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Praga politicamente correta contamina CONAR

Desta vez o alvo é uma propaganda da cerveja Devassa. Nenhuma surpresa, claro. A praga politicamente correta já causou bastante estrago, mas a população só costuma perceber a enchente quando a água passa do umbigo e começa a ficar muito difícil caminhar contra a correnteza. Perde mais uma vez a inteligência e a criatividade e ganha a paranóia e a intolerância. 

Fiquei sabendo dessa história através de um artigo do Azenha no Vi O Mundo.

Eis a peça publicitária que será censurada:

Eu gostei da propaganda. O trocadilho é simples e despretensioso, mas marcante. E a composição visual é de bom gosto, ainda que me passe a impressão de que a mulher da ilustração é perneta. Eu a teria desenhado com as duas pernas estendidas, os pés descalços e os sapatos de salto alto jogados em um canto. Enfim.

Eis a razão da censura:

“A frase utilizada na peça associa a imagem de uma mulher negra à cerveja, reforçando o processo de racismo e discriminação a que elas estão submetidas historicamente no Brasil e que é caracterizado, entre outras manifestações, pela veiculação de estereótipos e mitos sobre a sua sexualidade.” (Carlos Alberto de Souza e Silva Júnior, ouvidor da SPPIR Secretaria de Políticas de Promoção da [Igualdade Racial] Raça Negra) 

Ah, dá licença… é propaganda de cerveja, não é tratado sociológico… por que raios os “politicamente corretos” insistem em ver chifre em cabeça de cavalo? 

Bem, na verdade a pergunta é retórica: quem acompanha o blog já sabe que se trata um estratagema muito bem bolado de insuflação de paranóia e intolerância, com o objetivo de gerar o ambiente cultural necessário para governos progressivamente mais e mais fascistas. Acho que já falei disso umas duas ou três (mil) vezes…

Difícil mesmo é entender a cabeça dos PCs inocentes úteis. Será que eles pensam que o povo ou é alienado e não percebe o “crime” ou é tão debilóide, paranóico e alucinado como eles, a ponto de “racismo e discriminação sexista” embutidos num simples trocadilho usado para promover uma  cerveja? Acho que as alternativas são estas. 

Quanto tempo falta para proibirem a propaganda do Omo também por racismo e sexismo? Afinal de contas, Omo “lava mais branco”, onde “mais branco” é associado a “melhor” e portanto é racista!  

Mas não é só isso! Omo também é sexista e homofóbico!

O produto é anunciado principalmente para o público feminino, com a insinuação de que são exclusivamente as mulheres que devem se ocupar das tarefas de limpeza doméstica, o que é uma visão sexista que atende os interesses do patriarcado falocêntrico opressor histórico que pretende impedir a emancipação feminina reduzindo-a a uma mera escrava do lar, portanto é um produto sexista! 

E o nome do sabão, “Omo”, remete a “homo”, que associado a um produto de limpeza constitui uma alusão “evidentíssima” de lugar de homossexual é em atividade de limpeza, portanto subalterna, portanto é um produto homofóbico! 

O pior é que não me surpreenderia nada se alguém levasse a sério um argumento desses. pois já não houve quem levasse a sério que aquela propaganda tolinha com a Gisele Bündchen avisando que estourou o cartão do banco de ligerie “estimulava uma visão objetalizada da sexualidade feminina blá-blá-blá Whiskas Sachê”? 

O argumento do CONAR naquela ocasião foi que: 

[A propaganda da Hope] “promove o estereótipo errado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora grandes avanços que alcançamos para desmontar práticas e pensamentos sexistas.”

E a Hope, com a maior pachorra do mundo, respondeu:

[A campanha tem o] “objetivo claro e definido de mostrar, com bom humor, que a sensualidade da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de se dar uma má notícia”.

Precisava ter descido ao nível de explicar? Não era mais simples, fácil e digno ter respondido “ah, vão se catar, seus paranóicos ridículos”? Afinal, o grande trunfo dos PCs é haver quem os leve a sério por mais do que um segundo ou dois além do tempo necessário para ouvir a patacoada e explodir em gargalhadas.  

Eu só espero que a Devassa tenha o bom senso de mandar o CONAR chupar [xx xxxxxxx] uma manga do mesmo modo que a Hope mandou, ou até mais diretamente. 

