seu modelo para beneficio próprio, eles fazem isso hoje em dia, utilizam a boa conduta como uma maneira de enganar o sistema, e matam nos feriados concedidos pelos vários indultos absurdos brasileiros. Bandidos se fazem de santo para psicologos e toda sociedade em geral.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>§ 3° Indivíduos não ressocializados egressos dos reeducandários permanecem sob medida de segurança até a expedição de laudo atestando baixa periculosidade.<br />
&#8230;&#8230;&#8230;.<br />
Arthur, esse sistema consegue ser melhor que o código penal atual, mas mesmo assim os criminosos de &#8220;profissão&#8221; que geralmente são extremamente perigosos, cruéis e pertencentes a facções criminosos utilizariam o seu modelo para beneficio próprio, eles fazem isso hoje em dia, utilizam a boa conduta como uma maneira de enganar o sistema, e matam nos feriados concedidos pelos vários indultos absurdos brasileiros. Bandidos se fazem de santo para psicologos e toda sociedade em geral.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/11/17/justica/novo-codigo-penal-brasileiro/comment-page-1#comment-44892</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 14:07:24 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Sim, mas como você vai ter benefícios dobrados para reparar malefícios unitários? No caso do rio, como poderá haver 2 rios para descontaminar, se só há um contaminado? Se o malfeitor descontaminar dois rios, quem contaminar o próximo rio não conseguirá pagar a pena.&quot; (Vinícius)

Pois este é justamente o objetivo &quot;macro&quot; da reparação em dobro: transformar o que hoje é um gasto imenso para a sociedade em uma fonte de soluções para os problemas que a sociedade enfrenta. 

Hoje existem rios poluídos. Se esta regra fosse implementada amanhã, &lt;i&gt;não poderia ter efeito retroativo&lt;/i&gt;, lei penal só pode retroagir em benefício do réu. Então, a cada nova infração obteríamos a recuperação do rio degradado e de mais um entre os anteriormente degradados, reduzindo o problema ambiental. 

Quando não houvesse mais rios a serem recuperados - puxa, que &quot;problema&quot; maravilhoso - começaríamos a trabalhar por analogia: degradou um rio, recupera a área degradada e mais uma área terrestre degradada. Quando acabarem estas também, começaremos a converter as reparações em outros trabalhos para a comunidade. 

Quando não houver mais o que melhorar no mundo após a recuperação do dano causado, deixa o cara impune, não tô nem aí. :) 

&quot;E quando o cabra matar alguém? Ressuscita dois?&quot; (Vinícius) 

Ver resposta para o Romacof, um pouco acima.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sim, mas como você vai ter benefícios dobrados para reparar malefícios unitários? No caso do rio, como poderá haver 2 rios para descontaminar, se só há um contaminado? Se o malfeitor descontaminar dois rios, quem contaminar o próximo rio não conseguirá pagar a pena.&#8221; (Vinícius)</p>
<p>Pois este é justamente o objetivo &#8220;macro&#8221; da reparação em dobro: transformar o que hoje é um gasto imenso para a sociedade em uma fonte de soluções para os problemas que a sociedade enfrenta. </p>
<p>Hoje existem rios poluídos. Se esta regra fosse implementada amanhã, <i>não poderia ter efeito retroativo</i>, lei penal só pode retroagir em benefício do réu. Então, a cada nova infração obteríamos a recuperação do rio degradado e de mais um entre os anteriormente degradados, reduzindo o problema ambiental. </p>
<p>Quando não houvesse mais rios a serem recuperados &#8211; puxa, que &#8220;problema&#8221; maravilhoso &#8211; começaríamos a trabalhar por analogia: degradou um rio, recupera a área degradada e mais uma área terrestre degradada. Quando acabarem estas também, começaremos a converter as reparações em outros trabalhos para a comunidade. </p>
<p>Quando não houver mais o que melhorar no mundo após a recuperação do dano causado, deixa o cara impune, não tô nem aí. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </p>
<p>&#8220;E quando o cabra matar alguém? Ressuscita dois?&#8221; (Vinícius) </p>
<p>Ver resposta para o Romacof, um pouco acima.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Vinicius Duarte</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/11/17/justica/novo-codigo-penal-brasileiro/comment-page-1#comment-44884</link>
		<dc:creator>Vinicius Duarte</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 13:39:31 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Se eu furtei um Real, tenho que devolver dois. Se eu contaminei um rio com dejetos industriais, tenho que descontaminar dois (aquele e mais um)&quot;

