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Por que as igrejas cristãs são obcecadas pela bunda dos gays?

Eu não gosto de pizza de banana. Portanto, eu simplesmente não como pizza de banana. Ponto. Eu não gasto meu tempo pensando em pizza de banana, não encho o saco de quem gosta de pizza de banana dizendo que pizza de banana é ruim e não tento organizar as pessoas que não gostam de pizza de banana para impedir por via legislativa que as pessoas que gostam de pizza de banana tenham os mesmos direitos que eu através de legislações discriminatórias, muito menos alego para fundamentar a pretensão de banir do do mundo a pizza de banana que pizza de banana é uma abominação porque consta nas escrituras sagradas do anti-banananismo que Deus não gosta de pizza de banana, até porque isso é irrelevante para quem não é anti-bananista.

As igrejas cristãs não gostam da homossexualidade. Entretanto, ao invés de simplesmente não realizar casamentos religiosos entre pessoas do mesmo sexo, as igrejas cristãs passam o tempo todo pensando nas relações entre pessoas do mesmo sexo, enchendo o sexo de quem gosta de relações com pessoas do mesmo sexo dizendo que relações com pessoas do mesmo sexo é ruim, tentando organizar as pessoas que não gostam (ou dizem não gostar) de relações entre pessoas do mesmo sexo para impedir por via legislativa que as pessoas que gostam de relações com pessoas do mesmo sexo tenham os mesmos direitos que as que não gostam (ou dizem não gostar) de relações entre pessoas do mesmo sexo e alegam para fundamentar sua pretensão de banir do mundo as relações entre pessoas do mesmo sexo que relações entre pessoas do mesmo sexo são uma abominação porque consta nas escrituras sagradas do cristianismo que Deus não gosta de relações entre pessoas do mesmo sexo, mesmo isso sendo irrelevante para quem não é cristão.

Eu gostaria de saber por que as igrejas cristãs são tão obcecadas pela bunda alheia.

Ontem a Argentina aprovou uma lei que garante a gays e lésbicas a igualdade de direitos em relação a casais heterossexuais. Foi uma decisão histórica, que colocou a Argentina na vanguarda da América Latina na afirmação dos Direitos Humanos.

Pois não é que uma (debilóide) juíza argentina disse hoje que “jamais realizará o casamento de casais homossexuais” porque foi “criada lendo a Bíblia”.

As palavras dela foram estas:

- Que me acusem do que quiser. Deus me diz uma coisa e eu vou obedecer com todo rigor, mesmo que custe meu posto, e mesmo que me custe a vida, porque primeiro está o que Deus me diz. Fui criada lendo a Bíblia e sei o que Deus pensa. Deus ama a todos, mas não aprova as coisas ruins que as pessoas fazem. E uma relação entre homossexuais é uma coisa ruim diante dos olhos de Deus.

Dito de outro modo:

- Que se dane a lei. Eu sou juíza mas não vou cumprir a lei porque minha crença religiosa vale mais que a lei e tem que ser imposta aos outros mesmo que eles não acreditem no mesmo que eu.

Isso é o que o cristianismo faz com a cabeça de muita gente. Todo o cristianismo, porque a única coisa para a qual os católicos e os evangélicos se unem é para discriminar, humilhar e ofender os gays e as lésbicas, além de fazer todo o possível para impedir que estes cidadãos e cidadãs conquistem isonomia de direitos com os cidadãos e cidadãs heterossexuais.

Interesantemente, se perguntadas a respeito da sharia e da obrigatoriedade do hijab ou da proibição ao estudo para as mulheres, estas mesmas pessoas diriam que se trata de um absurdo e que o Estado nos países islâmicos não deveria permitir que a religião impusesse um código de vestimenta nem impedisse que as mulheres estudassem, porque Direitos Humanos, blá-blá-blá, dignidade das pessoas, blá-blá-blá, Estado laico, blá-blá-blá, etc. e tal. Dois pesos, duas medidas.

O que essa juíza fez – e que será apoiado por muitos (debilóides) fundamentalistas religiosos – foi o seguinte: no Livro do Levítico, mais especificamente em Levítico 18,22, “Deus” declara que é abominação “deitar homem com homem”, portanto a juíza temente a “Deus” declarou que jamais casará dois homens entre si.

Pelo mesmo raciocínio, essa juíza poderia negar-se a cumprir as leis contra o trabalho escravo, pois no mesmo Livro do Levítico, mais especificamente em Levítico 25, 44-46, existe expressa permissão de “Deus” para se ter e negociar escravos. Como é que uma juíza temente a “Deus” haveria de punir aquilo que “Deus” permite expressamente?

“Ah, mas é diferente!”

Sim, claro, sempre é diferente. Sempre há uma explicação furada para justificar o injustificável. Sempre há uma longa exegese para fundamentar o fato que “isso aqui vale, aqui ali não vale”, apesar de ambos os preceitos – entre muitas outras aberrações – estarem claramente expressos no mesmo livro da Bíblia.

O que é realmente absurdo, entretanto, não é que haja quem acredite que Deus fala através de um livro, de profetas ou seja lá como for, mas que essas pessoas tentem impor aos outros aquilo em que acreditam quando elas mesmas não cumprem aquilo que está escrito no seu livro sagrado, ou dito pelo seu profeta, ou seja lá o modo como acham que Deus se manifesta.