Ou chegará o dia em que teremos que prender o publicitário que criou a famosíssima propaganda do protetor solar Coppertone por pedofilia e promoção de pornografia infantil: 

Pára o mundo que eu quero descer! Assistir o ridículo, a paranóia e a intolerância  virarem leis e regulamentações levadas a sério está me dando náuseas! 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 02/03/2012

171 comments to Praga politicamente correta contamina CONAR

  • Mariana

    (Ta, eu generalizei mesmo. Nem todo mundo curte orgia. :p)

    • E eu não vejo problema algum no fato de algumas pessoas curtirem – pessoas de ambos os sexos, ou ia ficar muito estranho para os heterossexuais que curtissem. O que me incomoda é o fato de alguns pretensos “vanguardistas” acharem que todo mundo deveria curtir, que quem não curte é “careta” e “reacionário” e tentarem impor essa visão de mundo a todos, uma espécie de “talibã às avessas” que no fundo dá no mesmo em termos de repressão.

  • Mariana

    Arthur, nunca encontrou uma mulher que fingisse orgasmos? Claro que não, você é homem.
    As mulheres que fingem orgasmos não contam isso para os parceiros. Mas elas fingem.
    Não todas, claro. Mas muitas fazem isso.
    Quantas vezes nas “rodinhas de meninas” na escola, eu ouvia elas contando como enganaram o parceiro na cama, ou até mesmo em “conversas de donas-de-casa”, como elas fingem para que o marido acabe logo com aquilo.
    E não é culpa dos homens isso, é culpa dessa conversa de mulher pra casar/mulher pra transar. Ainda existem mulheres que deixam de fazer coisas por “medo de ficar falada”. Ainda existe isso.
    ¬¬’
    http://www.youtube.com/watch?v=fBQRKJTOZyA

    • Ei, até parece que não existe diálogo entre homens e mulheres. Eu tive umas poucas Namoradas (assim com “N” maiúsculo) e tive e tenho algumas poucas Amigas (assim com “A” maiúsculo) com quem meu nível de diálogo só pode ser descrito como *Excelente* (assim com “E” maiúsculo). Pois bem, NUNCA qualquer uma delas relatou que tenha fingido um orgasmo ou que soubesse de alguém que tenha fingido um orgasmo. Essa é uma atitude que para mim só existe no mundo da literatura e do cinema. Na vida real eu nunca pude detectar um único caso em cerca de três décadas.

  • Mariana

    Agora me diz, o que são “prazeres de macho”?
    O que é “feminilidade”?
    Quem define o que é masculino e o que é feminino?
    Eu diria que isso é muito relativo.

    • Mariana, macho é o organismo que produz uma grande quantidade de gametas pequenos e móveis e fêmea é o organismo que produz uma pequena quantidade de gametas grandes e imóveis, conceito esse que vale para todas as espécies dióicas de todos os reinos da natureza e para qualquer organismo dióico terrestre ou extraterrestre que exista ou possa vir a existir. Não existe nada de “relativo” na definição do que é masculino (típico de macho) e feminino (típico de fêmea). Pena que tenho um compromisso urgente neste momento, ou eu escreveria mais a respeito. Mas voltarei à noite. E não esquece que prometi escrever um artigo sobre machos e fêmeas. Não perca o próximo emocionante episódio! :)

  • Mariana

    E você fala das feministas como se fossem uma tribo de amazonas seguidoras de Valerie Solanas que querem exterminar os homens da face da Terra.
    Existe isso? Existe.
    Mas o Feminismo em si não é isso. Isso é fanatismo, para mim isso é loucura.
    Eu, por exemplo, como já disse, amo os homens. Não sou feminista por odiar os homens.
    O pessoal que organizou a “Marcha das Vadias” de Brasília criou uma campanha chamada “Feminista porque”: http://feministaporque.tumblr.com/
    Eu não vejo nenhum discurso de ódio nisso. São só pessoas querendo que sua individualidade seja respeitada.
    E “Marcha das Vadias”, eu não sei se você conhece, se chama assim porque uma vez um policial foi dar uma palestra numa universidade nos EUA acho, e disse que as mulheres evitariam estupros se não se vestissem feito “vadias”.

    • Sabe o que eu acho engraçado na moral sexual dos “politicamente corretos” de todas as tendências? A unanimidade do discurso relativizador da moral e da ética.

