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“Lei da palmada”: o Estado capitalista deve interferir na vida privada?

O texto abaixo é uma cópia na íntegra do editorial online de hoje do – pasmem! – Partido da Causa Operária. Juro que eu não esperava que um texto tão lúcido e razoável pudesse ser produzido pelo PCO. Embora eu discorde da adjetivação “capitalista”, porque os argumentos do texto devem valer para todo e qualquer tipo de Estado, eu o mantive ipsis literis em respeito ao autor do texto original. Como no site de origem o texto não está aberto a comentários, achei importante reproduzi-lo para que possamos debatê-lo.

“Lei da palmada”: o Estado capitalista deve interferir na vida privada?

17 de dezembro de 2011

A aprovação da “lei da palmada” gerou um grande debate entre a própria burguesia. A ala mais direitista do regime se opôs, timidamente, à lei, pois acredita que ela constitui um ataque à “família”, já que é o Estado que vai determinar como os pais devem criar seus filhos. A posição da direita tem ao menos o mérito de colocar a questão da interferência do Estado na vida privada dos cidadãos, o que nas dezenas de leis congêneres aprovadas nos últimos anos foi totalmente abafado por todas as alas do regime, em particular pela direita.

Para os trabalhadores e os setores progressistas da sociedade a retirada de direitos fundamentais da população e o papel de “tutor” que o Estado vem procurando assumir, controlando e vigiando a vida dos indivíduos em todos os aspectos deve estar no centro da questão.

O que está em questão aqui não é a  defesa da criança ou  se opor à violência como modo de educar. Até porque o Código Civil brasileiro atualmente em vigor já prevê a perda da guarda no caso de “castigar imoderamente” o filho. Por isso também a lei tem sido tão debatida, já que pretende proibir quaisquer “castigos corporais, cruéis e humilhantes”, o que pode significar qualquer coisa, como um tapa ou beliscão. O que é preciso entender é que por mais que se condene essas atitudes, elas não justificam a brutal interferência que o Estado pretende realizar na vida privada dos cidadãos. Condenar uma determinada conduta não implica em tornar a sua opinião uma lei. Isso significa também dar ao Estado capitalista, corrupto e opressor o poder de dizer a cada cidadão se ele é ou não um pai ou mãe competente e se esses devem ou não manter a guarda dos seus próprios filhos.

Além da punição, a lei prevê também multa para os médicos, professores e servidores públicos que tiverem conhecimento e não denunciarem casos de agressão, estimulando claramente a delação. Trata-se de todo um arcabouço de um Estado policial.

O resultado desse tipo de lei já é conhecido. Antes mesmo de a lei ser aprovada, foi denunciado o caso de um garoto que delatou falsamente os pais por agressão e cárcere privado, e esses foram detidos e quase perderam a guarda dos filhos.

No interior de São Paulo, mães já foram obrigadas a assistir aula com os filhos porque estes estavam com um desempenho ruim na escola. Vários outros casos relatados mostram que mulheres trabalhadoras já foram indiciadas por “negligência” em razão de acidentes domésticos ocorridos com os filhos e outras, como no caso das “meninas do arrastão”, que cometiam pequenos furtos na zona Sul de São Paulo e cujas mães foram acusadas por “abandono de incapaz”. Todos esses casos ocorreram com a antiga legislação em vigor. É evidente que a “lei da palmada” tende a acentuar o rigor com que essas mães, a maioria composta por trabalhadoras ou donas de casa, tem sido tratadas pela Justiça em função do que ocorre com seus filhos. Tais leis vão tornando os pais reféns do arbítrio do Estado.

Essa, no entanto, é apenas a ponta visível de um conjunto de medidas que está sendo tomado pelo Congresso e demais autoridades públicas no sentido de retirar ou limitar os direitos da população. E nessa, como em outros casos, fica sob o arbítrio de cada juiz se o cidadão terá ou não seu direito garantido, no que ele deixa de ser um direito.

Muitas dessas medidas, como a “lei da palmada”, vêm travestidas para dar a ilusão de que são de esquerda, progressistas. É o caso, por exemplo, das leis do racismo e da homofobia, no que diz respeito a punir pessoas que apenas expressem ideias racistas e que tem servido, no caso da primeira, para censurar livros considerados racistas.

Ou seja, em nome de preceitos morais e de valores em grande medida subjetivos, como são o racismo, a “homofobia”, o combate à corrupção etc., anula-se garantias e direitos da população.

Querem convencer a população que desse modo a democracia estaria avançando. Mas se não há direito de dizer o que bem se entende, se a privacidade dos indivíduos vai ser violada, assim como estão violando os domicílios dos moradores da Rocinha, se a polícia e o Estado poderão ter vigilância e controle estritos sobre a população, bem como um poder enorme de interferir na vida privada de cada um, que direitos democráticos são esses que estão sendo assegurados?

Num Estado ditatorial, repressivo e corrupto como o brasileiro, o poder de censurar, reprimir e invadir a privacidade é uma arma contra a população não contra os supostos ou reais males que se quer extinguir.

A tudo isso alia-se o fato de que o cipoal de leis cria uma situação em que torna-se quase impossível ao cidadão, que vive no mundo real, cumprir a lei, tornando-se, desta forma um alvo da repressão, uma situação ideal para a perseguição política.

A liberdade de expressão, de manifestação, o direito à privacidade etc. são direitos fundamentais do indivíduo em uma sociedade opressiva. Essas garantias não podem ser simplesmente anuladas em nome de valores morais ou problemas secundários.

Se forem anuladas, a resolução dos problemas em nome dos quais elas foram anuladas, como a opressão racial, da qual o racismo é uma vaga expressão subjetiva, a homofobia, corrupção etc. é uma pura fantasia. O conjunto de proibições torna a vida social um verdadeiro cárcere.

Ao invés de ter um Estado mais democrático, mais humano e igualitário, como pregam os defensores dessas medidas, o que teremos será um Estado cada vez mais totalitário.

O que mais me surpreende é a incrível semelhança na compreensão das possíveis conseqüências desta lei mostrada neste artigo e na minha análise (ver o artigo Lei da Palmada trará prejuízos irreparáveis à família e à sociedade).

Quando análises feitas por ângulos tão distintos quanto o da biologia evolutiva e o da função do Estado, produzidas por pessoas com ideologias tão distintas quanto eu e qualquer que tenha sido o membro do PCO que escreveu este artigo, percebem igualmente os terríveis riscos para os cidadãos trazidos por uma iniciativa autoritária de tamanho alcance e chegam à mesma conclusão de que tal legislação é aberrante, inoportuna, perigosa e indesejável, é porque existe uma grande chance de o perigo ser real e iminente.

E, no entanto, o que não vai faltar é maluco batendo palmas para essa “nobre iniciativa para proteger nossas crianças”.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 17/12/2011

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42 comments to “Lei da palmada”: o Estado capitalista deve interferir na vida privada?

