Um experimento socialista
O sistema de recompensas não meritocrático do socialismo e de outras ideologias coletivizantes produz inevitavelmente degradação social e econômica devido ao desestímulo à competência e à produtividade. Essa tese é bem exemplificada no texto abaixo, que foi postado pelo Nelson como comentário em outro artigo aqui no blog.
Um experimento Socialista
Um professor de economia na Universidade Texas Tech disse que ele nunca repetiu um só aluno antes mas tinha, uma vez, repetido uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”. O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas em testes.”
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam “justas”. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém repetiria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um A…
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam Bs. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média dos testes foi D.
Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um F.
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da
atmosfera das aulas daquela classe. A busca por “justiça” dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.
Portanto, todos os alunos repetiram… Para sua total surpresa.O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
“Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”
Antes de mais nada, vamos deixar bem claro: este texto é falso. Eu sei disso e não estou argumentando com base em qualquer engano ou dúvida quanto a sua veracidade. Mas esse texto é tão falso quanto as fábulas de Esopo ou de LaFontaine, que contém lições muito verdadeiras que são ensinadas através de textos ficcionais. Meu interesse não é na veracidade histórica do evento, mas em sua estrutura lógica. E a estrutura lógica desta fábula moderna é consistente e bastante coerente com a realidade.
Dito isso, vamos comparar a lição da “fábula do experimento socialista” com o atual carro-chefe da política brasileira, reivindicado tanto pelo governo quanto pela oposição: o Programa Bolsa-Família.
O Bolsa-família não exige nenhuma contrapartida exceto a simples presença em sala de aula das crianças em idade escolar. Não exige dedicação. Não exige esforço. Não exige resultados. Não ensina ninguém a ter compromisso com o próprio aperfeiçoamento. O indivíduo simplesmente recebe aquilo que é produzido pelos outros, exatamente como acontecia na sala de aula do texto citado.
Ao contrário da fábula do experimento socialista, entretanto, o Bolsa-Família é real e trará danos reais à cultura das classes mais pobres e portanto da maioria da população do Brasil.
O Bolsa-Família institui um sistema de recompensas que reforça a manutenção da atitude que leva à miséria: ele recompensa o miserável por ser miserável e por continuar miserável, enquanto pune o sucesso na vida com a retirada do benefício.
Esta é a receita behaviorista clássica para um condicionamento operante bem sucedido e está sendo aplicada em mais de cinqüenta milhões de brasileiros para que eles mantenham o mesmo padrão de comportamento miserável e dependente.
O Bolsa Família atende mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional. A depender da renda familiar por pessoa (limitada a R$ 140), do número e da idade dos filhos, o valor do benefício recebido pela família pode variar entre R$ 32 a R$ 306.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Ter mais de treze milhões de famílias, o que significa mais de cinqüenta milhões de pessoas, todas recebendo reforço para se manterem miseráveis e punição caso se tornem responsáveis, esforçadas, produtivas e resolutivas, é sem sombra de dúvida uma desgraça.
Esta realidade está sendo acobertada pelos índices econômicos porque todas as avaliações até agora só podiam ser de curto prazo. A projeção de longo prazo, porém, é bem diferente da propaganda oficial. Se no curto prazo doar algum dinheiro permite um maior acesso ao mercado, no longo prazo este acesso se manterá totalmente dependente da esmola oficial, uma vez que nenhuma contrapartida em qualificação é exigida.
Como a perspectiva futura de melhores condições de vida não é um reforçador eficaz para que as pessoas se tornem responsáveis, esforçadas, produtivas e resolutivas, caso contrário já não haveria quem assim não o fosse, inserir neste contexto um reforçador das atitudes que conduzem à miséria é terrivelmente temerário. Na verdade, é um crime contra o país.
A mensagem aqui é bem clara: o Brasil está fazendo um imenso experimento socialista com o Programa Bolsa-Família, com o mesmo sistema de recompensas descrito na fábula que lemos acima.
Se nenhuma outra variável for inserida no Programa Bolsa-Família – notadamente a exigência de freqüência com aproveitamento na escola regular para as crianças e em cursos profissionalizantes para os pais – qual a chance de obtermos um resultado diferente com os beneficiários do Bolsa-Família do que a que foi obtida pelos alunos que receberam “Bolsa-Nota” dos seus colegas mais estudiosos?
E que tipo de reação se espera da classe média, que é quem sustenta de verdade a economia, se tal sistema de malversação de recursos constituídos por impostos for mantido?
Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 22/02/2012
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O que complica nessa perspectiva, caro Arthur, é que o Socialismo é falho por pensar demais em classes de pessoas, e não em pessoas, enquanto que o Comunismo basei-se demais em meios de produção, e não em pessoas no meio de produção (sim, há distinção entre Socialismo e Comunismo). No Coletivismo propriamente dito, a ausência de um governo é essencial (ou seja, todo coletivismo deve ser libertário).