Se todo mundo que se diz cristão cumprisse os preceitos do Antigo Testamento, o mundo seria um inferno e teríamos que promover guerras para proteger as pessoas de serem assassinadas por apedrejamento por trabalhar aos sábados.

Se todo mundo que se diz cristão cumprisse os preceitos do Novo Testamento, o mundo seria um paraíso e poderíamos viver tranqüilos porque todos estariam ajudando ativamente o próximo como manda a Parábola do Bom Samaritano.

A verdade é que todas as vertentes do cristianismo fazem uma leitura self-service da Bíblia, absolutamente parcial, sem nenhum compromisso com a totalidade do que dizem considerar “a Palavra de Deus”.

E todas as igrejas cristãs continuam obcecadas com a bunda dos gays ao invés de cuidarem do próprio (rabo) rebanho.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 16/07/2010

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54 comments to Por que as igrejas cristãs são obcecadas pela bunda dos gays?

  • Lya

    Esta história me lembra uma outra…..

    Das pessoas que afirmam que a mulher não pode ter diteito ao próprio corpo,rs.

    O corpo é meu e faço com ele o que eu quiser….até morrer eu posso!

    Desde eu não queira fazer com o corpo alheio o mesmo que faço com meu,concordas,caro amigo?

    • Daniel Pires

      Na verdade não pode. Os direitos fundamentais são tão sagrados que nem a própria pessoa pode feri-los. Se você acha que pode fazer o que quiser com seu corpo aos olhos da lei, experimente chegar num hospital e pedir que cortem seu braço fora porque acha que ficará melhor esteticamente.

      Se assim fosse, a Alemanha não poderia ter prendido aquele canibal alemão que devorou o outro com seu consentimento, nem fazer procedimentos médicos em Testemunhas de Jeová que acreditam ser pecado receber transfusão de sangue ou de órgãos.

      Além do que, seu corpo é um, o do bebê é outro. O código genético nem é o mesmo. Esse negócio de “o corpo é meu e eu faço o que quiser com ele” é de uma infantilidade de jardim-de-infância, sem ofensas.
      ———
      Quanto ao texto, o cristão que se direciona a essas pessoas com termos ofensivos é criminoso, além de um falso cristão. Nem Deus negou o livre arbítrio aos homens, é o homem que vai poder? O máximo que um cristão pode fazer é uma proposta amigável ao homossexual de conhecer o que ele acredita ser verdade e dali saber se concorda ou não.

      Gays conseguem ser tão autoritários quanto cristãos. Exemplo disso são os beijos em frente a igrejas. Acho isso tão patético quanto pastor pregando em frente a boate gay. Insisto: Cada um no seu quadrado.

      Até existe interpretação SS da bíblia, mas não são todas. O negócio é que textos podem ser entendidos de várias maneiras, quando escritos em línguas mortas então, nem se fala. As diferenças são de interpretação mesmo.

      Sobre cristãos não seguirem todos os preceitos, cada um faz o que pode. A proposta do cristianismo nunca foi criar seres perfeitos, e sim reconhecer seus erros e aprender que o paraíso não cabe nesse mundo, que somos uns coitados que não conseguem nem conviver bem uns com os outros, e que só através de um Deus misericordioso é que poderemos alcançar a redenção, caso nos esforcemos para tanto. O que não é desculpa para não tentar fazer sua parte.

    • Daniel, esse papo de que “direitos fundamentais são tão sagrados que nem a própria pessoa pode feri-los” não pode ser interpretado de modo a transformar um direito em um dever, ou aí deixa de ser direito. Por exemplo, não há que se falar que a pessoa não tenha direito ao suicídio!

      Eu acho péssimo que eu não possa chegar em um hospital e contratar um médico para me amputar um braço apenas porque eu quero, ou mesmo para me matar. O corpo é meu, a vida é minha, não há por que aceitar ingerência de terceiros por motivo algum a não ser por solidariedade e mesmo assim somente no caso de eu não estar em plena posse de minhas capacidades físicas e mentais para tomar a melhor decisão segundo meu melhor interesse.

      Beijaço gay em igreja e pregação cristã em boate gay são mesmo de última… mas se acontecerem do lado de lá da rua, para não forçar um constrangimento (como bloquear a passagem para forçar o outro a assistir contra a vontade a cena), tudo bem. É chato, é ridículo, não deixa de ser uma provocação irritante, mas pode ser feito dentro dos limites da lei e da cidadania. Tanto uma coisa quanto a outra.

  • Roberto Tramarim

    o fanático religioso não é naturalmente homofóbico ou tem outros preconceitos com a sexualidade alheia, na verdade ele acredita em qualquer coisa que sua religião diga porque afinal ele quer “ir pro céu”, portanto qualquer coisa que sua religião diga que é “pecado”, ele ja encara como tal, evitando ter proximidade com pecadores por tal motivo, pra não ser “contaminado”. O fanático não tende a ter ódio neste estágio, ele desenvolve o ódio quando sua crença é questionada(afinal, se a religião dele estiver errada ele não vai mais pro céu, tadinho), é comum o fanático religioso ter mais raiva de quem diz que que a orientação sexual tida como pecaminosa por sua religião é normal do que aqueles que pratiquem a sexualidade tida como errada.

    O texto acima foi extraido do artigo “O esfincter do vizinho”, que postei no meu blog e serve aqui também.

  • Lya

    Daniel,posso sim.

