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Pensar Não Dói, o blog mais realista do mundo

Para quem achava que o Darwinito não representa a realidade humana: 

Arvorísticos agradecimentos ao leitor Christian.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br  - 20/06/2013 

Você confia nas estatísticas de avanço social no Brasil?

A propaganda oficial é de que “o Brasil é um país cada vez mais de classe média”. Em defesa desta tese, o governo do PT e seus apoiadores citam estatísticas de que mostram que a classe média aumentou e a pobreza diminuiu. Mas vou mostrar aqui como é que se faz para mentir com estatísticas.

Esta é a calculadora de classe social do DataFolha

Clique na imagem para abrir uma janela com a calculadora.

A manipulação das estatísticas fica evidente porque, segundo este critério, o Brasil só tem três classes sociais: o extrato bem do alto, o extrato bem de baixo e todo o resto no meio. Quer dizer, assim é fácil ser “classe média”. Basta não ser o Eike Batista, nem o mendigo embaixo da ponte, certo? 

Errado. A manipulação é muito pior do que você imagina. Até mesmo o mendigo embaixo da ponte pode ser “classe média intermediária” de acordo com os critérios do DataFolha. Se você duvida, faça a simulação que eu sugiro abaixo. 

Eu imaginei a seguinte situação: que eu tivesse me atirado nas drogas, perdido tudo e contraído tuberculose, e vivesse pedindo esmolas pra fumar crack embaixo de uma ponte a noite toda, dormindo de dia embaixo de um viaduto úmido, enrolado num cobertor rasgado e abraçado num cachorro sarnento para não morrer de frio, comendo lixo e fazendo as necessidades fisiológicas na rua. Em resumo, um dos piores quadros de miséria possíveis. 

Qual minha classe social nestas condições? Classe média intermediária. 

Eu marquei todas as piores alternativas existentes, exceto uma: nível educacional. Afinal, a pós-graduação que eu fiz é “indesfazível”, então eu nunca deixarei de tê-la, mesmo que enlouqueça, perca a memória e passe a confundir cocô de gato com chiclete. 

Basta que eu tenha feito aquele curso para que nunca mais eu deixe de ser no mínimo um integrante da classe média intermediária, independentemente de minha realidade sócio-econômica.

Não é fantástico? Um país gerenciado segundo tais critérios estatísticos nunca piora. Assim o governo federal sempre pode encher a boca e dizer que “nunca antes neste país” a situação esteve melhor – e mostrar estatísticas oficiais que comprovem isso. 

A essas alturas eu fiquei curioso: comecei a fazer outras simulações, sempre tendo em vista aquela imagem de desgraçado que perdeu tudo, mas baixando a escolaridade um passo de cada vez. E o que eu descobri me deixou estupefato. 

Faça a simulação. Coloque “nível superior incompleto” como escolaridade do desgraçado sob o viaduto. A que classe social ele pertence? Classe média intermediária. 

Vamos pensar um pouco no que significa isso. 

O que é necessário para ter um “curso superior incompleto”? 

BINGO: basta ingressar em uma universidade federal pelo sistema de cotas, rodar em todas as disciplinas do primeiro semestre e abandonar o curso. Isso é “curso superior incompleto”. Isso é garantia de pertencer à “classe média intermediária” pelo resto da vida. 

Qual o resultado deste modo de fazer estatísticas? 

Como 50% das vagas de todas as universidades federais serão reservadas para cotistas, o impacto do sistema de cotas nas estatísticas será “uma grande redução da miséria”, mesmo que todos os cotistas vão viver embaixo da ponte fumando crack abraçados num cachorro sarnento pra não morrerem de frio.

E o governo federal terá lindas estatísticas oficiais para se reeleger afirmando que o país está cada vez melhor, que tirou tantos da miséria, que fez milagres pela situação dos negros, que implementou justiça social, que revolucionou a educação e a economia, que mudou a cara da sociedade… 

Brasil, um país de tolos. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 28/05/2013 

Médico confunde tiro em abdome com sintoma de fome

Tropecei nessa notícia: Médico confunde tiro em abdome com sintoma de fome. Nenhum comentário sobre “medicina degenerada” e quejandos. Não é este o caso. Isso não foi “erro médico”, foi falta de cérebro de TODOS os envolvidos. O taxista foi ao hospital POR QUÊ? Quanto a mim, quero apenas saber onde comprar uma passagem no ônibus espacial. Só de ida. 

Refinamento gorilesco

Porto Alegre está embaixo d’água há três dias. O trânsito está um caos. As ruas estão permanentemente alagadas. Ninguém chega em lugar algum com os sapatos secos. E lá vinha eu a pé, do estacionamento até meu local de trabalho, quando um xxxxx-xx-xxxx passou rápido sobre uma poça d’água a meu lado – e na mesma hora eu me lembrei de um documentário sobre gorilas que assisti na National Geografic.  [Ler texto completo]

Pensar Não Dói, mas incomoda

O blog Pensar Não Dói começou a sofrer ataques de trolls ideologicamente vinculados aos movimentos sociais aqui criticados. É um bom sinal. Significa que o blog está incomodando ao desmascarar mentiras e falácias e lançar luz sobre as verdadeiras intenções destes grupos lobbystas. Mas isso também significa que os amigos do blog terão que tomar alguns cuidados extras daqui em diante.  [Ler texto completo]

Sexta-feira treze não tem artigo no blog

[Ironic Mode ON]

Sei lá, deve dar azar. Também não vou passar embaixo de escadas, nem cruzar o caminho de gatos pretos e muito menos quebrar espelhos. Essas coisas são muito perigosas. Vou correr pra casa e me meter embaixo das cobertas com um pé-de-coelho numa mão e um trevo-de-quatro-folhas na outra, depois de jogar um punhado de sal grosso sobre o ombro e rezar para Santo Antônio. Assim estarei seguro!

[Ironic Mode OFF]

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/07/2012

Sobre a imprevidência (2)

Às vezes eu preciso desligar o cérebro preventivamente para evitar um AVC causado pela contemplação da estupidez humana. O caso típico desta necessidade normalmente é proporcionado pela TV aberta. Desta vez foi uma notícia em um telejornal, cuja fonte não vou citar para poder xingar a protagonista sem risco de processo.  [Ler texto completo]

O band-aid na parede

O apartamento em que estou morando tem uma falha na pintura da parede da sala no formato de um “band-aid”. Como aconteceu isso? Simples: o inquilino anterior colocou um quadro na parede. Para não quebrar o reboco nem lascar a tinta, deram a dica para ele colocar uma fita adesiva sobre a parede no local onde ia colocar o prego. Como ele não dispunha de uma fita adesiva, usou um band-aid.

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Sobre a “polêmica” do BBB12

“Polêmica”? Como assim “polêmica”? Se alguém coloca vinte chimpanzés dentro de uma jaula e espalha duzentos revólveres carregados pelo chão, é “polêmico” que em algum momento um tiro seja disparado e possa atingir alguém? Pfff… [Ler texto completo]

Física básica aplicada à mecânica de automóveis

Se existe algo que me deixa irritado rapidamente é a alegação de que algum conhecimento é “muito teórico” e que “na prática as coisas não funcionam assim” quando eu sei que se trata de um conhecimento absolutamente sólido, perfeitamente estabelecido pela ciência. [Ler texto completo]