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Não existe feminista em navio que está afundando

Feministas dizem que lutam pela igualdade dos sexos, mas basta um mínimo de atenção sobre o discurso feminista para perceber que isso é uma grande mentira.

Feminista é alguém que acha certo que o homem preste serviço militar obrigatório, mas que a mulher tem o direito de escolher se quer ou não prestar serviço militar.

Feminista é alguém que acha que a mulher tem que receber o mesmo salário do homem, mas que o homem tem a obrigação de pagar o restaurante, o motel e a gasolina.

Feminista é alguém que diz que luta por igualdade de direitos, mas que acha certo que a licença maternidade dure seis meses e a licença paternidade apenas oito dias.

Feminista é alguém que considera um absurdo um homem abandonar uma mulher porque ela engravidou, mas acha perfeitamente razoável uma mulher engravidar propositalmente sem contar ao homem e assim privar pai e filho do direito de conviverem.

Feminista é alguém que acha que a mulher deve ter o direito de optar entre trabalhar e dedicar-se exclusivamente ao lar enquanto é sustentada por um homem, mas acha que o homem que é sustentado por uma mulher é um parasita.

Feminista é alguém que luta contra toda forma de violência contra a mulher independentemente de justificativa, mas acha que a mulher tem o direito de assassinar o próprio filho no ventre bastando manifestar essa vontade.

Feminista é alguém que diz que o homem não precisa da proteção da Lei Maria da Penha porque é mais forte, mas considera um crime qualquer uso da força por parte de um homem contra uma mulher, mesmo em legítima defesa contra uma agressão.

Feminista é alguém que acha que o homem que trai a mulher é um canalha sem-vergonha, mas a mulher que trai o homem é moderna e despojada.

Feminista é alguém que acha que se o homem abre uma porta e puxa uma cadeira está objetificando e infantilizando a mulher, mas quando fura um pneu espera que o homem se ofereça para trocá-lo.

Feminista é alguém que diz que a mulher tem o direito de lutar pelo que acha correto, mas que acha este texto um absurdo porque se trata de um homem dizendo algo que vai contra os interesses feministas.

Conclusão

Feminismo é apenas o sexismo politicamente correto da atualidade. Felizmente nem todo mundo é cego perante suas incoerências.

Vou acreditar no discurso feminista quando vir um piquete de feministas em frente a uma danceteria denunciando que as promoções do tipo “mulher não paga até a meia-noite” são um “intolerável abuso sexista objetificante da mulher promovido pelo patriarcado falocêntrico” e exigindo o direito de pagar o mesmo valor de ingresso que os homens. Afinal, feministas não dizem lutar pela igualdade?

Igualdade só quando convém é pura hipocrisia.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 10/07/2010

::

Atualização a 12/07/2010:

Advertência:

Este texto é uma crítica ao feminismo em função de eu considerar este movimento social uma forma de sexismo. Portanto, este texto não é um apoio ao machismo, em relação ao qual tenho a mesma crítica: todo sexismo é condenável.

Homens e mulheres de todas as orientações sexuais são iguais em dignidade e deveriam ser iguais em direitos. Todos merecem ser felizes e devem ter o direito de buscar a felicidade do modo que bem entenderem, desde que não prejudiquem terceiros no processo.

Eu sou um defensor radical dos Direitos Humanos universais, inalienáveis, indivisíveis e interdependentes. Pessoas cujo discurso estimula o ódio ou o ressentimento com base em sexo ou orientação sexual, raça, credo, idade, etc. são meus inimigos ideológicos. Se estas pessoas gostarem do que eu escrevo, é porque não me entenderam . Eu quero construir um mundo em que todos se tratem com respeito fraterno.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 12/07/2010

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170 comments to Não existe feminista em navio que está afundando

  • Bruna

    * apesar= APENAS (último parágrafo).

  • Li

    Liga não,Bruna,eu já estou acostumada com o balaio de gato,rs.

    O Arthur pelo menos não nos xinga com todas aquelas palavras lindas que muitos homens adoram usar CONTRA nós,mas que Jamais usam com suas mulherzinhas,rs.

    Vai ver que elas possuem algo que nós não temos.
    Ainda vou descobrir isso.

