Não existe feminista em navio que está afundando
Feministas dizem que lutam pela igualdade dos sexos, mas basta um mínimo de atenção sobre o discurso feminista para perceber que isso é uma grande mentira.
Feminista é alguém que acha certo que o homem preste serviço militar obrigatório, mas que a mulher tem o direito de escolher se quer ou não prestar serviço militar.
Feminista é alguém que acha que a mulher tem que receber o mesmo salário do homem, mas que o homem tem a obrigação de pagar o restaurante, o motel e a gasolina.
Feminista é alguém que diz que luta por igualdade de direitos, mas que acha certo que a licença maternidade dure seis meses e a licença paternidade apenas oito dias.
Feminista é alguém que considera um absurdo um homem abandonar uma mulher porque ela engravidou, mas acha perfeitamente razoável uma mulher engravidar propositalmente sem contar ao homem e assim privar pai e filho do direito de conviverem.
Feminista é alguém que acha que a mulher deve ter o direito de optar entre trabalhar e dedicar-se exclusivamente ao lar enquanto é sustentada por um homem, mas acha que o homem que é sustentado por uma mulher é um parasita.
Feminista é alguém que luta contra toda forma de violência contra a mulher independentemente de justificativa, mas acha que a mulher tem o direito de assassinar o próprio filho no ventre bastando manifestar essa vontade.
Feminista é alguém que diz que o homem não precisa da proteção da Lei Maria da Penha porque é mais forte, mas considera um crime qualquer uso da força por parte de um homem contra uma mulher, mesmo em legítima defesa contra uma agressão.
Feminista é alguém que acha que o homem que trai a mulher é um canalha sem-vergonha, mas a mulher que trai o homem é moderna e despojada.
Feminista é alguém que acha que se o homem abre uma porta e puxa uma cadeira está objetificando e infantilizando a mulher, mas quando fura um pneu espera que o homem se ofereça para trocá-lo.
Feminista é alguém que diz que a mulher tem o direito de lutar pelo que acha correto, mas que acha este texto um absurdo porque se trata de um homem dizendo algo que vai contra os interesses feministas.
Conclusão
Feminismo é apenas o sexismo politicamente correto da atualidade. Felizmente nem todo mundo é cego perante suas incoerências.
Vou acreditar no discurso feminista quando vir um piquete de feministas em frente a uma danceteria denunciando que as promoções do tipo “mulher não paga até a meia-noite” são um “intolerável abuso sexista objetificante da mulher promovido pelo patriarcado falocêntrico” e exigindo o direito de pagar o mesmo valor de ingresso que os homens. Afinal, feministas não dizem lutar pela igualdade?
Igualdade só quando convém é pura hipocrisia.
Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 10/07/2010
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Atualização a 12/07/2010:
Advertência:
Este texto é uma crítica ao feminismo em função de eu considerar este movimento social uma forma de sexismo. Portanto, este texto não é um apoio ao machismo, em relação ao qual tenho a mesma crítica: todo sexismo é condenável.
Homens e mulheres de todas as orientações sexuais são iguais em dignidade e deveriam ser iguais em direitos. Todos merecem ser felizes e devem ter o direito de buscar a felicidade do modo que bem entenderem, desde que não prejudiquem terceiros no processo.
Eu sou um defensor radical dos Direitos Humanos universais, inalienáveis, indivisíveis e interdependentes. Pessoas cujo discurso estimula o ódio ou o ressentimento com base em sexo ou orientação sexual, raça, credo, idade, etc. são meus inimigos ideológicos. Se estas pessoas gostarem do que eu escrevo, é porque não me entenderam . Eu quero construir um mundo em que todos se tratem com respeito fraterno.
Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 12/07/2010
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Deixa ver se entendi direito.
O movimento feminista tem tantas falhas quanto qualquer movimento tem.
A democracia tem falhas,mas acho que ñinguém aqui abre mão dela.
Ponto pacífico: não queremos perder nossos direitos.
Ninguém em sã consciência pode negar as conquistas do M.F.
Se temos tantas liberdades muitas delas se devem a esse movimento.