Sim, mas como você vai ter benefícios dobrados para reparar malefícios unitários? No caso do rio, como poderá haver 2 rios para descontaminar, se só há um contaminado? Se o malfeitor descontaminar dois rios, quem contaminar o próximo rio não conseguirá pagar a pena.

E quando o cabra matar alguém? Ressuscita dois?

Tudo isso é uma provocação barata, só pra dizer que o crime é um ato sociológico estudado há muitos séculos, com conotações diferentes, dependendo da sociedade. O sistema de penas atual não é o ideal, óbvio, e não é, precipuamente, um inibidor do cometimento de crimes. O que motiva o ato delituoso é algo totalmente subjetivo e individual. Todo criminoso sabe do risco de fazê-lo, mas assume este risco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se eu furtei um Real, tenho que devolver dois. Se eu contaminei um rio com dejetos industriais, tenho que descontaminar dois (aquele e mais um)&#8221;</p>
<p>Sim, mas como você vai ter benefícios dobrados para reparar malefícios unitários? No caso do rio, como poderá haver 2 rios para descontaminar, se só há um contaminado? Se o malfeitor descontaminar dois rios, quem contaminar o próximo rio não conseguirá pagar a pena.</p>
<p>E quando o cabra matar alguém? Ressuscita dois?</p>
<p>Tudo isso é uma provocação barata, só pra dizer que o crime é um ato sociológico estudado há muitos séculos, com conotações diferentes, dependendo da sociedade. O sistema de penas atual não é o ideal, óbvio, e não é, precipuamente, um inibidor do cometimento de crimes. O que motiva o ato delituoso é algo totalmente subjetivo e individual. Todo criminoso sabe do risco de fazê-lo, mas assume este risco.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/11/17/justica/novo-codigo-penal-brasileiro/comment-page-1#comment-44691</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 02:08:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=1167#comment-44691</guid>
		<description>É, eu reconheço que deve haver algum grau de detalhamento em função da segurança jurídica, mas me insurjo contra a barafunda de detalhes que prejudica a própria aplicação da lei. Um certo grau de simplificação, entretanto, é apenas um dos dois pontos que eu procurei enfocar nesta postagem. 

O outro ponto que eu considero central - quiçá ainda mais importante - é aquele que o Economista Realista destacou: instituir uma hierarquia de prioridades para a cominação de penas nas quais a reparação em dobro do dano esteja no ponto mais alto, seguida da ampla indenização e somente então das demais alternativas punitivas. 