    Desde que eu não peça ajuda ou obrigue outra pessoa a me ajudar.

    Posso comer até estourar,rs.

    Posso emagrecer até ficar esquelética.

    Posso fumar,beber,usar todo tipo de droga.

    Posso dormir com quem eu bem entender.

    Posso andar nua.

    Posso tomar ou deixar de tomar remédios.

    Posso ser doadora de orgãos,ou não.

    Posso professar a fé que me der na telha.

    Posso viver de sol.

    Posso ser nazista,direitista,comunista,feminista….

    Posso doar rim,sangue,medula….se tiver condições pra isso.

    Posso abortar.

    Posso emprestar minha barriga ou aluga-la.

    Posso tatuar meu corpo dos pés a cabeça.

    Posso me encher de metal e fazer furos onde bem entender.

    A lista é longa.

    Quem vai me vigiar dia e noite para permitir ou impedir o que quer que seja?

    Só temos de real a ilusão de que podemos controlar o que o outro faz com o corpo dele.

    • Lya, eu sou um pouco mais radical: qual é o problema de eu contratar um médico – ou um pistoleiro – para me matar se eu não tiver forças físicas para realizar o ato ou se simplesmente eu quiser que isso seja feito de um modo menos doloroso do que eu mesmo seria capaz de fazer?

  • Daniel Pires

    “Daniel,posso sim.
    Desde que eu não peça ajuda ou obrigue outra pessoa a me ajudar.”

    ————————–

    E o que te impede de pedir ajuda ou obrigar alguém a te ajudar se tudo ficar às escondidas? Você pode também.

    Escondida você pode até matar alguém. Estuprar. Em matéria de “poder”, pode-se tudo. O pai pode molestar a filha de noite sem que ninguém saiba. A pergunta é: Isso é certo? É legal? A lei compactua com isso?

    A resposta é não.

    • A lei deveria regulamentar isso para proteger o melhor interesse das pessoas. Por exemplo, para garantir que os contratos sejam cumpridos segundo todas as especificações acordadas.

  • Lya

    Na verdade não pode. Os direitos fundamentais são tão sagrados que nem a própria pessoa pode feri-los. Se você acha que pode fazer o que quiser com seu corpo aos olhos da lei, experimente chegar num hospital e pedir que cortem seu braço fora porque acha que ficará melhor esteticamente.
    (Daniel)

    Verdade,não posso amputar um braço ou uma perna.
    Mas com muita grana posso mudar de rosto,peito e b…,rs.
    Posso até me deformar que os médicos não dão a mínima.
    Muito menos a lei.

    O fato é que a Bíblia tem um contexto.
    Naquela época sexo entre homens não podia porque os homens não procriavam.
    E filhos eram necessários…por conta das guerras,da fome e dos extermínios.

    O tema da procriação era realmente problemático.

    Se uma mulher estéril não era nada,imaginem a relação entre homens.

    Naquela época homens não casavam por amor,existia um contrato e um valor que recaia sobre a mulher.
    Sem dote a mulher valia tanto quanto uma escrava.
    Se a mulher fosse estéril era repudiada e devolvida….uma desonra para o clã.
    Muitas davam um jeitinho pondo uma escrava em seu lugar.
    A falta de filhos se relacionava exclusivamente à mulher.
    Vale lembrar que as pesquisas científicas,sobre o óvulo feminino, só foram levadas a sério lá por 1829….
    A esterilidade masculina,no século passado.

    Acreditavam eles…que se o homem ejaculasse direitinho a responsabilidade da procriação era toda da mulher.

    Não me admiro que a relação sexual entre homens fosse condenada.
    O sexo sempre esteve ligado a cultura dos povos.

    A sexualidade daquela época era regulada por cânones que escandalizaram teólogos e moralistas…..pelos tempos.

    A história de Tamar é soberba para ilustrar a moral e a ética daquelas pessoas.

    Existiam pela lei do levirato ….que era mais importante do que qualquer outro aspecto….tudo era pouco para faze-la cumprir-se.
    Outro caso que gosto de citar…..Ló,este também deixa claro até que ponto a descendência é um critério absoluto.

    Viviam e morriam…..para procriar!

    Isto não tem mais lógica nos dias de hoje.

    Nem crentes,nem católicos levam isso ao pé da letra.

    Cada um tem os filhos que pode criar e pronto.
    Nem livro sagrado,nem ordem papal vai mudar essa consciência de que não há mais como ter duzias de filhos.
    Vejo pessoas que adoram interpretar os livros…..sempre de forma a justificar seus erros,suas limitações e seus preconceitos.

    Saibam que a vida dispensa esse olhar estrábico.

    • E não deixamos muito para trás este tempo, Lya. Ainda hoje ocorrem casos de padres que se negam a oficiar casamentos se souberem que um dos cônjuges é estéril.

  • Daniel Pires

    “Verdade,não posso amputar um braço ou uma perna.
    Mas com muita grana posso mudar de rosto,peito e b…”

    Desde que isso não prejudique sua saúde. Alterações físicas não ferem necessariamente o direito à integridade física. Um brinco é diferente de uma amputação. Turbinar os peitcho não lhe faz mal algum, pelo contrário: Aumenta sua auto-estima. Mas quem se auto-mutila por prazer ou por achar que é preciso fazê-lo com membro saudável (paranoia ou esquizofrenia, sl) tem distúrbios psiquiátricos graves.