      Um policial diz o óbvio: “se você não quer ser tratada como uma vadia, não se comporte como uma vadia”. Aí um grupo de defensores do indefensável organiza um imenso movimento manipulando inocentes úteis com discurso duplipensante e afirma que isso é um absurdo porque o policial estaria tentando impor valores e ninguém tem o direito de impor valores a ninguém.

      Não vou nem entrar na análise do mérito da afirmação do policial, porque ela é irrelevante para o meu alerta. O que importa realmente é que este grupo que protesta contra a imposição de valores nada mais está tentando fazer do que impor o seu valor de que ninguém pode impor valores. Noutras palavras, eles estão sendo não apenas incoerentes mas principalmente imorais e anti-éticos.

      Não por acaso, TUDO que eu testemunhei do movimento feminista em trinta anos sempre foi assim. Centenas de observações. Nenhuma exceção.

      O feminismo não é um bando de misândricas ressentidas seguidoras de Valerie Solanas? Como então pode ser tão difícil conseguir que as feministas declarem explicitamente que “Solanas não era feminista, era uma perturbada mental movida a ódio pelos homens – ela não representa nenhum dos ideais do feminismo”?

      Eu postei um artigo sobre isso (O legado de Valerie Solanas) e repeti este artigo na comunidade de Direitos Humanos do Orkut. Acho que só a Li e uma troll acuada na DH ousaram afirmar que Solanas não as representava. Todos os demais tentaram relativizar o SCUM Manifesto como texto “irônico” ou “metafórico” e disseram que “deveríamos entender em que contexto ela escreveu isso”, entre outras tentativas de tirar o corpo fora. E a ausência de algumas pessoas neste tópico foi muito eloqüente: para não ter que assumir uma posição, elas convenientemente nunca postaram neste tópico.

      E isso não é apoio a um discurso de ódio? Hmpf.

  • Mariana

    Corrigindo, não foi nos EUA, foi no Canadá.
    “A Marcha das Vadias é nome que recebeu, no Brasil, um movimento que começou no Canadá, em Toronto, quando um policial canadense, Michael Sanguinetti, fez a infame afirmação, em uma palestra: “Me disseram que eu não devia dizer isso, mas as mulheres não deviam se vestir como vadias se não querem ser estupradas”. As alunas da universidade se revoltaram e sairam às ruas, “vestidas de vadias”, para afirmar que a culpada pelo estupro não é a vítima e nem a roupa que ela usa, mas sim, a conduta do estuprador.”

    • A intenção central da fala deste policial eu nunca vejo reconhecida e muito menos analisada – e ela tem um imenso conteúdo de verdade.

      Se tu não quiseres morrer em um acidente automobilístico, o que tu deves fazer para melhorar as tuas chances? Dirigir sóbria e dentro do limite de velocidade considerado seguro para a via ou tomar um porre e ir disputar um racha?

      Se tu não quiseres levar um tiro na cabeça, o que tu deves fazer para melhorar as tuas chances? Manipular a arma com responsabilidade ou brincar de roleta russa?

      Se tu não queres ser estuprada, o que tu deves fazer para melhorar as tuas chances? Assumir uma postura recatada segundo a moral sexual vigente onde vives ou parecer uma vadia que não desperta nenhum respeito?

      Vamos parar de fingir que vivemos em um mundo perfeito em que se pode vestir um uniforme militar, se enrolar na bandeira estadunidense e atravessar as ruas de Bagdá ou Teerã assobiando Yankee Doodle tranqüilamente porque é um direito de qualquer pessoa vestir-se como quiser e manifestar seu orgulho patriota livremente sem ser perturbada, pois não está desrespeitando ninguém. Mas principalmente vamos parar de fingir indignação quando as coisas saem do controle quando alguém comete uma estupidez dessas. Isso não é indignação, é o barulho que faz quando cai a ficha de quem achava que o mundo tinha a obrigação de satisfazer todos os seus caprichos.

      Um conhecido meu entregou seu revólver na campanha do desarmamento e contou para todo mundo no bar. Na mesma noite a casa dele foi assaltada por três encapuzados que lhe deram uma surra e roubaram o dinheiro da indenização da arma, todos os seus aparelhos eletrônicos e seu carro. A responsabilidade pelo ocorrido é só dos ladrões?

    • Isso vai virar artigo. :)

  • Nelson

    Pagaria pra ver esse país governados por feministas e gayzista numa guerra contra invasores russos, chineses e arábes. Seria muito divertido ver generais femininas bolando estratégias de combate,isso se alguma se interessa-se por esse ramo claro.