Penso que a reparação em dobro do dano e a ampla indenização obrigam o infrator a resolver os problemas que cria ao mesmo tempo que desincentiva o cometimento de crimes, ao contrário das penas restritivas de liberdade, que tanto não resolvem os problemas criados quanto criam novos problemas (a escola do crime) e despesas para a sociedade (manutenção dos presídios).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É, eu reconheço que deve haver algum grau de detalhamento em função da segurança jurídica, mas me insurjo contra a barafunda de detalhes que prejudica a própria aplicação da lei. Um certo grau de simplificação, entretanto, é apenas um dos dois pontos que eu procurei enfocar nesta postagem. </p>
<p>O outro ponto que eu considero central &#8211; quiçá ainda mais importante &#8211; é aquele que o Economista Realista destacou: instituir uma hierarquia de prioridades para a cominação de penas nas quais a reparação em dobro do dano esteja no ponto mais alto, seguida da ampla indenização e somente então das demais alternativas punitivas. </p>
<p>Penso que a reparação em dobro do dano e a ampla indenização obrigam o infrator a resolver os problemas que cria ao mesmo tempo que desincentiva o cometimento de crimes, ao contrário das penas restritivas de liberdade, que tanto não resolvem os problemas criados quanto criam novos problemas (a escola do crime) e despesas para a sociedade (manutenção dos presídios).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Roberto Tramarim</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/11/17/justica/novo-codigo-penal-brasileiro/comment-page-1#comment-44620</link>
		<dc:creator>Roberto Tramarim</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 21:45:31 +0000</pubDate>
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		<description>Eu entendi a proposta do Arthur. Quem como eu é da area de Direito sabe a desgraça que são 300 artigos pra dizer a mesma coisa, lei especifica pra esse, pra aquele, pra isso ou aquilo, o que muitas vezes torna a pr´pria legislação ou inaplicável ou porcamente aplicável.
Este artigo: Art. 1° Causar dano a alguém. Na verdade é um diamante bruto a ser lapidado, e ai por exemplo devemos separar quem comete furto de quem comete sequestro.
Mas a idéia é ótima, criminalizar quem cause DANOS A SERES HUMANOS. Detalhes desses danos devem existir sim, mas sem esse calhamaço de leis e artigos que muitas vezes provocam verdadeiros monstros. Se alguém pedir, posso dar muitos exemplos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu entendi a proposta do Arthur. Quem como eu é da area de Direito sabe a desgraça que são 300 artigos pra dizer a mesma coisa, lei especifica pra esse, pra aquele, pra isso ou aquilo, o que muitas vezes torna a pr´pria legislação ou inaplicável ou porcamente aplicável.<br />
Este artigo: Art. 1° Causar dano a alguém. Na verdade é um diamante bruto a ser lapidado, e ai por exemplo devemos separar quem comete furto de quem comete sequestro.<br />
Mas a idéia é ótima, criminalizar quem cause DANOS A SERES HUMANOS. Detalhes desses danos devem existir sim, mas sem esse calhamaço de leis e artigos que muitas vezes provocam verdadeiros monstros. Se alguém pedir, posso dar muitos exemplos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/11/17/justica/novo-codigo-penal-brasileiro/comment-page-1#comment-44568</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 18:11:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=1167#comment-44568</guid>
		<description>HUAHUAHUA!!! Adoro esses exemplos extremos e malucos, eles são perfeitos para avaliar os mecanismos por trás dos conceitos sem se prender às particularidades irrelevantes de exemplos concretos mal selecionados. :) 

Há diversos danos que são irreparáveis e para os quais não há possibilidade sequer de indenização, a morte é apenas o mais evidente e irretorquível. Para coibir esses casos o ideal é contar mais com prevenção do que com repressão, mas reconheço que não podemos abrir mão da repressão totalmente. O que eu insisto é que, quando a existência de repressão for uma necessidade, que a repressão seja inteligente e digna, jamais um ato de intolerância e barbárie.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>HUAHUAHUA!!! Adoro esses exemplos extremos e malucos, eles são perfeitos para avaliar os mecanismos por trás dos conceitos sem se prender às particularidades irrelevantes de exemplos concretos mal selecionados. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </p>
<p>Há diversos danos que são irreparáveis e para os quais não há possibilidade sequer de indenização, a morte é apenas o mais evidente e irretorquível. Para coibir esses casos o ideal é contar mais com prevenção do que com repressão, mas reconheço que não podemos abrir mão da repressão totalmente. O que eu insisto é que, quando a existência de repressão for uma necessidade, que a repressão seja inteligente e digna, jamais um ato de intolerância e barbárie.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/11/17/justica/novo-codigo-penal-brasileiro/comment-page-1#comment-44555</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 17:38:46 +0000</pubDate>
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		<description>Não vai, não! Se as coisas fossem organizadas como eu gostaria, sempre haveria &lt;a href=&quot;http://arthur.bio.br/2009/08/26/solucoes-radicais/e-por-que-nao-cidades-estado-tematicas&quot; target=&quot;blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;um cantinho perfeito para cada um&lt;/a&gt; de modo que todos pudessem ser felizes a seu modo sem perturbar ninguém. ;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não vai, não! Se as coisas fossem organizadas como eu gostaria, sempre haveria <a href="http://arthur.bio.br/2009/08/26/solucoes-radicais/e-por-que-nao-cidades-estado-tematicas" target="blank" rel="nofollow">um cantinho perfeito para cada um</a> de modo que todos pudessem ser felizes a seu modo sem perturbar ninguém. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/11/17/justica/novo-codigo-penal-brasileiro/comment-page-1#comment-44553</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 17:33:54 +0000</pubDate>
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		<description>Vinícius, eu posso &lt;i&gt;parecer&lt;/i&gt; &quot;viajandão&quot;, mas prefiro me definir como &quot;um cientista bem humorado com gosto pela proposição de soluções ousadas para os males que atingem a humanidade&quot;. (Pronto, viajei.) :) 