Se não fosse por esse movimento ainda estaríamos tomando banho de mar com macaquino,rs.
Não haveria praias de nudismo.
Não haveria revistas masculinas.
E os homens ainda estariam casando obrigados.
As mulheres não poderiam trabalhar fora e não poderiam ajudar com as despesas da casa.
Os homens teriam uma penca de filhos para sustentar.
Não existiria moteis.
Nem eles poderiam sair da balada direto pra cama,rs.
Tenho uma lista imensa de coisas que não poderíamos fazer.
Se quisermos lutar pela verdade temos que fazer diferença entre as pessoas.
São pessoas que lutam por isto ou aquilo.
Em todos os movimentos há coisas erradas,nós humanos erramos o tempo todo.
Vamos nos ater as pessoas que são radicais e não a um movimento que contribuiu imensamente para que nossa sociedade fosse mais justa.
Se não conseguirmos ver isso.
Vou começar a achar que essa “guerra dos sexos” é muito conveni~ente para se justificar o que não queremos mudar.
Não conheço nada de bom em uma guerra.
Não tenho como encontrar nada que as justifique.
No entanto,tem gente as defende como mil justificativas.
Encerro aqui minha perticipação neste assunto.
Não dou murro em ponta de faca.
Respeito o livre arbítrio de quem quer achar que as mulheres merecem o Islã.
Tive, e tenho, a sorte de conhecer homens fantásticos e maravilhosos.
Homens que alteram pra sempre o meu mundo e a visão que tenho da vida.
Lamento pelas mulheres que não tiveram a mesma sorte.
Lamento pelas que vêem os homens como inimigos.
E peço para essas mulheres que não joguem todos no mesmo balaio.
As pessoas não são todas iguais.
Existem homens encantadores,olhem bem…vocês vão encntra-los.
Eu sei que vão.
Não perpetuem esse olhar mofado sobre quem não merece.
Nós,as mulheres,somos mais do que um corpinho atraente.
A juventude passa ra´pido demais,mas o que aprendemos fica.
Sejamos as pessoas luminosas que sonhamos ser.
Mesmo com toda a pieguice do mundo….com todo o romantismo besta….
Somos mulheres porque somos doces,leves,suaves….bonitas por dentro.
Somos fortes…..na fragilidade.
O mundo depende do que somos capazes de aprender e apreender.
Nossos homens amados precisam de nós.
O mundo precisa de nosso olhar.
A VIDA ESTÁ EM NOSSAS MÃOS.
O PLANETA.
A CONSCIÊNCIA DE UM MUNDO MELHOR.
As energias se atraem…vamos apostar nisso.
Arthur, exemplifique como um artigo constitucional se tornaria uma alternativa a minha proposição. Ambos sabemos que é bem mais complicado que isso (vide Europa), más gostaria de ouvir a defesa de seu ponto.
“Deixa ver se entendi direito.”
…
“Se temos tantas liberdades muitas delas se devem a esse movimento.”
Isso já era esperado, é normal o povão ter a ideia que liberdade (no nosso caso libertinagem também) é bom autoridade é ruim. Pena que a nossa está cobrando mais caro que podemos pagar.
“Respeito o livre arbítrio de quem quer achar que as mulheres merecem o Islã.” (“Lya”)
…
Lya, volte la atrás e releia meu texto.
X, o artigo 5 inciso I da CF 88 diz que “homens e mulheres são iguais em direitos e deveres, nos termos desta Constituição”.
Se isso fosse realmente praticado, inclusive sem os viéses machista ou feminista que dominam indivíduos ou grupos dentro do Poder Judiciário, teríamos uma sociedade muito mais justa e equilibrada, sem o ranço da “guerra dos sexos” que tanto nos perturba.
Vi essa charge hoje e me veio logo em mente o teu post.
http://charges.uol.com.br/2010/07/15/cotidiano-dia-de-luta/
A polemica tà boa!
HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA!!!
TRAGICÔMICO!