    Mulher é tudo igual,fisicamente até pode ser,não é mesmo?

    • “O Arthur pelo menos não nos xinga com todas aquelas palavras lindas que muitos homens adoram usar CONTRA nós,mas que Jamais usam com suas mulherzinhas,rs.”

      Óbvio! Eu não tenho nada contra as mulheres – muito antes pelo contrário – e sim contra uma ideologia que considero anti-humanista, conflitiva e perniciosa tanto para a harmonia social de modo geral quanto para as relações entre os sexos de modo mais específico.

      Eu sou um humanista com sólida formação em biologia evolutiva, não tolero nenhum tipo de sexismo nem tampouco o solapamento ideológico das características biológicas de nossa espécie, o que constitui uma violência contra as pessoas de ambos os sexos.

      Francamente, que saudade dos tempos em que eu podia puxar uma cadeira para uma mulher se sentar, ela respondia simplesmente “obrigada” e o gesto morria ali, sem gerar assunto, porque ambos considerávamos aquilo como uma simples gentileza, quando não mera formalidade social, e não como “tentativa de infantilização das mulheres para satisfazer as pretensões de dominação do patriarcado falocêntrico historicamente opressor”.

      Não existe nada mais repugnante que uma mulher que ideologiza desta forma doentia uma simples gentileza cavalheiresca.

  • Bruna

    Gerson,

    a blogueira feminista que mais respeito é a Lola, do blog http://escrevalolaescreva.blogspot.com.

    Também tem o meu que, dentre outras coisas, fala sobre feminismo. É http://angustiaetica.com.br.

  • Bruna

    Arthur,

    o feminismo não é uma ciência matemática exata. Se você não acredita que 1+1=2, não será expulso do movimento. Até porque não existe um órgão regulamentador ou alguma isntituição que controle quem pode ou não se julgar feminista. Logo, sua compreensão – e militância, portanto -está sujeita à subjetividade de interpretação em decorrência da história pessoal de cada um. Não sou a favor do aborto, por exemplo, porque minha história pessoal e meus valores religiosos não o aceitam. Eu não posso me julgar feminista porque não concordo com este ponto, então? Não sou uma feminista “true”?

    Isto é, a interpretação do feminismo é algo muito peculiar à subjetividade de cada um, por isso há tantas divergências mesmo entre as feministas. Mas isso não pode invalidar sua existência. Não pode desmerecer sua importância e valor.

    Eu realmente gostaria que todas as feministas pensassem como eu, isto é, que não vitimizassem tanto as mulheres; que vissem como muita coisa é culpa da própria mulher – sim, eu bato muito na tecla da culpa da mulher e não do homem, e arranjo muitas desavenças com outras feministas; que fossem veementemente contra a vulgarização da mulher; que não associassem o feminismo ao lesbianismo; dentre muitas outras coisas.

    É como eu disse: eu defendo e vivencio o MEU feminismo.É apenas ele que me soa lógico.E é apenas por ele que posso me responsabilizar.

    • Bruna, lê com muita atenção este texto e a explicação que o segue:

      O nazismo não é uma ciência matemática exata. Se você não acredita que 1+1=2, não será expulso do movimento. Até porque não existe um órgão regulamentador ou alguma instituição que controle quem pode ou não se julgar nazista. Logo, sua compreensão – e militância, portanto -está sujeita à subjetividade de interpretação em decorrência da história pessoal de cada um. Não sou a favor do holocausto, por exemplo, porque minha história pessoal e meus valores religiosos não o aceitam. Eu não posso me julgar nazista porque não concordo com este ponto, então? Não sou um nazista “true”?

      Isto é, a interpretação do nazismo é algo muito peculiar à subjetividade de cada um, por isso há tantas divergências mesmo entre os nazistas. Mas isso não pode invalidar sua existência. Não pode desmerecer sua importância e valor.

      Eu realmente gostaria que todos os nazistas pensassem como eu, isto é, que não vitimizassem tanto os alemães; que vissem como muita coisa é culpa do próprio alemão – sim, eu bato muito na tecla da culpa do alemão e não do judeu, e arranjo muitas desavenças com outros nazistas; que fossem veementemente contra a vulgarização do alemão; que não associassem o nazismo ao racismo; dentre muitas outras coisas.