Respondendo: 

1) Ao escrever este texto eu nem lembrei que &lt;i&gt;já existe o crime de dano&lt;/i&gt;. Não era naquele conceito que eu estava pensando. Por &quot;dano&quot; eu pretendi me referir, como sacou o Economista Realista, a todo tipo de mal que alguém pode provocar a terceiros e que estamos acostumados a chamar de &quot;crime&quot;, da injúria moral à agressão física, do furto ao latrocínio. 

2) Violência moral é chamar o juiz de ladrão quando ele apenas errou ao apitar. ;) 

3) Boa pergunta, mas não sei se tenho uma boa resposta. Não vejo com bons olhos nem um sistema 100% positivo, nem um sistema 100% consuetudinário. Ambos possuem vantagens e desvantagens, e é mais fácil produzir um monstrengo híbrido que acumule as desvantagens de ambos do que selecionar o que cada um tem de melhor para produzir um sistema que supere em justiça e agilidade os sistemas que conheço. 

4) Ué, não é a matemática? Se eu furtei um Real, tenho que devolver dois. Se eu contaminei um rio com dejetos industriais, tenho que descontaminar dois (aquele e mais um). Se eu cometi assédio moral contra um trabalhador, tenho que pagar o tratamento psicológico dele e de outra pessoa estressada, além de amparar suas respectivas famílias até sua plena recuperação. 

5) Arrancar os teus dentes não recupera o dano sofrido pelo coistado que esmurraste injustamente. Isso é o que faz o nosso atual sistema penal: eu te assalto, te dou um tiro, te mato, tu vais preso e a tua família se ferra tanto emocional quanto financeiramente. Que raios importa o tempo que eu ficar na prisão? Porcaria de falso consolo emocional, né? 

É por causa dessa &quot;lógica&quot; absurda que as pessoas querem que as prisões sejam antros degradados pela pior qualidade ambiental possível em todos os sentidos, querem que a polícia seja truculenta e cometa torturas e assassinatos, querem prisão perpétua e pena de morte, em resumo querem se igualar aos piores facínoras submetendo-os às piores atrocidades para que eles sofram mais do que elas, que eram inocentes quando foram vitimadas. 

Muito mais inteligente e decente é exigir reparação em dobro do dano ou ampla indenização quando for impossível reparar o dano. Se o assassino tiver que pagar uma pensão mínima ou um percentual de seu salário, &lt;i&gt;o que for maior&lt;/i&gt;, de modo perpétuo ou pelo menos até o ano em que a vítima atingiria os 100 anos de vida (sem essa de calcular &quot;longevidade provável&quot;), as vítimas passariam a querer que o assassino se recuperasse, voltasse a ser um cidadão produtivo e se tornasse o mais rico possível. Se não podemos obter isso através de uma educação engrandecedora e pela elevação moral e espiritual, então que seja por puro interesse. (E o Economista Realista vem dizer que eu não sou realista...) 