  • Lunah Lan

    Acredito que a questão da educação dos filhos pelos próprios pais vem perdendo % há pelo menos uns 30 anos, sendo que nos últimos, esse procedimento intensificou-se grandemente. No começo os homens saiam ao trabalho enquanto mães ficavam em casa, responsável pelos afazeres domésticos, educação das crianças e em alguns casos, com ocupações que ajudavam a complementar a renda, em um mundo muito machista e cego, quando uma criança fazia algo errado, frases comuns era: Você tirou notas baixas porque a tua mãe não te ensinou! Você fez isso ou aquilo porque a tua mãe não te deu educação!
    O custo de vida aumentou, o consumismo aumentou e ambos os pais saíram ao trabalho. Primeiro os pequenos ficavam com os irmãos mais velhos ou com meninas cuidadoras que começavam a trabalhar muito cedo (a partir dos 11 anos de idade +ou-) com a responsabilidade de cuidar filhos alheios recebendo pouco dinheiro. Depois com o advento e massificação das creches, milhares de crianças começaram a ser criadas por outras pessoas que não os pais, visto que saem da cama logo cedo direto para a creche e saem da creche de tarde e logo vão para a cama, com os pais cansados do trabalho não há muita comunicação em casa, no entanto, nessa fase os pais ainda tinham os fins de semana para passar alguns ensinamentos aos seus filhos.
    Os tempos mudaram e as famílias tem uma nova estrutura, muitas mães e pais solteiros, buscam alternativas para a criação de seus filhos, alguns pagam por mês, mães cuidadoras que se responsabilizam pela criação dos filhos dos outros em suas casas (sem o conhecimento do governo) e a mãe vai ver a criança as vezes, ou no dia do pagamento. Mães e pais que tem filhos muito cedo, não necessariamente, mas principalmente, querem estudar, para ter empregos melhores, ou ganhos melhores e abdicam da educação do seus filhos, deixando-os com outras pessoas. O IBGE (senso de 2010), relata que aumentou muito o nº de idosos que sustentam a família com suas aposentadorias e são responsáveis pelo cuidado e educação dos netos, coisa que os psicólogos não concordam, visto que pessoas com mais idade tendem a não ter tanta energia para estarem atentos o tempo todo atrás das crianças.
    Com isso, criou-se uma geração de crianças e adolescentes que aos 10,11 anos ou até mesmo idade, acreditam que são adultos, pois, ficam o dia todo sozinhos na internet, são capazes de esquentar a própria comida no microondas, pegar o dinheiro no “potinho” e pegar um ônibus pra ir ao shopping tudo sem precisar da supervisão de um adulto. Aprendem o que precisam para sobreviver com as novelas, os seriados, filmes e demais programações totalmente direcionados a faixa etária de crianças e jovens. Erram e não há quem os corrija, tem dúvidas e não há quem os oriente (tiram as dúvidas na internet ou com os amigos). Família é uma coisa muito relativa hoje em dia. A maioria dos jovens de hoje conviveu mais com as professoras do que com a própria mãe.
    O governo vem interferindo cada vez mais na vida privada e os pais perdendo cada vez mais o contato com seus filhos.
    Eu acredito que a educação de muitas crianças e jovens ficará a cargo da justiça restaurativa, que mediante um delito busca fazer o infrator entender porque cometeu tal erro, isso juntamente com a vítima, visto que as punições antes dadas, até mesmo penas alternativas não reabilitam ou fazem o infrator entender que está errado.
    Não acho isso certo, acredito que educação deveria ser passada pelos pais. No entanto, são poucos os pais que mantém contato com seus filhos hoje em dia. E nem me falem: Mas eu acompanho meu filho, eu ligo no celular dele toda hora! Por que eu tenho uma lan house e às vezes tenho que dizer: Não mente pra sua mãe! Até criei um cadastro para menores especial (isso na verdade é obrigatório), que os pais ou responsável legal tem que assinar, com toda a documentação e telefones que eu ligo pra conferir se autorizaram a criança a estar presente no local. O conselho tutelar deveria vistoriar, mas ninguém cobra nada. Qual a diferença pra mim? Bom, o movimento caiu um pouco, no entanto, a depredação das máquinas e periféricos diminuiu consideravelmente, e se alguém esquece celular, carteira, ou outro objeto, as crianças vêm entregar no caixa.
    Tenho duas filhas, nunca bati nelas, abdiquei do trabalho e dos estudos para estar ao lado delas durante a infância e parte da adolescência, para alguns eu perdi tempo, mas eu acredito que ganhei. Hoje aos 16 e 18 anos elas não moram mais comigo, são empresárias e amigas minhas.

    • 1. “O governo vem interferindo cada vez mais na vida privada e os pais perdendo cada vez mais o contato com seus filhos.”

      2. “Eu acredito que a educação de muitas crianças e jovens ficará a cargo da justiça restaurativa, que mediante um delito busca fazer o infrator entender porque cometeu tal erro (…)”

      Concordo com o item 1 e discordo totalmente do item 2. A tal “justiça restaurativa” para mim é aquele tipo de idéia que à primeira vista parece ótima, mas que com um olhar mais aprofundado fede a pantomima. Colocar a vítima em frente a seu abusador/ladrão/agressor/estuprador/raptor/quase-homicida ou sei lá em que casos é admitida a aplicação dos preceitos da “justiça restaurativa” é uma excelente oportunidade para a vítima se sentir novamente impotente e o infrator fazer teatrinho dizendo que está arrependido para se livrar das conseqüências de um ato que ele sabia muito bem que estava errado e era inadmissível desde o início. Ou algum infrator por acaso gostaria de sofrer aquilo que ele infligiu aos outros?

      “Justiça restaurativa” = fantasia romântica. Apliquem a LEP.

  • paula

    “A liberdade sem direitos assegurados ‘e a liberdade do mais forte de se ‘alimentar’ sobre o direito do mais fraco de ‘sobreviver’…”

    (…)

    “a Declaracao Universal dos Direitos Humanos ‘e uma tentativa de garantir o direito a liberdade de todos os seres humanos” – inclusive dos filhos de nao serem espancados.

    Existe inumeras maneiras de orientar uma crianca de qualquer idade sobre o que esta’ certo e o que esta’ errado, sem castigos fisicos. Vide a ultima frase de Lunah Lan.

    Me diga qual ‘e a diferenca em ter um acesso de furia e dar um tapa no meu filho, ou no meu chefe? Por que “no meu filho” poderia, se eu nao posso faze-lo em relacao ao meu chefe? E’ contra a lei e contra os direitos humanos.

    Em todos os lugares do mundo, quando uma crianca chega numa emergencia e ha’ suspeita de maus tratos causando a visita, o Conselho Tutelar ou orgao similar deve ser informado pelo medico ou instituicao de saude, pois ha’ inumeras ocasioes em que o silencio dos profissionais envolvidos com o atendimento resultou em consultas subsequentes com lesoes piores ou letais. E isso poderia ter sido evitado com comunicacao compulsoria.

    Eticamente, a protecao da crianca pela Lei me parece adequada.

