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Quem merece ser ajudado?

O texto abaixo é uma tradução aproximada e editada de um trecho de um documentário que eu não quero revelar ainda para não trazer interferências desnecessárias ao debate. Ele traz uma questão muito interessante para quem quer se lançar em qualquer projeto para ajudar pessoas, seja do modo que for. 

Acho que é um erro perguntar se um povo, como uma unidade, irá compreender você. Não me interessa se todas as pessoas me compreendem. 

Quando nos deparamos com uma crise devastadora que coloca a vida em risco, como o Titanic ser atingido por um iceberg, e sabemos antes de todos os outros que o navio vai afundar, sabemos que não existem barcos salva-vidas suficientes, sabemos como construir salva-vidas e tentamos lidar com isso no tempo que o Titanic tem antes de afundar, é provável que encontremos três tipos de passageiros no Titanic. 

Iremos encontrar um primeiro grupo que será apanhado de surpresa: “O navio foi atingido? O que significa isso? O que faço? Não sei o que fazer! Não sei para onde ir! Devo… Não sei!”. 

Haverá um segundo grupo que dirá: “Já percebemos que o navio vai afundar. Já percebemos que vamos todos morrer a não ser que construamos salva-vidas rapidamente. Mostre-nos o que fazer!” 

E haverá um terceiro grupo que dirá: “Este é o Titanic! É absolutamente inafundável! Vamos até o bar tomar uma bebida, e vocês pregadores do Apocalipse podem ir dar uma volta!” 

Se você for a pessoa que sabe construir salva-vidas, que grupo de pessoas você vai ajudar?

Eu adotaria o seguinte conjunto de prioridades, baseado no meu melhor entendimento do que sejam “responsabilidade”, “mérito” e “justiça”: 

Em primeiro lugar eu ajudaria quem teve o cuidado de se manter adequadamente informado sobre as coisas realmente importantes a sua volta e já está decidido e pronto para colaborar. 

Em segundo lugar eu ajudaria quem não teve este cuidado, ou está confuso e não consegue pensar direito, mas decide assumir a posição mais cautelosa e colaborar mesmo sem ter certeza de que o perigo é real. 

E em terceiro lugar eu não ajudaria mais ninguém. A turma do bar já foi avisada e já tomou sua própria decisão. Que arquem com as conseqüências. 

Como eu sou um coração-de-manteiga-derretida, muitas vezes já insisti em ajudar a turma do bar, mas a vida me ensinou através de muitas decepções e frustrações que isso é inútil e desgastante. Com exceção apenas dos casos de incapacidade de autodeterminação, hoje eu acredito em ajudar apenas quem quer ser ajudado e se esforça para aproveitar a ajuda.

E você? 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 21/05/2013 

 

Racismo e sexismo em nome dos Direitos Humanos

Eu tenho vontade de esganar com minhas próprias mãos os imbecis que endossam o tipo de tese mentirosa e mal intencionada de que raça ou sexo estão ou devem estar ligadas a caráter, dignidade ou direitos. Infelizmente, devido à estupidez ou à ganância – ou a ambos – há cada vez mais gente que pratica os mais descarados racismo e sexismo em nome os Direitos Humanos e de um suposto combate ao racismo e ao sexismo. Desta vez foi um documentário que fez meu sangue ferver. 

O documentário “A Corporação” vai muito bem, mostrando a verdadeira natureza das corporações, até o minuto 49. Aí a besta do Michael Moore aparece e diz que “o problema é que a maioria dos CEOs são homens brancos ricos, que não se comunicam com a maioria do mundo, porque no mundo a maioria são as mulheres, os não-brancos e os pobres”. 

Pronto. Qualquer coisa que se pudesse dizer a favor do tal documentário se torna inviável devido à tese racista e sexista que o diretor cretino introduziu indevidamente na questão. Como se CEOs mulheres ou não-brancos fossem reduzir os lucros para cuidar melhor do meio ambiente ou deixar de demitir funcionários em época de crise – e continuar no cargo. 

Se o problema são os homens brancos, então tragam-me um único nome de CEO mulher ou não-branco cuja companhia esteja listada na Fortune 500 que gerencie sua companhia com técnicas nitidamente diferentes das dos homens brancos e que se mantenha dois anos seguidos na mesma posição ou subindo! 

Eu facilito a busca: a lista da Fortune 500 americana 2013 está aqui, a lista das mulheres CEO da Fortune 500 americana 2013 está aqui e a lista da Fortune 500 global está aqui.