6) Lógico que sim. É um modelo quase perfeito. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vinícius, eu posso <i>parecer</i> &#8220;viajandão&#8221;, mas prefiro me definir como &#8220;um cientista bem humorado com gosto pela proposição de soluções ousadas para os males que atingem a humanidade&#8221;. (Pronto, viajei.) <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </p>
<p>Respondendo: </p>
<p>1) Ao escrever este texto eu nem lembrei que <i>já existe o crime de dano</i>. Não era naquele conceito que eu estava pensando. Por &#8220;dano&#8221; eu pretendi me referir, como sacou o Economista Realista, a todo tipo de mal que alguém pode provocar a terceiros e que estamos acostumados a chamar de &#8220;crime&#8221;, da injúria moral à agressão física, do furto ao latrocínio. </p>
<p>2) Violência moral é chamar o juiz de ladrão quando ele apenas errou ao apitar. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  </p>
<p>3) Boa pergunta, mas não sei se tenho uma boa resposta. Não vejo com bons olhos nem um sistema 100% positivo, nem um sistema 100% consuetudinário. Ambos possuem vantagens e desvantagens, e é mais fácil produzir um monstrengo híbrido que acumule as desvantagens de ambos do que selecionar o que cada um tem de melhor para produzir um sistema que supere em justiça e agilidade os sistemas que conheço. </p>
<p>4) Ué, não é a matemática? Se eu furtei um Real, tenho que devolver dois. Se eu contaminei um rio com dejetos industriais, tenho que descontaminar dois (aquele e mais um). Se eu cometi assédio moral contra um trabalhador, tenho que pagar o tratamento psicológico dele e de outra pessoa estressada, além de amparar suas respectivas famílias até sua plena recuperação. </p>
<p>5) Arrancar os teus dentes não recupera o dano sofrido pelo coistado que esmurraste injustamente. Isso é o que faz o nosso atual sistema penal: eu te assalto, te dou um tiro, te mato, tu vais preso e a tua família se ferra tanto emocional quanto financeiramente. Que raios importa o tempo que eu ficar na prisão? Porcaria de falso consolo emocional, né? </p>
<p>É por causa dessa &#8220;lógica&#8221; absurda que as pessoas querem que as prisões sejam antros degradados pela pior qualidade ambiental possível em todos os sentidos, querem que a polícia seja truculenta e cometa torturas e assassinatos, querem prisão perpétua e pena de morte, em resumo querem se igualar aos piores facínoras submetendo-os às piores atrocidades para que eles sofram mais do que elas, que eram inocentes quando foram vitimadas. </p>
<p>Muito mais inteligente e decente é exigir reparação em dobro do dano ou ampla indenização quando for impossível reparar o dano. Se o assassino tiver que pagar uma pensão mínima ou um percentual de seu salário, <i>o que for maior</i>, de modo perpétuo ou pelo menos até o ano em que a vítima atingiria os 100 anos de vida (sem essa de calcular &#8220;longevidade provável&#8221;), as vítimas passariam a querer que o assassino se recuperasse, voltasse a ser um cidadão produtivo e se tornasse o mais rico possível. Se não podemos obter isso através de uma educação engrandecedora e pela elevação moral e espiritual, então que seja por puro interesse. (E o Economista Realista vem dizer que eu não sou realista&#8230;) </p>
<p>6) Lógico que sim. É um modelo quase perfeito. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Arthur</title>
		<link>http://arthur.bio.br/2009/11/17/justica/novo-codigo-penal-brasileiro/comment-page-1#comment-44538</link>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 17:00:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arthur.bio.br/?p=1167#comment-44538</guid>
		<description>Certo, eu não sou advogado, nem bacharel em Direito, nem sequer um rábula experiente. Sou um biólogo, mestre em ecologia, com sólida formação e intuição científicas. 