    Tem duas coisas na vida que eu pagaria caro para ver;

    1-Parada gay no Irã ou na Arábia Saudita.
    2-Um país matriarcal em uma guerra contra um país patriarcal.

    Sabe que os homens deveriam fazer desses paises, cruzar os braços ou então passar pro lado inimigos, ia ser bastante divertido. Já que homem não servem pra nada, quero ver na hora de uma guerra se vão querer que os homens lutem. Imagina um exercito formado por mulheres e homens de munheca mole, falando fino e usando baton. Claro que eles vão matar o inimigo, de tanto rir.

    • Às vezes eu tenho a impressão que um texto meu fica com um aspecto meio reaça. Aí eu leio um dos comentários do Nelson e relaxo. :D

  • Mariana

    Primeiramente Arthur, Solanas não era feminista, era uma perturbada mental movida a ódio pelos homens – ela não representa nenhum dos ideais do feminismo.
    Faço minhas as suas palavras.

  • Mariana

    Agora, dizer que uma saia curta e um decote são responsáveis por estupros, seria dizer que os homens são um bando de chimpanzés que não tem um pingo de controle sobre suas ações e que são totalmente irracionais.
    Então se eu achar um homem sem camisa na rua, vou levá-lo para minha casa e estuprá-lo?
    (http://www.paraiba.com.br/2012/05/09/72847-mulher-ninfomaniaca-obriga-homem-a-fazer-sexo-por-36-horas-e-acaba-presa)
    Não, porque meu corpo só fabrica um óvulo por mês e muita progesterona então eu só sinto tesão pelo Príncipe Encantado.
    ¬¬’

    • Mariana, MUITOS homens SÃO como chimpanzés e não têm um pingo de controle moral sobre suas ações. Tanto quanto não é bom entrar em uma piscina cheia de tubarões “vestida” de sushi-woman, não é bom circular em certos horários e locais com roupas sexualmente provocantes.

  • Mariana

    Um país governado por feministas? Quem falou em tirar os homens da jogada?
    Gente, eu amo vocês homens, eu não quero que vocês morram!
    Eu (e grande parte das feministas) só quero que vocês nos vejam como seres humanos e não como cachorrinhos.

    • Pronto, já estragou de novo… :(

      Chega uma hora que esse discurso de “só quero ser vista como ser humano” torra o saco. Parece aquele papo de aiatolá emissor de fatwas: “para que nós paremos de atacá-los, é necessário que o ocidente mostre mais respeito pelo Islã”. Acontece que “mais respeito” para as feministas e para os aiatolás significa exatamente a mesma coisa: submissão total a todas as suas exigências. E a maioria delas é absurda.

      Vejamos o seguinte, Mariana: quantos direitos tu podes citar que um homem tenha e que uma mulher não tenha? Mostra as leis que garantem esses direitos. Porque eu posso mostrar diversas leis que garantem direitos à mulher que não são extensivos ao homem, ou que são bem maiores que os correspondentes aos homens, e posso mostrar as leis que os garantem. Mas as feministas continuam insistindo que os homens possuem mais direitos.

  • Mariana

    E Arthur, do ponto de vista reprodutivo, não existe relatividade mesmo. Eu estou falando do ponto de vista comportamental.
    E é relativo isso. O que é feminino aqui pode não ser feminino ná África.
    Aqui maquiagem e embelezamento são obrigações femininas. Aqui “danças para seduzir” é coisa de mulher. Mas existem tribos africanas onde os homens se pintam e dançam para que a mulher escolha qual ela acha melhor.
    Isso é só um exemplo.
    Vou dar outro exemplo: eu.
    O que aconteceu comigo foi que eu fui criada pelo meu pai. Eu não via minha mãe. Vivíamos eu, meu pai e meu irmão. Apesar do meu pai ser um crente fanático que me torturava com trechos bíblicos, eu fazia o que eles faziam. Ninguém me ensinou a usar maquiagem, a ser recatada, a brincar de boneca… Eu era skatista, andava com os meninos e sentia atração por meninOs. E eu era feliz assim.
    Até eu ir morar com a minha tia e conhecer o “universo “feminino”".
    Ela me transformou numa “mocinha” e hoje eu sou uma mulher “feminina”.
    Mas eu não nasci assim, eu me tornei isso.