Não é interessante que mesmo o sujeito da charge apresentando somente argumentos absolutamente racionais (adorei o questionamento sobre o espaço no armário e a resposta dele) o único “argumento” apresentado em contrário tenha sido a completa exposição dele ao ridículo questionando sua masculinidade?
Esse é um grande problema cultural: os homens abdicam do direito de lutar por seus direitos e são submetidos a todo tipo de abuso – inclusive uns pelos outros – porque têm medo de ter sua masculinidade posta em xeque.
E ninguém percebe que chamar de fresco o homem que luta por direitos iguais é tão absurdo quanto chamar de sapatão a mulher que luta por direitos iguais.
Ou percebem, mas não dão bola. Afinal, seria frescura…
É dose.
Arthur
Não é tão simples a coisa assim caro, veja o exemplo da Europa.
A sociedade européia vem perdendo gradativamente o poder. Novos hábitos tem contribuído para a destruição da família que é a base do modelo sócio-economico atual, gerando queda da natalidade e déficit no orçamento http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/mar/10031008.html .
Europeus nativos começam a rejeitar a sociedade atual e o feminismo devido aos direitos desiguais impostos ao gênero masculino http://exposingfeminism.wordpress.com/ghost-nation/ . Me pergunto, serão estes homens que irão se levantar e defender o modelo atual de tumultos e ataques que vem crescendo por lá? Os caras tão é NEM AI. Enquanto isso as taxas de natalidade islâmicas continuam tão firmes quanto sempre foram (lembre-se que filhos seus filhos herdarão a sua cultura por obrigação) e as conversões vem aumentando cada vez mais. No que a constituição lá no caso irá ajudar? Em nada, o maximo que irá conseguir será atrasar o processo, a base da cultura deles ainda continuara sendo suplantada pela população e cultura islâmicas. Daqui uns anos GAME OVER com constituição ou não, vão vencer sem nem precisar ir pra guerra.
O que eu vejo do feminismo é isso, um movimento incoerente ate suas raízes, tanto nas suas reivindicações por direitos “iguais”, quanto no modelo que propõem que a sociedade siga, corroendo por dentro sociedades que o toleram. Se você quer instaurar uma ditadura, você deve ser muito cuidadoso para manter seus amigos por perto e seus inimigos mais perto. Infelizmente o feminismo pecou nesse quesito.
PS: e novamente volto a colocar faço que apenas levantei a questão de coerência do movimento antes que me acusem de ser pro-islã
“Me pergunto, serão estes homens que irão se levantar e defender o modelo atual de tumultos e ataques que vem crescendo por lá? Os caras tão é NEM AI.” (X)
Chegamos então à conclusão lógica que os caras que não estão nem aí é que são uns frescos?
*segundo link que postei temporariamente fora do ar mas aqui tem em outro site http://menforjustice.net/cms/index.php?option=com_content&task=view&id=9&Itemid=49
X, o que me incomoda em todos os links que postaste é que eles não parecem nada libertários do modo como eu vejo que os movimentos sociais devem ser. O discurso desse pessoal é apenas ressentido, tão desagregador quanto aquilo que eles criticam. Precisamos de propostas positivas, de algo pelo que lutar, não apenas algo a que se opor. É por isso que eu sempre proponho um compromisso radical com a afirmação universal dos Direitos Humanos.
Atrhur,
Gostei muito desse seu texto, ele reflete bem o que tornou-se o movimento feminista dos nossos dias.
Eu sou uma mulher que luta pelos direitos de outras mulheres, mas também de homens, crianças, idosos e de todos que porventura possam estar sofrendo abusos.
O feminismo começou de uma boa maneira, porque era preciso soltar as trancas e amarras que prendiam as mulheres para que elas pudessem lutar ao lado dos homens.
Não acho que tenham sido os homens os grandes algozes, mas uma sociedade com valores patriarcais na sua grande totalidade pautada por crenças religiosas.
Muitos homens se beneficiavam disso, mas também muitas mulheres, e a igreja também e os governos.
Não acho que a luta dessas mulheres tenha sido em vão, pelo contrário, muitas vitórias foram conquistadas e só existe igualdade de direitos e de deveres hoje porque elas lutaram por isso.