      É como eu disse: eu defendo e vivencio o MEU nazismo. É apenas ele que me soa lógico. E é apenas por ele que posso me responsabilizar.

      .
      .
      .

      Será que consegues entender o meu ponto com este exemplo?

      O FATO é que não importa como “eu” vejo o “meu nazismo”, que não é anti-judeu nem racista. O FATO é que o nazismo é anti-judeu e racista e se eu assumo o rótulo não faz o menor sentido alegar que o “meu nazismo” não tem estas características. Ou eu tenho estas características e sou nazista ou eu não tenho estas características e não sou nazista.

      O mesmo exercício poderia ser feito com qualquer outro rótulo e conjunto de características. O argumento continuaria válido com “comunismo” e “propriedade comunal dos meios de produção” ou com “protestantismo” e “negação da venda de indulgências”. O rótulo está indissoluvelmente vinculado às características que representa. E o mesmo vale para o feminismo.

      Se o feminismo lutasse por “igualdade de direitos entre os gêneros”, por exemplo, jamais veríamos o movimento feminista exigir que a Lei Maria da Penha fosse redigida do modo como foi de fato redigida e promulgada, com uma redação sexista que visava proteger única e exclusivamente a mulher; jamais teríamos assistido diversas (muitas) feministas alegarem que “os homens já são protegidos por outras leis” (uma estupidez e canalhice monstruosas); jamais teríamos visto uma ministra do atual governo dizer que “a LMP não tem mesmo que proteger os homens”.

      Se o movimento feminista realmente lutasse por “igualdade”, como alega, TODAS estas coisas vergonhosas jamais teriam a menor possibilidade de partir de uma feminista, porque ela seria praticamente trucidada como traidora do movimento – e, no entanto, o que mais se vê são reafirmações destes absurdos em TODOS os fóruns feministas e uma ou outra voz dissonante fazendo uma crítica tímida e cautelosa para não ser acusada de “machismo”.

      Portanto, Bruna, tu e todas as mulheres e homens que se dizem feministas precisam se decidir: OU vocês são realmente FEMINISTAS e portanto só DIZEM lutar por igualdade mas na verdade lutam por interesses corruptos e inconfessáveis, OU vocês lutam realmente por igualdade de de direitos entre os gêneros e pela dignidade de todo ser humano e portanto são HUMANISTAS.

      As duas coisas ao mesmo tempo não são possíveis, conforme ficou cabalmente demonstrado no exemplo da LMP e no meu artigo sobre Valerie Solanas. Lê.

  • Li

    Francamente, que saudade dos tempos em que eu podia puxar uma cadeira para uma mulher se sentar, ela respondia simplesmente “obrigada” e o gesto morria ali, sem gerar assunto, porque ambos considerávamos aquilo como uma simples gentileza, quando não mera formalidade social, e não como “tentativa de infantilização das mulheres para satisfazer as pretensões de dominação do patriarcado falocêntrico historicamente opressor”. (Arthur)

    Os homens que conheço puxam cadeiras,abrem portas de elevador,carregam pacotes,beijam a mão das senhoras,pagam a conta quando convidam,enviam flores,e quando andam ao lado de uma mulher(na rua)jamais a deixam andar no lado do meio – fio.

    São homens normais e maravilhosos.

  • Li

    Se o feminismo lutasse por “igualdade de direitos entre os gêneros”, por exemplo, jamais veríamos o movimento feminista exigir que a Lei Maria da Penha fosse redigida do modo como foi de fato redigida e promulgada, com uma redação sexista que visava proteger única e exclusivamente a mulher; jamais teríamos assistido diversas (muitas) feministas alegarem que “os homens já são protegidos por outras leis” (uma estupidez e canalhice monstruosas); jamais teríamos visto uma ministra do atual governo dizer que “a LMP não tem mesmo que proteger os homens”. (Arthur)

    Tu desconheces a história toda,né!
    Vou contar:

    Maria da Penha Maia Fernandes (Fortaleza, Ceará, 1945) é uma biofarmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. Com 60 anos e três filhas, hoje ela é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica.