    • Sim, Mariana de Beauvoir, existem inúmeras atividades que são comuns a ambos os sexos em praticamente todas as espécies. Mas para cada sexo existem tendências diferentes para realizar certas atividades. Skate não é um bom exemplo, mas compara o número de professoras de jardins de infância com o número de seus colegas do sexo oposto. E no número de enfermeiras e técnicas de enfermagem. E o número de técnicos em informática. E o de estivadores portuários.

      No que diz respeito ao comportamento sexual, quem te disse que não existe um fortíssimo componente genético na definição dele? Existe sim, e muito. As estratégias reprodutivas “macho” e “fêmea” possuem parâmetros físicos, psicológicos e comportamentais distintos. Para usar um exemplo que tu mesmo citaste, na mesma espécie não é necessário ensinar as fêmeas a serem mais sexualmente recatadas que os machos – isso é o natural em TODAS as espécies. (As aparentes exceções em geral cedem sob análises que quantificam o gasto energético total despendido por cada sexo na competição pela reprodução. Por exemplo, cada zangão só copula com uma abelha rainha, enquanto esta copula com vários zangões – mas o gasto energético total das colméias na produção de abelhas rainhas e de zangões mostra que a despesa energética da produção de machos é muitíssimo maior.)

      Lógico que existe suficiente variabilidade nas populações de ambos os sexos para que não seja difícil encontrar pares em que os atributos estão invertidos, mas na média populacional sempre haverá esse tipo de diferenciação – e lutar contra isso é um imenso projeto de neurotização social.

  • Li

    Primeiramente Arthur, Solanas não era feminista, era uma perturbada mental movida a ódio pelos homens – ela não representa nenhum dos ideais do feminismo.(Mariana)

    Perdes teu tempo,rs.
    Nada vai convencer alguém desta verdade gritante.

    Quando se trata de gente só as ci~encias exatas poderiam resolver,rs.

    • Se as feministas dissessem isso em peso, ajudaria. Mas a maioria delas sai pela tangente ao invés de repudiar a misandria escravagista e assassina de Valerie Solanas.

  • Li

    Mariana,de onde venho os homens costuram,cozinham,cantam,dançam,fazem poesia e cuidam dos filhos.

    Além dos avios do mate,da pesca,da caça,do aboio.

    E não passa pela cabeça de ninguém dizer que esses homens não são machos,porque ser macho é
    saber tudo isso e ainda ter personalidade.

    E ser feminina é saber tudo o que os homens fazem,para ajudá-los.

    Com 10 anos eu já sabia atirar com espingarda e montar sem arreio.
    E usava as bombachas de meu irmão,rs.

    Sou feminina e feminista,duas coisas das quais me orgulho muito.
    Porque aprendi com as mulheres da minha família.

  • Li

    Lamento pelo Arthur ter visto apenas o lado negro dos movimentos sociais.

    Eu como não me detive nele pude ver além.

    É triste,mas é verdade,todos os movimentos feitos pelos humanos possuem esse buraco negro.

    • Não, Li, eu não vi apenas o lado negro dos movimentos sociais. Eu comecei ingenuamente apoiando essas tranqueiras. Eu só via o lado bom deles. Custei muito a ver o lado ruim. Mas quando abri os olhos percebi que estava apoiando um monstro com máscara de anjo. E tratei de corrigir imediatamente meu erro.

  • Mariana

    Li, que lindo! *.*
    De onde você veio?

  • Mariana

    “para as feministas e para os aiatolás significa exatamente a mesma coisa: submissão total a todas as suas exigências. E a maioria delas é absurda.”

    Arthur, quais são as exigências absurdas das feministas?
    Claro, o que você disse não está errado em relação às leis que beneficiam mais as mulheres, como por exemplo a “licença maternidade”. Acho um absurdo o pai ter menos tempo de licença que a mãe.
    É ridículo.