No entanto creio que o movimento se perdeu numa curva do caminho.
Ainda existem batalhas a serem travadas, porque enquanto existirem mulheres sendo vendidas como escravas sexuais, sendo mortas por causa de traição ou morrendo de fome por não terem direito à herança, ainda será preciso empunhar a espada.
Mas em países onde a igualdade avançou, a luta deveria ter se transfigurado para garantir direitos e deveres à todos.
Sabemos que os homens podem e devem ajudar suas esposas nas tarefas domésticas e na criação dos filhos, então não há mais justificativas para a diferença no tempo de aposentadoria, mas creio que o tempo de contribuição dos homens deveria ser igualado ao das mulheres não o contrário, justamente pelo fato dos homens viverem menos.
A licença maternidade de 6 meses é um avanço sim, mas tb acredito é um direito da criança que acaba de nascer ter atenção de ambos os pais. Assim também não seria cansativo para nem para a mãe, nem para o pai, talvez até pudesse ser em períodos diferentes né, primeiro os 6 meses da mãe, pela amamentação e recuperação do parto, e depois os 6 meses do pai, para que ele pudesse fazer parte da vida do seu filho e prestar os cuidados necessários, assim tb a mãe teria chance de colocar sua vida profissional em dia.
Serviço obrigatório militar para qualquer sexo é um absurdo, pois fere o direito de escolha.
Sobre os ingressos mais baratos, muitos de vocês não entendem que isso fere os direitos dos homens, mas também desrespeitam as mulheres, pois é uma ação específica para atrair público pagante masculino enchendo o lugar de mulheres, ou seja uma armadilha “papa-moscas”. Procuro não frequentar esse tipo de lugar e conheço outras mulheres que também fazem o mesmo, mas sempre existirão as que não se constrangem em aproveitar essas “benesses”. Isso reflete um outro ponto, o homem é considerado abonado pela sociedade por ganhar mais para exercer a mesma função, por isso dessas armadilhas.
Para você ver como o patriarcado não é bom nem para homens nem para mulheres afinal.
Você está certo que vozes como as nossas são munorias e prontamente rechaçadas pelo movimento.
Por essas e outras que não me defino mais como feminista.
Outra coisa, realmente não faz sentido que os homens sejam obrigados a pagar as saídas com suas esposas e namoradas, acho que a gentileza pode partir dos dois lados, ou de comum acordo rachar a conta, ou ainda quem ganha mais, paga mais, acho isso muito justo.
Todas as pessoas tem que ter seus direitos de escolha preservados.
Gostaria de saber sua opinião sobre temas complicados como aborto e eutanásia por exemplo.
Muito bom ler seus textos.
Parabéns
Sylvia, muito obrigado pelo comentário e pelos elogios.
Eu também acho que o feminismo começou por bons motivos e lutou por bons objetivos no início de sua trajetória e depois se perdeu em alguma curva do caminho, tanto que identifico claramente em que curva do caminho isso aconteceu: foi quando obteve igualdade de direitos e passou a exigir direitos extras “devido à condição feminina”. (Obviamente, “direitos extras” = “privilégios”.)
O caso mais emblemático de busca escancarada de privilégios é a redação da Lei Maria da Penha. As feministas fizeram absoluta questão de que a lei fosse redigida em termos de “homens” e “mulheres”, colocando o homem sempre como algoz e a mulher sempre como vítima, a priori, ao invés de “parte agressora” e “parte agredida”. Ou seja, ao invés de proteger todo mundo contra a violência doméstica desde o primeiro momento, o que as feministas buscaram – e aquele bando de corruptos sem-vergonha de Brasília atenderam – foi praticamente criminalizar o sexo masculino em todos os casos de violência doméstica ao invés de defender todas as pessoas de modo justo, conforme as particularidades de casa ocorrência.
Esse tipo de armadilha é mais perigoso do que parece. Observa tuas próprias palavras:
“Ainda existem batalhas a serem travadas, porque enquanto existirem mulheres sendo vendidas como escravas sexuais, sendo mortas por causa de traição ou morrendo de fome por não terem direito à herança, ainda será preciso empunhar a espada.”
