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My Medical Choice – Angelina Jolie

Este é o artigo original escrito por Angelina Jolie e publicado no The New York Times, para quem quiser conferir o que exatamente ela disse que gerou toda a discussão que levou a meu artigo anterior. (Os grifos são meus.) Ao final há dois artigos relacionados, também retirados do The New York Times, que discutem a questão de forma civilizada.   [Ler texto completo]

Angelina Jolie quer mutilar mulheres saudáveis?

Por tudo que é mais sagrado, eu estou coberto de nojo por uma declaração perversa que vi no Youtube: “Angelina Jolie breast mutilation agenda exposed”. Já chegamos mesmo ao nível de perversão necessário para “respeitar” esse tipo de acusação infame e execrável? 

Imagine você que um exame médico traga uma péssima notícia: você tem 87% de chance de desenvolver uma doença fatal, cujo desenvolvimento pode ser lento e doloroso e cujo tratamento é desconfortável e debilitante, além de não ser eficaz em muitos casos. 

Imagine você que é jovem, que tem filhos pequenos, que tem muitos planos para a vida e que deseja muito viver com uma boa qualidade de vida… E que há 87% de chance de que tudo isso seja destruído pela doença. 

Imagine você que sua mãe já tenha sucumbido a essa mesma doença, morrido jovem, sofrido muito, e que você tenha acompanhado a agonia dela e de toda a família. 

Imagine você que a medicina conheça um modo de reduzir sua chance de sofrer tudo isso de 87% para menos de 5%, mas – sempre tem um “mas” – o método é cirúrgico, exige a remoção de tecidos e pode deixar cicatrizes e modificar um pouco o formato de seu corpo, o que faz você temer não somente por sua vida e saúde física, mas também por sua auto-estima. 

Imagine você que, após meses de angústia e dúvidas, conversas com sua família, conversas com seus médicos, mais conversas com sua família, mais conversas com seus médicos, você finalmente toma a difícil decisão de realizar um procedimento preventivo. 

Imagine você que, após toda essa tensão, você finalmente realiza o procedimento e corre tudo bem, seu corpo reage bem, sua família coopera com atenção e carinho, e você sente um grande alívio, começa a superar o trauma.

Imagine você que finalmente se dispõe a comentar o assunto em público, porque você é uma figura pública, e relata com a melhor das intenções todo o sofrimento por que passou, todo o processo de enfrentamento da doença e os sentimentos que que tinha antes, durante e depois do procedimento preventivo radical a que se submeteu para salvar sua própria vida. 

Imagine você que suas declarações a respeito sejam cuidadosas e responsáveis, evitando afirmar que sua solução é a melhor possível, ou que sirva para todo mundo, ou que é a coisa certa a fazer, e que se limite a sugerir que todo mundo que corre um risco semelhante ao que você correu deveria ter o direito e a oportunidade de tomar uma decisão bem informada, assim como você teve o direito e a oportunidade. 

E então um bando de pervertidos acusa você de “querer mutilar pessoas saudáveis” e vomita todo tipo de baboseiras ideológicas sobre “sustentar a indústria do câncer” e “celebrar o abuso médico contra as mulheres” com chamadas odiosas do tipo “Angelina Jolie breast mutilation agenda exposed “. 

Eu fico imaginando como deve se sentir uma pessoa que tenha passado por tudo isso e depois veja esse tipo de comentário na grande mídia ou na internet. Deve doer na alma. Deve magoar muito. Deve fazer a pessoa se sentir ferida, sem chão, sem saber o que fazer. Deve intimidar

E o que faz uma pessoa assim magoada, ferida, intimidada? Na maior parte das vezes, estas pessoas se calam. Deixam de defender o que pensam. E deixam assim o terreno livre para a expansão das ideologias porcas dos intimidadores. É uma tática brutalizante, maldosa, perversa, mas muitas vezes eficaz. 

Eu não acredito que Angelina Jolie vá se calar perante estes pervertidos. E não acho que ela jamais vá conhecer este blog e ler este artigo, até porque ela não fala português e na língua dela já há muito lixo e muitas manifestações de apoio sendo escritos. Mas faço absoluta questão de fazer o registro: vida longa à Angelina Jolie – e que as injúrias obscurantistas que estão sendo lançadas contra ela voltem para os esgotos de onde saíram. 

Se a decisão de Angelina Jolie foi a mais acertada? Não sei. 

Se eu tomaria a mesma decisão no lugar dela? Não sei. 

O que eu recomendaria a outras mulheres? O mesmo que Angelina Jolie recomendou: que se informem, que conversem com seus médicos e com suas famílias, e que tomem suas próprias decisões com base no melhor conhecimento disponível e de acordo com seu melhor entendimento. Mas acima de tudo eu recomendo que não se deixem intimidar por nenhuma pirotecnia ideológica odiosa ao decidir o que é melhor para suas vidas. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 16/05/2013

Racismo e sexismo em nome dos Direitos Humanos

Eu tenho vontade de esganar com minhas próprias mãos os imbecis que endossam o tipo de tese mentirosa e mal intencionada de que raça ou sexo estão ou devem estar ligadas a caráter, dignidade ou direitos. Infelizmente, devido à estupidez ou à ganância – ou a ambos – há cada vez mais gente que pratica os mais descarados racismo e sexismo em nome os Direitos Humanos e de um suposto combate ao racismo e ao sexismo. Desta vez foi um documentário que fez meu sangue ferver. 