    • Ai, ai, ai… toda vez que falo deste assunto eu tenho que explicar a mesma coisa: uma palmadinha não é espancamento. No artigo Lei da Palmada trará prejuízos irreparáveis à família e à sociedade eu explico a fundamentação teórica básica da necessidade de dispor da alternativa de coação física especialmene no caso de crianças pequenas. Dá uma olhada lá, Paulinha. Ninguém defende espancamento, nem eu. O papo de chamar uma palmadinha de “violência” é pura desonestidade intelectual dos “politicamente corretos” para forçar a aprovação de uma lei que é uma verdadeira aberração, perigosíssima para a sociedade.

  • Li

    Paula,eu cresci no campos do Rio Grande,e meu pai nunca encostou um dedo em mim,mas minha mãe nos batia,e muito,rs.
    Nunca foi injusta,e nunca apanhei sem ter quebrado as regras da família.
    Acredite, foi por conta dessas surras que eu sempre respeitei as pessoas,nunca me meti com bandidagem,nem
    drogas.
    Minha mãe morreu cedo,mas dela ficaram as surras…..que me ajudaram pela vida toda.
    Dizer que uma mãe não pode bater no filho,quando esse filho quebra determinadas regras,pela milésima vez,é totalmente absurdo.
    Veja bem, palmadas e chineladas são muito diferentes de quebrar ossos e deixar marcas permanentes pelo corpo.
    Existem crianças e CRIANÇAS,tenho irmãos que nunca levaram um tapa.
    Minha mãe acreditava que um adulto educado,dependia de uma criança ter sido educada.
    A coisa mais triste que já vi foi uma mãe levando uma surra de um filho.
    Detalhe: esse filhos nunca recebeu um tapa da mãe.
    Minha filha está adulta,mas se me desrespeitar meto-lhe a mão na cara.
    EU jamais iria apanhar de um filho,não sem antes quebrar-lhe alguns ossos…..porque pra mim filho tem que respeitar pai e mãe.
    Conheço anjinhos que batem na cara dos pais e eles acham isso muito bonitinho.
    O Estado impede os pais de baterem nos filhos,mas quando estes se tornam marginais….o mesmo Estado permite que sejam currados e mortos em cadeias,abrigos e presídios.

    EU não dou poder ao Estado para educar em meu lugar.
    Minha sobrinha mentiu,toda criança tem essa fase,que a mãe a deixava com fome,e meus cunhados tiveram um trabalho danado para “provar” que a filha tinha mentido.
    É contra os DH não educar o filho e ele tacar fogo numa pessoa qualquer.

    Ou espancar uma mulher porque ela se parecia a uma prostituta.
    Ou bater em uma pessoa na rua porque é gay,nordestino,negro,mendigo….
    É melhor meu filho apanhar de mim,e aprender,do que bancar o valentão e levar uma bala na cabeça.

    O pior de tudo é que aceitamos esses cerceamentos todos,e ainda concordamos com isso.

    Francamente,nós merecemos!

    • Não sou favorável a “surras”. Minha defesa é mesmo da palmadinha estabelecedora de limites no período em que a criança não tem maturidade biológica para avaliar as conseqüências de seus atos – como no caso de puxar os cabos das panelas que estão em cima do fogão. É condicionamento operante? É. E salva vidas e impede que muitas crianças fiquem deformadas por queimaduras.

  • Li

    Lunah Lan,milhares de mães não possuem necessidade de trabalhar fora,e mesmo assim entregam seus filhos aos cuidados de estranhos.
    Milhares de mães,não entregam seus filhos aos cuidados de estramhos,mas não também não educam.

    Milhares de crianças,ricas e pobres,possuem como educadores um televisor e um computador.

    Supernanny,não me deixa mentir,rs.

    Tem muita gente dando liberdade demais para os filhos,e as escolas só visam o lucro,não a educação de ninguém.
    Se uma criança descobre os limites,em casa e fora dela,a culpa é de quem?

    Quantos professores apanhando de alunos?

    Se uma criança ou adolescente,bate no professor,por que não pode bater nos pais?

    Eu não concordo com essa tirania do Estado,mas eu também não tenho mais filho pequeno.

  • Paula

    Aluno batendo em professor deveria entrar no mesmo quesito, e o aluno enquadrado na lei.
    O problema sao interesses que estao acima da importancia da etica na educacao: uma escola privada nao quer nem pensar em tornar um evento destes publico, e opta por demitir o professor, para nao perder sua clientela… Atual e futura.

    • Paulinha, aluno de ensino fundamental é inimputável em qualquer lugar do mundo onde haja bom senso – o que não inclui os EUA, é claro, onde um garoto de CINCO ANOS de idade que roubou um beijo de uma coleguinha foi processado e terá para sempre seu nome incluído no cadastro de “sexual offenders”, exposto para consulta pública nesta lista ou nesta lista.

      É nisso que dá confiar no bom senso doss governos.

      E achas que uma “Lei da Palmada” que proíbe “qualquer castigo físico, moderado ou imoderado” tem alguma chance de ser bem aplicada em um país onde uma mãe passou dois anos na cadeia e perdeu a guarda do filho porque roubou um pote de margarina de um supermercado?

      Quanto à atitude das escolas, concordo plenamente que o interesse em não perder clientes acaba sufocando a ética. Mas não acho razoável abrir processo contra uma criança que deu um pontapé na canela da professora. Coisa bem diferente é o adolescente que espanca a professora.

  • André

    Recentemente tomei conhecimento mais aprofundado do Conselho Tutelar da minha cidade natal. Seria cômico se não fosse trágico. É para aquilo que devemos terceirizar a educação dos nossos filhos? É sério que alguém acredita que aquela é a polícia de costumes que deve nos fiscalizar? Alguém já procurou saber como funciona e quais os membros do Conselho Tutelar de sua cidade?

  • André

    Os defensores mais ferrenhos da Lei Antipalmada que eu conheço não tem filhos. Talvez seja apenas coincidência dado o universo restrito da amostra.

    • Não acho que seja coincidência. Alguém tem que ser muito alienado da realidade do que é uma criança para achar que é possível conter um filhote alfa de primata com pedidos tipo “mamãe já disse que não é pra estripar os cachorrinhos com a tesoura, que coisa feia, menino malvado!”. :P

      (Lembrei da Família Adams agora, por que será, né?) :)

      Mas, falando sério, eu não acredito que 90% dos internautas que dizem que nunca encostaram a mão nos próprios filhos estejam falando a verdade. Creio que muitos mentem descaradamente para afirmar uma imagem ou por ideologia, enquanto a maioria deve passar pelo fenômeno de “memória seletiva”: eles não se vêem como espancadores, então “esquecem” aquele tapinha no bumbum para a criança sacar quem manda quando está teimando para não tomar banho, ou para não mexer nas coisas das prateleiras do supermercado.

      Um filhote de primata custa alguns anos para ser “domado” e aprender a se comportar de acordo com os códigos sociais. Até lá ele tem que ser tratado de acordo com a etologia da espécie.