Eu redigiria esta frase assim:
“Ainda existem batalhas a serem travadas, porque enquanto existirem pessoas sendo vendidas como escravas sexuais, sendo mortas por causa de traição ou morrendo de fome por não terem direito à herança, ainda será preciso empunhar a espada.”
Não podemos legislar pensando em proteger um gênero apenas, confiando que o Judiciário aplicará a lei com bom senso, “desconsiderando a ‘pequena’ inconstitucionalidade que ela contém”, com disse o STF, porque de antemão a proteção de apenas um gênero pelo texto legal quando todas as pessoas poderiam ser igualmente protegidas já é uma prova de falta de bom senso. Aliás, se pudéssemos confiar no bom senso dos juízes de primeira instância, não seria necessário existir segunda instância.
O feminismo não tem como “se transfigurar para garantir direitos e deveres à todos” tanto devido a sua tendência histórica quanto devido a seu próprio nome. Não adianta, jamais “nome_de_um_sexo+ismo=bom” em oposição a “nome_do_outro_sexo+ismo=ruim” será uma “luta pela igualdade”. Ou passamos a régua e criamos um Movimento Anti-Sexista ou continuaremos a assistir o feminismo promover uma guerra dos sexos ruim para todos.
Sobre a licença paternidade eu vou comentar mais abaixo, na resposta para o X, a Tai e o Daniel Pires.
Minhas posições sobre aborto e eutanásia não cabem em um comentário apenas, seria necessário um artigo sobre cada tema. São boas sugestões de pauta.
“Chegamos então à conclusão lógica que os caras que não estão nem aí é que são uns frescos?”
Chegamos a conclusão logica que não estão nem ai porque não se importam com o atual sistema (alguns ate se convertendo estão).
“X, o que me incomoda em todos os links que postaste é que eles não parecem nada libertários do modo como eu vejo que os movimentos sociais devem ser. O discurso desse pessoal é apenas ressentido, tão desagregador quanto aquilo que eles criticam.”
Eu não me coloquei a favor, rs, desigualdades geram ressentimentos, o que quis mostrar é o porquê de seu ressentimento.
Só me sinto forçada a discordar quanto à licença maternidade, considerando que a mulher é quem carrega o filho e o amamenta depois do nascimento. São obrigações inerentes ao organismo materno
E pra não me chamarem de machista, apesar de inconstitucional, também discordo sobre o mesmo periodo de licença maternidade, como citado acima, por ser uma tarefa muito mais ardua para mulher do que para o homem e dela ser necessária nos primeiros meses de vida da criança.
Concordo com vocês dois. Ignorar caracteristicas que diferenciam homens de mulheres é forçar a barra e ser cego. Dá pra negociar algumas coisas sem problemas. Nós sobrevivemos. Mas pra compensar gostaria que testes para a PM por exemplo fossem unificados. O da mulher não deveria ser mais ameno, ela deveria ter que passar pelo mesmo que o homem passa.
Sylvia, X, Tai, Daniel:
No artigo Por que NÃO contratar uma mulher eu explico os motivos pelos quais a licença maternidade e a licença paternidade deveriam ter a mesma duração e as mesmas garantias em benefício das mulheres, vejam só!
Também é interessante ler os quatro primeiros comentários daquele artigo, pois eles representam muito adequadamente os maiores embates entre as feministas e seus críticos.
Aliás, lá está tão bem explicado que nem preciso me repetir aqui.
É, você tem razão. Olhando por esse ângulo eu continuo achando que existem diferenças entre homens e mulheres, mas não justificam essa diferença na licença pelo nascimento do filho.
Pela primeira vez na história do blog, graças ao texto Não existe feminista em navio que está afundando, eu não estou conseguindo responder a todos os comentários.
Explêndido. Como disse o Millôr. “Feminismo é machismo de saia”. É uma questão paradoxal que eu tb vejo na temática do racismo. Acho que esse orgulho exacerbado só facilita a segmentação das pessoas que se reúnem em clãs sociais. Uma grande babaquice moderna.