A simples presença de um governo já é suficiente para gerar incompetência e preguiça generalizada. O governo centraliza algumas ações sociais que, no passado, eram responsabilidade do próprio corpo de cidadãos, e ainda tira deles o poder de melhorar por si mesmos essa ação social. Se no passado, cada membro da sociedade era responsável pela limpeza pública, com graves consequências caso os mesmos membros da sociedade se eximissem dessa responsabilidade (exemplo: peste negra, Europa), hoje todos jogam lixo nas ruas, pois há um agente do governo (o gari) que fará a limpeza.
No passado, os pais ensinavam tudo o que sabiam aos filhos, e os membros da sociedade estavam sempre à disposição para ensinar também o que sabiam, fossem técnicas de improvisação em poesia, a manufatura de redes de pesca ou técnicas de rastreio e caça de animais, e com graves consequências caso os membros da sociedade não quisessem cumprir suas responsabilidades educacionais (mais uma vez, temos o exemplo da Europa). Hoje, os adultos não apreciam tanto a presença de uma criança, e os pais se eximem de suas responsabilidades educacionais, pois há um agente do governo ou um profissional particular (o professor) que cumpre essa função.
O problema do Socialismo (Comunismo de Estado) e do Comunismo (Coletivismo de Classe) é que presumem a presença de um governo ou uma classe que manda e centraliza todas as ações sociais, e outra que é mandada, fazendo com que todos acabem nivelados independente do esforço e com que suas ações sociais sejam diminuídas.
Quando digo que sou Coletivista Libertário, as pessoas se assustam e de cara pensam que sou Anarco-Comunista, mas há uma diferença aí: no Coletivismo, presumimos igualdade de oportunidades e ausência de propriedade privada sobre itens de meios de produção, cujos ganhos são revertidos para toda a sociedade, em forma de benefícios, e não em forma de moedas (uma mina de ferro reverteria esse mineral para ações previamente acertadas pela sociedade, como a construção de ônibus ou para itens específicos da industria química).
No Anarquismo, a ausência é tanto de estado como de leis, e as decisões são tomadas sempre pela reunião do todo da sociedade, mas com os mesmos perigos de ninguém ser responsável pela sociedade, exceto a classe responsável por determinado meio de produção. No Libetarianismo, a presença mínima do governo seria ao ponto de sua quase anulação, preservando apenas os serviços básicos, também acertados pela sociedade (a sociedade votaria na presença de um Sistema Único de Saúde, e disponibilizaria os cargos a serem ocupados). Todos os membros da sociedade seriam igualmente responsáveis pela sociedade.
Diferente do socialismo, do comunismo e do socialismo, o Coletivismo Puro preconiza uma economia não baseada no dinheiro, mas nos recursos naturais e sociais. Obviamente, é mais fácil uma economia desse porte apenas em escala mundial, o que torna o coletivismo mais uma ideologia pessoal na atualidade que uma possibilidade real a curto prazo. Coletivismo Puro também não é Zeitgeist, que assume que os recursos devem ser redistribuídos. O Coletivismo Puro não prevê nenhuma distribuição.
Cada membro da sociedade trabalharia e registraria seu trabalho, fosse lá qual fosse, em órgão competente criado por plebiscito pela própria sociedade, e cujos responsáveis diretos não controlariam seus próprios registros de trabalho. A partir desse registo de trabalho, todos ganhariam um “crédito” unificado por horas trabalhadas para a sociedade como meio de troca de itens supérfluos por créditos (os itens não supérfluos seriam distribuídos de forma igualitária “por cabeça”, em “cestas básicas” de roupas, alimentos, remédios e livros, em postos criados pela própria sociedade para distribuir sua propria produção industrial e cultural).
Isso seria um problema? Não! Quem não trabalhasse sem justificativa (idade, doença, invalidez, crime), receberia decréscimo em seu básico. Quem trabalhasse, porém, receberia acréscimo de créditos. A ausência de propriedade privada faria com que a cooperação se tornasse a única moeda de troca, e todos sairiam ganhando.
No mundo de hoje, porém, não me interessa muito se uma sociedade é desse ou daquele tipo de economia, a ética é quem deve falar mais alto. A ética é que nos permite ajudar quem precisa sem, com isso, criar um vício de “pedinte” nessa pessoa.
Digamos que o Brasil não está na contramão do mundo, está caminhando com ele, pois o mundo inteiro, com sua economia capitalista, experimento socialistas perrengas, e grupos comunistas espalhados por aí, tenderá apenas a piorar. Isso porque ninguém pensa que Coletivismo de Estado é veneno na mesma medida que o Libertarianismo Monetário.
O que o experimento fez foi usar uma moeda (as notas), mas não imbuiu um “espírito coletivista na turma” ao alertar das consequências de seus atos. Devido a isso, os alunos não cooperaram, não ajudaram uns aos outros a estudar, criando grupos de estudos, para que a diferença geral fosse diminuída. Os menos esforçados não quiseram se esforçar mais, e os mais esforçados não quiseram assumir a responsabilidade de alertá-los, e começou um círculo vicioso.
Em um espírito coletivista, a moeda “nota” não existiria.
