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Por que os EUA apoiaram ditaduras?

Os EUA se auto-proclamam “a maior democracia do mundo”. A despeito do fato de serem na verdade uma plutocracia, o fato é que eles se dizem democráticos. Como então poderiam apoiar ditaduras “em nome da democracia e da liberdade”? Eu não entendia isso – até que a evolução da política nacional me levou a estudar em maior profundidade o marxismo e sua conseqüência inevitável, o stalinismo, bem como sua identidade de interesses com os plutocratas. 

A razão histórica pela qual os EUA auxiliaram diversos golpes de Estado e apoiaram várias ditaduras é muito simples: como eles conheciam muito bem como se desenvolve e evolui todo regime de esquerda, eles simplesmente identificavam de que lado estavam os comunistas e então apoiavam o outro lado. Um critério extremamente simples e pragmático. 

O grande erro dos EUA neste processo – do ponto de vista dos objetivos deles – foi confiar na estabilidade dos regimes repressivos que ajudaram a implantar e não querer investir suficiente dinheiro na instauração de plutocracias anticomunistas, como a que eles mesmos têm. Vejamos o caso do Brasil. 

A ditadura militar brasileira, implantada em três fases – 1961, 1964 e 1969 – acabou cassando a patota esquerdista e instaurando um regime bipartidário como o dos EUA. O problema é que, para quem queria bloquear a entrada do comunismo, o discurso nacionalista dos milicos atrapalhou muito. 

O grande capital, inimigo histórico do stalinismo, é internacionalista. E naquela época ainda não se havia associado às cúpulas esquerdistas como hoje. Então, um pouco tentando ser correta, um pouco tentando agradar seu maior aliado, a ditadura militar não estabeleceu aqui regras plutocráticas como as dos EUA. A conseqüência direta foi que, poucos anos depois, a pífia democracia aqui implantada, traumatizada pelos arroubos anarco-capitalistas selvagens da década de 1990, estendeu alegremente o tapete vermelho para o stalinismo que hoje se enraíza firmemente no Estado brasileiro. 

Mas voltemos aos EUA. 

O interesse dos EUA nunca foi, é óbvio, o bem estar dos povos sobre os quais interviu. Sua elite plutocrática sempre defendeu o sagrado direito de explorar todas as oportunidades econômicas disponíveis sem a menor preocupação com o ser humano. Tanto isso é verdade que atrocidades cometidas contra populações inocentes e indefesas nunca incomodaram os EUA, desde que não atrapalhassem o fluxo de mercadorias – como o petróleo da Líbia sob a ditadura de Muamar Kadafi, só para citar um exemplo. 

Não é de surpreender, então, que o uso de mão-de-obra escrava na China tenha sido visto como uma oportunidade de baratear a produção de computadores, vestimentas, tênis, telefones, eletrodomésticos, automóveis, quinquilharias diversas e praticamente todos os bens de consumo que se possa imaginar. Crianças chinesas exploradas não votam nos EUA, certo? E, mesmo se votassem, que alternativa teriam? 

Mais uma vez, portanto, os EUA apoiaram uma ditadura que lhes era conveniente. É este o motivo pelo qual eles sempre fazem o que fazem – conveniência para a elite plutocrática. 

Desta vez, porém, a plutocracia estadunidense apoiou justamente seu inimigo histórico mais mortal, os comunistas, que estão dispostos a todo tipo de barbárie para atingir seus objetivos, e se colocou em uma posição aparentemente de grande vulnerabilidade, tendo transferido grande parte de seu parque industrial para o território do inimigo, o que me deixa com uma dúvida cruel em mãos. 

O que realmente aconteceu nos bastidores? A plutocracia estadunidense, cega pela ganância, cometeu o mais grave dos erros estratégicos desde a Segunda Guerra Mundial? Ou os grandes conglomerados transnacionais, incrivelmente favorecidos e capitalizados após o boom capitalista da década de 1990, estão abandonando tanto os liberais quanto qualquer suposta lealdade geográfica e se associando com os comunistas em busca de uma aliança ainda mais conveniente? 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 21/05/2013 

 

Racismo e sexismo em nome dos Direitos Humanos

Eu tenho vontade de esganar com minhas próprias mãos os imbecis que endossam o tipo de tese mentirosa e mal intencionada de que raça ou sexo estão ou devem estar ligadas a caráter, dignidade ou direitos. Infelizmente, devido à estupidez ou à ganância – ou a ambos – há cada vez mais gente que pratica os mais descarados racismo e sexismo em nome os Direitos Humanos e de um suposto combate ao racismo e ao sexismo. Desta vez foi um documentário que fez meu sangue ferver. 

O documentário “A Corporação” vai muito bem, mostrando a verdadeira natureza das corporações, até o minuto 49. Aí a besta do Michael Moore aparece e diz que “o problema é que a maioria dos CEOs são homens brancos ricos, que não se comunicam com a maioria do mundo, porque no mundo a maioria são as mulheres, os não-brancos e os pobres”. 

Pronto. Qualquer coisa que se pudesse dizer a favor do tal documentário se torna inviável devido à tese racista e sexista que o diretor cretino introduziu indevidamente na questão. Como se CEOs mulheres ou não-brancos fossem reduzir os lucros para cuidar melhor do meio ambiente ou deixar de demitir funcionários em época de crise – e continuar no cargo. 