Concordo 100% com tua avaliação: &lt;i&gt;&quot;O detalhamento do Código Penal é a melhor garantia do réu contra a produção de sentenças aberrantes. Por este lado, sua proposta peca gravemente. Por outro lado, sua proposta é uma bela declaração de princípios.&quot;&lt;/i&gt; Eu só espero que não penses que que eu estou de fato propondo a substituição do atual Código Penal pelo texto acima, ao invés de uma discussão de princípios para corrigir a rota a seguir no desenvolvimento do Direito Penal. 

Quanto a ser levado a sério, olha em volta: todo mundo deu uma zoada - a começar por mim, ao assinar como Imperador Supremo da Via Láctea - mas &lt;i&gt;todas&lt;/i&gt; as respostas até aqui apresentaram uma avaliação de algum aspecto do tema proposto. 

- A Rê questionou a conceituação de direito civil e penal. 

- Tu dissecaste a hierarquia de princípios que fundamenta minha visão de Direito Penal (muito bem, aliás) e questionaste a operacionalização destes princípios. 

- O Vinícius focou os problemas trazidos pela imprecisão de conceitos. 

- A Mônica questionou o impacto na ordem social. 

- O Romacof questionou os limites da aplicabilidade dos conceitos. 

Nem sei se cada um está consciente de ter feito o que eu descrevi, mas de fato fizeram estas coisas. Até para zoar uma idéia é necessário em primeiro lugar compreendê-la, em segundo lugar avaliar sua plausibilidade e desejabilidade, em terceiro lugar posicionar-se, em quarto lugar engendrar um argumento para expressar sua posição e em quinto lugar  articular de modo compreensível seu pensamento. Não é pouca coisa, e &lt;i&gt;não dói&lt;/i&gt;. :) Pelo contrário, pode até ser divertido! :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Certo, eu não sou advogado, nem bacharel em Direito, nem sequer um rábula experiente. Sou um biólogo, mestre em ecologia, com sólida formação e intuição científicas. </p>
<p>Concordo 100% com tua avaliação: <i>&#8220;O detalhamento do Código Penal é a melhor garantia do réu contra a produção de sentenças aberrantes. Por este lado, sua proposta peca gravemente. Por outro lado, sua proposta é uma bela declaração de princípios.&#8221;</i> Eu só espero que não penses que que eu estou de fato propondo a substituição do atual Código Penal pelo texto acima, ao invés de uma discussão de princípios para corrigir a rota a seguir no desenvolvimento do Direito Penal. </p>
<p>Quanto a ser levado a sério, olha em volta: todo mundo deu uma zoada &#8211; a começar por mim, ao assinar como Imperador Supremo da Via Láctea &#8211; mas <i>todas</i> as respostas até aqui apresentaram uma avaliação de algum aspecto do tema proposto. </p>
<p>- A Rê questionou a conceituação de direito civil e penal. </p>
<p>- Tu dissecaste a hierarquia de princípios que fundamenta minha visão de Direito Penal (muito bem, aliás) e questionaste a operacionalização destes princípios. </p>
<p>- O Vinícius focou os problemas trazidos pela imprecisão de conceitos. </p>
<p>- A Mônica questionou o impacto na ordem social. </p>
<p>- O Romacof questionou os limites da aplicabilidade dos conceitos. </p>
<p>Nem sei se cada um está consciente de ter feito o que eu descrevi, mas de fato fizeram estas coisas. Até para zoar uma idéia é necessário em primeiro lugar compreendê-la, em segundo lugar avaliar sua plausibilidade e desejabilidade, em terceiro lugar posicionar-se, em quarto lugar engendrar um argumento para expressar sua posição e em quinto lugar  articular de modo compreensível seu pensamento. Não é pouca coisa, e <i>não dói</i>. <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Pelo contrário, pode até ser divertido! <img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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