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As mulheres não sabem se comunicar com os homens

Nós homens sabemos que é uma imensa injustiça da parte das mulheres reclamar que não resolvemos adequadamente os problemas domésticos. As mulheres é que não sabem se comunicar com os homens, criam falsas expectativas e jogam a culpa em nós, que somos sempre tão solícitos e prestativos. Seguindo a tradição de utilidade pública da categoria de artigos sobre domesticidades, desvendo aqui um dos grandes mistérios da comunicação entre os sexos. (Baseado em fatos reais.)

Aviso Anti-Aporrinhação: xô, mau humor!

A cena é clássica: o homem está vendo futebol na TV, a mulher grita lá de dentro do banheiro “benhêêê, caiu o disjuntor”. O sujeito grita “já vou”, espera acontecer um lateral próximo do meio do campo para não perder nenhum lance importante e para o disjuntor esfriar um pouquinho – vejam que é uma decisão responsável e baseada em critérios técnicos – corre até o disjuntor, restabelece o fornecimento de eletricidade para o chuveiro e corre de volta para a sala. Problema resolvido, a mulher termina o banho tranqüila.

No dia seguinte acontece a mesma coisa.

Mais um dia se passa, o problema se repete mais uma vez.

Lá pelas tantas, após várias ocorrências similares, a mulher reclama: “mas que inferno, eu já reclamei mil vezes e você só fica assistindo futebol, não resolve esse problema do disjuntor!”

Quanta injustiça!

Todas as vezes que a mulher pediu, o homem resolveu o problema!

Ela nunca pediu que ele resolvesse uma queda futura do disjuntor, somente as que iam acontecendo!

Ou seja, a mulher está cobrando do homem uma solução para um problema que ela nunca solicitou que fosse solucionado, como se já tivesse pedido que o homem solucionasse aquele problema e ele é que tivesse sido negligente. Muito absurdo, muito injusto!

Se o problema foi solucionado quando se apresentou, ora, ele foi solucionado! Se ele voltou a se apresentar, isso é outro problema!

Se a mulher quiser que o homem resolva o problema que o disjuntor provavelmente apresentará amanhã, ela tem que apresentar este problema, não pode reclamar do desligamento de hoje e querer que o sujeito adivinhe que ela quer que ele resolva o desligamento de amanhã!

Para resolver o problema do desligamento de amanhã, é muito simples: em um momento adequado – pois o desligamento futuro não é uma emergência que justifique interromper o futebol para ser comentado – basta pedir: “benhêêê, resolve aquele probleminha com o disjuntor para ele não desligar mais quando estou tomando banho?”

Pronto!

Se problema for apresentado de modo adequado, imediatamente o cérebro masculino entrará em funcionamento em busca de uma solução. Nos próximos minutos o homem verbalizará a solução, detalhará os procedimentos necessários e estipulará um prazo provável no qual ela será implementada: “arrã, amanhã na volta do serviço eu vou passar no supermercado e comprar outro disjuntor, mas só vou poder instalar depois de amanhã, de dia, porque tem que desligar a chave geral para trocar o disjuntor”.

É tão simples lidar com os homens.

As mulheres é que complicam.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 14/12/2009

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24 comments to As mulheres não sabem se comunicar com os homens

  • Arthur,
    sua lógica é irrefutável! Mas acho que você tá tomando muito sol na moleira, ou será que caiu um côco na cabeça???

    É mais ou menos como aquele sujeito engravatado que perguntou pro mineirinho na beira da estrada quanto tempo ele levaria a pé dali até à cidade. O mineirinho disse que não sabia. O sujeito saiu muito p. da vida, como é que ele, que morava ali, não sabia? Má vontade, isso sim. O cara já tinha dado uns passos quando o mineirinho chamou: “Ô moço, nesse passo seu aí, uns quarenta minutos”… É assim, né? Uma informação de cada vez!

    abraço

    • Mônica, eu estou trabalhando na beira da praia. Acho que a hipótese do sol faz mais sentido que a do côco, porque não tem coqueiro lá. :) Mas o mineirinho da tua história tem toda razão! Toda vez que eu passo pelos cartazes na BR 101 que anunciam “sei-lá-o-quê a apenas dez minutos” eu me pergunto: “dez minutos a que velocidade?”.

      Agora me explica o que tem isso a ver com o disjuntor, ou vai rolar uma falha de comunicação aqui… :P

  • Valeria

    Oi Arthur,
    Depois vc diz q não gosta de feminismo ou machismo, ou sei lá o q?!?!?! Vc provoca e depois quer esquentar o assunto de novo e toda a polêmica. Aposto, um picolé de limão, como diria nossa amiga Moniquinha,q vc é exatamente este homem q vc exemplificou. Do tipo q vai deixando a coisa acontecer, até deixar qualquer mulher louca, ensandecida pq o “homem” da casa não resolve assuntos práticos, e fica esperando ela resolver tudo. Mas tudo bem, não te culpo por isso. A grande maioria é assim mesmo, só funciona se tiver alguém pra orientar, geralmente isso tem fundamento da educação de mãe pra filho. Sem querer problematizar demais o assunto, é claro…rsrsrs. Quanto ao Blog, veja se alguma mulher te ajuda. As mulheres normalmente conseguem colocar as coisas de forma mais organizadas e visualmente mais leves e bonitas. Não vai perder o futebol,por causa disso, ok?! Bjs.