    E a criança não é parte do corpo da mulher, é um ser humano. E eu exijo direitos humanos UNIVERSAIS, para tê-los basta que se tenha a condição de humano. Não faço discriminação de cor, sexo, credo, nacionalidade… Por que o faria entre quem está fora e quem está dentro da barriga? Aliás, quando inventarmos um substituto para a carne teremos como obrigação moral garantir mais direitos para animais também.

    Eu sou o quinto de cinco filhos e faço questão absoluta de viver. Quem me diz que eu não deveria ter nascido porque casais não podem ter muitos filhos é meu inimigo, porque está desejando diretamente a minha não-existência. Quem decide quantos filhos vai ter é o casal, o governo pode no máximo disponibilizar meios de contracepção para eles, SE eles quiserem.

    Dinheiro não é tudo na vida. Não justifica a morte de um filho. Onde comem 2, comem 3. Se falta dinheiro, dá-se um jeito, mas matar o próprio filho por motivos econômicos é monstruoso. Nós produzimos recursos que dão e sobram pra alimentar a família de gente pobre, isso é inegável.

    Quanto à motivação para religiosos condenarem a prática homossexual, ela não precisa mais ser obrigatória porque o tempo de miséria da humanidade já passou. Mas é opcional, então quem quiser pode seguir esse modo de vida, desde que não imponha aos outros. Eu acho homossexualismo errado, mas quem quiser que o faça, com consentimento não estarão ferindo direito de ninguém. Sou inclusive a favor da união civil entre gays, porque vi que os índices de divórcio não foram aumentados depois disso, nem piorou o quadro da previdência privada. Sou absolutamente contra casamento gay na igreja, mas civilmente a união é válida, sim. Se alguém quer casar ou deixar de juntar personalidade com outra pessoa é problema dele, desde que seja maior e capaz.

    Ainda existe lógica, sim. Só não precisamos obrigar alguém a fazer o que não quer. Um país precisa de um mínimo de taxa de natalidade para sobreviver. Por que a Europa recompensa quem tem filhos hoje em dia? Exatamente pelas suas políticas antinatalistas de ontem, pela relegação do papel do casamento tradicional a algo “ultrapassado”. A Europa está virando um continente de velhos por isso, e a expansão muçulmana vem com tudo. A média de filhos de um casal europeu é de 1, de muçulmanos é de 8.

    • “Eu acho homossexualismo errado, mas quem quiser que o faça, com consentimento não estarão ferindo direito de ninguém. Sou inclusive a favor da união civil entre gays, porque vi que os índices de divórcio não foram aumentados depois disso, nem piorou o quadro da previdência privada. Sou absolutamente contra casamento gay na igreja, mas civilmente a união é válida, sim. Se alguém quer casar ou deixar de juntar personalidade com outra pessoa é problema dele, desde que seja maior e capaz.” (Daniel)

      Salvou-se uma alma do purgatório. :)

  • Lya

    Bom….dentro de mil anos….o ocidente pode ser o que quiser.

    Agora não.
    Não do jeito que eles são.
    Só quem não defende D.H para defender a violência contra mulheres e crianças que existe por lá.

    Em país que a mulher vale alguns camelos….e que nem o rosto pode mostrar….ter trezentos filhos…..como evitar?

  • Daniel Pires

    Acabou de me ocorrer algo, olhando para o título do texto: Isso seria uma antipatia pelos cristãos?

    Porque muçulmanos é que realmente odeiam gays, a ponto de matá-los em praça pública. Cristãos não fazem isso, via de regra. E nem sequer foram citados no texto, como se a condenação das ações dos gays fosse uma prática exclusivamente cristã.

    • Ô paranóia… :P

      Daniel, nem na Argentina nem no Brasil existe uma bancada muçulmana no Congresso Nacional fazendo questão de reduzir legalmente os homossexuais a uma cidadania de segunda classe.

      Lá e aqui a promoção do ódio e do ressentimento contra os homossexuais é capitaneada fortemente pela bancada cristã, que tenta impor suas noções religiosas para negar plena cidadania aos homossexuais.

      Pode ter certeza que, quando houver deputados islâmicos tentando justificar prejuízos à cidadania dos homossexuais sob a alegação de que “homossexualidade é abominação aos olhos de Allah” ou algo semelhante, meus comentários serão idênticos em relação ao islã.

      E se algum ateu vier dizer que os homossexuais não devem receber o direito de se casarem entre si em função de algum critério moralista típico do ateísmo, vou dizer o mesmo em relação ao ateísmo.

      O que me importa é construir um mundo justo para que todas as pessoas possam buscar a felicidade como acharem melhor, desde que não prejudiquem terceiros no processo. Eu vou criticar sempre qualquer um que crie obstáculos para esse ideal, em princípio não me faz a menor diferença quem está empacando o progresso nem por que motivo.

  • Daniel Pires

    “Por exemplo, não há que se falar que a pessoa não tenha direito ao suicídio!

    Eu acho péssimo que eu não possa chegar em um hospital e contratar um médico para me amputar um braço apenas porque eu quero, ou mesmo para me matar. O corpo é meu, a vida é minha, não há por que aceitar ingerência de terceiros por motivo algum a não ser por solidariedade e mesmo assim somente no caso de eu não estar em plena posse de minhas capacidades físicas e mentais para tomar a melhor decisão segundo meu melhor interesse. ”

    ———————-

    E quem disse que eu sou contra a eutanásia? Mas ela tem limites. Quando a pessoa tem uma morte em vida por fatores crônicos irremediáveis não tem jeito. Melhor capotar que ficar por aí sofrendo mesmo, é problema da pessoa escolher isso, desde que esteja em são consciência.