“No Coletivismo propriamente dito, a ausência de um governo é essencial (ou seja, todo coletivismo deve ser libertário).”
e
“Quem não trabalhasse sem justificativa (idade, doença, invalidez, crime), receberia decréscimo em seu básico. Quem trabalhasse, porém, receberia acréscimo de créditos.”
Se a ausência de um governo é essencial, então quem definiria que a minha falta ao trabalho de hoje teve um motivo justo pelo qual não serei descontado ou foi injustificada devendo eu ser descontado?
Resposta: o governo. ALGUM governo. Porque resolver em plebiscito entre os 190.000.000 de habitantes do Brasil cada falta de cada trabalhador é impossível, assim como seria caso a unidade fosse o estado, a cidade, o bairro ou mesmo uma pequena empresa.
Sempre tem que haver divisão do trabalho, ou não dá pra ter uma sociedade mais complexa que a de caçadores-coletores. E, se houver divisão do trabalho, há governo.
“O que o experimento fez foi usar uma moeda (as notas), mas não imbuiu um “espírito coletivista na turma” ao alertar das consequências de seus atos.”
E se tivesse feito isso mas *um* não quisesse estudar? Todos dividiriam o peso do não-estudo daquele indivíduo? E quando fossem *dois*? E quando fossem *três*? Qual seria o ponto a partir do qual todos perceberiam que a brincadeira está prejudicando os que estudam e que portanto está na hora de mandar os vagabundos para o GULAG?
Noutras palavras, a sociedade ia assumir o ônus de sustentar todos os vagabundos ou ia separar (descoletivizar) os vagabundos dos cidadãos merecedores? No primeiro caso, afunda, no segundo caso, vira tirania. Exatamente o que aconteceu com todos os países que implantaram gestões baseadas em modelos coletivistas.
Nenhum governo aplicou o coletivismo até hoje. O que se aplicou foi nivelamento, que nada tem a ver com coletivismo.
Mandei um comentário, acho que foi pra caixa de spam.
Meus comentários estão indo pra caixa de spam?
Recuperados.
Ponderando que…capitalismo selvagem arrasa com a sociedade porque é canibalizante.
O mesmo para um socialismo/comunismo que não prioriza a inteligência,a justiça e a liberdade.
Eu ia definir uma sociedade ideal,mas me dei conta que essa sociedade nunca vai existir.
Somos seres de extremos,fartura e miséria fazem parte de nosso DNA.
Assim como luz e sombra,liberdade e escravidão.
Amor e ódio.
Essa sociedade que sonho para mim,jamais vai acontecer neste planeta.
E em parte a culpa é minha…por conta de minhas limitações gero amor e dor,alegria e desespero, justiça e injustiça,tirania e liberdade.
Eu faço parte de tudo aquilo que condeno.
É bem triste isso.
Algumas comunidades e pessoas se isolam e tentam construir seu paraíso.
Mas isso não altera a grande massa.
Os seres mais injustos são aqueles que possuem grande poder de justiça.
Os que menos fazem coisas são aqueles que mais podem fazer essas coisas.
Os que mais podem ser livres,são os mais escravos.
Eu prefiro ser comunista cristã dentro do meu mundinho…muito,muito, limitado.
A sociedade ideal é aquela em que todo mundo age com empatia e com boa vontade.
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E quem não agir assim a gente prende e arrebenta.
Acho que vc nunca ouviu falar de Ayn Rand. http://aynrand.com.br/pages/excerpts.htm
Concordo quanto ao mérito, mas o caso do bolsa-família é outro. As famílias que o recebem geralmente estão em extrema pobreza e quase nenhuma esperança de melhorar. Temos que convir que esse programa diminuiu bastante desigualdade e deu um certo alento para a economia de algumas localidades afastadas. Não é nem de longe essa coisa de “MEOL DEOLS OS SOCIALISTAS ESTÃO TOMANDO O PODER!!! CORRÃO PARA AS COLINAS!!!11!11!” que vc está pintando. É só uma pequena ajuda para
Não sei quanto a pedir aproveitamento na escola para os filhos, pois poderia levar a abusos por parte dos pais. Mas a parte do curso profissionalizante é uma boa idéia.
“E quando a gente via isso, entendia qual era a motivação verdadeira de todo mundo que já pregou o princípio “de cada um conforme sua capacidade, a cada um conforme sua necessidade”. Era esse o segredo da coisa. De início, eu não entendia como é que os homens instruídos, cultos e famosos do mundo poderiam fazer um erro como esse e pregar que esse tipo de abominação era direita — quando bastavam cinco minutos de reflexão para eles verem o que aconteceria quando alguém tentasse pôr em prática essa idéia. Agora eu sei que eles não defendiam isso por erro. Ninguém faz um erro desse tamanho inocentemente. Quando os homens defendem alguma loucura malévola, quando não têm como fazer essa idéia funcionar na prática e não têm um motivo que possa explicar essa sua escolha, então é porque não querem revelar o verdadeiro motivo.”
Exatamente. Foi por dizer isso que meu perfil pessoal foi suspenso na nova comunidade de Direitos Humanos em que eu sou um dos donos. Imagina.