    • Valeriazinha querida do meu coração, as mulheres não ficam loucas porque os homens vão deixando as coisas acontecer, vocês já vêm assim de fábrica! :) Hehehe…

      Falando sério agora (ou pelo menos tentando), a historinha acima tem fundamento. O cérebro masculino e o cérebro feminino não funcionam do mesmo modo. Um dos grandes males destes movimentos sexistas é justamente partir de princípios biológicos absolutamente equivocados. É lógico que, partindo de premissas falsas, eles só podem chegar a conclusões absurdas, trazendo assim grandes prejuízos à sociedade com suas “conquistas”.

      Eu poderia dar mil exemplos, mas o do disjuntor é suficiente: o homem da historinha não precisa de orientação, precisa apenas que a mulher lhe diga o problema que realmente quer que seja resolvido. Observa bem: o homem foi solícito todas as vezes e resolveu o problema todas as vezes, mas mesmo assim a mulher explodiu e reclamou dele acusando-o de falta de solicitude e resolutividade. Isso é muito injusto.

      Se achas que isso é piada, olha o que está escrito lá no primeiro parágrafo: “baseado em fatos reais”. Eu não inventei a história, a história é real, eu apenas romanceei um pouco e removi os palavrões que a história original continha.

      Eu não estou provocando briga, não, Valéria… eu até descrevi a solução para o problema! Viste como as mulheres não sabem se comunicar com os homens? :P :)

      Volta sempre, até a gente se entender! :) Beijos pra ti também!

  • O desaparecido deu sinal de vida! Ave! Concordamos que a falta de comunicação é uma questão de falta de comunicação. O interessante é que no bíblico conhecer um ao outro não é necessária qualquer verbalização e os dois se entendem as mil maravilhas. O que estraga o relacionamento entre o homem e a mulher é a necessidade de se fazer entender nas outras 23 horas do dia. De qualquer forma um ponto importante está sendo esquecido, mesmo que nós leiamos pensamentos, sejamos perfeitos gentlemen, façamos todos os esforços para satisfazermos nossas companheiras, aconteça o que acontecer, no fim, sob todas as hipóteses, sempre, nós seremos os culpados!

    • Romacof, a série “domesticidades” é um esforço heróico para derrubar esta barreira entre homens e mulheres! Nem que seja um lado rindo do outro… :)

  • pra fazer um comentário totalmente dentro do assunto, te digo que sexta feira, no finalzinho da tarde, eu e a grasiela (que troca os próprios disjuntores), iremos pescar novamente no ribeirão da ilha e vc está convidado… entrarei em contato.

  • ainda dentro do tema… a BR 101 e a chuva fizeram mudar a programação

  • Saindo de recesso! Um Feliz Natal! Um ano melhor do que eles querem que seja! E não se esqueça de que você deve para mim e pro Camargo um locus virtual…! Um abraço!

  • Angela Nogueira

    Do alto da minha experiência feminina eu digo: o problema não está no disjuntor, está no “diabo” do futebol.

  • O que a historinha tem a ver com o disjuntor? É que homem também funciona no esquema ‘uma informação de cada vez’, a ligação dele é em série, não em paralelo! :-D

    OK, faço agora uma trégua estratégica para te desejar um ótimo Natal e um 2010 sensacional, com saúde, paz e dindin no bolso, que não faz mal a ninguém!

    • Mônica, mas quem é que disse que os homens são multitarefa? Quem cuida de criança, cozinha a janta, fala ao telefone, assiste a novela e tricota ao mesmo tempo é mulher por definição, seja lá de que sexo tenha nascido…

      “Trégua”? Que nada, aqui não tem “guerra dos sexos”, este é um espaço de confraternização entre os “combatentes”! :)

      Feliz Natal e um ótimo 2010!

  • pronto… era so o que me faltava mesmo…

    kkkkkkkkkkk

    feliz 2010!!

  • Uma coisa que ninguém reparou.. PUTA QUE PARIU.. DÁ PRA MULHER PARAR DE TOMAR BANHO JUSTO NA HORA DO FUTEBOL??? PARECE QUE É DE PROPÓSITO!!!

  • Fabrine

    ~ O problema dos homens é exatamente este citado na historinha do disjuntor.. eles NÃO são pró-ativos!! Isto é: não resolvem os problemas q estão na cara deles, a não ser q se ‘desenhe’ p eles o q se passa..
    Se o disjutor tava dando problema todo dia, todo dia, era totalmente óbvio q ele deveria ser trocado, não havia a mínima necessidade de ser dito ao “solicito” homem para q ele trocasse…
    é isso o q irrita.. :D

    • Ah, Fabrine, tá faltando conhecimento sobre o universo masculino aí. Homem dá atenção para três coisas: carro, futebol e mulher.

      Com o carro, somos pró-ativos.
      Com o futebol, somos reativos.
      E com as mulheres, somos ativos. :)

      Uma coisa de cada vez, tudo no seu lugar, cada qual com sua característica, tudo muito bem organizadinho.

      É justamente por isso que com o resto todo do mundo somos bagunçados. Já gastamos toda capacidade de organização com os três itens acima. :P

  • Fabrine

    ~ Puuuxa… :O
    Isso só prova a pouca capacidade dos homens.. hahahaha :D

  • Alex Toth

    Mas Arthur, tomando metaforicamente o problema recorrente do disjuntor, o homem deveria, se se importasse, buscar uma solução definifiva sozinho ou juntamente c/ sua esposa… não ficar pacatamente esperando o inevitável: uma discussão ou mesmo um problema maior gerado pelo descasso inicial com o problema recorrente; não adianta o homem se fazer de vítima e de cego diante do que ele está vendo, e simplesmente não tomar uma atitude por comodismo e carência porque sua mulher não lhe pediu para consertar definitivamente o problema, embora ela pudesse ter o feito verbalmente para enfatizar o que estava de errado.

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