    O que é Feminismo? Feminismo é um movimento que tem um nome errado talvez, porque faz algumas pessoas pensarem em “superioridade feminina”, quando na verdade vem da ideia de que as mulheres simplesmente não são inferiores. Diferentes sim, inferiores não, superiores também não. Apenas diferentes.
    É cortar aquela velha conversa de que Eva veio da costela de Adão e fez Adão pecar e por isso estamos aqui sofrendo longe do Jardim do Éden.
    (E blablabla mulher submissa blabla aprendam em silêncio blabla obedecer ao marido blabla ele te dominará…)

    • Eu também achava que o feminismo é um movimento com o nome errado. Descobri do pior jeito que o nome do feminismo é muito adequado, porque na prática o movimento feminista é misândrico e só luta por privilégios para as mulheres. Quem quiser apostar em um movimento que realmente lute pela igualdade entre as pessoas de modo decente que se diga humanista. O termo tem sido mal usado mas talvez ainda tenha salvação, ao contrário de “feminismo”, que é inapelavelmente sexista.

  • Li

    Sou uma “guasca” dos pampas gauchos,rs.Extremo sul do Brasil,fronteira com o Uruguay.

    Vou explicar porque é importante,rs.

    Licença MATERNIDADE,por que? Porque é a mulher que precisa cuidar do filho,em centenas de
    parto o pai nem existe.

    Por que a obrigatoriedade do nome da mãe, e não o nome do pai, nos documentos?
    Pelo mesmo motivo.

    A lei não beneficiou a mulher em detrimento do homem,foi o “homem” que abriu mão deste direito ao abandonar a mãe e sua cria,rs.

    Não conseguimos nada por nossos belos olhos e um par de seios.

    Tudo que conseguimos,e ainda falta muito, foi com lágrimas de sangue e com muita dor.

    Sei que para muitos a história da humanidade,que é também nossa história,não diz nada.

    Mas é ela,a história, que nos defende onde podemos ser ouvidas.

    Um dia fui ao escritório de uma famosa feminista para perdir-lhe apoio sobre um movimento de rua.
    Conversamos e ela me presenteou com alguns livros seus,quando a conversa já estava no fim,ela lembrou do nome do meu marido e que eu também escrevia.
    A dita senhora ficou indignada porque eu afirmei que não publicava meus textos para que
    meu marido publicasse Os DELE.
    Ela disse que eu lesse atentamente seus livros para poder ser uma FEMINISTA.
    Agradeci os livros, e disse-lhe que FEMINISTA eu era desde criancinha,rs.

    Não vou deixar de ser o que sou porque existe gente que se equivoca sobre minha história.
    Minha história de mulher,de gente,de humana.

    Enquanto existir um único ser injustiçado,defenderei os Direitos Humanos.
    Enquanto houver um único homem oprimindo uma mulher,serei feminista.

    Tenho um espaço virtual onde escrevo coisas.
    Essas coisas dizem muito sobre quem sou e quem fui,dizem muito mais sobre quem eu quero ser no futuro.

    Muitos homens nos crucificam sem ter um pingo de interesse em saber quem somos de verdade.

    Nos rotulam,nos julgam e nos condenam…

    Sem saber quem somos nós.


    • “Licença MATERNIDADE,por que? Porque é a mulher que precisa cuidar do filho,em centenas de
      parto o pai nem existe.
      Por que a obrigatoriedade do nome da mãe, e não o nome do pai, nos documentos?
      Pelo mesmo motivo.” (Li)

      E dê-lhe justificativa para sexismo… quando interessa.

      Já perguntei a muitas feministas: toda criança tem direito de ter um pai?

      Na hora de pedir pensão e indenização por abandono emocional, sim.

      Na hora de exercer o “direito” de fazer uma “produção independente” – que consiste basicamente na combinação dos crimes de fraude e seqüestro permanente – não.

      É tudo questão de conveniência.

  • Nelson

    Uma sociedade de perdedores

    Estamos caminhando para uma sociedade de perdedores, de maricas, de frangos, em suma, de pequenos indivíduos medíocres. Cento e doze anos após a morte de Nietzsche, o Brasil embarca numa cruzada moralizante de rebanho. É espantoso ver como andamos rapidamente para o matadouro da civilização. Caminhamos para a nossa morte, em silêncio. Meu tom apocalíptico pode parecer exagero, mas é necessário para demonstrar o quanto determinadas atitudes estão levando a humanidade ao seu crepúsculo. A nova lei do bullying é um exemplo disto.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1326

