Fique amigo

Pensar Não Dói no Facebook Pensar Não Dói no Twitter Pensar Não Dói no Orkut

Siga o blog

Por que os EUA apoiaram ditaduras?

Os EUA se auto-proclamam “a maior democracia do mundo”. A despeito do fato de serem na verdade uma plutocracia, o fato é que eles se dizem democráticos. Como então poderiam apoiar ditaduras “em nome da democracia e da liberdade”? Eu não entendia isso – até que a evolução da política nacional me levou a estudar em maior profundidade o marxismo e sua conseqüência inevitável, o stalinismo, bem como sua identidade de interesses com os plutocratas. 

A razão histórica pela qual os EUA auxiliaram diversos golpes de Estado e apoiaram várias ditaduras é muito simples: como eles conheciam muito bem como se desenvolve e evolui todo regime de esquerda, eles simplesmente identificavam de que lado estavam os comunistas e então apoiavam o outro lado. Um critério extremamente simples e pragmático. 

O grande erro dos EUA neste processo – do ponto de vista dos objetivos deles – foi confiar na estabilidade dos regimes repressivos que ajudaram a implantar e não querer investir suficiente dinheiro na instauração de plutocracias anticomunistas, como a que eles mesmos têm. Vejamos o caso do Brasil. 

A ditadura militar brasileira, implantada em três fases – 1961, 1964 e 1969 – acabou cassando a patota esquerdista e instaurando um regime bipartidário como o dos EUA. O problema é que, para quem queria bloquear a entrada do comunismo, o discurso nacionalista dos milicos atrapalhou muito. 

O grande capital, inimigo histórico do stalinismo, é internacionalista. E naquela época ainda não se havia associado às cúpulas esquerdistas como hoje. Então, um pouco tentando ser correta, um pouco tentando agradar seu maior aliado, a ditadura militar não estabeleceu aqui regras plutocráticas como as dos EUA. A conseqüência direta foi que, poucos anos depois, a pífia democracia aqui implantada, traumatizada pelos arroubos anarco-capitalistas selvagens da década de 1990, estendeu alegremente o tapete vermelho para o stalinismo que hoje se enraíza firmemente no Estado brasileiro. 

Mas voltemos aos EUA. 

O interesse dos EUA nunca foi, é óbvio, o bem estar dos povos sobre os quais interviu. Sua elite plutocrática sempre defendeu o sagrado direito de explorar todas as oportunidades econômicas disponíveis sem a menor preocupação com o ser humano. Tanto isso é verdade que atrocidades cometidas contra populações inocentes e indefesas nunca incomodaram os EUA, desde que não atrapalhassem o fluxo de mercadorias – como o petróleo da Líbia sob a ditadura de Muamar Kadafi, só para citar um exemplo. 

Não é de surpreender, então, que o uso de mão-de-obra escrava na China tenha sido visto como uma oportunidade de baratear a produção de computadores, vestimentas, tênis, telefones, eletrodomésticos, automóveis, quinquilharias diversas e praticamente todos os bens de consumo que se possa imaginar. Crianças chinesas exploradas não votam nos EUA, certo? E, mesmo se votassem, que alternativa teriam? 

Mais uma vez, portanto, os EUA apoiaram uma ditadura que lhes era conveniente. É este o motivo pelo qual eles sempre fazem o que fazem – conveniência para a elite plutocrática. 

Desta vez, porém, a plutocracia estadunidense apoiou justamente seu inimigo histórico mais mortal, os comunistas, que estão dispostos a todo tipo de barbárie para atingir seus objetivos, e se colocou em uma posição aparentemente de grande vulnerabilidade, tendo transferido grande parte de seu parque industrial para o território do inimigo, o que me deixa com uma dúvida cruel em mãos. 