    Uma pessoa que quer amputar um braço à toa não está bem psicologicamente, isso é fato concreto. Ela deve ser protegida dela mesma, e o estado serve pra isso: Solidariedade. Senão perderíamos o critério de quem é doido e quem não é.

    No ordenamento jurídico brasileiro não existe previsão de crime contra si mesmo. Suicídio não é crime, mas ainda assim o papel do estado é coibir essa prática. Se formos por essa linha de pensamento de vocês, deveríamos ficar assistindo enquanto uma pessoa sobe na ponte pra tentar se matar. O bom é que os médicos são éticos e no juramento de Hipócrates tem uma parte em que juram não remover membro saudável de ninguém, lembrando que há menção de não abortar criança alguma.

    Liberdade não é liberdade de fazer o que bem se entende da vida. Isso é uma falsa liberdade. A liberdade verdadeira reside em escolher e escolher bem nossas amarras.

    • ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊpa! Calma aí: “essa linha de pensamento de vocês“, não! A minha linha de pensamento! Eu não falo em nome do movimento pelos Direitos Humanos nem em nome de qualquer organização. Não toma os outros por isso ou por aquilo em função do que eu digo, isso não seria justo com “eles”, seja lá quem forem.

      Se tu és cristão católico, eu recomendo a leitura da Declaração sobre a Eutanásia direto no site do Vaticano, em português. Lá consta:

      — É sempre lícito contentar-se com os meios normais que a medicina pode proporcionar. Não se pode, portanto, impor a ninguém a obrigação de recorrer a uma técnica que, embora já em uso, ainda não está isenta de perigos ou é demasiado onerosa. Recusá-la não equivale a um suicídio; significa, antes, aceitação da condição humana, preocupação de evitar pôr em acção um dispositivo médico desproporcionado com os resultados que se podem esperar, enfim, vontade de não impor obrigações demasiado pesadas à família ou à colectividade.

      — Na iminência de uma morte inevitável, apesar dos meios usados, é lícito em consciência tomar a decisão de renunciar a tratamentos que dariam somente um prolongamento precário e penoso da vida, sem contudo, interromper os cuidados normais devidos ao doente em casos semelhantes. Por isso, o médico não tem motivos para se angustiar, como se não tivesse prestado assistência a uma pessoa em perigo.

      Portanto, Daniel, pode-se dizer que o Vaticano, embora contrário à Eutanásia, aceita entretanto a Ortotanásia, que significa algo como “deixar a pessoa morrer com dignidade sem utilizar de meios drásticos para tentar manter a vida quando já não há esperança de cura”.

      Essa declaração foi aprovada pelo então Papa João Paulo II, que interessantemente se beneficiou do procedimento que ele mesmo aprovara, rejeitando a utilização de métodos radicais para se manter vivo quando já não havia esperança de cura para sua condição.

      Sobre querer amputar um braço “à toa” ser critério para considerar alguém maluco, eu não penso assim. Eu adoraria implantar uns chips no crânio para colaborar com as pesquisas sobre controle direto de membros robóticos, desde que eu pudesse escolher que tipo de membro robótico eu gostaria de comandar (seria um conjunto igual ao do Dr. Octopus), mas nem por isso eu me acho doido. Talvez haja quem discorde. :)

  • Daniel Pires

    “A lei deveria regulamentar isso para proteger o melhor interesse das pessoas. Por exemplo, para garantir que os contratos sejam cumpridos segundo todas as especificações acordadas.”

    Quanto à parte dos interesses, já o faz. Olha a lista:

    Pode-se comer até estourar.

    Pode-se emagrecer até ficar esquelética.

    Pode-se fumar,beber. Usar todo tipo de droga, não, porque no final das contas sobra para os outros pagarem a conta do hospital, fora que o índice de criminalidade aumenta. Pelo mesmo motivo dos hospitais, deveriam banir os cigarros industrializados.

    Pode-se dormir com quem eu bem entender.

    Pode-se andar nua – Desde que em ambiente PRIVADO. Quem é adepto de pudor referente à vestimenta, ou seja, a maioria, não deve ser exposta à intimidade alheia.

    Pode-se tomar ou deixar de tomar remédios.

    Pode-se ser doador de orgãos,ou não.

    Pode-se professar a fé que te der na telha.

    Pode-se viver de sol.

    Pode-se ser direitista,comunista,feminista…. Nazista não pode, comunista não deveria poder, porque são ameaças ao estado. Não faz sentido permitir algo que ameace o próprio ordenamento legitimado.

    Pode-se doar rim,sangue,medula….se tiver condições pra isso.

    Não se pode abortar, tal que a criança ali foi colocada por livre e espontânea vontade da mãe, e sendo humana tem seus direitos assegurados.

    Pode-e emprestar minha barriga ou aluga-la. Diga-se de passagem que é algo nobre emprestar a barriga.

    Pode-se tatuar seu corpo dos pés a cabeça. Inclusive vou fazer uma.

    Pode-se encher de metal e fazer furos onde bem entender.