  • Mariana

    Arthur, me diga uma coisa… Para você, qual é o papel da mulher na sociedade?
    Limpar a casa, cuidar dos filhos, lustrar os sapatos do marido?
    Ter de escolher entre ser a “esposa-mãe-dona-de-casa” chifruda ou a “vadia” com quem o marido da primeira se diverte?
    Sabe, se eu fosse homem, talvez eu achasse essa situação normal e até bastante confortável para mim.
    Eu sou o senhor do mundo, tenho uma mulher em casa para garantir conforto e herdeiros e na rua posso ter todas as vadias gostosas que eu quiser. Sou o Rei Leão. O Sultão. Tenho um pênis, o mundo é meu.
    Mas eu não sou homem. Eu sou mulher e não aceito essa situação, entende? Toda vez que eu vejo uma mulher interpretando um desses papéis eu fico muito, mas MUITO chateada.
    Eu vejo essas esposas, que vivem para o marido, para o lar e para os filhos, sendo enganadas, traídas, maltratadas por esses caras e fico muito triste.
    Eu vejo esses mesmos caras, que se divertem com as “vadias” (que muitas vezes nem sabem que eles são casados), tratando essas mulheres feito cachorros sarnentos, descartando-as feito papel higiênico usado. Eu vejo isso e fico muito triste.
    Por que, Arthur? Por que diabos nós temos que aceitar isso?
    Eu fico triste, fico revoltada.
    Mas me diga por favor o que você acha. Você acha que lugar de mulher é na cozinha, pilotando fogão?
    Eu já sei que você é contra o feminismo, mas você não deve ser totalmente machista porque se fosse não se daria ao trabalho de argumentar com mulheres.


    • “Eu já sei que você é contra o feminismo, mas você não deve ser totalmente machista porque se fosse não se daria ao trabalho de argumentar com mulheres.” (Mariana)

      Eu não sou nem um pouco machista. Eu condeno toda e qualquer forma de sexismo. Feminismo e masculinismo são para mim duas faces da mesma moeda sexista. O que eu defendo é que, para respeitar integralmente homens e mulheres, tanto nos pontos em que somos iguais quanto nos pontos que somos diferentes, os direitos devem ser iguais e balizados pela maior entre duas necessidades distintas. Explico.

      Mulheres ficam grávidas, parem bebês, amamentam. Essas atividades, para o bem estar físico e psicológico das mulheres (e não apenas das mulheres, mas isso não vem ao caso agora), precisam ser protegidas em um ambiente sócio-econômico em que o principal critério de avaliação de um trabalhador é a produtividade, pois são atividades necessárias que concorrem com as atividades econômicas propriamente ditas. Até aí eu e as feministas concordamos, certo?

      O ponto de discórdia é o seguinte: enquanto as feministas acham que somente a mulher deve receber proteção legal devido às necessidades específicas trazidas por estas atividades, eu afirmo que todas as pessoas devem receber proteção igual, mesmo que “não precisem”.

      Vamos analisar os resultados de uma e outra postura?

      Fazendo a vontade das feministas, a mulher fica “protegida” durante a gravidez e a amamentação – mas é bem mais provável que uma empresa não queira contratar uma mulher em idade reprodutiva para não ter que levar o pênalti de não poder contar com a funcionária neste tempo e ainda por cima não poder demitir esta funcionária por um longo período caso ela resolva se aproveitar da estabilidade no emprego para abusar e ser relapsa com seus horários e tarefas após o retorno ao trabalho. Além disso, toda uma “guerra dos sexos” se forma em função dos direitos diferentes.

      Fazendo a vontade do Arthur, a mulher fica realmente protegida durante a gravidez e a amamentação – porque os homens também usufruem dos mesmos benefícios quando se tornarem pais e portanto fica eliminada qualquer vantagem ou desvantagem de contratar pessoas deste ou daquele sexo. Além disso, através desta postura a “guerra dos sexos” é eliminada inclusive no âmbito cultural, porque não há do que reclamar ou acusar alguém em função de sexo.

      E aí, qual das duas posturas é mais benéfica para as mulheres, a das feministas ou a do Arthur? ;)

      Respondendo, então, a tua pergunta:

      “Arthur, me diga uma coisa… Para você, qual é o papel da mulher na sociedade?” (Mariana)

      Ora, bolas… o papel da mulher como indivíduo na sociedade é o que ela quiser, assim como o meu papel como indivíduo na sociedade é o que eu bem quiser.

      E o papel da mulher como fêmea na sociedade é o papel de ser fêmea, assim como o papel do homem como macho na sociedade é o papel de ser macho… papéis estes que possuem características que, se por um lado são próprias de cada sexo, por outro lado, segundo a lógica de proteção universal que eu defendo, devem ser igualmente protegidas para ambos os sexos.