O que realmente aconteceu nos bastidores? A plutocracia estadunidense, cega pela ganância, cometeu o mais grave dos erros estratégicos desde a Segunda Guerra Mundial? Ou os grandes conglomerados transnacionais, incrivelmente favorecidos e capitalizados após o boom capitalista da década de 1990, estão abandonando tanto os liberais quanto qualquer suposta lealdade geográfica e se associando com os comunistas em busca de uma aliança ainda mais conveniente? 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 21/05/2013 

 

A Tragédia de Santa Maria pelo ângulo que ninguém comenta

A tragédia em Santa Maria me faz sentir uma mistura de raiva e desânimo. Raiva pela hipocrisia generalizada, desânimo pelo pacto de silêncio que nestes momentos se exige “em respeito às vítimas”, como se observar as verdadeiras dinâmicas políticas, sociais e econômicas por trás destes eventos fosse o problema e não a solução. Mas há um outro ângulo de visão por trás da fachada que cada grupo de interesse apresenta em público nestes momentos.  [Ler texto completo]

Drogas e furtos na madrugada

Às duas horas da madrugada do último dia 4 o porteiro aqui do prédio bateu na minha janela (apartamento térreo) para me avisar que um pedreiro (não o trabalhador da construção civil, mas o usuário de crack) tinha acabado de quebrar a janela do motorista do carro do meu pai (que estou usando desde que o meu carro foi batido) para roubar o rádio.  [Ler texto completo]

A cultura de submissão e o massacre na escola Sandy Hook

Mais um massacre em uma escola. Um atirador, mais de cem tiros, vinte e oito mortos. E lá vou eu novamente perguntar: por que o atirador escolheu matar crianças em uma escola e não atiradores treinados em uma reunião da National Rifle Association? Por que não invadiu uma delegacia de polícia atirando? Por que não atacou uma boca de tráfico num bairro barra-pesada?  [Ler texto completo]

Açúcar não é alimento – açúcar é droga

Como você classificaria uma substância que possui valor alimentar zero, que seduz para o consumo através de um prazer fugaz, que com a continuidade do uso aumenta o desejo e a probabilidade do consumidor ingeri-la novamente e em maior quantidade, que causa alterações metabólicas, que altera o estado mental e que provoca danos graves e permanentes à saúde? Isso não é uma droga? Pois é, isso é o açúcar.  [Ler texto completo]

Desarmamento aumenta renda do crime organizado e terceiriza terrorismo

O Estatuto do Desarmamento tornou um pouco mais difícil para os criminosos pé-de-chinelo adquirirem armas. O problema é que adquirir não é a única maneira de obter. Enquanto os desarmamentistas viam no aumento do preço das armas no mercado negro a inevitável redução do número de armas em mãos de pequenos criminosos, o PCC via nisso uma oportunidade para aumentar seus rendimentos, ampliar seu raio de ação e exercer um terrível e novo poder concedido pelo desarmamento: a terceirização do terrorismo.  [Ler texto completo]

Sobre a onda de homicídios em São Paulo

São Paulo assiste uma onda de homicídios que vitima diversas pessoas todos os dias, entre policiais à paisana, criminosos diversos e gente sem nenhuma ligação com nada suspeito. Isso mostra que, seja lá quem estiver por trás desta iniciativa criminosa de larga escala, é um grupo que compreende a eficácia da introdução dados aleatórios e de falsos padrões estatísticos para dificultar a detecção do verdadeiro padrão por trás dos dados amostrais.  [Ler texto completo]

A intolerância pró-tolerância

A maior parte das pessoas pensa que, para combater a intolerância, é necessário ser sempre tolerante. Isso está errado. Há momentos em que ser tolerante aumenta a intolerância e em que ser intolerante aumenta a tolerância. Confira a análise lógica desta afirmação.  [Ler texto completo]

Vaga pra bandido no governo: revendo a análise original

O leitor que se identifica como “Mindigo” me alertou que a tal reserva de vagas analisada no artigo “Vaga pra bandido no governo: agora é oficial” não contempla os servidores públicos de carreira e sim somente as atividades terceirizadas sob licitação. Isso exige uma revisão da análise original.  [Ler texto completo]

Vaga pra bandido no governo: agora é oficial

Por trás da fachada engana-trouxa de “reinserção social” da proposta de reserva de 5% das vagas para ex-detentos em todos os concursos públicos para o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e a administração indireta do Rio de Janeiro, existe uma terrível ameaça contra a população brasileira. [Ler texto completo]