Se o problema são os homens brancos, então tragam-me um único nome de CEO mulher ou não-branco cuja companhia esteja listada na Fortune 500 que gerencie sua companhia com técnicas nitidamente diferentes das dos homens brancos e que se mantenha dois anos seguidos na mesma posição ou subindo! 

Eu facilito a busca: a lista da Fortune 500 americana 2013 está aqui, a lista das mulheres CEO da Fortune 500 americana 2013 está aqui e a lista da Fortune 500 global está aqui.

Os racistas e sexistas que supostamente em nome dos Direitos Humanos defendem cotas, direitos especiais e inúmeras outras abominações que violam a letra e o espírito de tudo que já foi produzido pelo movimento pelos Direitos Humanos, especialmente o artigo XXX da DUDH, estão convidados a fazer o dever de casa e apontar diferenças significativas entre decisões de gestão significativas de médio a longo prazo de CEOs homens brancos e de CEOs mulheres ou de outras raças que mantenham suas companhias no mesmo nível de competição ou acima e a si mesmos cargo. 

O correto seria comparar o conjunto de CEOs homens brancos com o conjunto de CEOs mulheres e o conjunto de CEOs de outras raças, mas se alguém achar UM exemplo entre todas as companhias listadas na Fortune 500 já será surpreendente.

Mas o que me estressa mesmo é que nem uma constatação tão óbvia e irrefutável faz com que a mentira deixe de ser propagada por alguns manipuladores mal intencionados e por inúmeros idiotas úteis – e que muitas injustiças sejam cometidas em função de algo que é evidentemente falso. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/05/2013 

 

Por que sempre dá zebra na política

Você quer saber como é possível que mesmo após 2.500 anos do surgimento da democracia nenhuma sociedade democrática no planeta jamais produziu espontaneamente um Estado capaz de estabelecer leis plenamente justas, um sistema econômico estável e abundante e uma cultura em que a autonomia individual e a harmonia social são ambas valorizadas e equilibradas? Eu explico.  [Ler texto completo]

O fenômeno Marcos Feliciano

Você acha mesmo que Marcos Feliciano é um maluco fundamentalista homofóbico que pretende instalar uma “Jesuscracia” no Brasil? Que ele e o PSC decidiram permanecer sob o tiroteio da grande mídia e dos movimentos sociais porque estão dispostos a defender valores cristãos mesmo à custa de um grande desgaste? Ou mesmo que ele está lá simplesmente para se cacifar perante os eleitores evangélicos? Nada mais equivocado.  [Ler texto completo]

A Tragédia de Santa Maria pelo ângulo que ninguém comenta

A tragédia em Santa Maria me faz sentir uma mistura de raiva e desânimo. Raiva pela hipocrisia generalizada, desânimo pelo pacto de silêncio que nestes momentos se exige “em respeito às vítimas”, como se observar as verdadeiras dinâmicas políticas, sociais e econômicas por trás destes eventos fosse o problema e não a solução. Mas há um outro ângulo de visão por trás da fachada que cada grupo de interesse apresenta em público nestes momentos.  [Ler texto completo]

Os Smurfs e os Gauleses

Antes que os três linguarudos que receberam a mensagem sobre os Smurfs e o Asterix por torpedo comecem a bagunçar a caixa de comentários dos outros artigos, acho melhor compartilhar a brincadeira com todo mundo. Segure firme, lá vem maionese… Ou não.  [Ler texto completo]

A cultura de submissão e o massacre na escola Sandy Hook

Mais um massacre em uma escola. Um atirador, mais de cem tiros, vinte e oito mortos. E lá vou eu novamente perguntar: por que o atirador escolheu matar crianças em uma escola e não atiradores treinados em uma reunião da National Rifle Association? Por que não invadiu uma delegacia de polícia atirando? Por que não atacou uma boca de tráfico num bairro barra-pesada?  [Ler texto completo]

Quem é esse negão desse tal de mensalão?

Pois ontem eu estava conversando com duas amigas minhas e uma delas me perguntou quem era esse tal de Manoel Barbosa ou Marcos Barbosa. Eu não sabia de ninguém com esses nomes e ela esclareceu: esse negão aí desse tal de mensalão.  [Ler texto completo]

Ninguém tem o direito de não ser ofendido

Vídeo de um minuto e dezoito segundos em que o escritor Phillip Pulmann esclarece os direitos e os limites quanto à liberdade de expressão. Simples, direto, esclarecedor, coerente e civilizado.

Interessante que para defender a posição oposta foram necessários cinquenta e um minutos e trinta e seis segundos no documentário de Pedro Arantes que sugere a liberdade de expressão só pode ser exercida contra as “vítimas corretas”. Sutilmente editado para parecer coerente e civilizado. 

Por que o racismo e o sexismo são ruins?

A resposta é simples: porque são injustos. Mas por que são injustos? Essa é a verdadeira questão. Ao contrário do que normalmente se diz, o motivo pelo qual o racismo e o sexismo são injustos não é porque favorece algumas pessoas em detrimento de outras.  [Ler texto completo]