      Ou seja, se as mulheres possuem a característica “xis”, e se a característica “xis” deve ser protegida, então ela deve ser protegida universalmente, para ambos os sexos, independentemente da possibilidade ou do desejo de algum homem usufruir desta proteção, e se os homens possuem a característica “ípsilon”, e se a característica “ípsilon” deve ser protegida, então ela deve ser protegida universalmente, para ambos os sexos, independentemente da possibilidade ou do desejo de alguma mulher usufruir desta proteção.

      Exemplos: as mulheres devem ter garantido o direito a exame de próstata, enquanto os homens devem ter garantido o direito a amamentação. :)

      Por que essa aparente loucura?

      Porque a garantia de direitos absolutamente iguais entre os sexos, parametrizados pela maior entre duas necessidades diferentes, garante em princípio e na prática a mais absoluta segurança para TODOS, sem que nenhum elemento ideológico intervenha, permitindo assim que CADA INDIVÍDUO tenha a mais ampla liberdade possível para definir seu próprio papel na sociedade, ou seja, este é o critério que mais radical e profundamente liberta CADA INDIVÍDUO para ser o que quiser, quando quiser, onde quiser, permitindo a mais ampla expressão tanto das igualdades quanto das diferenças sem enquadrar ninguém em estereótipos de qualquer natureza.

      Ao invés de tentar forçar a barra para que haja igual número de mulheres e homens na política ou na educação infantil, o que é uma estupidez – porque estatísticas de ocupação de posições em nada refletem a felicidade dos indivíduos – o que eu proponho é simplesmente que CADA INDIVÍDUO seja amplamente protegido para se tornar o que desejar… com igual proteção para quem quiser se tornar deputada e empresária ou dona-de-casa e mãe full time, muito feliz preparando o almoço das crianças e lavando as camisas do maridão. Afinal, quem sou eu – quem é qualquer um outro, inclusive as feministas – para dizer o que é melhor para qualquer homem ou mulher específicos?

      O que eu quero é que todos possam expressar suas tendências naturais (desde que não prejudiquem terceiros) de modo livre e protegido, com iguais direitos e dignidade, sem preconceitos ou prejulgamentos. Inclusive as tendências naturais em que machos e fêmeas divergem.

    • Raios, essa resposta merece virar artigo. :)

  • Li

    E dê-lhe justificativa para sexismo… quando interessa.

    Já perguntei a muitas feministas: toda criança tem direito de ter um pai?

    Na hora de pedir pensão e indenização por abandono emocional, sim.

    Na hora de exercer o “direito” de fazer uma “produção independente” – que consiste basicamente na combinação dos crimes de fraude e seqüestro permanente – não.

    É tudo questão de conveniência.(Arthur)

    Não se trata de conveniência,tampouco de justificativas.
    Se EU posso ser abandonada pelo pai do meu filho,porque não posso ter esse filho sem pai?

    Se eu desejasse muito um filho só meu, o pai JAMAIS saberia.
    Fim.

    O interessante é que algumas frases possuem resposta,rs.

    O contexto deixa de existir,quando interessa….Isso eu chamo de conveniência,caro amigo.


    • “Se EU posso ser abandonada pelo pai do meu filho,porque não posso ter esse filho sem pai?” (Li)

      Porque na hora de exigir pensão ou indenização por abandono emocional o argumento usado é que toda criança tem o direito de ter um pai.

      É como eu disse: na hora de pedir pensão, o que importa é o direito da criança ter um pai, mas na hora de fazer uma produção independente convenientemente o direito da criança ter um pai é esquecido.

    • Gerson B

      “Se EU posso ser abandonada pelo pai do meu filho,porque não posso ter esse filho sem pai?” (Li)

      Alem da razão do Arthur, tambem porque um erro não justifiaca outro, ainda mais contra possíveis inocentes.

      De novo a generalização, um homem faz algo errado e dai ela acha que mulheres estão no direito de fazer isso com os homens em geral.

  • Nelson

    Como se defender de pressão ideológica

    [Imenso texto de terceiros deletado pelo Arthur.]

    Quem tiver interesse de ler visite o link de onde o Nelson tirou o texto: http://homemculto.wordpress.com/2008/08/07/como-o-comunista-tenta-fazer-sua-cabeca/

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