Mas não é para correr para as colinas, não, Eduardo. É pra pegar as escopetas e fazer os socialistas correrem para as montanhas. As mais altas e distantes.
O Bolsa-Família é uma experiência deste mesmo estilo. Leste todo o texto que me indicaste?
“Deus me livre! A senhora entende? Compreendemos que nos tinham dado uma lei, uma lei MORAL, segundo eles, que punia aqueles que a observavam — pelo fato de a observarem. Quanto mais a senhora tentava seguir essa lei, mais a senhora sofria; quanto mais a senhora a violava, mais lucrava. A sua honestidade era como um instrumento nas mãos da desonestidade do próximo. Os honestos pagavam, e os desonestos lucravam. Os honestos perdiam, os desonestos, ganhavam. Com esse tipo de padrão do que é certo e errado, por quanto tempo os homens poderiam permanecer honestos? No começo éramos pessoas bem honestas, e só havia uns poucos aproveitadores. Éramos competentes, orgulhávamo-nos do nosso trabalho, e éramos empregados da melhor fábrica do país, para a qual o velho Starnes só contratava a nata dos trabalhadores. Um ano depois da implantação do plano não havia mais um homem honesto entre nós. Era ISSO o mal, o horror infernal que os pregadores usavam para assustar os fiéis, mas que a gente nunca imaginava ver em vida.”
Isso é o princípio moral do Bolsa-Família. Lembra da última frase da citação anterior? Dá uma olhadinha lá em cima.
Fato: desde o princípio o Bolsa-Família nunca teve por objetivo ajudar quem quer que fosse exceto os políticos que o utilizam para manter-se no poder. Ajudar o país muito menos.
Se o BF tivesse o intuito de ajudar, jamais teria sido implementado sem nenhuma contrapartida. A noção do que acontece quando se dá o peixe sem ensinar a pescar é universal. Todo mundo sabe o que resulta disso. O caso do BF não é outro, é a mesma coisa, mas por algum motivo que me escapa ao entendimento as pessoas em geral acham que não. Acham. Mas a lógica é sempre a mesma.
Eu não conhecia o autor que citaste, mas vou procurar as obras dele. Muito bom. Obrigado pela indicação!
Ah, olha a resposta à minha última pergunta:
“Bem, tivemos o que merecíamos. Quando vimos o que havíamos pedido, era tarde demais. Tínhamos caído numa armadilha, e não tínhamos para onde ir. Os melhores de nós saíram da fábrica na primeira semana de vigência do plano. Perdemos nossos melhores engenheiros, superintendentes, chefes, os trabalhadores mais [p.516] qualificados. Quem tem amor-próprio não se deixa transformar em vaca leiteira para ser ordenhada pelos outros. Alguns sujeitos capacitados tentaram seguir em frente, mas não conseguiram agüentar muito tempo. A gente estava sempre perdendo os melhores, que viviam fugindo da fábrica como o diabo da cruz, até que só restavam os homens necessitados, sem mais nenhum dos capacitados. E os poucos que ainda valiam alguma coisa eram aqueles que já estavam lá havia muito tempo.”
Problema que numa sociedade coletivista, mesmo se fosse formada por santos, não daria certo, ser não tem propriedade privada, não tem preça, se não tem preço não tem mercado, é o valor agragado que cada pessoa da um produto que faz ele ser mensurado, quem acredita em econômia socialista, acredita no quadrado redondo. Sem falar no fator biológico, o igualitárismo castra a criatividade humana, os mais inteligentes ou mais esforçados não vai querer criar uma máquina e ganhar a mesma coisa do cara que planta batata.
Nelson, tu tens uma capacidade incrível de dar uma no prego e outra na ferradura. A única sociedade coletivista possível é aquela em que TODOS SÃO SANTOS. O problema do coletivismo é justamente que ele é maravilhoso se TODOS SEM EXCEÇÃO tiverem a envergadura moral de um Mahatma Gandhi, mas vai abaixo a partir do momento em que surge o PRIMEIRO pilantra, que vai parasitar todo o sistema. Aí ou degenera em parasitismo ou em tirania.
Os individuos quer ter sua recompensa mediante seus esforços, o coletivismo castra isso, não exitiria Bill Gates, Steve Jobs se eles não tivesse suas habilidades compensadas, a competiação que gera o aperfeçoamento dos bens e serviços que é impensável existir num sistema igualitário.
O coletivismo não implica em perda de méritos individuais (até porque a criação de mérito por tempo de trabalho compensaria isso). Quando os méritos individuais são convertidos em valores (capital) é que começam as injustiças. E, venhamos e convenhamos, foi ingenuidade de Marx achar que o capital seria abandonado no socialismo. A Rússia mostrou isso.
Bill Gates e Steve Jobs não lucraram o que lucraram em função de seu próprio trabalho e sim em função da exploração do trabalho de muita gente que recebeu bem menos do que devia enquanto eles lucravam.