  • Incrível como é o Brasil. Um partido de extrema esquerda falando isso…

    Apesar que é pura hipocrisia. Tudo o que eles falam é bem claramente direcionado ao Estado CAPITALISTA. Num regime comunista, que faz exatamente tudo isso que eles estão condenando, aí é outra história…

    Normal. Qualquer um que tenha lido A Nossa Moral e a Deles, já sabia disso…

    • É, tem isso. Quando eles dão um tapa é violência, quando a gente dá um tapa é educação. Por isso eu fiz uma ressalva no parágrafo de abertura.

  • Li

    André,pois é…

    Como querem que eu aceite os conselhos de como educar um filho,se o orientador não sabe como educar o seu próprio filho?

    Olhem bem para a sociedade em que vocês vivem.

    Eu com dez anos de idade,tinha direitos e deveres.

    Estudava na parte da manhã,e ficava sozinha a tarde toda.

    Meu almoço ficava no forno,eu almoçava,descansava por uns vinte minutos,lavava a louça que estava suja,fazia a lição de casa,e ia brincar…..sem vigilância.

    Antes da minha mãe chegar do trabalho,lá pelas seis,eu já tinha enchido a talha de água.
    Já tinha aguado as plantas e já havia tomado banho.

    Tinha regras claras para obedecer,e apanhava se não
    as obedecia.
    A minha segurança dependiam delas.

    Não podia andar sozinha em lugares desertos.
    Só podia sair com os meninos,meus amigos,se houvesse meninas junto.
    Não podia me aproximar de estranhos.
    Só tinha permissão de nadar no rio,ou de subir em árvores,se estivesse com meus amigos.

    Não podia pegar nada que não fosse meu,e se ganhasse algo,minha mãe ia perguntar se realmente eu estava falando a verdade.

    Não podia me meter em confusão,não podia bater em ninguém,mas também não podia apanhar.

    E quem mandava em mim,na escola,eram os adultos que estavam por lá.

    Era proibida de xingar…..e mil outras coisinhas,que poderiam parecer bestas,mas que me mantinham longe de perigos e chineladas.

    Amo minha mãe que soube me ensinar a viver,ou quase,rs.

    Quando vejo meus sobrinhos,adolescentes e adultos,que
    mais parecem débeis mentais,criaturas que não sabem dar um passo sem a ajuda de alguém.
    Seres que se colocam em perigo constante porque nada sabem de respeito,de ordem,de limites.
    Pessoas que SEMPRE irão depender dos outros,porque não sabem arrumar a própria cama em que dormem,não sabem fazer um sanduiche,cuidar de um bicho,de uma planta.

    Que tipo de seres alienados estamos criando?

  • paula

    Concordo com tudo o que foi dito. E tb concordo que me sinto desconfortavel qdo o Estado tenta interferir na minha vida desta forma. Mas tb compreendo a frequencia dos excessos e a finalidade da lei. Nao consigo porem perceber porque tudo o que esta’ escrito acima sobre a importancia dos ensinamento sobre limites, deveres, direitos e objetivos depende de palmadas ou de quaisquer castigos fisicos.

    De fato, quando eu tinha 8 anos tive a oportunidade de viver num pais europeu por 6 meses, frequentando a escola local. Um dos meus maiores traumas foi assistir meus colegas sendo castigados fisicamente pelo professor, que por sinal la’ ‘e chamado de “mestre”. Eu nunca sofri castigos fisicos naquela escola, mas pode ter certeza que 35 anos depois, eles estao ainda marcados na minha mente, com a mesma sensacao de angustia que antes.

    Eu me considero bem sucedida socialmente e profissionalmente, e nao acho que tenha dependido de castigos fisicos para isso.

    • Paulinha, o problema é que a legislação (Código Civil, ECA, Código Penal) já é suficiente para coibir abusos, mas não é usada de modo razoável. Aí inventam uma nova lei. Como é que alguém pode achar razoável que uma nova lei, com poderes muito mais invasivos e abusivos, passará a ser bem usada pelo mesmo sistema que não usava adequadamente a legislação bastante suficiente que já existia? É um total contrassenso.

      E a questão da palmada é importantíssima. Quando uma lei nivela por baixo todo e qualquer castigo físico, moderado ou imoderado, tornando um tapinha e um espancamento de cinta igualmente passíveis de punição com a perda do pátrio poder (ou “poder familiar” como os politicamente corretos conseguiram fazer chamar), a insegurança jurídica se torna terrorismo de Estado, igualzinho à aberração que o Congresso dos EUA aprovou para 2012.

      Estamos aplaudindo nossos futuros algozes, iludidos com a pretensa boa intenção de suas ações, quando na verdade elas fragilizam a segurança do cidadão em um nível tão impensável… que ninguém está mesmo pensando!

      Eu estou apavorado. Na minha opinião, deveríamos ter saído às ruas e parado o país por causa dessa aberração. E no entanto o que mais tem é gente iludida aprovando essa loucura por achar que as crianças passarão a ser melhor protegidas… :(

  • Li

    Paula,a questão não e se pode ou não bater,o que vejo são pessoas que não sabem quando bater.

    Eu cresci,aprendi muitas coisas que minha mãe não sabia,e digo que se minha filha batesse num professor,ela levaria uma surra em plena escola,para
    aprender a respeitar as pessoas.

    Se meu filho,depois da terceira explicação do porque não bater no filho do vizinho,ainda estivesse fazendo isso,ia levar umas chineladas sim.

    Quem tem filho sabe que as crianças são diferentes.

    Meu irmão mais velho nunca levou um tapa de minha mãe,mas levou uma surra do meu pai,que não batia em ninguém.

    Até um castigo,se a criança não merecer,pode traumatizar.

    Não educar pode estragar a vida de uma pessoa,para sempre.

    Quantos presídios cheios mostram essa falta de educação?

    Teve educação uma pessoa que só sabe resolver alguma coisa na porrada?

    Veja como as pessoas são diferentes,você se traumatizou pelo olhar,e eu que apanhei de verdade amo minha mãe……sem ela eu certamente seria um marginal.

    Paula,se você é uma pessoa educada,certamente recebeu castigo,quando criança,algumas crianças são castigadas e aprendem,outras o castigo apenas não basta.

    E se é uma questão de lei,a lei faz tempo que existe.

    Existem filhos que são educados,mesmo tendo pais omissos.

    Infelizmente a maioria não é.

    E afirmo que existe um abismo entre uma chinelada e um braço quebrado.

    Educar nunca foi usar o filho como saco de pancadas.

    Pode ser que venha dai o entendimento de que minha mãe me amava,apesar de levar boas chineladas.

    Minha mãe explicava porque não podíamos fazer determinada coisa,e pedia,educadamente…..depois proibia e ameaçava,se não surtisse efeito,então batia.

    • Li, o problema é que pareces estar defendendo surras. Um tapinha na mão ou uma palmada no traseiro não são surra. Chineladas ou equivalente, na minha opinião, só deveriam ser aplicadas em caso de a criança tentar agredir os próprios pais (porque isso é o padrão de comportamento de um primata, eu sempre fundamento da mesma maneira). Não sou favorável a surrar uma criança jamais.