    —-

    Então não há que se reclamar do estado. Ele permite isso tudo.

    Mas segundo a máxima do “faço o que bem entender”, abre-se brecha para as situações que citei, como pais molestando filhos. A justificativa para a liberdade não é “posso porque quero e não serei punido”. É “posso porque quero e somente se refere a mim, capaz e em sã consciência”. De outra forma, não existe liberdade, porque é algo que se reconhece mutuamente. Se você não reconhecer a liberdade do outro, não poderão reconhecer a sua.

    • Ah, lógico… não prejudicar terceiros é meu primeiro critério de avaliação para definir se temos ou não determinada liberdade.

      Amputar um braço, implantar um chip na cabeça ou simplesmente morrer são coisas que não prejudicam terceiros diretamente. Logo, deveriam ser todas lícitas. Assim penso eu.

  • Daniel Pires

    Daniel, nem na Argentina nem no Brasil existe uma bancada muçulmana no Congresso Nacional fazendo questão de reduzir legalmente os homossexuais a uma cidadania de segunda classe.

    Lá e aqui a promoção do ódio e do ressentimento contra os homossexuais é capitaneada fortemente pela bancada cristã, que tenta impor suas noções religiosas para negar plena cidadania aos homossexuais.

    “Pode ter certeza que, quando houver deputados islâmicos tentando justificar prejuízos à cidadania dos homossexuais sob a alegação de que “homossexualidade é abominação aos olhos de Allah” ou algo semelhante, meus comentários serão idênticos em relação ao islã.”

    No irã fazem isso a todo tempo. Não fazem aqui porque não podem, mas na Europa logo poderão.

    “E se algum ateu vier dizer que os homossexuais não devem receber o direito de se casarem entre si em função de algum critério moralista típico do ateísmo, vou dizer o mesmo em relação ao ateísmo.”

    O problema provavelmente não reside na ideologia, e sim nos seguidores.

    “O que me importa é construir um mundo justo para que todas as pessoas possam buscar a felicidade como acharem melhor, desde que não prejudiquem terceiros no processo. Eu vou criticar sempre qualquer um que crie obstáculos para esse ideal, em princípio não me faz a menor diferença quem está empacando o progresso nem por que motivo.”

    O problema provavelmente não reside na ideologia, e sim nos seguidores. Acho que a igreja só deveria se interessar pelo que fere direito de terceiros e coincidam com seus interesses cristãos, como aborto ou leis inconstitucionais como o PL 122. Aliás, esse PL 122 é a prova de que dentro das militâncias homossexuais há tanta gente errada quanto no cristianismo. Se um homem tem (e tem) direito de se relacionar com o outro ou sair na rua com roupas femininas, outro homem tem o direito de não se relacionar pessoalmente com esse terceiro.

    Esses dias minha irmã que é espírita foi numa entrevista de emprego e lhe perguntaram qual sua crença. Diante da resposta a moça arregalou os olhos, mudou totalmente de postura e então minha irmã percebeu no pescoço dela um “smilinguido”. Duas perguntas depois ela foi dispensada depois de 20 min de conversa, quando lhe pediram pra ir com algumas horas disponíveis, pois haveriam testes.

    E aí? Iniciativa privada, é direito deles contratar só quem está dentro de um perfil. Eu vou reclamar disso? Estão no direito deles. Essa é uma das partes inconstitucionais do PL 122.
    .
    Em suma: Tanto os cristãos estão errados em querer negar união civil aos gays quanto os gays estão errados em querer tratamento diferenciado, tal que a lei já os protege. O problema está nos humanos, mesmo. Como disse Cristo, “meu reino não é desse mundo”.

  • Daniel Pires

    1 – Não sou católico, porque discordo da infalibilidade do papa (toda vez que falo disso lembro de Rodrigo Borgia), entre outras coisas. Estou a par da posição da igreja sobre as coisas, mas humildemente discordo. Me considero um católico arcaico, porque só considero como santa a igreja dos primórdios do catolicismo. Somente reconheço Jesus Cristo como meu comandante.

    2 – Está brincando? Um braço cyborg até eu quero! Isso não é prejudicar a si mesmo, é benéfico!

    Não existe liberdade se a loucura te escraviza a tomar decisões malucas. Existe uma doença que faz com que a pessoa rejeite partes do seu corpo e ache que são organismos estranhos. Já pensou se deixamos elas fazerem isso? Como eu disse, DEPENDE do motivo pelo qual você quer cortar o braço. Um dos maiores erros do direito positivista é criar uma série de formas e tentar encaixar TUDO naquilo. Há casos e casos. Se ficar claro que é porque está desequilibrado, o estado te protege de si mesmo. Digo o mesmo para religiosos que se castram para não cair em tentação. Deveriam ser interditados, também.

    3 – Eu me referia ao PL 122, e ele não cita casamento gay. Não estou viajando. A lei JÁ protege os gays de discriminação.

    Quanto ao casamento, prefiro me referir a ele no aspecto civil como UNIÃO CIVIL, visto que o casamento tal como conhecemos realmente foi criado pelo catolicismo e não podemos dar outra definição a ele que os católicos considerem desrespeitosa. Não vejo problema nenhum em chamar de união civil, desde que garanta os mesmos direitos. Mas união civil tanto para heteros quanto para gays, tal que o estado não deveria ter algo a ver com casamento.