Que incrível capacidade de escolher os piores exemplos!
sim, por isso no outro artigo, eu tento defender (sozinha) o pagamento pelas ideias (propriedade intelectual). Se nao houvesse protecao para a propriedade intelectual destes caras como Bill Gates e Steve Jobs, nao exisitiria Microsoft ou Apple, e nos estariamos ainda engatinhando na idade do papel.
Se nao tem protecao da propriedade intelectual, todo mundo se nivela por baixo e nao tem estimulo como o que levou estes dois icones a serem o que sao (ou foram).
Peraí, peraí, peraí… uma coisa é pagar pelas idéias, outra coisa é propriedade intelectual.
E nem todo mundo se nivela por baixo por falta de propriedade intelectual. Por exemplo: Santos Dumont, o mundo Linux.
Na Urss os cientistas era obrigados a trabalhar debaixo de um cano de uam arma, quando o império soviético caiu, foram todos trabalhar pros americanos, sem falar nos que conseguiram fugir pros EUA antes.
Coletivismo Libertário já preconiza a ausência de um Estado Forte, ou mesmo de algo que reconheçamos como estado. Logo, apenas sua aplicação em larga escala é que tornaria a guerra obsoleta, e os cientistas não precisariam passar por isso (lembremos que cientistas nos EUA tb trabalhavam na mira de uma pistola, basta ver a história da NASA como exemplo).
Ih, Nelson… pelo visto não estás sabendo dos milhares e milhares de cidadãos soviéticos que foram devolvidos a Stálin pelos estadunidenses para serem trucidados nos GULAGs por traição à pátria ao final da Segunda Grande Guerra…
Nelson, o inimigo do teu inimigo não é teu amigo – com muito mais probabilidade ele é apenas teu outro inimigo.
Félix, “coletivismo libertário” é um oxímoro.
a diferenca ‘e que quando nao existe governo (ou quando o governo ‘e relapso), desaparece a regulacao.
neste caso, o progresso em todos os niveis, que ‘e estimulado pela gratificacao pelo sucesso/meritocracia, fica enviezado para servir a poucos (os que lucram), sem haver protecao ou estimulo dos mais frageis, como no caso do resto da populacao que nao ‘e o dono da Microsoft.
voces podem dizer que o Bill Gates isso ou aquilo, mas o governo dos US ‘e atuante neste ponto e gerou um mecanismo atraves de estimulo fiscal para que uma boa parte da fortuna dele fosse destinada ao progresso dos mais frageis, que nao sao familia dele, nem empregados dele. sim, uma das competicoes mais acirradas por financiamento em multiplas areas, e’ a competicao pelo $$ “doado” por bill gates. goste ou nao goste, o sr. bill gates financia pesquisa e desenvolvimento de tecnologia em multiplas areas, que sao diferentes de software desenvolvimento para PCs. com isso nao so’ novas tecnologias sao desenvolvidas, mas novos talentos sao criados e treinados.
Pois é, pena que o governo dos EUA só se mobilizou para acionar a Microsoft com a lei anti-truste depois que o truste já estava tão grande que tinha virado um traste.
Cadê o Netscape Navigator, que era muito melhor que o Internet Explorar da Microsoft? Morreu devido às práticas monopolistas da Microsoft. É o erro no sentido oposto ao criticado neste artigo.
viste como um Governo atuante ‘e necessario? Precisa REGULAR o sistema. Foi tarde na lei anti-truste, mas aconteceu. Sem o governo, nunca aconteceria.
Mas eu nao falava da lei anti-truste.
Eu sei que um governo com poder para enfrentar e domar as grandes corporações é necessário.
Mas falavas de quê?
O PROBLEMA DO IGUALITARISMO É QUE UMA FALÁCIA ABSURDA, ELE FERE A BIOLOGIA , AS PESSOAS NÃO QUERERM ADMITIR QUE SÃO INFERIORES AS OUTRAS, QUE NASCERAM COM MENOS HABILIDADES, ALIAS, NEM AS AMEBAS PRÉ HISTORICAS ERAM IGUALITARIAS.
Isso é.
Sim, e para incluir pessoas de todas as capacidades, as criancas recebem tempo e espaco para se desenvolverem.
Cabe ao professor primario, que ‘e muito bem pago e treinado, detectar quais sejam os que moram nas pontas do sino, e ajuda-los em suas respectivas necessidades.
Lembrem-se que o nivel de inteligencia nao ‘e relacionado diretamente `a velocidade de reacao. Se um aluno em uma classe demora 30 segundos a mais que a maioria para responder uma coisa, nao quer dizer que seja uma crianca limitada. Mas ele pode passar por incapaz, pois nunca lhe sao dados 30 segundos a mais para uma oportunidade de responder a pergunta. Cada individuo tem, de fato, o seu tempo.
“Cabe ao professor primario, que ‘e muito bem pago e treinado,”
ONDE?
Os nossos eram. Mais ou menos. Pelo menos eram melhores do que a média. Mas nada muito excepcional, também. Digamos que “S” e não “PS”.
Em compensação, a média não chega nem a “R”, é “NS” mesmo.
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Para quem não estudou comigo e com a Paulinha:
PS = Plenamente Satisfatório.