É, eu acho ridículo ter orgulho de sexo, raça, orientação sexual, nacionalidade ou qualquer coisa que o indivíduo não tenha se esforçado para se tornar.
Tenha orgulho de ter um bom caráter, de ser um profissional competente, de ser fiel ao parceiro, de ser um bom pai ou mãe, de ajudar em obras sociais, de voltar até a loja em que recebeu um troco a mais e devolver a diferença, de tudo de bom que precisou de decisão consciente e comprometimento.
Mas ter orgulho de algo que não decidiu e pelo que não lutou? Que orgulho besta é esse?
“Feminista é alguém que acha que a mulher tem que receber o mesmo salário do homem, mas que o homem tem a obrigação de pagar o restaurante, o motel e a gasolina.
Feminista é alguém que acha que o homem que trai a mulher é um canalha sem-vergonha, mas a mulher que trai o homem é moderna e despojada.
Feminista é alguém que considera um absurdo um homem abandonar uma mulher porque ela engravidou, mas acha perfeitamente razoável uma mulher engravidar propositalmente sem contar ao homem e assim privar pai e filho do direito de conviverem.”
Realmente… se esse é o tipo de mulher com quem você convive, você está certíssimo em repreendê-las! Ainda bem que nunca conheci mulher de respeito nenhuma que achasse obrigação do homem pagar o restaurante ou achasse legal traição.
Sobre o ingresso mais barato pra mulher… isso não é uma gentileza. É uma forma da balada ser considerada “boa” pelos homens, pois significa que é provável que tenha mais mulher do que homem. Ao contrário do que vc disse, é uma atitude machista.
Aliás, há um mês atrás viajei com amigos e, para que o preço ficasse justo e todos pudessem ir, as meninas decidiram somar o preço total e dividir igualmente. Eu sinceramente preferia que fosse assim sempre.
Oi, Ananda!
Esse não é o tipo de mulher com quem eu convivo… esse é o tipo de feminista com quem eu convivia toda vez que ia a seminários, palestras, mesas-redondas ou manifestações de um certo tipo de movimento social que felizmente não freqüento mais.
Ao contrário de posar nua na Playboy, o ingresso ser mais barato para as mulheres nunca é considerado uma “asquerosa objetalização do corpo feminino para satisfação da libido do patriarcado machista falocêntrico blá-blá-blá” pelas feministas, simplesmente porque não é conveniente. (Basta pensar nas chances de uma dessas chatas ser convidada para posar nua na Playboy e comparar com a chance delas de ir a uma danceteria.)
“Machismo”? Como assim “machismo” se as feministas nunca falam mal do assunto?
Termino torcendo que concordes com a última frase do artigo: “Igualdade só quando convém é pura hipocrisia.”
Caramba… Estou decepcionada… Não sou feminista… ‘-’
“Feminazis querem criminalizar quem paga prostituta
Segundo elas, a prostituta é a vítima do cliente “machista opressor”.
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=412404&tid=5631688971663725615”
Primeiro, querem legalizar essa vergonha que elas chamam de ‘profissão’,
agora querem criminalizar os primitivos que elas, por costume, chamam de ‘clientes’? No mínimo, contraditórias…
Feministas são hipocritas!
Criminalizar o cliente é o mesmo que punir o usuário e deixar livre o traficante. Contra-senso total!
É, com isso dá pra concordar.
Olá,
desculpa, mas não consegui concordar com absolutamente NADA deste texto. Não é porque eu sou feminista – orgulhosamente assumida – que digo isso, mas porque ele simplesmente não faz sentido.
Como feminista, sou contra a obrigatoriedade do serviço militar – seja para homens mulheres -; sou a favor da ampliação da licença paternidade, e o ideal seria o mesmo período que a mulher tem; abomino a idéia de que os homens devem pagar pelo restaurante, etc, mesmo que ele ganhe mais, pois tudo deve ser dividido e compartilhado; não vejo com bons olhos a mulher que opta por ficar em casa, dependendo do marido, pois acho que todas devem ter sua independência; não acho importante o homem abrir a porta do carro porque tenho mãos, da mesma forma que eu acredito que as mulheres devem saber se virar sozinhas nas situações inusitadas como trocar um pneu, por exemplo, sair da zona de conforto e aprender a fazer esse tipo de coisa.