  • Lya

    A palavra casamento é derivada de casa, enquanto que matrimonio tem origem no radical mater, mãe.

    Um casamento não passa de um contrato…entre as partes.

    CASAMENTO ABERTO (ou liberal) – em que é permitido aos cônjuges ter outros parceiros sexuais por consentimento mútuo

    CASAMENTO BRANCO ou celibatário – sem relações sexuais

    CASAMENTO ARRANJADO – celebrado antes do envolvimento afetivo dos contraentes e normalmente combinado por terceiros (pais, irmãos, chefe do clã etc.)

    CASAMENTO CIVIL – celebrado sob os princípios da legislação vigente em determinado Estado (nacional ou subnacional)

    CASAMENTO MISTO – entre pessoas de distinta origem (racial, religiosa, étnica etc.)

    CASAMENTO MORGANÁTICO- entre duas pessoas de estratos sociais diferentes no qual o cônjuge de posição considerada inferior não recebe os direitos normalmente atribuídos por lei (exemplo: entre um membro de uma casa real e uma mulher da baixa nobreza)

    CASAMENTO NUNCUPATIVO – realizado oralmente e sem as formalidades de praxe
    casamento putativo – contraído de boa-fé mas passível de anulação por motivos legais

    CASAMENTO RELIGIOSO – celebrado perante uma autoridade religiosa

    CASAMENTO POLIGÂMICO- realizado entre um homem e várias mulheres (o termo também é usado coloquialmente para qualquer situação de união entre múltiplas pessoas)

    CASAMENTO POLIÂNDRICO – realizado entre uma mulher e vários homens, ocorre em certas partes do himalaia.

    CASAMENTO HOMOSSEXUAL ou casamento gay – realizado entre duas pessoas do mesmo sexo.

    CASAMENTO DE CONVENIÊNCIA – que é realizado primariamente por motivos económicos ou sociais.

    A sociedade parece bastante á vontade,quando se trata desse tipo de contrato,rs.

    • “Poligâmico” é mesmo o termo geral. Para um homem e várias mulheres, o termo específico seria “poligínico”.

    • Daniel Pires

      A palavra é uma coisa. O conceito tal como conhecemos dentro de uma tradição é outro. Mas essa discussão n~~ao vai dar em nada.

  • Lya

    Segundo o senador Magno Malta….

    Para Magno Malta, a Constituição já estabelece que toda e qualquer discriminação é vedada, sem distinção de qualquer natureza.
    Portanto, não se poderia, a pretexto de proteger a integridade física dos indivíduos, “prejudicar a liberdade das famílias de ensinarem os princípios bíblicos e das igrejas de pregá-los com coragem profética e fidelidade bíblica”.

    O senador também critica no projeto (artigos 7º e 8º) o reconhecimento à liberdade de manifestações públicas de intimidade e sexualidade. Conforme o parlamentar, esse tipo de manifestação contraria o decoro e atenta contra o artigo 5º da Constituição, segundo o qual “são invioláveis a intimidade e a vida privada”.

    “Se consagrarmos esse tipo de princípio, nós vamos contemplar relações sexuais lícitas ou ilícitas nos corredores desta Casa e, quem sabe, até em bancos de igreja”, prevê o senador em seu voto.
    Fonte: Agência Senado

    Para mais informações:www.magnomalta.com

    O medo é esse,que homens(com cara de macho)andem aos beijos e abraços….pelo tapete azul.
    Que esses homens desfilem por lojas e supermercados,pelas padarias da cidade…..como casal.

    Qualquer pessoa tem o direito de não gostar….seja lá do que for…..só não tem direito de incentivar violência…física ou psicologica…..contra quem ela não qualifica como adequado.
    Religiosos…..costumam ser radicais.
    O mundo tem que ter a moldura de suas janelas……e de quebra a paisagem também.
    O bom da vida é que ela não se enquadra em nossas formas e formas.
    Ser difernte é normal.

    • Daniel Pires

      Quem incentiva violência já é punido. O receio é de se criar uma categoria especial de pessoas, que não podem ser demitidas por serem homossexuais, cuja prática não pode ser criticada, o que de fato acontecerá. Vai compensar mais ser gay que hetero.

      A integridade física dos gays já é protegida. Já andam em ambientes por aí numa boa. O medo é de se atacar a liberdade de expressão e a liberdade religiosa em nome de uma lei pra inglês ver, uma mera canetada.

    • Magno Malta é um XXXXXXXXXXX, YYYYYYYYYYYY e ZZZZZZZZZZZZ (censurado pra evitar processo) de quinta categoria. Segundo este “raciocínio”, para invalidar qualquer lei bastaria a alegação de que o ato praticado é sagrado segundo a religião tal.

      Magno Malta alguma vez disse que um beijo entre homem e mulher “contraria o decoro e atenta contra o artigo 5º da Constituição, segundo o qual ‘são invioláveis a intimidade e a vida privada’”? Não? Então, quando ele diz isso a respeito do beijo de um casal de homossexuais, ele não está citando a lei com sinceridade, ele está sendo hipócrita.

      A alegação ridícula de que “se consagrarmos esse tipo de princípio, nós vamos contemplar relações sexuais lícitas ou ilícitas nos corredores desta Casa e, quem sabe, até em bancos de igreja” nem merece resposta. Aliás, só merece esta resposta: Magno Malta, vai lamber sabão! (Sim, eu tive que reescrever esta última frase mais de uma vez…)

      Esse é o tipo de sujeito que serve de exemplo para mostrar a que ponto a religião pode ser daninha para a formação da mente, do caráter e da cidadania.

