Eu não entendo os humanos.
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Eu não entendo os humanos. Pessoal, sabem quando a gente simplesmente não está contente com alguma coisa mas não consegue definir bem o motivo? Ando assim com o nome do blog. A idéia original era usar “Pensar Não Dói” como um bordão, puxando sempre as reflexões com estas palavras, mas espontaneamente não rolou, sei lá por quê. Agora eu olho para o nome do blog e fico pensando que não parece uma boa identidade, é tão impessoal, tem o risco de ser interpretado como arrogância ao invés de deixar clara a brincadeira original… Enfim, crise existencial. Muitas vezes me perguntaram qual é a diferença entre naturismo e nudismo. Ao contrário de alguns naturistas que dizem que não há diferença, a minha resposta é: tudo. Mas as pessoas só enxergam o único elemento que o nudismo e o naturismo tem em comum, que é a nudez. Eu odeio pizza de banana. Portanto, eu simplesmente não como pizza de banana. Ponto. Eu não gasto meu tempo pensando em pizza de banana, não incomodo quem gosta de pizza de banana dizendo que pizza de banana é ruim e não tento organizar as pessoas que não gostam de pizza de banana para impedir por via legislativa que as pessoas que gostam de pizza de banana tenham o direito de comer a pizza de que gostam só porque eu odeio pizza de banana. Todo Arthur é rei. Todo Ricardo é coração de leão. Todo Ronaldo é fenômeno. E todo Elvis é imortal, claro. Há nomes que condicionam destinos e nomes que tornam previsíveis 99% das piadas e citações que seu portador ouvirá. Mas você Imagina o que pode acontecer quando um Arthur conhece um Lancelot? Golpistas fazem tentativas de 171 fantásticas. O nível de cara-de-pau necessário para aplicar o golpe com o qual tentaram me enrolar esta semana é impressionante – mas poderia ter dado certo se eu fosse um pouquinho só mais crédulo, ou menos experiente, ou se eu não confiasse em minha própria intuição. Que este artigo sirva de alerta para ninguém cair em uma roubada semelhante. A questão do que seja uso de “força proporcional” para a legítima defesa, no meu entender, é normalmente muito mal interpretada. Se alguém ameaçá-lo com um canivete e sua única opção de defesa for sacar um 38 e atirar no atacante, isso seria considerado “força excessiva”? No meu entender, não. Elvis não morreu. E me fez uma pergunta hoje: “Arthur, você já escreveu sobre o conflito entre palestinos e israelenses? Para você, qual seria a solução para o problema?” Bem, aqui no blog eu ainda não havia escrito sobre isso, mas em janeiro de 2009 eu discuti o assunto na antiga comunidade de Direitos Humanos. |
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