A Mônica volta e meia posta uns links muito doidos no Crônicas Urbanas. Desta vez ela postou o link do artigo “Comer brócolis e espinafre deixa as pessoas mais bonitas, aponta estudo“, publicado no Estadão online, e eu fui lá conferir. Pra quê.
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A Mônica volta e meia posta uns links muito doidos no Crônicas Urbanas. Desta vez ela postou o link do artigo “Comer brócolis e espinafre deixa as pessoas mais bonitas, aponta estudo“, publicado no Estadão online, e eu fui lá conferir. Pra quê. Existe um determinado tipo de ideólogo cuja pregação é sempre direcionada a nivelar por baixo a sociedade, como se todo refinamento cultural fosse pecaminoso e como se a pobreza e as limitações que a acompanham fossem grandes virtudes populares que devem ser impostas a todo custo a todos os extratos sociais. Normalmente isso dura até o sujeito colocar uma boa grana no bolso, depois o que mais se ouve ao cobrar coerência é que “não é bem assim”. Acordem, jornalistas da grande mídia: vocês estão sendo feitos de otários. Não existe “nova forma de vida”. Não existe prova nem indício de vida extraterrestre. O anúncio da NASA não tem nada a ver com astrobiologia. O anúncio da NASA e a acusação de estupro contra o criador do site WIKILEAKS são factóides forjados para abafar e reduzir as repercussões do vazamento de informações que escancarou as partes mais vergonhosas da política externa dos Estados Unidos da América e de muitos outros países. E vocês estão se prestando direitinho ao papel que o Tio Sam reservou para vocês. De novo. Desde minha infância eu sempre fiquei pasmo com a possibilidade de mentir usando a lógica. Afinal, falácias e sofismas são facilmente detectados justamente por trazerem tatuados na testa o aviso “estou mentindo”, certo? Errado. O Homo sapiens tem grande potencial intelectual, mas cai em armadilhas argumentativas dignas de fazer corar um Pongo pygmaeus… Um antigo e sábio ditado diz: “existem as pequenas mentiras… existem as grandes mentiras… e existe a estatística”. Lógico que a estatística não é uma “ciência de como mentir”, mas como a maior parte das pessoas não tem conhecimento – nem senso crítico – para avaliar adequadamente informações em formato estatístico, não é muito difícil utilizar a estatística para produzir avaliações distorcidas da realidade. Eu nunca deixo de ficar pasmo com o fato de muita gente “acreditar” em coisas completamente absurdas, por mais que se demonstre que aquilo não somente não tem fundamento como de fato é completamente contrário à razão, à lógica e até à física do universo. Eu entendo o desconforto das pessoas ao questionar informações que lhes foram apresentadas ou em tenra infância, ou por pessoas em quem elas confiavam, ou ambas, mas não entendo a incapacidade das pessoas de assumir a defesa da informação verdadeira quando esta é cabalmente demonstrada. A idéia de que a posição de algumas estrelas no céu no momento do nascimento influencie a personalidade das pessoas é tão ridícula, tão absurda, tão estapafúrdia, que eu não consigo entender como é que alguém pode levar a sério algo assim – e tem muita gente que leva tão a sério que toma decisões importantes baseadas no mapa astral, desde investir ou não em um relacionamento amoroso até contratar ou não um funcionário. |
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