S = Satisfatório.
R = Regular.
NS = Não Satisfatório.
Estes eram os conceitos em nossos boletins escolares no primário.
Exato, imagina desenvolvimento intelectual numa sociedade que nao valoriza o professor primario!!!!
Aquilo ali e’ o ideal, que esta’ disponivel hoje em alguns lugares, como esteve para nos. Mas o certo era ser a REGRA.
Aquilo era bom comparado com a média, Paulinha. Dá pra ser ainda melhor. Mas estás corretíssima: no mínimo aquilo que nos foi oferecido era para ser a regra. Consegues imaginar que país teríamos se todos os brasileiros tivessem a educação primária que tivemos?
Tenho que escrever em pedaços,se não meus textos longos vai pra caixa de Spam.
Eu já disse para te registrares no blog para evitar isso. O formulário de registro está logo abaixo do widget do Networked Blogs na coluna da esquerda.
O que deve haver é igualdade de condições, para que os melhores possam se destacar. Mas pera ai, se eu nascir com pai com grana, não foi num momento histórico dos meus antepassados que alguém se destacou pela suas habilidades para da uma boa vida a suas gerações?
Ou pode ser que tenham feito algo muito, mas muito errado. Se sou contra culpar alguém pelos erros dos antepassados, sou igualmente contra dar méritos a alguém pelos acertos de seus antepassados.
Nelson, aí já estás misturando as coisas. Não estavas dizendo que o socialismo e o comunismo são ruins porque ferem a biologia? Qual é o animal que transmite riquezas hereditariamente? NENHUM.
Se é pra usar a biologia como exemplo, vamos fazer a coisa do jeito certo: cada um começa com a roupa do corpo, mais bem material nenhum, e vai competir no mercado SÓ com suas próprias forças!
Félix: isso.
sim, mas as comunidades que ficam com seus pequenos por mais tempo antes de eles terem a maturidade sexual e partirem para vida solo, tem mais vantagens do que as que logo deixam os pequenos escaparem, devido `a possibilidade de acumulacao de conhecimento.
entao, nao no nivel individual, mas no nivel comunitario, pode haver mais ou menos beneficio em ter nascido aqui ou ali.
Quanto a isso não há dúvida, Paulinha. Mas o Nelson é do tipo a-esquerda-é-um-monstro-Deus-salve-a-direita, não consegue ver uma falhazinha qualquer no Bushismo ou no McArthismo, aí é dose.
Eu me contentaria com um Xangri-lá.
Não espero que o governo me trate como filha,mas espero que ele não me trate como uma escrava.
Se o bolsa família fosse no valor de um salário minímo e se o governo exigisse que as pessoas
fizessem algum curso de capaitação para merece-lo.
Ou se a pessoa fizesse algo em troca desse 1 salário m´nimo,estaria beleza.
O valor que dão é o de uma esmola disfarçada.
E essa esmola é suficiente para reeleger um governo corrupto várias vezes, enquanto o futuro do país é consumido na sua degradação cultural de hoje.
Bill Gates e Steve Jobs não lucraram o que lucraram em função de seu próprio trabalho e sim em função da exploração do trabalho de muita gente que recebeu bem menos do que devia enquanto eles lucravam.
Que incrível capacidade de escolher os piores exemplos!
Claro, mas veja a qualidade de vida de empregado de um estatal comunista de um empregado do Bill gates nos EUA ou em outro país capitalista. Pobreza sempre existiu, agora estamos melhor. Antigamente a diferença daqueles que tinham e aqueles que não tinham, era o que comia bem e o que passava fome, hoje é do cara que tem uma ferrari e do cara que tem um Uno 97, Tv a cabo em casa e PC.
Mas o fato de “estar melhor” justifica que não esteja ainda melhor com uma regulação mais adequada de distribuição dos ganhos das empresas entre os funcionários? Afinal de contas, eu estou falando em pagar de modo mais justo quem faz o trabalho, não estou falando de socialismo.
arthur de que lado voce esta’ (capitalismo, socialismo, etc)?
Contra os dois.
Quero um Estado de Bem Estar Social 100% livre de fascismo, com um IDH mínimo de 0,95 alavancado por forte investimento público em educação para a excelência, acesso universal à saúde e à moradia, estímulo ao empreendedorismo, seguridade social com exigência de contrapartida até 80% da idade correspondente à expectativa de vida média e impostos de renda drasticamente progressivos e revertidos em infraestrutura para garantir um Coeficiente de Gini não superior a 0,35 no país e em cada região do país, descontada do cálculo a parcela da população que não admite oferecer contrapartida nos programas sociais, ou seja, descontados os vagabundos convictos.
Os capitalistas odeiam esse modelo por causa da progressividade de impostos e os socialistas odeiam esse modelo por causa da liberdade de mercado e da meritocracia. Mas essas são as linhas mestras de um modelo próximo ao que deu mais certo no mundo até hoje, basta conferir os países citados naquele meu artigo sobre os melhores países do mundo para morar.
Pode chamar de “arthurismo”.
Prometo que arthuro as piadinhas.