  • paula

    Por favor defina:
    - castigo físico moderado
    - castigo físico imoderado
    - abuso fisico
    - surra
    - palmada
    - chinelada
    - chicoteada
    - surra de cinta
    - espancamento

    Pelo numero de vezes e situacoes diferentes em que estas palavras apareceram so’ aqui nesta discussao, eu tenho certeza de que a definicao de cada uma delas seja muito variadas na cabeca de cada um. Mesmo as pessoas que concordam com o blogueiro, e discordam da Lei, discordam entre si, sobre a extensao de como seja correto espancar um filho.

    Este ‘e o principal motivo para usar uma definicao facil que ‘e entendida por todos, que ‘e a da Lei. Nao tem espaco para duvida ou interpretacao. O raciocinio deve ser reto, de causa e efeito.

    E repito, o limite e exemplo eu dou todos os dias em casa. A comunicacao na especie humana ‘e muito rica e nao precisa de agressoes fisicas para dar o recado e orientar os menores ou maiores da familia.

    • Paulinha, não é necessário definir nenhuma destas expressões. Elas são bem claras por si mesmas. A grande armadilha que a ideologia do “politicamente correto” nos apresenta e na qual muita gente cai inadvertidamente é justamente dizer que o óbvio precisa ser definido, o que exige um esforço monstruoso e inútil de positivação (no sentido do Direito) e que gera definições áridas, inacessíveis e apartadas da realidade.

      É como naquela piada:

      - Sabe me dizer qual é a diferença entre uma xícara e um penico?

      - Não.

      - Então nunca me convide para tomar um café.

      Uma xícara é rigorosamente igual a um penico. Ambos tem o mesmo formato, podem ter o mesmo tamanho, podem ter a mesma cor, podem ser feitos do mesmo material e podem inclusive ser utilizados de modo intercambiável, mas todo mundo sabe a diferença.

      Qualquer que fosse a tentativa de definir o que é xícara e o que é penico para propósitos de desambiguação na legislação poderia ser facilmente contestada porque nenhuma característica estrutural serve como critério de desambiguação. Qualquer tentativa neste sentido vai gerar uma definição artificial, arbitrária, que viola o bom senso e em última instãncia é inútil, porque ninguém confunde uma xícara com um penico.

      Do mesmo modo, se a lei permitir palmadas mas não permitir surras, quantas palmadas permitidas comporiam uma surra? Teríamos que contar “1, 2, 3, 4, 5, pronto, já atingi o limite legal, tenho que parar”, enquanto a criança abusada ri de nós dizendo “nem doeu”? (Duvido que nunca tenhas visto algo assim acontecer.)

      Ou, lembrando que alguém pode dar uma palmada só, mas deixar um vergão roxo e inchado por duas semanas, o que devemos fazer, estipular quantos Joules podem ser aplicados em cada palmada?

      A solução não está em uma positivação detalhada. Está no bom senso.

      Quando eu era moderador da antiga comunidade de Direitos Humanos, eu tentei diversas vezes organizar um conjunto de regras adequado para manter o fórum em boas condições para um debate saudável e objetivo o suficiente para que os membros pudessem questionar os meus critérios caso eu cometesse algum equívoco. Pois bem, o meu grande equívoco foi justamente ter tentado criar esse conjunto de regras.

      Toda vez que alguma regra se mostrava insuficiente ou inadequada, lá ia eu modificar as regras, acrescentar algum detalhe, alterar um item, tentando arrumar as coisas, manter o sistema funcional e justo. O resultado depois de quatro anos de constantes mudanças foi este absurdo aqui (não precisa ler tudo, pode pular para o resto de meus argumentos):

      SEJA BEM VINDO À COMUNIDADE DOS DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS!

      ► SE você concorda que:

      • o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da familia humana e seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;

      • é essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo império da lei, para que o ser humano não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão;

      • que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso;

      ► OU se você não conhece bem o asunto mas quer buscar informações sobre os Direitos Humanos, estudar e debater o tema de modo saudável e produtivo, aprendendo com os defensores dos Direitos Humanos;

      ► ENTÃO esta é a comunidade certa para você!

      ATENÇÃO: LEIA ESTE TÓPICO ANTES DE POSTAR!

      Nós temos objetivos e regras de conduta que servem para garantir a você e aos demais membros da comunidade um fórum produtivo e agradável para a troca de idéias entre os defensores dos Direitos Humanos.

      Como nossa comunidade é muito atacada por trolls e por detratores dos Direitos Humanos, a moderação atua com muito rigor em relação à participação de novos membros que chegam “com o pé na porta”, postando de modo a gerar conflito.

      Observe os debates antes de postar, leia os sites recomendados neste tópico e tenha sempre em mente que este não é um espaço para questionar a validade dos Direitos Humanos, nós consideramos esta questão ultrapassada e não estamos dispostos a explicar os motivos pela “trocentésima” vez.

      ► SE você não concorda com os objetivos ou com as regras de conduta de nossa comunidade, ENTÃO busque uma comunidade mais adequada para expressar seus pensamentos ou abra sua própria comunidade.

      Agradecemos sua compreensão e colaboração.

      1. Objetivos da Comunidade:

      .
      1.1. Afirmar os Direitos Humanos universais, inerentes e inalienáveis.
      .
      1.2. Propiciar aos estudiosos, defensores e demais interessados um fórum protegido para o debate de temas pertinentes à afirmação dos Direitos Humanos.
      .
      São exemplos de temas pertinentes ao escopo desta comunidade:
      .
      * dignidade de tratamento de presos / vedação à tortura;
      * liberdade de imprensa / manifestação de pensamento / credo;
      * igualdade / discriminação de gênero, raça, orientação sexual, etc;
      * direitos sociais / educação, saúde, etc;
      * direitos políticos / votar e ser votado;
      * outros garantidos na Constituição e nos tratados internacionais.