    Em 7 de agosto de 2006, foi sancionada pelo presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva a Lei Maria da Penha, na qual há aumento no rigor das punições às agressões contra a mulher, quando ocorridas no ambiente doméstico ou familiar.

    Em 1983, seu marido, o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, e na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica. Nove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2002, hoje está livre.

    O episódio chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica. Hoje, Penha é coordenadora de estudos da Associação de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV), no Ceará. Ela esteve presente à cerimônia da sanção da lei brasileira que leva seu nome, junto aos demais ministros e representantes do movimento feminista.

    A nova lei reconhece a gravidade dos casos de violência doméstica e retira dos juizados especiais criminais (que julgam crimes de menor potencial ofensivo) a competência para julgá-los. Em artigo publicado em 2003, a advogada Carmem Campos apontava os vários déficits desta prática jurídica, que, na maioria dos casos, gerava arquivamento massivo dos processos, insatisfação das vítimas e banalização da violência doméstica.

    A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) é uma das duas entidades que integram o Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos, junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos, tendo sua sede em Washington. A Comissão é composta por sete juristas eleitos por mérito e títulos pessoais, e não como representantes de nenhum governo, mas representam aos países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA).

    É um órgão da OEA criado para promover a observância e defesa dos Direitos Humanos, além de servir como instância consultiva da Organização nesta matéria.

    Tinha que ser do jeito que é,porque o Brasil NUNCA puniu violência doméstica como crime.

    O cara pagava cestas básicas e ficava por isso mesmo.
    Agora NÃO.

    • Gerson B

      Li, você escreveu, escreveu, escreveu, escreveu, detalhou a história, usou, conscientemente ou não do Apelo à Autoridade…

      e não refutou o ponto-chave.

      Já seria de se perguntar se é necessária uma lei para punir a violência doméstica ou se as leis anteriores contra a violência deveriam ser melhoradas E CUMPRIDAS, algo que não costuma acontecer no Bananil. Com essas e muitas outras leis.

      Mas o ponto levantado é outro, por que a lei não tem em seu texto a aplicação para homens vítimas da mesma violência? Por que só protege as mulheres? Isso você não respondeu.

    • Nem precisei responder, faço minhas as palavras do Gerson.

      A grande questão é sempre essa: “você não conhece a história; você não conhece o feminismo; você não conhece isso; você não conhece aquilo…”

      Conheço, sim. E justamente por conhecer aponto as mentiras do feminismo. Mais uma vez: se o objetivo fosse combater a violência doméstica, então a lei protegeria igualmente ambos os sexos desde a redação inicial; se o objetivo foi combater a violência doméstica só contra a mulher, então a lei é sexista e a suposta luta pela igualdade das feministas é uma mentira. Sempre lembrando que a maioria das feministas sempre foi contra usar esta lei para defender homens vítimas de violência doméstica.

  • Li

    Mas o ponto levantado é outro, por que a lei não tem em seu texto a aplicação para homens vítimas da mesma violência? Por que só protege as mulheres? Isso você não respondeu.(Gerson B)

    Respondi com todas as letras,rs.

    Usando as palavras de um juiz,meu vizinho,os homens já eram benificiados pela lei.
    Quem precisava de um respaldo específico eram as mulheres.

    E foi dentro deste entendimento que o Estado do Ceará foi punido e o país OBRIGADO a fazer a tal lei.

    O Brasil não criou a LMP por ser bonzinho.
    Se fosse não precisaria ser condenado numa Corte Internacional.

    Em vigor desde 22 de setembro de 2006, a “Lei Maria da Penha” dá cumprimento, finalmente, as disposições contidas no §8º, do artigo 226, da Constituição Federal de 1988, que impunha a criação de mecanismos para coibir a violência no âmbito das relações familiares, bem como à Convenção para Previnir, Punir e Erradicar a Violência Contra à Mulher, da OEA (Convenção de Belém do Pará), ratificada pelo Estado Brasileiro há 11 anos e, ainda, à Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW) da ONU (Organização para as Nações Unidas).