O documentário “A Corporação” vai muito bem, mostrando a verdadeira natureza das corporações, até o minuto 49. Aí a besta do Michael Moore aparece e diz que “o problema é que a maioria dos CEOs são homens brancos ricos, que não se comunicam com a maioria do mundo, porque no mundo a maioria são as mulheres, os não-brancos e os pobres”. 

Pronto. Qualquer coisa que se pudesse dizer a favor do tal documentário se torna inviável devido à tese racista e sexista que o diretor cretino introduziu indevidamente na questão. Como se CEOs mulheres ou não-brancos fossem reduzir os lucros para cuidar melhor do meio ambiente ou deixar de demitir funcionários em época de crise – e continuar no cargo. 

Se o problema são os homens brancos, então tragam-me um único nome de CEO mulher ou não-branco cuja companhia esteja listada na Fortune 500 que gerencie sua companhia com técnicas nitidamente diferentes das dos homens brancos e que se mantenha dois anos seguidos na mesma posição ou subindo! 

Eu facilito a busca: a lista da Fortune 500 americana 2013 está aqui, a lista das mulheres CEO da Fortune 500 americana 2013 está aqui e a lista da Fortune 500 global está aqui.

Os racistas e sexistas que supostamente em nome dos Direitos Humanos defendem cotas, direitos especiais e inúmeras outras abominações que violam a letra e o espírito de tudo que já foi produzido pelo movimento pelos Direitos Humanos, especialmente o artigo XXX da DUDH, estão convidados a fazer o dever de casa e apontar diferenças significativas entre decisões de gestão significativas de médio a longo prazo de CEOs homens brancos e de CEOs mulheres ou de outras raças que mantenham suas companhias no mesmo nível de competição ou acima e a si mesmos cargo. 

O correto seria comparar o conjunto de CEOs homens brancos com o conjunto de CEOs mulheres e o conjunto de CEOs de outras raças, mas se alguém achar UM exemplo entre todas as companhias listadas na Fortune 500 já será surpreendente.

Mas o que me estressa mesmo é que nem uma constatação tão óbvia e irrefutável faz com que a mentira deixe de ser propagada por alguns manipuladores mal intencionados e por inúmeros idiotas úteis – e que muitas injustiças sejam cometidas em função de algo que é evidentemente falso. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/05/2013 

 

O fenômeno Marcos Feliciano

Você acha mesmo que Marcos Feliciano é um maluco fundamentalista homofóbico que pretende instalar uma “Jesuscracia” no Brasil? Que ele e o PSC decidiram permanecer sob o tiroteio da grande mídia e dos movimentos sociais porque estão dispostos a defender valores cristãos mesmo à custa de um grande desgaste? Ou mesmo que ele está lá simplesmente para se cacifar perante os eleitores evangélicos? Nada mais equivocado.  [Ler texto completo]

Nossos professores nos traíram

A crítica que fiz aos professores no artigo sobre a tragédia de Santa Maria incomodou muitos e gerou algumas reações bem agressivas. Alguns tentaram até me acusar de “trair a categoria” e prejudicar suas “lutas por melhores salários e condições de trabalho”. Arrãm. Vamos analisar isso melhor.  [Ler texto completo]

Médico confunde tiro em abdome com sintoma de fome

Tropecei nessa notícia: Médico confunde tiro em abdome com sintoma de fome. Nenhum comentário sobre “medicina degenerada” e quejandos. Não é este o caso. Isso não foi “erro médico”, foi falta de cérebro de TODOS os envolvidos. O taxista foi ao hospital POR QUÊ? Quanto a mim, quero apenas saber onde comprar uma passagem no ônibus espacial. Só de ida. 

Esqueçam a Relatividade e a Mecânica Quântica – estudem Newton e Descartes

Um fenômeno estranho surgiu após a popularização da Teoria da Relatividade e da Mecânica Quântica: as pessoas começaram a misturar física com metafísica e a inventar explicações pseudo-científicas para uma suposta realidade sobrenatural com base em interpretações equivocadas de conceitos pertencentes à Teoria da Relatividade completamente descontextualizados. Noutras palavras, houve uma apropriação indevida do vocabulário científico pelos místicos e muita bobagem travestida de conhecimento começou a ser propagada.  [Ler texto completo]

Vaticano promete combater casamento gay

Eu não canso de me surpreender com a estupidez humana. Traduzindo o título acima: “Estado teocrático planeja disseminar campanha internacional de ódio contra cidadãos inofensivos”. Uma intenção declarada de interferir na soberania de outras nações com propósitos fascistas tratada como questão de “liberdade de crença”.  [Ler texto completo]

A Seita da Estrela Vermelha

A Seita da Estrela Vermelha é uma mistura de fanatismo neopentecostal com vudu: apresenta-se como o único caminho a ser percorrido e transforma seus fiéis em zumbis incapazes de perceber qualquer alternativa.  [Ler texto completo]

Lógica politicamente correta (parte 3)

Na primeira parte deste artigo vimos que os politicamente corretos consideram as mesmas ações certas ou erradas conforme o agente que as pratique. Na segunda parte vimos que essa ideologia é messiânica e fundamentalista. Nesta terceira parte veremos por que ela é tão atraente para os medíocres e/ou mal intencionados.  [Ler texto completo]