As situações que você comenta são corriqueiras e verdadeiras? Certamente.Mas nenhuma delas deveria ser precedida pelo sujeito “feminista”. Quem tem tais atitudes são justamente as mulheres não feministas. Sim, as não-feministas. São as mulheres que não sabem o que fazem, o que pensam. São aquelas que adotam comportamentos desorientados: de um lado, iluminadas e influenciadas em algum nível pela militância feminista de antigamente e, por outro lado, influenciada pela mídia e o senso comum, que as modelam segundo valores machistas. O resultado dá nisso: mulheres cheias de incoerências, confusas e que acabam sendo, justamente, mulheres machistas.
Bruna, TODAS as considerações elencadas no artigo foram extraídas de falas de mulheres que se dizem feministas e que são reconhecidas como tal por outras mulheres que também se dizem feministas e são reconhecidas como tal – TODAS.
Se tem uma coisa que eu aprendi sobre o feminismo em mais de 25 anos de convivência com ele foi que NUNCA uma feminista admite que os críticos saibam o que é feminismo. Aliás, a defesa padrão é sempre essa: “você não conhece o feminismo”.
Sim, eu conheço. Mais de 25 anos de convivência com feministas de todos os tipos, desde a militância estudantil, passando por todo tipo de atividade acadêmica e política, até perder de vez a paciência graças ao Orkut, onde o veneno parece que se concentrou ainda mais.
Mulheres cheias de incoerências, confusas e sei lá o que mais não são machistas, são feministas, porque o feminismo não é coerente. Feministas pregam uma coisa e atuam de modo oposto. Dizem que lutam pela igualdade, mas isso é a maior mentira deslavada do mundo.
E mais: antes eu pensava que era um detalhe irrelevante, mas me dei conta que é um absurdo inaceitável que qualquer pessoa que coloque um “ismo” ao lado de um nome de uma facção (no caso sexual) e diga que age em benefício da igualdade ou do todo. Quem quiser dizer que luta pela igualdade que se diga HUMANISTA. Quem disser que é feminista já declarou que defende a fêmea em detrimento do macho, portanto é sectária.
Também não aturo os “masculinistas”. Se eles são “machistas”, então as feministas são “femistas”. A situação é simétrica. E, se eles não são machistas, como então as feministas não os apoiam como movimento irmão, com os mesmos ideais?
Arthur,
se você resgatou todas essas idéias a partir do convívio real com mulheres que efetivamente se declaravam feministas, eu só lamento por você nunca ter conhecido mulheres inteligentes e coerentes. Certamente há muitas delas, mas não passaram pela sua vida.
Reconheço que existam feministas incoerentes, que vitimizam sobremaneira a mulher, que não enxergam o lado masculino também, que julgam tudo a partir da falácia do “falocentrismo”. Não me identifico com essas e acho que elas podem ser mais perigosas do que as próprias mulheres machistas.
Eu estou tranquila pois, de minha parte, estou fazendo um papel feminista coerente e causando mudanças em muitos meios sociais. Não posso ser julgada pela atitude de outras, apenas pelas minhas próprias, o que já é um fardo relevante a se carregar. Estou tranquila pois, como feminista, não me encaixo em um sequer item de sua lista de incoerências feministas e isso, pra mim, já é um sinal de vitória do meu feminismo.
Passar bem.
Por favor, poderia indicar textos dessas verdadeiras feministas? Blogs? Links?
Por acaso fui desta página para a o tópico Por que NÃO contratar uma mulher,indicado no LEIA TAMBEM, acima à direita da página. Lá me deparei com o seguinte e ilustrativo comentário:
“aiaiai
agosto 22nd, 2009 às 06:30 · Reply
E quem te disse que essas pessoas são feministas? Feministas querem igualdade…vc não pode pegar o exemplo de seis gatos pingados e dizer que as feministas são contra alguma coisa. Eu sou feminista e não sou contra, acho inclusive que é um direito que homens e mulheres devem batalhar para ter. A…”
De novo, o argumento de “essas não são as verdadeiras feministas”. A mim parece um perfeito exemplo da Falácia do Escocês.