    • “Usando as palavras de um juiz,meu vizinho,os homens já eram benificiados pela lei.”

      Ora, isto é pura e simplesmente mentira.

      Pede pra esse otário mostrar onde é que a lei anterior dizia que era para haver alguma diferença no tratamento entre os gêneros.

  • Li

    Quando as minorias gritam,elas abalam as estruturas mais sólidas,e nada será como antes.

    Todos os códigos,estatutos,leis,seriam desnecessários se uma única regra fosse respeitada.

    A dignidade do ser humano.

    No entanto,homens e mulheres insistem em fazer uma guerra contra eles mesmos,contra dificientes,idosos,crianças,pessoas diferentes….etc,etc,etc.
    E todos perdem,uns mais outros menos.

    • “homens e mulheres insistem em fazer uma guerra contra eles mesmos”

      Não.

      As feministas inventaram uma guerra contra os homens.

      Se ainda não percebeste, TODAS as pessoas que criticam a LMP alegam que ela é sexista porque protege um gênero só quando podia desde a redação inicial proteger ambos os gêneros.

      São sempre as/os feministas que sempre dizem que a LMP só deveria defender as mulheres. Os que são contra o feminismo sempre dizem que todas as pessoas devem ter iguais direitos, sem privilégios por gênero.

  • TENENTE UMBERTO

    as feministas nem desconfiam que esta por traz do movimento e para que

  • Li

    Ora, isto é pura e simplesmente mentira.

    Pede pra esse otário mostrar onde é que a lei anterior dizia que era para haver alguma diferença no tratamento entre os gêneros.(Arthur)

    Isso não é mentira.
    Porque sou mulher e tenho casos na MINHA família
    de mulheres que não encontraram respaldo na lei.

    Esse homem é um homem sério,e um dos que olham a integridade como parte da profissão.

    A nossa carta magna não fala de homens ou de mulheres,e por isso (penso eu)que os homens que aplicavam a lei ignoravam uma necessiddade justa das mulheres.

    A delegacia das mulheres veio ocupar esse vazio deixado pelo homens,lamentavelmente.
    Faz pouco que as mulheres puderam fazer parte
    dos quadros da polícia.

    QUALQUER PESSOA TEM O direito de entrar em uma delegacia e fazer um B.O. SEMPRE TEVE.

    Mas no caso das mulheres,ano após ano,elas foram ignoradas.
    Viol~encia doméstica NÃO EXISTIA,só em caso de morte.

    Não existia?
    Ou não era motivo bastante para um registro de ocorrência?

    É ridículo dizer que se tem que EXIGIR o cumprimento da lei.
    A lei no papel é letra morta.
    Para as pessoas sem recursos a lei é o que o agente da lei entende por lei.

    As pessoas que criticam a LMP não foram lutar ANTES para que as mulheres fossem vistas como seres humanos.

    Só DEPOIS que a lei passou a existir que resolvem se sentir injustiçados?

    Ora,para nós que lutamos arduamente por essa DIFERENÇA na lei,e não conseguimos, essa senhora que
    conseguiu colocar o Brasil no banco dos réus,é uma heroína.

    A lei existe,é importante…é uma conquista não dos homens,mas das mulheres para outras mulheres.

    Tem defeito? Deve ter.
    E esses ajustes devem ser feitos,mas desqualificar uma conquista de séculos,não altera o resultado.

    E pessoalmente,rezo para que chegue o dia em que não existam minorias exigindo legalidades específicas.

    Um dia quando Todos irão se respeitar sem precisar de leis que os obrigue a isso.

    Homens que amam as suas mulheres,não se preocupam com essa lei.

    Essa lei é para quem fere,tira sangue,quebra,mata.

    • Mais uma vez: cadê a lei anterior que dizia que havia diferenças entre os gẽneros? Isso non ecziste.

      “A nossa carta magna não fala de homens ou de mulheres,e por isso (penso eu)que os homens que aplicavam a lei ignoravam uma necessiddade justa das mulheres.”

      Pois é – o problema não estava na lei.

      “É ridículo dizer que se tem que EXIGIR o cumprimento da lei.
      A lei no papel é letra morta.
      Para as pessoas sem recursos a lei é o que o agente da lei entende por lei.”