  • Lya

    O que acontece com a união civil negada aos homossexuais é que eles não possuem direito à partilha de bens(acho que é isso)não podem adotar e não possuem direito a pensão,dependência em planos de saúde…etc.
    Eles não existem como casal.
    Se honram o fisco podem também exigir seus direitos de cidadania.
    Não são incapazes….possuem uma orientação sexual diferente…pronto.

    Opção sexual não pode servir de justificativa para
    discriminação descarada.

    • Daniel Pires

      Isso que acho absurdo. Um cara vive 30 anos com o outro e quando este morre, o primeiro fica a ver navios. Foi o que me fez rever minha posição a respeito disso. Não acho justo de maneira alguma, as escolhas são deles, não do estado. O que não me faz discordar da chamada “heteronormatividade” ou abdicar do que acredito ser certo.

  • Lya

    O receio é de se criar uma categoria especial de pessoas, que não podem ser demitidas por serem homossexuais, cuja prática não pode ser criticada, o que de fato acontecerá. Vai compensar mais ser gay que hetero.(Daniel)

    Ninguém,mais ninguém mesmo pode ser demitido por ser…lá o que for.

    Quanto a compensar qualquer coisa….eu não quero ser lésbica para ter regalías……
    E não acho que os homens queiram isso…..só se quiserem sair do armário….mas aí já é outra história.

  • Daniel Pires

    “Ninguém,mais ninguém mesmo pode ser demitido por ser…lá o que for.”

    Como assim “não pode”? A empresa é minha, eu posso demitir quem eu quiser. A liberdade só serve até aparecer algo que vá prejudicar uma minoria? Uma mulher pode abortar, mas uma pessoa não pode decidir os rumos de sua empresa baseando-se no perfil de quem quer contratar? Isso é duplipensar. Algumas mensagens acima podia-se tudo, agora não se pode fazer o que bem entende com o que é seu? Ninguém é obrigado a manter relação empregatícia.

    Se isso for aprovado vai ser um tiro pela culatra, porque ninguém vai querer contratar gays, por saber que podem ir pra cadeia por demiti-los.

    Se eu sou cristão e descubro que minha empregada é satanista eu tenho total direito de romper o contrato trabalhista, ressalvando-se os direitos dela que devem ser pagos. Ou mesmo de deixar de contratá-la. Quem manda na minha casa sou eu. Quem manda na minha vida sou eu, não é assim?

    O fato é que ninguém pode ter regalias pela sua opção sexual. Ou se trata todos igualmente ou não se trata ninguém.

    Quanto ao Magno Malta, meu argumento nada teve a ver com o que ele disse. Me referi a igualdade.

    A falta de religião pode ser tão prejudicial quanto a presença dela, a depender do caráter da pessoa.

    • “A empresa é minha, eu posso demitir quem eu quiser.”

      Não, não é bem assim.

      A liberdade do contratante não abarca – ou não deveria abarcar – o “direito” de ser racista, por exemplo. Nem de ser sexista.

      Imagina que tu estás trabalhando há dez anos na mesma empresa e lá pelas tantas alguém descobre que tu gostas de transar pendurado no lustre da sala. Aí rola uma fofoca, o patrão descobre essa tua preferência sexual e te demite porque na religião dele “transar pendurado no lustre da sala é abominação aos olhos de Deus”. Acharias justo?

      Coisa bem diferente é te demitir por baixa produtividade, independentemente dos detalhes da tua sexualidade.

  • Lya

    Daniel, conheço muitos ateus….que são pessoas muitíssimo melhores que eu.

    E olha que reconheço meus erros e tento,
    desesperadamente,melhorar.

    Tudo depende da visão que se tem sobre esse Deus.
    E sobre a vida,que é outro nome para Deus.

    O Deus, como eu o entendo,é uma energia boa,amorosa,que trasforma.
    Não tem cor,raça,sexo.
    É uma energia que está dentro de todos nós e não fora.
    Não precisa de prata ou ouro,nem de quem falem em seu nome.

    Para te-lo basta busca-lo onde ele se encntra,no coração e na consciência de cada um.
    O resto é coisa de gente,que muitas vezes,não sabe nem onde tem o nariz.

  • Ianne

    Honestamete, acho que li esse artigo fora de hora… Mas enfim, concordo também com a Lya e já tenho uma visão que o Daniel é um fanático cristão… Mas enfim…
    Gostei do seu texto, Arthur. Me lembra que posso ter 15 anos e querer fazer sexo com um cara de 80 anos sem nenhum problema. Mas também me lembra que você generaliza muito.
    Eu, por exemplo, sou católica (uma das Igrejas mais polêmicas quando se trata disso) e sou a favor de homossexuais. Oras, acho que Deus deu a vida, e a decisão do fazer ou não com ela é sua. Além disso, a doutrina Espiríta (também reconhecida no Brasil como cristã) julga que o correto é praticar o bem. Oras, isso não é uma forma de respeito ao homossexual?
    Estou julgando você de Ateu, infelizmente sou de fazer julgamentos, mas não tem problema. Concordo com você. Cada um é dono do seu rabo, e a decisão é sua de para quem quer dar ;)

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