      2. Regras de Conduta:

      .
      2.1. A moderação reserva-se o direito de banir sem advertência os membros que demonstrem de forma inequívoca não serem militantes ou estudiosos dos Direitos Humanos. (*)
      .
      2.2. São passíveis de advertência e/ou expulsão:
      .
      * Detratação dos Direitos Humanos (expulsão sumária); (*)
      * Ofensas aos defensores dos Direitos Humanos; (*)
      * Ofensas pessoais de qualquer natureza; (*)
      * Uso propagandístico de clichês anti-DH; (*)
      * Apologia ao ódio, à violência ou ao crime; (*)
      * Trollagem explícita (expulsão sumária);
      * Uso de “ad hominens”;
      * Comportamento desagregador em geral;
      * Postar em tópicos encerrados pela moderação;
      * Deixar de atender solicitações da moderação;
      * Abrir tópicos e sumir nos dias seguintes.
      .
      (*) Nesta comunidade ou em qualquer outra.
      .
      2.3. Serão tratados com tolerância zero:
      .
      * Perfis “fake”;
      * Perfis nitidamente ofensivos ou discordianistas;
      * Perfis com menos de um ano de participação ativa;
      * Perfis sem uma sólida reputação de alinhamento e colaboração com os objetivos e as regras de conduta da comunidade.
      .
      2.4. Leia o básico sobre Direitos Humanos antes de postar na comunidade:
      .
      * Este é um fórum de debates e não uma sala de aula.
      * A obrigação de pesquisar e estudar o básico antes de postar perguntas é sua.
      * Ninguém tem a obrigação de explicar mil vezes a mesma coisa.
      .
      2.5. Colabore com a moderação:
      .
      Os moderadores não tem a obrigação:
      * de ler todas as atualizações de todos os tópicos todos os dias, portanto use o Canal da Moderação de acordo com o item 4 deste tópico;
      * de dedicar horas e horas para avaliar rusgas pessoais entre membros, portanto não denuncie picuinhas;
      * de definir quem tem razão quando se trata de temas polêmicos como aborto, eutanásia, células-tronco embrionárias, etc., portanto debata civilizadamente;
      * de lembrar de memória o que diz a alínea “m” do inciso LXXVIII do artigo 219 do Pacto da Tonga da Mironga do Cabuletê, portanto faça uma busca na internet.

      3. Sobre os tópicos da comunidade:

      .
      3.1. Regras da Comunidade (este tópico):
      http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=88331&tid=5279670771472830911
      .
      3.2. Canal da Moderação 2010 (para todos os assuntos administrativos):
      http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=88331&tid=5424833673870873023
      .
      3.3. Canal de Bate-Papo (chat da comunidade):
      http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=88331&tid=2507733178243256767
      .
      3.4. Os demais tópicos são reservados aos debates sobre Direitos Humanos.
      .
      3.5. Não são admitidos tópicos de propaganda, salvo quando membros com mais de um ano de participação na comunidade e sólida reputação de bons debatedores incluirem links para seus blogs após suas assinaturas.
      .
      3.6. Propaganda de cursos, blogs, comunidades pró-DH, eventos, venda de livros, apostilas e CDs, somente é admitida se relacionada à temática da comunidade. Use também o espaço de “eventos”. Não anuncie diversas vezes a mesma coisa ou a moderação considerará SPAM, deletará todos os anúncios e expulsará o perfil da comunidade.
      .
      3.7. Serão deletados independentemente do conteúdo:
      .
      * Tópicos apenas com notícias ou links, sem proposta de debate;
      * Tópicos com termos chulos ou clichês anti-DH no título;
      * Tòpicos com títulos não descritivos (“uma pergunta”, “ajuda aew”);
      * Tópicos semelhantes a tópicos ativos da primeira página da comunidade;
      * Tópicos e todas as mensagens de trolls expulsos, respondidos ou não;
      * Quaisquer afirmações ou insinuações de que a culpa dos males do mundo se devem aos DH e não à falta de DH.
      .
      3.8. Todas questões sobre “DH e BANDIDOS” devem ser postadas neste tópico:
      .
      ### TÓPICO ÚNICO sobre “DH e BANDIDOS”:
      http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=88331&tid=5428520104430571967
      .
      As explicações necessárias estão detalhadas no próprio tópico. ***Leia!***
      .

      4. Como colaborar com a moderação:

      .
      4.1. Não alimente os trolls!
      .
      * Não responda tópicos com aparência de trollagem;
      * Não interaja com discordianistas nem com detratores dos Direitos Humanos;
      * Não perca tempo dando atenção a quem não debate com civilidade;
      * Não personalize o debate tecendo comentários ad hominem;
      * Não devolva ofensas para não se colocar na linha de tiro da moderação.
      * Denuncie as irregularidades no Canal da Moderação o mais rápido possível.
      .
      4.2. Lembre que esta comunidade é uma vitrine e procure qualificar o debate.
      .
      * Foque as idéias e não a pessoa do interlocutor;
      * Responda civilizadamente mesmo a quem for grosseiro, ou não responda;
      * Colabore com a moderação antes de criticar a moderação;
      * Critique a moderação somente no Canal da Moderação.
      .
      4.3. Auxilie a localizar facilmente os pontos em que se faz necessária a intervenção da moderação:
      .
      Copie e cole no Canal da Moderação:
      .
      * as partes do texto que infringem as regras da comunidade, para que uma análise prévia possa ser feita no Canal da Moderação mesmo;
      * o nome do autor da postagem abusiva e o link de seu perfil, para evitar que o infrator troque nome e foto e confunda a moderação;
      * o link e o número aproximado da mensagem no tópico, pois muitas vezes o link postado não corresponde à posição correta da mensagem obrigando o moderador a navegar pelo tópico à procura do problema (esta loucura do Orkut acontece especialmente quando o link aponta para a última página de um tópico e ocorrem postagens subseqüentes).

      5. Onde buscar informação de qualidade sobre DH

      .
      5.1. Consulte com freqüência estes sites:
      .
      DUDH:
      http://www.onu-brasil.org.br/documentos_direitoshumanos.php
      .
      Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos:
      http://www.ohchr.org/
      .
      ONU Brasil:
      http://www.onu-brasil.org.br/
      .
      DHNET:
      http://www.dhnet.org.br/
      .
      Biblioteca Virtual da USP sobre DH:
      http://www.direitoshumanos.usp.br/
      .
      Secretaria Especial dos Direitos HUmanos da Presidência da República:
      http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/
      .
      Temas específicos? Pesquise antes de perguntar:http://www.google.com.br/http://br.search.yahoo.com/http://www.bing.com/http://www.ask.com/
      .
      5.2. Se você não encontrou nada a respeito do que procurava, nem mesmo um texto básico em todos estes sites, no Google, no Yahoo, no Bing e no Ask, provavelmente sua pergunta exige conhecimento muito especializado e dificilmente será respondida em uma comunidade do Orkut, mas pode ser que alguém lhe indique o caminho para encontrar o que procura. Boa sorte!

      “Tudo” sobre DH!

      .
      Será que esta lista está completa?
      .
      http://www2.ohchr.org/english/law/index.htm#instruments
      .
      http://www.onu-brasil.org.br/documentos_convencoes.php
      .
      http://www.onu-brasil.org.br/documentos_resolucoes.php
      .
      http://www.onu-brasil.org.br/documentos_outros.php
      .
      http://www.dhnet.org.br/dados/lex/brasil/leisbr/index.html
      .
      http://www.dhnet.org.br/dados/lex/codigos/br/index.htm
      .
      http://www.dhnet.org.br/dados/estatutos/nacionais/index.html
      .
      http://www.dhnet.org.br/dados/pp/dht/index.html
      .
      http://www.dhnet.org.br/dados/lex/acesso/index.html
      .
      http://www.dhnet.org.br/abc/manuais_praticos/index.htm
      .
      A legislação brasileira teoricamente se encontra toda aqui::
      .
      http://www.presidencia.gov.br/legislacao/
      .
      A comunidade agradece se forem apontadas lacunas nesta lista!
      .