      Se isso valia para a lei anterior, vale igualmente para a lei nova.

      “(…) para nós que lutamos arduamente por essa DIFERENÇA na lei (…)”

      “A lei existe,é importante…é uma conquista não dos homens, mas das mulheres para outras mulheres.”

      Pronto, chega uma hora que toda feminista se entrega. Pode parar de falar em “luta pela igualdade” depois disso.

    • “Homens que amam as suas mulheres,não se preocupam com essa lei.
      Essa lei é para quem fere,tira sangue,quebra,mata.”

      Esse é o mesmo argumento dos anti-DHs: “quem não deve não teme”. É um argumento sempre invocado para justificar uma injustiça.

  • Mariana

    Nem li os comentários mas, meu!, de onde você tirou essas coisas?
    Com quem você anda conversando?

    Olha, quando as feministas dizem “igualdade”, elas querem dizer “igualdade”. Assim: =
    Igualdade de direitos. Igualdade de deveres.

    Eu não acho certo ninguém prestar serviço militar obrigatório, nem que o homem tem obrigação de pagar nada pra mulher, nem que a licença paternidade tem que durar menos, nem que a mulher possa esconder o filho do pai, nem que o homem que é sustentado pela mulher é parasita.
    Não acho que um embrião seja um “filho”.
    Mas também não acho que as mulheres podem sair batendo nos homens nem acho digno nenhum tipo de traição (do homem ou da mulher).

    Adoro que meu namorado abra a porta e puxe a cadeira pra mim. Também adoro abrir a porta e puxar a cadeira pra ele, mando flores e chocolate. E ele é muito macho e eu sou muito mulher. Isso é carinho e gentileza, não tem nada a ver.

    E seu texto não é exatamente um absurdo, você só está julgando todo um movimento baseado nos comentários de meia dúzia de meninas bobas que não sabem o que dizem.

    Ah, esqueci de falar que eu sou feminista e amo os homens. São meus irmãos. Só gostaria que eles me vissem assim também. Como irmã.

    • Mariana, tu e a Li (comentário abaixo) deveriam fundar um clube. Vocês são as duas únicas feministas que eu já vi dizerem que amam os homens. E olha que a Li já pisou na bola dizendo que luta por direitos diferentes.

      “Nem li os comentários mas, meu!, de onde você tirou essas coisas?
      Com quem você anda conversando?” (Mariana)

      Há 25 anos, com centenas de feministas. Nas universidades, nas ONGs, nos partidos políticos, na blogosfera, no Orkut… em todo lugar. Um quarto de século de convivência me levou a concluir de modo inabalável que o feminismo é um movimento ressentido e odioso, que mente descaradamente que luta pela igualdade enquanto faz o exato oposto.

  • Li

    “(…) para nós que lutamos arduamente por essa DIFERENÇA na lei (…)”

    “A lei existe,é importante…é uma conquista não dos homens, mas das mulheres para outras mulheres.”

    Pronto, chega uma hora que toda feminista se entrega. Pode parar de falar em “luta pela igualdade” depois disso. (ARTHUR)

    Acho,caro amigo,que entendeste direitinho,rs.

    Se a lei NÃO FUNCIONA busca-se,de todas as formas,uma maneira de a lei ser diferente,ou não?

    Os tratados e convenções não são assim?

    A ONU foi criada para que?

    Para que os Direitos Humanos?

    Para que os estatutos,os códigos de defesa,e tantas outras formas de proteção do cidadão?

    Eu sou feminista desde criancinha,minha mãe nem desconfiava do movimento feminista,e mesmo assim se portava como feminista,rs.

    Meu irmão mais velho,é um super dono de casa.Foi educado por nossa mãe.
    É UM ÓTIMO MARIDO,BOM PAI E UM SER HUMANO DIGNO.

    Concordo com a Mariana.


    • “Se a lei NÃO FUNCIONA busca-se,de todas as formas,uma maneira de a lei ser diferente,ou não?” (Li)

      Não.

      Deve-se procurar mudar o viés das instituições que aplicam a lei, não destruir a igualdade formal.

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