Hoje o pobre pode estar no mesmo camarote lado a lado no carnaval com um milionário com as facilidades de parcelamento e crédito, coisa impensável antes.
Oh, sim, grande vantagem do capitalismo essa…
Nelson, aí já estás misturando as coisas. Não estavas dizendo que o socialismo e o comunismo são ruins porque ferem a biologia? Qual é o animal que transmite riquezas hereditariamente? NENHUM.
Claro que não vai vender o que recebeu do pai para provar que ele é mais capaz que os outros e que merece ter o que tem, se o cara for competente e conseguir manter o patrimônio do pai, ele é merecedor, se não, ter que se da mau mesmo e outro mais habilitado vai substituir-lo.
Se bem que tem sujeitos que consegue fazer o impossível pra uma pessoa normal, torrar verdadeiras fortunas e ficar na miseria.
Não era disso que eu estava falando. O cara que nasce na pobreza e o cara que nasce na riqueza nem de longe possuem as mesmas oportunidades. Se queres usar a biologia como base do argumento, é necessário anular a transmissão de bens inter-vivos e por herança e fazer cada um começar a lutar com a mesma educação que os outros tiveram e com a mesma base financeira inicial. Isso seria o justo nos teus termos, sem vantagens indevidas a ninguém.
Eu já prefiro deixar as coisas mais próximas do que estão e implementar uma taxação progressiva de riquezas, de modo a obrigar quem se deu melhor na vida a contribuir mais com a sociedade cuja infraestrutura permitiu que ele se desse melhor.
Além disso, taxação progressiva significa que o sujeito pode produzir à vontade, mas só terá lucro até um certo patamar, depois do que cada nova unidade produzida não será lucrativa. Isso permite manter as empresas em situação de competição constante, evitando os monopólios e cartéis, que tão mal fazem à economia de livre mercado.
Eu tenho a impressao que os funcionarios da Apple e da Microsoft nao sao mal pagos, nao.
Pelo menos nao os que eu conheco. Tambem nao tenho a sensacao de que se sintam explorados. Na verdade eles se orgulham do trabalho que exercem.
Eu conheco o jovem que INVENTOU o excel, programa vendido dentro do pacote da Microsoft Office. Ele se aposentou aos 26 anos.
E te garanto que ele nao esta’ passando fome…
Arram:
http://www.youtube.com/watch?v=0C6C3Z0BfpQ
putz
Tá vendo? Quando eu falo em certificação de caráter eu sei que 1 em 1.000 passaria nos meus padrões. Se tanto.
e como fica a velocidade de desenvolvimento tecnologico que beneficia a humanidade, nos permite teclar na distancia de tempo e espaco que temos, que nao teria acontecido deste jeito se estas pessoas nao existissem?
Eu sou usuaria de PC e nao gosto de equipamentos da Apple, entao nao ‘e dificil para mim, continuar nao tendo iTudo.
Mas falando serio, o pessoal que trabalha na Microsoft adora o emprego.
“e como fica a velocidade de desenvolvimento tecnologico que beneficia a humanidade, nos permite teclar na distancia de tempo e espaco que temos, que nao teria acontecido deste jeito se estas pessoas nao existissem?”
A velocidade ficaria menor. Qual o problema?
Já temos tecnologia suficiente para transformar a Terra em um paraíso. Se todas as pesquisas fossem suspensas hoje porque um império alienígena chegou, tomou conta e disse que só teríamos autorização para prosseguir nas pesquisas sem sermos destruídos depois que tivéssemos colocado todas as tecnologias que temos hoje no planeta à disposição de quem precisa delas, a Terra viraria um paraíso em duas décadas, sem nenhuma criança passando fome, nenhum adolescente analfabeto, praticamente ninguém doente, a média de vida no planeta superando os 85 anos, etc.
Não temos falta de tecnologia no mundo. Temos falta de honestidade, de solidariedade e de responsabilidade.
É claro que eu li todo o trecho que indiquei. Tenho intenção de ler A autorA, mas nunca encontro tempo. Fizeram, aliás, o filme de Atlas Shrugged recentemente.
Veja só um deles: minha mãe é assistente social e trabalha com famílias carentes. Ela conta que o governo oferece um porrilhão de cursos profissionalizantes para essas pessoas, cujas vagas não são aproveitadas, pois elas temem perder seus benefícios. A minha mãe morre de raiva desse programa pelos mesmos motivos que vc, e com ainda mais conhecimento de causa. Tenho certeza de que ganhariam bem mais se fizessem esses cursos — um salário mínimo já é mais do que qualquer benefício pode oferecer — por isso creio que não o fazem por pura ignorância. Não creio que essas pessoas, pelo menos uns 95%, façam isso por vagabundagem, mas acredito que são muito desinformadas, acostumadas a levar no rabo do governo mais do que eu e vc, por isso, não querem trocar a esmola que paga o voto delas, que já é algo concreto e realizado, por algo abstrato como ganhar dinheiro como alfaiate, cabeleireira, etc.