      Precisa falar com o moderador e não pode postar na Direitos Humanos?
      .
      Dirija-se a esta comunidade:
      .
      http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=107926741

      Quer opinar sobre os tópicos mais relevantes aqui discutidos?
      .
      Clique neste link e poste UMA VEZ apenas em cada tópico:
      .
      http://www.orkut.com.br/Main#CommTopics?cmm=88331&q=%22opini%C3%B5es+sobre%22&pno=1
      .
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      ******* Favor não postar no tópico das regras! *******
      ******* Favor não postar no tópico das regras! *******
      ******* Favor não postar no tópico das regras! *******
      ******* Favor não postar no tópico das regras! *******
      ******* Favor não postar no tópico das regras! *******
      ******* Favor não postar no tópico das regras! *******
      ******* Favor não postar no tópico das regras! *******
      ******* Favor não postar no tópico das regras! *******
      ******* Favor não postar no tópico das regras! *******
      ******* Favor não postar no tópico das regras! *******
      .
      (+) “UPs” serão bem-vindos para manter o tópico no alto.

      Essa versão é a décima ou décima-segunda do tópico de regras. Imaginas o trabalho que isso me deu?

      E a cruel constatação: não adiantou nada.

      De tão preocupado em fornecer aos membros um conjunto de regras com definições claras (defina palmada, defina surra, defina espancamento), o tópico acabou ficando tão grande que ninguém mais o lia, exceto os trolls interessados em explorar suas lacunas para cometer abusos – igualzinho à legislação nacional e ao que fazem os advogatrolls.

      Na nova comunidade de Direitos Humanos nós decidimos não cometer o mesmo erro. As regras lá são as seguintes:

      1-Ofensas pessoais
      A participação é opcional, o respeito é obrigatório.
      Pena: Advertência, suspensão ou expulsão, a critério da moderação.

      2-Detratação de Direitos Humanos
      Negar os Direitos Humanos ou ridicularizar sua aplicação.
      Penas: Advertência ou expulsão, a critério da moderação.

      3-Trollagem
      Aqui a definição de troll:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Troll_(internet)
      Pena: Expulsão sumária

      4-Casos omissos
      A critério da moderação.
      Se tiver dúvidas, pergunte no Canal da Moderação.

      Acrescentamos algumas explicações e exemplos mais abaixo, para quem tiver interesse em compreender os critérios que usamos, e isso é tudo.

      Tens idéia de qual das comunidades funciona melhor? Disparado a nova comunidade. As grandes diferenças são duas: em primeiro lugar, as regras agora são praticamente apenas um aviso para que todo mundo se comporte com bom senso, o que é muito mais eficaz do que forecer um imenso conjunto de detalhes positivados em que os trolls vão buscar justamente as lacunas para criar caso; em segundo lugar a moderação antes era feita por uma pessoa só e agora é composta por cinco pessoas que procuram atuar com critérios semelhantes, ou seja, está muito mais presente e atuante e tem menos flutuações de humor que um indivíduo atuando sozinho (que tende a ser mais rigoroso num dia ruim e excessivamente tolerante em um dia bom, sem ter com quem checar a estabilidade dos critérios).

      Portanto, Paulinha, não somente a lógica mas também a experiência mostram claramente que é muito mais importante ter um sistema que funcione bem e que tenha estabilidade em torno de um padrão (que deve evoluir gradativamente, formando uma cultura de conduta) do que ter regras “bem definidas”.

      Estes dias expulsei um cara da comunidade por “comportamento desagregador” (trollagem). Ele entrou na comunidade de recursos e pediu “defina comportamento desagregador”. Óbvio que eu não vou cair na armadilha. Ele entrou em conflito com diversos membros, ameaçou alguns de processo, negava-se constantemente a responder as perguntas que poderiam embaraçá-lo, desviava o assunto, irritava todo mundo com explicações que não explicavam nada, etc. Se eu justificar com qualquer um destes itens a expulsão dele, ele vai contra-argumentar que isso não é bem assim, aquilo não é bem assado, que segundo a epistemologia da exegese da hermenêutica da rebimboca da parafuseta ele tem razão por isso e por aquilo, trollando também a comunidade de recursos e fazendo a moderação gastar um tempão. O que eu vou fazer? Vou dizer: “cara, tu foste avisado mais de uma vez para mudar o tom e mantiveste o mesmo comportamento; nós consideramos a tua presença desagregadora para a comunidade e ponto; se quiseres vai buscar teus direitos na justiça”. E fim de papo.

      Tudo isso para dizer que não é necessário, nem razoável, nem desejável definir legalmente “palmadinha” e “espancamento”, a primeira sendo adequada conforme expliquei no outro artigo e o segundo sendo intolerável.

  • Li

    Eu vejo uma diferença enorme entre EU dar uma surra em meu filho que bateu em um professor,e esse meu filho matar alguém e ir para a cadeia sofrer todo tipo de violências.

    O Estado que me proibe de bater nele,é o mesmo Estado que não impede a violência contra ele.

    Para minha mãe 3 chineladas eram uma surra,e das boas.

    Detalhe: meu irmão levou uma sova do meu pai,com 23 anos.
    Até hoje não sei o motivo,mas deve ter sido muito grave.

    Existem gestos e palavras que valem por mil chineladas e por centenas de tabefes,mas dessas coisas quase ninguém se lembra de ter feito.

    Minha sobrinha não podia usar biquini porque era coisa de vadia,rs.
    Pensem numa tortura pior,para uma adolescente.

    Pensem naqueles pais que nunca encostaram um dedo no filho,mas que se fizeram ausentes uma vida inteira.

    http://www.diarioweb.com.br/novoportal/noticias/Cidades/85084,,Filho+agride+pai+com+pa+de+ferro+em+Pindorama.aspx

    http://www.agazeta.net/index.php?option=com_content&view=article&id=7189:filho-agride-pai-e-irmao-a-tercadadas&catid=123:policia&Itemid=510

    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1691526

    É preciso educar os filhos,quando pequenos, para não sofrer violência por parte deles,quando adultos.

  • Lunah Lan

    “Colocar a vítima em frente a seu abusador/ladrão/agressor/estuprador/raptor/quase-homicida ou sei lá em que casos é admitida a aplicação dos preceitos da ‘justiça restaurativa’”

    Então, primeiro tenho de esclarecer que, para encurtar o assunto referi-me a justiça restaurativa, visto que, já se aplicam por aqui em escolas da periferia para o caso de bullying e outros pequenos delitos.
    E como eu disse, não acho isso certo, mas vejo, que é basicamente o que está acontecendo, visto que, os pais estão de mãos atadas, pois saem para trabalhar e os filhos ficam por conta de si. Só podem trabalhar depois dos 16 anos e aí, já ficaram um tempão em casa sem fazer nada. As pessoas dizem, mas tem um monte de cursos grátis pela cidade, esses jovens podiam estar estudando. Porém, a maioria dos cursos ficam longe dos jovens que mais precisam.
    Bom mesmo seria se os pais pudessem ter mais tempo junto aos seus filhos e mais interesse em fazer deles homens e mulheres de bem.