Bruna, percebes que acabaste de fazer exatamente o mesmo que eu disse que constitui “a defesa padrão do feminismo”? Está lá em cima:
Se tem uma coisa que eu aprendi sobre o feminismo em mais de 25 anos de convivência com ele foi que NUNCA uma feminista admite que os críticos saibam o que é feminismo. Aliás, a defesa padrão é sempre essa: “você não conhece o feminismo”. (Eu mesmo.)
É sempre assim. Porém, se 25 anos de convivência intensa com os movimentos sociais eu nunca conheci uma única “verdadeira feminista”, então só pode ser porque as feministas são todas falsas.
Que outra explicação haveria para eu só conhecer as problemáticas se eu freqüentei todo tipo de reunião estudantil e política, congresso, passeata, simpósio, painel, encontro e evento possível? As “verdadeiras feministas” viram cinzas à luz do sol e da lua? Onde elas se escondem para que eu não as tenha encontrado em um quarto de século de convivência com todo tipo de grupo feminista?
O que eu percebo é uma fascinação pelo mito feminista da igualdade, que na verdade se existiu foi somente no tempo em que as mulheres eram proibidas de votar ou de obter emprego sem autorização do pai ou do marido. Há muito tempo – e com 100% desde a CF/88 – as mulheres possuem TODOS os mesmos direitos que os homens E MAIS ALGUNS, como a dispensa do serviço militar obrigatório, vantagens absurdas na previdência social, licenças de muito maior duração que os homens ao ter filhos e inúmeras “pequenas” vantagens cotidianas que no somatório se mostram multimilionárias, como a dispensa de pagamento ou o menor custo de ingresso em inúmeros ambientes e eventos. E eu NUNCA vi uma feminista se queixando destas desigualdades que lhes são convenientes.
É como eu disse no fechamento do artigo: igualdade só quando convém é pura hipocrisia.
Gerson, o “verdadeiro feminismo” é como o “verdadeiro socialismo”: nenhum dos dois nunca existiu, nem nunca vai jamais existir, porque só o que é possível é o “feminismo real”, que é como o “socialismo real”, ambos constituem completas degenerações dos ideais que dizem animar os respectivos movimentos.
E por que estes movimentos sempre degeneram? Porque eles já nascem degenerados, uma vez que violam a própria natureza humana. Pergunta a qualquer feminista ou a qualquer socialista qual o papel da biologia evolutiva na visão de mundo deles. De modo praticamente invariável eles vão considerar a própria pergunta como “machista” ou “burguesa” ou ambas. Para eles, tudo no mundo é “historicamente determinado”, no sentido marxista da expressão.
Quando alguém acredita que o ser humano é uma “tábula rasa” em que “a História” (sempre no sentido marxista) “determina” (no sentido marxista) TUDO, tendo por único motor a economia e por mera superestrutura todo o resto, qualquer análise que leve em consideração outros fatores – como a biologia evolutiva, ou a vontade humana – passa a ser “idealista” e portanto errada e indigna de atenção.
É por isso que se torna impossível dialogar com qualquer indivíduo contaminado pelo vírus do marxismo – e olha que eu já li MUITO Marx e considero tê-lo compreendido bem melhor do que a maioria absoluta dos marxistas que conheço. GRAÇAS A DEUS (se é que Ele existe) eu tive uma formação suficientemente sólida em metodologia e epistemologia da ciência ANTES de ter contato com o marxismo, assim quando o vírus me invadiu eu estava vacinado e a infecção durou pouco tempo e não foi grave nem deixou seqüelas.
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P.S.: Tomei a liberdade de negritar tua solicitação de blogs e links das “verdadeiras feministas”, mas acredito que mesmo com o destaque não haverá resposta.