Diretrizes para um debate sobre o aborto
Volta e meia alguém me propõe o tema do aborto como assunto para artigos no blog. Eu em geral evito o assunto porque estou cansado das falácias que costumam ser usadas neste tipo de debate, em especial a falácia de que a mulher deveria ter direito incondicional ao aborto porque se trataria de “direito a decidir sobre o próprio corpo”. Porém, como a questão é recorrente, resolvi fazer uma tentativa.
Minha posição é a seguinte: sou contra o aborto e considero a presente legislação adequada para proteger a vida e a saúde da mulher. Ponto.
Dito isso, apresento as seguintes diretrizes para um debate racional e laico sobre o aborto:
Ponto 1: a mulher tem todo o direito de fazer o que quiser com o próprio corpo, mas o feto não faz parte do corpo da mulher, ele apenas está lá dentro e depende dela.
Ponto 2: existem cinco maneiras de surgir um feto dentro do corpo de uma mulher. São elas:
1. Por vontade dela. (Quis engravidar, ou quis deixar para a sorte decidir.)
2. Por negligência dela. (Sabendo como funciona a reprodução, não utilizou métodos anticoncepcionais.)
3. Por acidente. (Usando um método anticoncepcional adequadamente, o método falhou.)
4. Por ignorância. (Não sabia que o sexo é o método natural de reprodução.)
5. Por estupro. (Não tomou qualquer decisão, esta foi tomada contra sua vontade.)
Nos casos 1, 2 e 5 não deveria haver controvérsia: as mulheres dos casos 1 e 2 não devem ter o direito de abortar, enquanto a mulher do caso 5 já tem esse direito garantido.
Nos casos 3 e 4 a controvérsia é admissível, mas absolutamente não sob o argumento falso de que se trata de “direito sobre o próprio corpo” e sim sob a ótica do conflito de direitos entre a gestante e o feto.
Afiem suas foices.
Atualização no mesmo dia:
Esqueci de citar no artigo uma exceção importante: quando o feto é inviável (anencéfalo, por exemplo), não vejo problema no aborto, porque não há uma vida esperando por ele.
Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 22/11/2011
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Vejam só como as coisas são,se uma mulher for violentada ela pode abortar.
Se houver uma má formação fetal,também.
Entre a vida da mulher e a vida do feto,escolhe-se a da mulher.
A criança tem culpa da violência? Não.
A criança tem culpa de não ser perfeita? Não.
A criança tem culpa de por a vida da mãe em risco? Não.
Em todos esses casos É a criança que é punida.
E aqui estamos falando não de um feto de 3 ou
4 semanas,estamos falando de criança mesmo.
Porque assim fica mais fácil de entendermos o que estamos falando.
Estou definindo os termos da conversa,rs.
Estou falando de VIDA.
E vida,pelo que sei,é uma só.
Já disse trilhóes de vezes da inutilidade destas conversas.
NINGUÉM vai obrigar uma mulher a ter um filho que não quer.
Ela vai dar um jeito,dos milhares que existem,de
invibializar a gestação.
NÓS só ficamos sabendo dos casos que deram errado.
A situação é tão ridícula que a maioria trata o assunto,não como de Saúde Pública,mas como
simples PONTO DE VISTA.
NINGUÉM ousa assumir os abortos invisíveis,e que são incontáveis.
E mais,ainda tem as sequelas emocionais.
Milhares de mulhres surtam,todos os anos,por
segredos mantidos a sete chaves,o aborto é um deles.
O outro tão comum quanto o aborto,são os casos
de família que são ocultos.
Se o aborto fosse discutido como deve,seriam também ….a violência sexual,a pedofilia,o homossexualismo,a gravides na adolescência,as doenças mentais,a prostituião,a violência contra crianças, o desamor aos filhos,as taras de todo tipo.
No interior do nosso país,esses assuntos continuam tabus.
Discutimos como se o país fosse uma megalópole.
E como se fossemos donos da verdade alheia.
Quem nos concedeu direito de legislar sobre o corpo alheio?
O aborto/morte está nos livros mais antigos do planeta,em todas as culturas.
O que meu amigo Arthur não entende,eu também não.
Qual a diferença entre matar um feto ou um velho de 80 anos?
Qual a diferença entre escolher quem vive e quem morre,numa UTI pública?
A vida,meu amigos,é a mesma seja onde ou como estiver.
A grande questão é: queremos valoriza-lá?
Do ponto de vista dos defensores do aborto, “valorizar a vida” significa “ter o direito de matar inocentes indesejados devido à própria irresponsabilidade por não planejar a contracepção”.
Do meu ponto de vista, abortar é sempre terrível e indesejado, devendo ser garantido exclusivamente no caso de risco para a gestante e muito questionavelmente nos casos de estupro aí sim devido ao (argh!) pragmatismo de não poder evitar os abortos clancestinos nestes casos.
Injevo as culturas dos indígenas xinguanos em que as índias amam seus filhos independentemente de quem sejam os pais. Em algumas tribos, índias que foram estupradas foram questionadas a respeito do amor que tinham por seus filhos (frutos de estupro). Elas responderam intrigadas: “Como é que eu não vou amar meu filho? Que me importa que o pai dele é um bruto que me agrediu? O que tem a ver meu amor pela criança com a raiva ou com o desprezo que sinto pelo pai dela?”
sou fávorável ao aborto pelo simples fato de, como você já falou, o feto ser um outro organismo dentro da mulher, e nenhuma mulher deveria ter o dever de carregar um “invasor” dentro dela contra sua vontade…
no mais, o resultado prático de um aborto e de uma camisinha, de uma pílula é o mesmo…
É, é isso mesmo, bebês são invasores de corpos, eles chegam em naves espaciais, abduzem as mulheres, invadem os corpos delas e depois as devolvem ao planeta Terra para que eles possam se desenvolver parasitando o corpo da pobre vítima inocente que não fez nada para que a criança entrasse em seu útero. Estes monstros desalmados merecem mesmo ser esquartejados por um cateter cirúrgico. Morte aos malvados invasores!
E vou sugerir ao governo brasileiro que solicite aos EUA o lançamento de uma bomba atômica em São Paulo. O resultado prático seria excelente: zero engarrafamentos, zero lançamento de dejetos nos rios, zero poluição do ar pelos automóveis, zero necessidade de investimentos públicos… Lógico, haveria o ligeiro efeito colateral de matar pessoas, mas o que isso importa, né?
invasor (in-va-sor)
adj. e s. m.
Que ou aquele que invade, que pratica invasão.
não tem nada relacionado a ets, abdução, nem são paulo nem estados unidos…
Ai, ai, ai… o Pensar Não Dói está começando a atrair trolls de novo…
É um saco esse pessoal fake que entra pra tentar estressar. Valei-me, São Urko!
Se liberarem o aborto e eles não tiverem mais o que distruir, vão lutar pelo direito de comer os fetos, ou sei lá de casar homens com animais.
Olha, desde que o bicho esteja em plena posse dos seus direitos civis e possa provar que age de livre e espontânea vontade, sem nenhum tipo de pressão, ameaça ou coerção, por mim tudo bem…