Os racistas e sexistas que supostamente em nome dos Direitos Humanos defendem cotas, direitos especiais e inúmeras outras abominações que violam a letra e o espírito de tudo que já foi produzido pelo movimento pelos Direitos Humanos, especialmente o artigo XXX da DUDH, estão convidados a fazer o dever de casa e apontar diferenças significativas entre decisões de gestão significativas de médio a longo prazo de CEOs homens brancos e de CEOs mulheres ou de outras raças que mantenham suas companhias no mesmo nível de competição ou acima e a si mesmos cargo. 

O correto seria comparar o conjunto de CEOs homens brancos com o conjunto de CEOs mulheres e o conjunto de CEOs de outras raças, mas se alguém achar UM exemplo entre todas as companhias listadas na Fortune 500 já será surpreendente.

Mas o que me estressa mesmo é que nem uma constatação tão óbvia e irrefutável faz com que a mentira deixe de ser propagada por alguns manipuladores mal intencionados e por inúmeros idiotas úteis – e que muitas injustiças sejam cometidas em função de algo que é evidentemente falso. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/05/2013 

 

O fenômeno Marcos Feliciano

Você acha mesmo que Marcos Feliciano é um maluco fundamentalista homofóbico que pretende instalar uma “Jesuscracia” no Brasil? Que ele e o PSC decidiram permanecer sob o tiroteio da grande mídia e dos movimentos sociais porque estão dispostos a defender valores cristãos mesmo à custa de um grande desgaste? Ou mesmo que ele está lá simplesmente para se cacifar perante os eleitores evangélicos? Nada mais equivocado.  [Ler texto completo]

A maioridade penal

A maioridade penal deve ser aos 16 anos ou aos 18 anos? Ou ainda em alguma outra idade? Este debate ressurge toda vez que surge uma nova notícia sobre algum crime bárbaro cometido por um menor de idade. E este debate está totalmente viciado, porque nenhuma idade específica pode ser usada para definir maioridade – civil ou penal – de modo justo para todos os casos.  [Ler texto completo]

A Tragédia de Santa Maria pelo ângulo que ninguém comenta

A tragédia em Santa Maria me faz sentir uma mistura de raiva e desânimo. Raiva pela hipocrisia generalizada, desânimo pelo pacto de silêncio que nestes momentos se exige “em respeito às vítimas”, como se observar as verdadeiras dinâmicas políticas, sociais e econômicas por trás destes eventos fosse o problema e não a solução. Mas há um outro ângulo de visão por trás da fachada que cada grupo de interesse apresenta em público nestes momentos.  [Ler texto completo]

Mãe pede que filha viciada em crack seja esterilizada

Esta é uma polêmica interessante que surgiu no Rio Grande do Sul. Uma usuária de drogas pode ter filhos, mas não pode cuidar deles – tanto porque o ECA proíbe quanto porque neste caso ela não tem mesmo condições. A avó é sobrecarregada com a responsabilidade de criar os netos que não param de ser gerados e pede a esterilização da usuária de drogas. Qual é a solução para esse imbróglio jurídico?  [Ler texto completo]

Quem é esse negão desse tal de mensalão?

Pois ontem eu estava conversando com duas amigas minhas e uma delas me perguntou quem era esse tal de Manoel Barbosa ou Marcos Barbosa. Eu não sabia de ninguém com esses nomes e ela esclareceu: esse negão aí desse tal de mensalão.  [Ler texto completo]

Por que o racismo e o sexismo são ruins?

A resposta é simples: porque são injustos. Mas por que são injustos? Essa é a verdadeira questão. Ao contrário do que normalmente se diz, o motivo pelo qual o racismo e o sexismo são injustos não é porque favorece algumas pessoas em detrimento de outras.  [Ler texto completo]

Quadrilha que rouba unida permanece unida

Quando toda a cúpula de uma quadrilha criminosa é condenada e os restantes integrantes se reúnem para fazer um desagravo aos criminosos-chefes, demonstrando publicamente que aprovam a roubalheira… Não é engraçado assisti-los reclamarem que as quadrilhas rivais e a grande mídia estão “criminalizando a quadrilha”? 

Eu ri muito. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 10/10/2012

Como a Claro trata o cliente – parte 3: o escudo da lei

Quando os minutos se transformam em horas ao telefone sem que se consiga qualquer solução para um problema banal é que se percebe o valor do atendimento presencial. Fui, portanto, até um quiosque da Claro em um Shopping para tentar resolver o problema lá. Doce ilusão, claro [Ler texto completo]