    • “Bom mesmo seria se os pais pudessem ter mais tempo junto aos seus filhos e mais interesse em fazer deles homens e mulheres de bem.”

      EXATO!!!

      É por isso que eu estou queimando os miolos há uns dois anos para bolar um projeto educacional que contemple esta necessidade. Mas ainda é cedo para comentar isso em público.

  • Lunah Lan

    Eu sempre apanhei muito dos meus pais, muitas vezes sem saber porque, outras apanhava no lugar das irmãs menores, era puxão de cabelo, surra de fivela de cinta de não poder ir na escola por uns 3 dias – isso, por rir no domingo de tarde enquanto os meus pais queriam dormir. Apanhava até perder o folego e não chorar mais. Meus pais não tinham limites e não precisavam de grandes motivos, bastava quebrar um prato ou responder de mal jeito. Eles tinham um casamento tenso e as filhas pagavam caro por isso. As marcas não ficaram só no corpo, ficaram na memória e no coração também. De tanto ouvir que os filhos reproduzem os pais, me policiei sobremaneira ao educar minhas filhas. As conversas eram profundas e se algo estava errado, bastada um olhar. Até hoje elas dizem que meu olhar queima mais que fogo. Mas elas são muito mais tranquilas (de verdade) do que muita menina que vejo da mesma idade.

    • Lamento profundamente que qualquer pessoa passe pelo que passaste, Lunah. Olha só: se tu tens menos de 69 anos, o Código Civil já previa a perda do pátrio poder nestes casos e o Código Penal já considerava isso crime na época da tua infância. Adiantou alguma coisa? O Estado brasileiro te protegeu? Não, né? Exatamente por isso eu tenho a maior convicção de que a Lei da Palmada também não vai garantir proteção às crianças: o problema não é qualquer lacuna da lei anterior, o problema é a corrupção e ineficácia do sistema que deveria fazer cumprir as leis.

      (Espero que compreendas que minha contrariedade é com a limitação abusiva imposta pela Lei da Palmada, que iguala o tapinha no bumbum para cessar uma teimosia ao castigo injustificado e ao espancamento, não com a proteção à criança, que eu considero bastante adequada no Código Civil, no ECA e no Código Penal.)

  • Lunah Lan

    “Quantos professores apanhando de alunos?
    Se uma criança ou adolescente,bate no professor,por que não pode bater nos pais?”
    Li
    Quando uma criança bate em um professor, os pais já são reféns do mesmo a muito tempo e o temem.

    Conheço uma menina de 15 anos que queria sair a noite com um namoradinho, a mãe não deixava porque ela é muito nova. Ela ligou pro conselho tutelar e disse que ela era maltratada, que a mãe punha ela de castigo e deixava ela sem comer. Resultado – a guarda da guria é da vó. Agora ela espera a vó dormir e sai pra rua. Isso por que a mãe (enfermeira) nem tinha tempo pra bater na menina.

  • paula

    Arthur, a tua resposta interessante mas quilometrica aumenta a importancia de minhas ressalvas.
    Eu sei bem qual ‘e a definicao de cada uma das expressoes que coloquei no comentario acima. E concordo que nao seja papel do legislador definir o significado de palavras.

    A minha ressalva ‘e por conta da diferenca que existe na cabeca das pessoas sobre o que seja “aceitavel”, em termos de agressao fisica contra um filho desobediente, como forma de educacao. Uns pregam de beliscao pode, mas surra nao. Outros acham que surra ‘e ok, desde que so’ se use a palma das maos. Outros aceitam surra de cinta inclusive da fivela, causando prejuizos inclusive como abscenteismo `a escola.

    O meu ponto ‘e simples: cada um tem um entendimento diferente sobre que castigo fisico seja aceitavel ou tenha poder educativo. Isto por si ‘e uma boa razao para a lei. A lei nao deixa abertura para criterios diferentes sobre o que seja aceitavel. Nao se pode exercer castigo fisico, ou espancamentos quaisquer que sejam. Simples assim.

    Adicionalmente, eu acredito que haja maneiras de educar com atos e palavras, e que nao incluem castigos fisicos. Por este motivo e por tantos outros ja’ debatidos, eu sou sim a favor da lei. E sim, tenho experiencia com a irritacao que causa a uma mae crianca pequena hurrando por nada em casa ou em publico.

  • paula

    Uma pena voce ter pego uma frase do terceiro paragrafo, em vez de a mais importante, no 4o. paragrafo. Na minha opiniao a frase do terceiro paragrafo fica fora de contexto quando voce retira o quarto paragrafo. Parece que clipou minha fala, cortou a explicacao, e usou uma frase dita, mas que sozinha ficou completamente fora de contexto.

    • Tu te referes a “A lei nao deixa abertura para criterios diferentes sobre o que seja aceitavel.” para compor o outro artigo, que ficaria fora de contexto sem “eu acredito que haja maneiras de educar com atos e palavras, e que nao incluem castigos fisicos”, Paulinha?

      Mas o que eu queria era justamente salientar a parte perigosa desta lei naquele outro artigo, que não é propriamente sobre a lei da palmada e sim sobre a tendência política preocupante da atualidade. Quem ler a discussão deste artigo aqui, que é sobre a lei da palmada em si, não terá dúvidas quanto a tua posição.

  • Nelson

    Na verdade, uma das más intenções do Estado é o de criar menores sem limites, sem respeito à autoridade da família e dos pais, sem referência a qualquer princípio moral, sendo doutrinadas a terem “direitos”, ignorando os direitos e limites alheios, e idolatrando o Estado como uma espécie abstrata de “pai” e “mãe” protetores. Obviamente, o vazio moral deixado pelos pais será substituído pela engenharia social dos educadores, que querem injetar toda a sorte de cultura politicamente correta nas crianças, desde a ideologia de sexualidade promíscua e gay até a neurotização imbecilizante da linguagem e do raciocínio. Essa legião de pequenos Hitlers e Stálins da sociedade, em nome da exigência mimada de direitos ilimitados, serão os grandes tiranos da fase adulta, marginais, egocêntricos, desajustados, psicopatas, criminosos e drogados. Ou mais, serão a massa de manobra das tiranias maiores dos políticos e da burocracia estatal.

    • Nelson, essa tua fixação em atacar os gays é maçante. Qual é o teu problema com a homossexualidade? Tens medo de descobrir que tens esta orientação sexual? Ou insistes em apontar o cisco no olho do outro antes de tirar a trave do teu olho? Deixa os gays serem felizes ao modo deles e vai ser feliz a teu modo.

      Quanto ao resto, concordamos.

    • Ah, dá licença… Júlio Severo? Fala sério, isso é trollagem tua, né? Não acredito que alguém inteligente como pareces ser consiga dar mais que meio minuto de atenção aos loucos do Mídia Sem Máscara, a não ser para dar risada do quanto o fanatismo e a irracionalidade podem tornar as pessoas paranóicas e ridículas.

      Noutra ocasião vou assistir o vídeo. Mas desconfio desde já que vou considerá-lo ou comédia, ou tragédia…

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