Eu só acho que vc está sendo alarmista. O bolsa família é só uma medida para tentar diminuir a desigualdade, meio como esses cursos (lembre-se de que é necessário manter o filho na escola para receber, além de outros requisitos). Meio falha, talvez, mas já é alguma coisa, ao menos está servindo para manter as crianças na escola. Não sou um defensor incondicional, por isso é que estou sendo sincero com vc contando os defeitos dele.
“É pra pegar as escopetas e fazer os socialistas correrem para as montanhas. As mais altas e distantes.”
Sou a favor do porte de armas, mas teria vergonha de dizer se alguém dissesse isso na frente de outras pessoas.
Em primeiro lugar, a frase das escopetas não foi literal, sacaste isso, né?
Em segundo lugar, de volta ao tema: sim, eu estou sendo “alarmista”, porque 84% do país aprova um absurdo, então é claro que alguém tem que dar o alarme.
Se eu fosse o William Bonnner podes ter certeza que uma edição inteira do JN seria dedicada a meter porrada no Bolsa-Família toda a semana. Outra pro Governo Federal, outra pro Congresso Nacional, outra pro Poder Judiciário e uma sobraria para as notícias relevantes da semana.
Tá, falando sério: é caso de alarme, sim. Faz uma experiência: quando alguém te parar numa sinaleira (farol, semáforo, depende da parte do país de que estamos falando) pedindo “uma moedinha pra ajudar”, tenta propor “seguinte, uma moeda eu não te dou, mas te dou um emprego – quarenta horas por semana, salário mínimo, vale-refeição e vale-transporte, trinta dias de férias por ano e carteira assinada, topas?”.
Sou mico de circo se algum pedinte topar virar assalariado.
Por três motivos: primeiro que o salário mínimo é um salário miserável e provavelmente o cara ganha muito mais pedindo; segundo que ninguém em sã consciência troca sua liberdade pela obediência a um horário rigoroso em regime de semi-escravidão; terceiro porque o nosso sistema social tem um elemento que funciona igual ao da fábrica do livro citado – o mais malandro ganha mais na mendicância do que o realmente necessitado, isso já é um meio de vida para o qual existe competição!
Pasma: já existe até “sindicato de pedintes”, nos quais cada pedinte paga pelo direito de mendigar numa determinada sinaleira por tempo determinado antes de ter que ceder lugar a outro. Se não pagar o “sindicato”, não “trabalha” naquela sinaleira. E quem pagar o “sindicato”, se ficar doente mesmo, recebe “ajuda de custo” em casa em alguns casos.
Agora adivinha se a administração do “sindicato” é honesta e se trabalha com respeito às leis trabalhistas…
Eu vou ter que me registrar mesmo para ver meus comentário? Ô preguiça! Vi agora que meu primeiro comentário está incompleto. Peço perdão e agradeço por vc ter lido o trecho que eu indiquei, sinal de que realmente se importa com o que os comentaristas dizem.
Se eu não me importasse com o que o pessoal comenta aqui, eu seria um completo babaca. Afinal, eu não ganho um centavo para escrever, pelo contrário, eu pago para manter a hospedagem do blog. Que proveito eu poderia tirar se não o retorno que as pessoas dão? Cada comentário vale ouro. Aprendo muita coisa aqui. E aos poucos vou fazendo um amigo aqui, outro ali, o que também vale ouro.
O registro é um porre, claro, mas de fato ajuda. O WordPress – até onde eu sei – não manda para o spam os comentários das pessoas registradas. Ou podes esperar eu tirar da fila de moderação cada comentário retido, o que é realmente um saco. Fazer o quê? Essas trapizongas modernas não são tão funcionais quanto a velha e boa bicicleta de uma marcha só e “freio de pé” (a tambor), mas são o que temos para usar no momento…
Se seres humanos fossem iguais, todos tirariam a mesma nota em concursos. No reino animal não existiria lideres do bando, garanhôes etc. Um exemplo atual: 60% das vagas em faculdades são ocupadas por mulheres, mas os grandes profissionais de todas as áreas, são praticamente todos homens, advogados, cirurgiôes etc. As feministas dizem homem e mulher são iguais, mas pera ai, como é que um ser que é igual ao outro foi submisso em todas as culturas? Tinha que ter pelo menos 50% de matriarcalismo, já que elas dizem que são iguais.
Ai, ai, ai… aí já é usar a biologia para justificar sexismo, Nelson. Homens e mulheres não são iguais, mas devem ser tratados com igual dignidade e respeito. Os sexos tem diferenças, entre elas a facilidade/preferência por determinados papéis, mas isso não deveria impedir que analisássemos caso a caso quem é mais apto para essa ou aquela tarefa. E de modo geral o grande problema da gestão pública ou privada em relação aos sexos não é quem comanda e sim o quanto quem comanda respeita ambos os sexos e até mesmo os terceiros, quartos e quintos sexos que já inventaram por aí…
Se eu sou um lutador de boxe e digo que sou igual ao campeão e o desafio e perco 10 das 10 lutas que faço, como é que sou igual a ele?
Se eu sou igual a ele, tinha que pelo menos vencer metade do combates.