A Mônica volta e meia posta uns links muito doidos no Crônicas Urbanas. Desta vez ela postou o link do artigo “Comer brócolis e espinafre deixa as pessoas mais bonitas, aponta estudo“, publicado no Estadão online, e eu fui lá conferir. Pra quê.
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A Mônica volta e meia posta uns links muito doidos no Crônicas Urbanas. Desta vez ela postou o link do artigo “Comer brócolis e espinafre deixa as pessoas mais bonitas, aponta estudo“, publicado no Estadão online, e eu fui lá conferir. Pra quê. Eu tirei os últimos três dias para ler o livro de George Lakoff, Don’t Think of an Elephant!: Know Your Values and Frame the Debate–The Essential Guide for Progressives (resenhas em inglês, pdf em inglês) e mais uns vinte artigos sobre a importância da correta formação de quadros conceituais para transmitir idéias com eficácia. Tomara que isso melhore meu modo de escrever aqui no blog… Causa e efeito. A vida não é um jogo de pedra-tesoura-papel em que escolhas aleatórias são bem ou mal sucedidas em confronto com eventos também aleatórios. O peso que você tem hoje é resultado de suas escolhas quanto à dieta e atividade física no passado. O emprego que você tem hoje é resultado de suas escolhas quanto a estudos e esforço em capacitação. Os amigos que você tem hoje são resultado de suas escolhas de que círculos sociais você decidiu freqüentar. Não que não exista aleatoriedade, mas você não se tornará um bom tecladista tocando bumbo. Mataram o Kadafi ontem. Mas, como hoje é sexta-feira, segue um artigo leve. Todo Arthur é rei. Todo Ricardo é coração de leão. Todo Ronaldo é fenômeno. E todo Elvis é imortal, claro. Há nomes que condicionam destinos e nomes que tornam previsíveis 99% das piadas e citações que seu portador ouvirá. Mas você Imagina o que pode acontecer quando um Arthur conhece um Lancelot? O mundo não aprendeu a pensar, o que é a parte mais preocupante. E, por não ter aprendido a pensar, também não aprendeu a se afastar dos vilões em pele de cordeiro que manipulam mentes e corações em proveito próprio. Não tem coisa que me incomode mais do que a utilização de clichês supostamente racionalistas para sustentar posições irracionais (e freqüentemente mal intencionadas). Um exemplo claro é a falácia do “prove”: você diz em um fórum de debates que “o céu é azul”, um interlocutor mal intencionado diz “prove” e uma claque de safados e inocentes úteis misturados assume que o céu não é azul porque você não sabe citar um artigo científico que diga isso. O mesmo vale em relação às chamadas “Teorias da Conspiração”, que são descartadas pelo simples fato de serem assim rotuladas, como se não fosse possível haver conspirações de fato. |
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